O plano estratégico nacional para a eliminação do paludismo no ano 2027 definiu o distrito de Caué, na região sul da ilha de São Tomé, e a região autónoma do Príncipe como áreas em que a doença seria eliminada.
«Eliminar todos os casos autóctones nos distritos de Caué e da Região Autónoma do Príncipe até 2025», diz o plano estratégico nacional.
Os outros 5 distritos da ilha de São Tomé foram considerados como áreas populacionais em que a campanha de luta contra o paludismo deveria atingir a fase de pré-eliminação. Os distritos de Mé-Zochi e Água Grande, que albergam mais de 80% da população do país, estão incluídos no processo de pré-eliminação.
«Reduzir para menos de 1 caso por mil habitantes nos demais distritos até 2027», determina o plano estratégico nacional.
De repente nesta semana, o ministério da saúde accionou o alerta máximo exactamente na parcela do território da ilha de São Tomé onde a campanha de eliminação estava mais consolidada, o distrito de Caué.

Distrito menos populoso do país, Caué é o maior em termos de dimensão territorial. Região muito chuvosa, o ressurgimento do paludismo provocou uma campanha de urgência no terreno e liderada pelo ministro da saúde Celso Matos.
Os principais focos de mosquito estão a ser examinados, e os novos casos da doença estão a ser tratados com a combinação artesunato mais amodiaquina.
Didiena Vilhete, coordenadora do programa nacional de luta contra o paludismo, disse ao Téla Nón nesta semana que o país tinha a situação do paludismo controlada. Até o ano 2023 só foram registados 2300 casos de paludismo em todo o território nacional. A doença foi na altura considerada como residual e consequentemente o país avançou para a sua eliminação.
«Desde finais de 2023 que o país vive uma epidemia de paludismo, e no ano 2025 conseguimos reduzir o número de casos, é verdade que ainda é um número elevado para a nossa meta», afirmou Didiana Vilhete.

Ao contrário dos dados de 2023 que apontavam para a eliminação, o país passou a registar o aumento de casos. Em 2024 foram registados 7118 casos de paludismo. Número que baixou em 2025 para 4669.
No entanto, a mortalidade continua residual «Em 2021 tivemos um óbito e em 2024 também tivemos um óbito», precisou a coordenadora do programa de eliminação.
Note-se que na década de 90 do século XX, o paludismo foi responsável pela taxa de mortalidade a nível nacional. Mais de 50 mil pessoas adoeciam por ano. O paludismo dominava a taxa de mortalidade infantil.
Abel Veiga
Jorge Costa
20 de Março de 2026 at 11:30
Quem mandou correr com os taiwaneses, bem feito!!!
Crescer, organiza-te, o mundo mudou
21 de Março de 2026 at 7:53
E porque é que tem que ser sempre os outros a resolver os nossos problemas?
Podem ajudar, mas já é mais que altura de pormos o país em ordem, com rigor, com liderança, trabalho(trabalhar), organização, justiça, proteção/segurança/emergência e sustentabilidade.
Ama a tua terra, o teu país, as tuas gentes