Sociedade

STP reforça capacidade nacional em epidemiologia de campo com apoio internacional

As autoridades sanitárias de São Tomé e Príncipe intensificam esforços para consolidar parcerias estratégicas com vista à implementação da epidemiologia de campo no país. Esta abordagem permitiu a realização de uma capacitação dirigida a técnicos nacionais, com o objetivo de fortalecer competências na prevenção, deteção e notificação de eventos relevantes para a saúde pública.

Faz-nos muita falta contar com epidemiologistas capacitados, não apenas na área da saúde humana, mas também nos domínios da saúde animal e ambiental”, sublinhou Andreza de Sousa, Coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica.

A integração de São Tomé e Príncipe no projeto regional de preparação, resposta e resiliência a emergências de saúde reafirma o compromisso do país com o fortalecimento da segurança sanitária a nível nacional, regional e global.

A história recente da Covid-19 e da Dengue colocou-nos à prova com surtos de doenças de alto impacto, como a MPOX, e com a constante ameaça de febres hemorrágicas como Ébola e Marburgo na região africana. Estas não são meras hipóteses em manuais de epidemiologia; são perigos reais e iminentes às nossas portas”, alertou o Ministro da Saúde, Celso Matos.

Segundo o titular da pasta, a formação de epidemiologistas de campo de nível intermédio constitui um passo decisivo para o reforço da espinha dorsal do sistema nacional de saúde pública.

Significa investir na nossa soberania sanitária. Significa que teremos quadros nacionais mais bem preparados para liderar a resposta a crises, analisar dados com maior precisão e antecipar ameaças, integrando a abordagem de ‘Uma Só Saúde’”, acrescentou.

Esta capacitação conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD), da Comunidade de Saúde da África Central, Oriental e Austral, da Rede Africana de Epidemiologia de Campo (AFENET) e do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Estados Unidos (CDC), refletindo uma mobilização internacional em prol do fortalecimento da saúde pública santomense.

José Bouças

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