Desde 2005 que o programa nacional de luta contra a SIDA começou a utilizar antirretrovirais para cortar a transmissão do HIV de uma mãe seropositiva para o seu filho ou filha.
A taxa da chamada transmissão vertical do vírus HIV baixou e actualmente situa-se entre 2 e 3 %.
«Segundo as orientações da OMS, para um país em que as mães infectadas com o vírus amamentam os seus filhos esta taxa deve ser menor que 5%. Então estamos aparentemente elegíveis para obter esta certificação», afirmou Alzira do Rosário, coordenadora do programa de luta contra a SIDA.

Para decidir sobre a certificação internacional de São Tomé e Príncipe, como país que travou a transmissão do vírus HIV de mãe para filho(a), consultores internacionais que integram o comité de certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV estão a trabalhar no terreno para avaliar a situação no país.
«Mas é preciso que os avaliadores internacionais tenham acesso a esses dados, e analisem o nosso sistema de saúde, a qualidade de serviço prestado às nossas gestantes, para então decidirem», alertou a coordenadora do programa nacional de luta contra a Sida.
Os dados do programa de luta contra a SIDA indicam que a prevalência da doença a nível nacional é de 0,5%.
Abel Veiga