Com mais de duas décadas de experiência, o jornalista Alexander Martins conhece bem os obstáculos que a ausência de carteira profissional lhe impôs ao longo da carreira. “Como exemplo trago aqui uma missão oficial a um navio de cruzeiro, onde fomos impedidos de aceder a bordo por falta de carteira profissional”, recorda.
Essa realidade pertence agora ao passado: Alexander Martins integra o grupo que, pela primeira vez, beneficia da atribuição de carteira profissional em São Tomé e Príncipe.
Para o jornalista, o momento é de afirmação: “Vem trazer uma maior dignidade e, enquanto profissionais, beneficiários vamos fazer um bom uso dela”, sublinhou.
Contudo, nem todos os profissionais da comunicação social poderão usufruir deste instrumento, devido a incompatibilidades.
O presidente da Comissão da Carteira de Jornalistas, Teotónio de Menezes, alertou: “Temos muitas pessoas a exercerem a profissão com incompatibilidades, uma delas é ser assessor e, ao mesmo tempo, estar no órgão. Quem está nessa situação terá que fazer uma opção: ou trabalhar como assessor de cargos políticos, ou trabalhar como profissional.”
A cerimónia de entrega das carteiras profissionais foi presidida pelo Primeiro-Ministro santomense, Américo Ramos, que destacou a relevância do momento: “Um documento que valoriza, responsabiliza e dá a cada jornalista um título daquilo que ele pode exercer enquanto jornalista.”
Criada há três anos como organismo independente de direito público, a Comissão da Carteira Profissional de Jornalista tem a responsabilidade de assegurar o funcionamento do sistema de acreditação dos jornalistas, correspondentes e colaboradores da área informativa dos órgãos de comunicação social.
José Bouças
Maplamina
30 de Dezembro de 2025 at 1:26
Torna-se necessário a formação em jornalismo, formação profissional contínua, reformulação do jornalismo que é feito e exercido no país, bem como meios, interligação dos factos nacionais(a cada segundo, a cada minuto, a cada hora, diariamente), com o que passa no mundo, a evolução a informação hoje flui a velocidade da luz, é uma mais valia…
Necessidade de rever as boas práticas jornalísticas, bem como de informação,.. responsabilidade/responsabilização, rigor, transparência, isenção, verdade informativa, código de conduta profissional, deontologia profissional jornalística, código procedimento jornalístico aliado a regras bem definidas judicialmente.
De modo a criar uma cultura jornalística de excelência,… altruísta…saber… investigação, … informação.
Necessário se torna acompanhar a evolução dos meios tecnológicos/novas tecnologias de informação e comunicação, quer radiofónica, quer audiovisuais, quer digitais, massificar estes meios a população, com uma população vocacionada/formada/preparada para usar estes meios, bem como saber interpretar o conteúdo informativo, numa era também de muita propaganda desinformação.
Os horários dos programas, devem ser cumpridos, os horários de informação devem ser de rigor e excelência veiculação de informação em tempo e espaço de todo o território nacional.
Nasceste aqui, cresceste aqui, estudaste aqui, vives aqui, ou no estrangeiro,…ajuda a desenvolver o teu país, o teu povo, o teu território, ama a tua terra, as tuas gentes, o teu povo.
jorge trabulo M - arques
1 de Janeiro de 2026 at 21:31
Congratulo-me pela iniciativa mas há também que lhe proporcionar ordenados ou salários mais condignos com as suas responsabilidades e não pretender fazer deles simples marionetas escravizadas
jorge trabulo Marques
2 de Janeiro de 2026 at 23:30
Congratulo-me pela iniciativa mas há também que lhe proporcionar ordenados ou salários mais condignos com as suas responsabilidades e não pretender fazer deles simples marionetas escravizadas