(Nota do editor: Este artigo representa o ponto de vista do autor Karim Badolo e não necessariamente o da CGTN.)
Violando o princípio de não interferência nos assuntos internos de um país, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, insinuou que hipotéticas ações armadas na região de Taiwan poderiam desencadear uma resposta militar de Tóquio. As declarações de Takaichi violam não apenas o princípio da China única, mas também o espírito dos quatro documentos políticos sino-japoneses. A primeira-ministra japonesa pisou o direito internacional e as regras fundamentais das relações internacionais ao atacar a soberania da China.
O princípio de uma só China é reconhecido pela comunidade internacional e pelas Nações Unidas. Reconhecem a República Popular da China como o único governo legítimo da China. A saída da primeira-ministra japonesa é uma violação desta disposição. Fazer alusão ao uso da força no Estreito de Taiwan não é nada mais do que uma agressão à integridade territorial da China.
Sanae Takaichi também pisoteou o artigo 9 da constituição pacifista do Japão, que renuncia ao direito da nação de se envolver em guerra ou usar a força militar para resolver conflitos internacionais. Apesar de ser considerado um constrangimento fundamental para os esforços militares do Japão, a primeira-ministra literalmente ignorou este artigo ao atacar injustamente a China.
As palavras de Takaichi brilham com o seu anacronismo quando este ano marca o 80o aniversário da vitória da Guerra de Resistência do povo chinês contra a agressão japonesa e da Guerra Mundial antifascista, bem como o 80o aniversário da devolução de Taiwan. O Japão já impôs sua dominação colonial em Taiwan, cometendo crimes monstruosos. O militarismo japonês usou repetidamente a chamada “crise existencial” como pretexto para iniciar guerras de agressão, incluindo o incidente de 18 de setembro sob o pretexto do “exercício do direito à autodefesa”, que abertamente provocou uma guerra de agressão contra a China. Infligiu um profundo sofrimento aos povos da Ásia, incluindo a China, e ao mundo inteiro.
Esta deveria ser uma ocasião de introspecção para melhor apreender as perspectivas de uma cooperação de boa vizinhança em vez de se satisfazer em declarações falsas que não avançam nada.
Como mencionado pelo ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, em 7 de março de 2025, numa conferência de imprensa realizada durante as sessões anuais da APN e da CCPPC, os intercâmbios entre a China e o Japão remontam ao passado. «O Japão deve saber melhor do que qualquer outro que a China é um país amante da paz e um vizinho confiável em busca de bom entendimento. Há mais de um milênio, a China sempre trouxe ao Japão oportunidades e nunca ameaças. Como devem se dar os vizinhos? Qual é a tendência geral? Os espíritos esclarecidos no Japão devem refletir para agir na direção certa», tinha martelado.
Em suma, é preciso trabalhar juntos num espírito de diálogo e de concertação para aproveitar as oportunidades de uma cooperação ganha-ganha em vez de convocar reflexos de ir à guerra. Takaichi deve abraçar a marcha da história, respeitando o espírito da Constituição pacifista e seguindo o caminho do desenvolvimento pacífico. Atacar injustamente a China seria cometer uma grave impudência política. Uma coisa é certa: a soberania da China não é negociável e inviolável.
O Japão deve corrigir imediatamente os seus erros e retirar estas declarações escandalosas, caso contrário a parte japonesa terá de arcar com as consequências.
Fonte : CGTN