Em São Tomé e Príncipe, o mar é fonte de vida: garante sustento às comunidades pesqueiras, abre portas ao turismo e abriga ecossistemas essenciais. Esta riqueza, porém, enfrenta uma ameaça crescente, o lixo marinho, sobretudo plástico.
“O lixo marinho é também um problema económico, social e de saúde pública. Prejudica a pesca, compromete a qualidade das praias, afeta a imagem turística do país, aumenta os custos de limpeza e pode entrar na cadeia alimentar através dos microplásticos”, afirmou Nilda da Mata, Ministra do Ambiente.
Para responder a este desafio, foi lançado o Relima. O projeto prevê a criação de um Eco Parque que funcionará em articulação com o futuro aterro sanitário, permitindo a separação, reciclagem e valorização de diferentes tipos de resíduos.
“Enquanto o Eco Parque permitirá recuperar materiais recicláveis, valorizar resíduos orgânicos e encaminhar adequadamente os fluxos específicos, o aterro sanitário deverá receber apenas os resíduos que já não possam ser reutilizados, reciclados ou valorizados”, destacou a Ministra do Ambiente.
Com um investimento de um milhão de euros, financiado pelo Governo alemão, o Relima será executado ao longo de cinco anos. A iniciativa pretende reduzir a quantidade de resíduos encaminhados para aterro, diminuir a poluição marinha e criar novas oportunidades económicas através da economia circular.
José Bouças