Sociedade

Alimentação Escolar: Projeto MeNutRic deixa bases para um PNASE mais sustentável 

O Programa de Alimentação e Saúde Escolar de São Tomé e Príncipe acaba de receber novas ferramentas que reforçam a sua sustentabilidade. As bases deste avanço foram lançadas pelo projeto MeNutRic, implementado pela ONG portuguesa Helpo, com o apoio financeiro da Cooperação Portuguesa e do Programa Alimentar Mundial. 

O projeto MeNutRic: Boa Governança e Sustentabilidade foi concebido para melhorar o estado nutricional das crianças de São Tomé e Príncipe. Ao longo de três anos, promoveu a instalação de hortas escolares nos distritos de Lobata e Cantagalo e desenvolveu um projeto-piloto de criação de suínos.

Foram ao todo criadas duas hortas distritais, uma pocilga, uma pocilga maternidade, um banco de sementes e uma estufa no espaço do PNASE, beneficiando 25 escolas”, enumerou Miguel Jarimba, Coordenador do Projeto.

Com o encerramento da iniciativa, o Programa Nacional de Alimentação e Saúde Escolar (PNASE) assumiu a continuidade das ações, garantindo que os resultados se mantenham no terreno. “A partir de agora, vamos trabalhar no sentido de que uma parte seja distribuída e outra parte vendida ao público em geral, para que possamos gerar recursos financeiros e manter estas atividades”, explicou Emanuel Montoia, Coordenador do PNASE.

A missão do PNASE é ambiciosa: assegurar diariamente um prato quente a cerca de 50 mil alunos em todo o país durante o período letivo. “É um desafio muito grande. O Governo tem feito um esforço para nos garantir financiamento para ração seca e conseguimos também, através de alguns pequenos agricultores, adquirir produtos frescos”, acrescentou Montoia.

O maior obstáculo continua a ser a plena implementação da Lei do PNASE, considerada essencial para consolidar este esforço nacional. “Se houvesse vontade política para aplicar a atual lei do PNASE, que indica fontes de financiamento para reforçar a capacidade financeira do programa, em vez dos 90 a 110 dias que conseguimos assegurar, poderíamos garantir alimentação escolar nos 180 dias letivos”, sublinhou o coordenador.

O projeto MeNutRic foi coordenado pela Helpo e financiado pela Cooperação Portuguesa e pelo Programa Alimentar Mundial, num investimento superior a 600 mil euros.

José Bouças

1 Comment

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  1. Gimboa

    13 de Dezembro de 2025 at 14:33

    Antes de levarmos a cabo objectivos, projectos,planos, há que ter em conta, conceitos de transparência, rigor, organização, trabalho/trabalhar, a justiça, a responsabilidade/responsabilização, a defesa, a segurança, a proteção, a emergência, a sustentabilidade.

    Receio de que após as estruturas, a transparência, a liderança, a organização, o rigor, o trabalho, o financiamento do programas terminar, que consigamos manter o funcionamento e objectivos do mesmo…que saibamos o que objectivos beneficia/beneficiará as nossas crianças e jovens, fortalecendo a nossa sociedade/comunidade/país

    Pois que temos falta de lideranças,… ausência de responsabilidade/responsabilização pelos actos, falta de actuação da justiça, para o caso de se vir a verificar desvios, desvios de objectivos

    Porquanto sabendo da fome, da miséria, pobreza(mental e material), que assola a população,…conhecendo ou especificando, da forma como nos comportamos culturalmente sincrónica/cronologicamente, em relação ao trabalho/trabalhar, o desleixos, a malvadez, ausência de rigor e responsabilidade, falta de sentido patriótico, a inveja, a intrigas, o denigrir a imagem e trabalho do outro, falta de literacia, falta de justiça e reponsabilizacao etc…

    Necessidade de acompanhar multidisciplinar e multissetorial deste programa sua continuidade por nós, sabendo que temos que ter responsabilidade e responsabilizar,…e uma questão de princípios, procedimentos, cumprimento de dever, integridade.

    Se nasceste aqui, cresceste aqui, estudaste aqui, ajuda a desenvolver o teu país

    Ama a tua terra, as tuas gentes

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