Sociedade

Greve nos órgãos públicos da comunicação social

Desde as sete horas da manhã desta quarta-feira, os profissionais da Televisão Santomense, da Rádio Nacional e da agência STP-PRESS suspenderam integralmente as suas atividades, dando início a uma greve por tempo indeterminado.

O ecrã da televisão exibe apenas o logotipo da estação; na rádio, ouvem-se exclusivamente músicas sinfónicas; e na agência noticiosa, reina o silêncio absoluto.

A paralisação, liderada pelo Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social Santomense, visa pressionar o Governo a cumprir o memorando de entendimento assinado há mais de um mês. Segundo o sindicato, a adesão à greve é total.

Queremos melhores condições de trabalho, dignidade salarial e, acima de tudo, respeito”, afirmou Fernanda Costa Alegre, secretária do sindicato.

O principal ponto de bloqueio nas negociações reside na gestão da taxa audiovisual, que o sindicato considera marcada por falta de transparência e má administração dos fundos arrecadados.

O que reivindicamos é um decreto que consagre que a taxa audiovisual pertence aos órgãos de comunicação social e que seja por eles gerida — o que, até agora, não tem acontecido”, sublinhou Fernanda Costa Alegre.

Os profissionais denunciam o abandono prolongado a que os órgãos públicos da comunicação social têm sido votados ao longo dos anos, exigindo melhorias estruturais, financeiras e operacionais.

Como exemplo, foi citado o facto de que, na Presidência da República, os profissionais da comunicação social não podem aceder às instalações trajando t-shirts ou calças jeans. “Os funcionários da presidência beneficiam de subsídios para garantir uma apresentação adequada — privilégio que não se estende aos jornalistas e técnicos da comunicação social. Se olharmos para os salários dos profissionais da comunicação social, o cenário é de autêntica vergonha”, reforçou a dirigente sindical.

Apesar da paralisação, o sindicato reafirma a sua abertura ao diálogo, apelando à disponibilidade do Governo para uma solução célere e justa que ponha termo ao impasse.

José Bouças

2 Comments

2 Comments

  1. ZANVÉ

    30 de Outubro de 2025 at 10:00

    Estamos anos luz daquilo que deveria ser avanços tecnológicos, para a comunicação social no país, que em formação, equopamentos, tecnologias, produção de conteudos, cobertura de factos, noticias, grelhas e programas,…do que se faz hoje no mundo.

    Revista salarial o país, o estado deve ter políticas de atualização remuneratória anuais, consoante o desempenho económico, a inflação, evolução do PIB, etcm…

    É necessário produzir, obter receitas e distribuir rendimentos, requer organização do estado.

    Relativamente as questões ligada as taxas audiovisuais, o sindicato, está equivocado.

    As taxas audiovisuais, sao cobradas, pelas entidades competentes, devem ser entregues as finanças para deposito numa conta específica para investimentos na comunicação social, ou pelo menos assim deveria ser,…

    Jamais um fundo a ser gerido pelos profissionais da comunicação social,..

  2. Boi

    30 de Outubro de 2025 at 11:03

    A passagem do sinal analógico a digital, continua a ser uma miragem.

    Os equipamentos caducos, necessidade de novas tecnologias de comunicação e informação e audiovisuais

    Formação profissional

    Produção de novos conteudos

    Fortalecimento institucional

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