Sociedade

Menos recursos, maiores desafios: Fundo Global corta 30% do apoio à saúde em São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe enfrenta atualmente maiores constrangimentos financeiros no combate ao paludismo, à tuberculose e ao HIV/Sida. O Fundo Global reduziu em cerca de 4 milhões de euros o apoio destinado a estas doenças.

A nova subvenção para o período 2027‑2029 está fixada em 9 milhões e 170 mil euros, abaixo dos 12 milhões e 900 mil euros atribuídos nos últimos três anos.

Segundo o ministro da Saúde, Celso Matos, esta redução representa uma quebra de 30%, quase 4 milhões de dólares, com forte impacto nos programas nacionais: Se com mais recursos ainda não conseguimos resolver, cada dia vamos tendo menos fundos. Há necessidade de um programa mais intenso e criterioso, capaz de responder ao desafio da eliminação destas três doenças.”

O ministro sublinhou que o país não tem alternativa senão manter o foco na eliminação e apelou ao envolvimento das comunidades: As pessoas têm de compreender que estas doenças só serão erradicadas com a sua própria intervenção, nas suas comunidades.”

Apesar de progressos nos indicadores da tuberculose e do HIV/Sida, o maior desafio continua a ser o paludismo. O secretário executivo do Conselho de Coordenação Multissetorial, Leonel Carvalho, alertou: Tem havido um aumento do paludismo nos últimos tempos e vamos trabalhar envolvendo toda a sociedade na sua eliminação.”

O plano de combate para os próximos três anos foi definido na reunião do Conselho de Coordenação Multissetorial, que reuniu técnicos da saúde, parceiros internacionais e representantes da sociedade civil.

José Bouças

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