Há alguns anos que o hospital central Ayres de Menezes de São Tomé e Príncipe, foi enquadrado no mecanismo de cooperação entre hospitais homólogos China–África. Uma iniciativa lançada pelo governo chinês para melhorar o sistema de saúde nos hospitais de referência em África.
São Tomé e Príncipe através do Hospital Ayres de Menezes foi um dos primeiros beneficiários da iniciativa chinesa.
Há mais de dois anos que o Hospital da China Ocidental da Universidade de Sichuan, recebeu 4 médicos santomenses para serem especializados em anestesiologia e medicina intensiva.
No dia 22 de julho os 4 especialistas santomenses, sendo 2 em anestesiologia e 2 em cuidados intensivos, apresentaram o resultado da formação de dois anos em especialidades médicas. Uma cerimónia especial, pois contou com a presença de uma delegação clínica do hospital central Ayres de Menezes composta por 5 membros, e liderada pela directora clínica Bonanza Aragão.

É a primeira vez desde a independência de São Tomé e Príncipe, que o hospital central Ayres de Menezes, e o sistema de saúde do país vão contar com médicos nacionais na especialidade de anestesiologia.
Actualmente só existe um médico expatriado nesta especialidade fulcral para a realização de cirurgias.
«Actualmente, devido à escassez de especialistas nesta área, muitos procedimentos cirúrgicos encontram-se limitados em São Tomé e Príncipe. O regresso destes profissionais representa um passo decisivo para alterar este quadro clínico, garantindo à população acesso oportuno a tratamentos cirúrgicos», relatou a directora clínica do hospital central, Ayres de Menezes.

Os 4 primeiros especialistas santomenses em anestesiologia e cuidados intensivos, regressam ao país no mês de Agosto.
No intercâmbio clínico que demorou 5 dias, a delegação do hospital central Ayres de Menezes, liderada pela directora clínica Bonanza Aragão, participou nas atividades dos diversos serviços do hospital da China ocidental da Universidade de Sichuan, nomeadamente os cuidados intensivos e centro cirúrgico, tendo acompanhado o processo de passagem de turno, a discussão dos casos clínicos e o acompanhamento in loco das intervenções cirúrgicas.
A delegação médica santomense visitou também o centro de competências clínicas do hospital universitário da China, tendo testemunhado os avanços da modernização do sistema de saúde.
Segundo a directora clínica do hospital central Ayres de Menezes, a organização e gestão do Hospital Universitário de Sichuan é de excelência, assim como a qualidade dos equipamentos de diagnóstico e de tratamento.

O desenvolvimento da tecnologia clínica chinesa foi destacado por Bonanza Aragão, que manifestou-se confiante no futuro da medicina em São Tomé e Príncipe. «Isso significa que não devemos perder a esperança. Apelo a todos os profissionais de saúde a tomarmos esta experiência na China como fonte de inspiração para redobrarmos os esforços e a dedicação, a fim de deixarmos um legado precioso para as futuras gerações no setor da saúde» afirmou a directora clínica do Hospital Central de São Tomé e Príncipe.

O reforço dos laços de cooperação no domínio da saúde entre São Tomé e Príncipe e a China foi expresso pela delegação santomense, que espera tirar mais e melhores proveitos no futuro.
Abel Veiga