Presença habitual na alimentação dos santomenses, a banana é um dos produtos mais consumidos no arquipélago. Contudo, o potencial do fruto e da própria bananeira permanece longe de ser plenamente aproveitado.
A primeira edição do KITXIBÁ Fest nasceu precisamente para mostrar que, como anunciava o lema da feira, “um só produto pode oferecer mil possibilidades”.
“A ideia é promover a banana e demonstrar que, a partir dela, podem ser obtidos diversos produtos”, explicou Ruth de Sousa, da comissão organizadora.

Os empreendedores responderam ao desafio com propostas que foram da gastronomia ao artesanato, cruzando tradição, criatividade e novas oportunidades de negócio.
“Temos smoothie de banana, panquecas com a varinha da banana, fiote, banana seca, crepes de banana com chia e linhaça”, destacou Nozelina Fernandes, empreendedora.
As folhas e fibras da bananeira, muitas vezes desperdiçadas, já estão a ser transformadas em objetos utilitários e decorativos.
“Trouxe para a feira quadros de corda de bananeira, porta-guardanapo e base de prato”, avançou Deisy Rodrigues, também empreendedora.
Até a casca da banana ganhou nova finalidade: foi apresentado um composto orgânico que permite reaproveitar este resíduo como fertilizante.
“Este adubo enriquece o solo de forma natural, sem efeitos químicos”, assegurou Edgar Coelho, empreendedor.

Entre tantas propostas inovadoras, houve também espaço para um dos sabores mais tradicionais do país: banana com peixe.
“É muito saboroso. Eu adoro a banana. É o meu prato preferido”, disse Odete Miranda.
A primeira Feira da Banana deixou ainda um apelo ao aumento do cultivo, numa altura em que São Tomé e Príncipe enfrenta uma quebra na produção.
José Bouças