Sociedade

China ofereceu ao sistema de saúde de STP mais um lote de materiais e medicamentos para salvar vidas

Os materiais clínicos e medicamentos estão avaliados em 100 mil dólares. Os consumíveis médicos de uso corrente destacam-se na doação chinesa ao Sistema nacional de saúde. Soro fisiológico, soro de glicose, luvas e máscaras descartáveis. Lâminas de cirurgia, seringas, agulhas, pinças hemostáticas, fazem parte da longa lista de materiais que vão suprir as carências no hospital central Ayres de Menezes e nos centros de saúde dos distritos do país.

É recorrente os pacientes e os seus acompanhantes se confrontarem nos centros de saúde com a declaração dos médicos e enfermeiros de que não há seringa, por exemplo. Os consumíveis médicos são caros e a assistência clínica em São Tomé e Príncipe ainda é gratuita. A rotura dos materiais é grande e a capacidade financeira do país em termos de reposição atempada do stock dos consumíveis médicos é praticamente nula.

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O Ministro da Saúde Celso Matos, que recebeu o donativo, realçou que a cooperação com a China no domínio da saúde é contínua e frutífera. «Esta cooperação abrange o envio de duas equipas médicas chinesas, especialistas em vários domínios de saúde e também uma equipa técnica de luta contra o paludismo. A doação regular de materiais e medicamentos, bem como as acções de capacitação e formação de recursos humanos, são contínuas», afirmou o ministro da saúde.

Celso Matos recordou que no ano passado, quatro médicos especialistas santomenses terminaram a formação na China ao mesmo tempo que outros quadros do sector da saúde nomeadamente enfermeiros e médicos realizam cursos de licenciatura no país asiático. «Isso contribui para o reforço sustentável do sistema nacional de saúde», sublinhou.

Para a embaixadora da China Xu Yingzhen a cooperação exitosa no sector da saúde concretiza uma das iniciativas lançadas pelo Presidente Xi Jinping na cimeira China – África realizada em 2024 em Pequim. Trata-se das “Dez Acções de Parceria”.

«Os materiais doados nesta ocasião correspondem às necessidades mais prementes do povo são-tomense. A China vai continuar a trabalhar em estreita colaboração com São Tomé e Príncipe para aprofundar a cooperação nos domínios da saúde pública, do reforço da capacidade dos serviços médicos e da formação de quadros, em benefício dos dois povos», pontuou Xu Yingzhen.

China reforça as capacidades de resposta do sistema nacional de saúde, em termos de assistência médica e medicamentosa às populações de São Tomé e Príncipe.

Abel Veiga

1 Comment

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  1. EDSON NEVES

    10 de Fevereiro de 2026 at 11:34

    Que país miserável e esse? Só se sustenta de doações, não consegue produzir um simples soro fisiológico. Os políticos desse país não se sentem envergonhados com essa mendicancia perpetua ? Até quando isso? Há 51 anos o país pede ajuda e não consegue sequer estabelecer como Estado? 51 anos vivendo de sacrifício de outros povos, dinheiro que governo estrangeiro Retira de seus cidadãos para resolver problemas locais e canalizado pra São Tomé.

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