As projeções climáticas para São Tomé e Príncipe indicam um aumento significativo da temperatura, acompanhado por ondas de calor cada vez mais intensas e frequentes.
O país poderá igualmente enfrentar chuvas torrenciais, com risco acrescido de inundações e potenciais catástrofes naturais, além de períodos de seca mais prolongados.
É neste cenário que especialistas desenvolvem o Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas, com horizonte temporal até 2040.
“Ao nível urbano, por exemplo, é fundamental suavizar a temperatura através da introdução de maior vegetação e da melhoria nos sistemas de construção das habitações”, destacou Victor Bonfim, Coordenador do Plano.
Entre as medidas previstas estão a construção de diques e sistemas de quebra-mar nas zonas costeiras, bem como a introdução de espécies agrícolas mais resilientes, capazes de enfrentar pragas durante os períodos de seca.
“Na agricultura, prevê-se a criação de infraestruturas que garantam a disponibilidade de água para irrigação”, acrescentou Bonfim.
O plano contempla ainda estratégias específicas para reduzir os riscos de inundações, reforçando a capacidade de resposta do país perante fenómenos extremos.
“A construção de valas, o incentivo à drenagem e a prevenção de deslizamentos de terras são medidas essenciais”, sublinhou o coordenador.
Trata-se de um esforço nacional que alia ciência, planeamento e visão de futuro, com o objetivo de proteger comunidades, infraestruturas e setores estratégicos da economia.
José Bouças