Opinião

A instrospeção para o são-tomense preocupado

Semanas atras, eu dei uma entrevista a TVS, onde manifestei que todos os indivíduos devem ser apresentados a justiça, independentemente da sua cor politica, classe social ou religião, evitando assim, a criação de cidadãos da primeira e cidadãos da segunda.

De seguida assisti as peripécias em torno da convocação do cidadão Patrice Trovoada para se apresentar através dos famosos EDITAL espalhados pela praça pública, por outro lado, a reação do Procurador-Geral da República e, por fim, o artigo do Carlos Semedo.

Não entendo de justiça nem de direito, mas confesso que fiquei preocupado, sempre soube que a Justiça era o parente pobre da nossa jovem república. Todavia, por se tratar de uma matéria desta dimensão, o magistrado indicado para interferir, no caso, não deveria possuir alguma idoneidade, evitando que a sua actuação produzisse tanta controvérsia?

Embora leigo, começo a questionar, Não será que por causa deste episódio, foram criadas todas as condições para impedir a entrada do cidadão ao país? Será que se esgotou a possibilidade de ouvir o cidadão, como foi manifestado no edital? São questões que reservo aos entendidos da matéria.

Está inscrito na genética histórica deste país que as transições fazem-se de forma pacífica. Do cana-de-açúcar para o cacau e deste para o que há de vir. Do colonialismo para o partido único e deste para o multipartidarismo e esperemos que o próximo embate eleitoral prossiga a genética.

Bem menos pacífica tem sido a corrida, ao longo das (quase) quatro décadas, a esquemas e a estratégias de clientelismo e corrupção para enriquecimento rápido, depauperando a administração pública e desbaratando a ajuda internacional.

São Tome e Príncipe foi a colonia mais esquecida do império português. Os portugueses só começaram a interessar pelas ilhas, 15 anos depois dos descobrimentos. A primeira comunidade que tentou instalar na ilha foi dizimada, não resistiu às tórridas temperaturas e às doenças tropicais. As ilhas possuíam uma espécie de defesa natural, que não precisavam de guardas marítimas.

Ao fim de 39 anos de independência ainda se buscam caminhos, à procura de soluções que sustentem a viabilidade do arquipélago como país. A nossa moeda é uma das moedas mais desvaloradas do mundo. A dependência externa, êxodo intelectual e fuga dos quadros, mercado interna limitado, prevalência do sector primário… A população sente na pele a estatística dos mais de 30% de indivíduos que vive na extrema pobreza com menos de um dolar por dia.

Ao fim da tarde, a nossa praça se torna num autêntico inferno, pessoas vagueiam pelas imediações dos mercados, os motoqueiros se atropelam, vêm aos restos, com as escassas dobras que conseguiram amealhar na luta pela sobrevivência diária.

À excepção de fruta pão, da matabala, do peixe e hortaliça, todos os géneros alimentares são importados. São Tome e Príncipe é um país de mãos estendidas, uma estratégia de sobrevivência que tem arrastado consigo vícios, inercias e corrupção.

Assistimos aos fórum dos economistas, da Justiça, do diálogo nacional e muito mais, o porto de águas profundas parece que está a chegar a profundeza do esquecimento, no que concerne a vida da população, os problemas socioeconómicos persistem, nada ainda mudou de concreto.

Perante todos estes cenários, num país onde todos se conhecem, Somos Todos Primos, onde o deslumbre e a decadência dançam de mãos dadas, onde a abundancia e a pobreza convivem maritalmente, onde se sente a ausência de uma liderança esclarecida, continuamos todos a espera, porque nada chega e nada parte do nosso cais. As pessoas esperam pelo Don Sebastião São-tomense, que nunca foi, mas continuamente esperamos.

Termino, como comecei; Se o cidadão Patrice Emery Trovoada voltar ao país, o quê, de facto, ira lhe acontecer? Quais foram as razões, reais, para fuga apressada do cidadão Patrice Trovoada para o estrangeiro? Porquê de tanta violência de expressão quando ele, Patrice Trovoada, se refere ao Presidente Pinto da Costa? Será que não encontrmos uma formula de ultrapassar todas essa clivagens? Nós, os cidadãos mais distantes da vida politica ativa, como deremos contribuir para sanear estas querelas?

Enfim, questões que ando a procura de respostas.

Olivio Diogo

Sociologo

 

    28 comentários

28 comentários

  1. Nova Ordem

    30 de Julho de 2014 as 8:15

    Caro amigo Olívio Diogo,
    O problema dos políticos santomenses é cronico, esta ligada a mente. Estes problemas são psicológicos. Na guerra, cada um usa a arma que tem.
    A sociedade santomense principalmente a política carece de um estudo e análise psicológica.
    O maior problema está na carência de psicólogo, os poucos que temos, não tem vindo a fazer um trabalho aprofundado.

    • paz e paz

      21 de Agosto de 2014 as 9:00

      O que queremos na nossa terra é paz e compreensão para que o pais avance meus senhores.

  2. Eliseu Neto Vaz

    30 de Julho de 2014 as 10:55

    meu caro colega de longa data, assim vai o nosso pequeno Pais…..gostei imenso do que editaste mas infelizmente tamos num Pais que lutam para criação de mais partidos politico do que sustentabilidade a nível do pais e mais………………..já não há remedio, deixa passar o termo

  3. arelitex

    30 de Julho de 2014 as 11:05

    senhor Olívio Diogo .a sua área de habilitações é muito interessante ,mas por vezes complicada de se compreender (porque têm pano para mangas ). têm a ver com relação entre as pessoas e suas actitudes .existem exemplos práticos na vida em que as nossas reações sâo semelhantes em todos nós .por exemplo quando chegamos aos 20 anos de idade queremos sair da casa dos nossos pais ,queremos independencia ,mas logo a seguir sem nos apercebermos ,poderemos fazer ou nâo o erro de fazer-mos a nossa casa perto da casa dos nossos país . ( neste exemplo a nossa independencia continua a ser restrita ,devido á proximidade e influencia dos nossos pais ) .continuamos na pratica a nâo ser-mos independentes . eu quero dizer com este exemplo que nós temos de pagar ou nâo com as nossas boas ou más actitudes . no caso do Patrice trovoada as suas actitudes sâo dentro de um cenário politico ,ele nâo consegue trabalhar . ele começa mas depois é impedido .a partir daí ele é obrigado a tomar actitudes boas ou más só a justiça o vai dizer . mas seja como for em STP ele nâo devia desempenlhar cargo nenhum polico ,sem esclarecer ao povo tudo . se as actitudes foram graves é logico que têm pagar por elas . e se foram demasiado graves é lógico que é pessoa nâo grata em STP . mas tudo isso é o trbalho da justiça .

  4. Antonio Fernandes

    30 de Julho de 2014 as 12:00

    Só tenho a dizer excelente introspecção

  5. zeme almeida

    30 de Julho de 2014 as 12:58

    Quando alguém compra arroz improprio ao consumo humano,nao é grave?Senhor arelitex,nao tem nada a haver com a justica?Todas estas movimentacoes do atual poder,nao se traduz a uma perseguicao politica?Qualquer pessoa desatenta dá perceber tudo isto.Haver vamos

  6. Ernesto Franklin

    30 de Julho de 2014 as 12:58

    Escrevem ,falam e criticam mas sempre terminam no Patrice Trovoada.Será mesmo que o Patrice Trovoada é o mal deste país? Ele é o responsavel pelo atrazo deste país? Os nossos grandes gansters, corruptos e sem escrupulos estão nestes momentos na praça a rir e a esfregarem-se as mãos de terem um bode expiatorio para os sucessivos desnortes que foram destruindo o nosso país.
    Os problemas só têm soluções se formos ao fundo e sem medo de por as mãos na ferida.

  7. josé luís tavares

    30 de Julho de 2014 as 13:52

    Daquilo que li com muita satisfação e gratitude ao Sr. Olívio Diogo, oferece-me apenas, acrescentar que São Tomé e Príncipe, se teve monarquia terá sido por pouco tempo, pois que, ao que julgo saber o único Rei terá sido o Amador, portanto, não estamos a espera de nenhum Don Sebastião São-tomense, porque nunca existiu e nem nunca tivemos guerra além-fronteira aonde, aliás, o mesmo terá desaparecido eternamente, (o seu corpo jamais foi encontrado). Nem temos Don Sebastião, nem o Robim dos Boques que assaltava os ricos para distribuir aos pobres, temos gentes, pessoas como o senhor e muitos outros, estes são os nossos dados adquiridos e que muitas vezes não nos apercebemos da sua existência, e das suas capacidades de liderança, da vontade com que todos nós os filhos destas maravilhosas ilhas temos para ver crescer o nosso país e o seu povo, só que, muitas vezes criamos a nossa volta uma anarquia quase que generalizada, se um tal político é tal pessoa, logo sou contra ele, muitas das vezes, mesmo sendo da mesma família partidária, nenhum político nos serve, ou de outra maneira, serve para a Nação, todos de alguma maneira carregamos os nossos sobrolhos contra este ou aquele governante, seguramente também por motivo da falta de elevação da nossa classe política, portanto, este conflito que na minha opinião é transitório despoletar-se-á no futuro numa maior performance a todos os níveis para todos aqueles que se lançarem para a atividade política neste País, agora, com respeito às perguntas que colaca sobre o que poderá vir a acontecer a um cidadão evadido (fugitivo; escapado; desviado; iludido; evitado; sofismado e/ou estorvado) por vontade própria, só a ele e só ele competirá responder, abstenho-me a me pronunciar, na medida em que as tais “querelas” (libelo, denúncias, queixas, pendências, discussões, altercações, questiúnculas e/ou rixas) devem ser redimidas em sede própria entre os visados se houver vontade para tal.

  8. BAIXEZA

    30 de Julho de 2014 as 14:37

    Deixe o Patrice Trovoada em paz. Deixe o homem pah!! De tanto baixar que o Patrice Trovoada está a ver o vosso…. Que medo pah, fôgooo!!!! Não me digam que só Patrice Trovoada é homem forte deste país!!! Este homem, as tantas torna-se pai de todos os políticos!

  9. arroz podre

    30 de Julho de 2014 as 17:27

    Senhor Olívio, para que o povo possa contribuir para sanear estas querelas é lembrar que disseram que o povo só manda na urna, então no dia 12 de outubro é votar em massa no ADI, para que este País seja uma maravilha, porque inteligência e criatividade o Patrice e o ADI tem e tem demonstrado.

  10. mandja

    31 de Julho de 2014 as 1:50

    Felicitacoes, sr. Olívio, pela sua introspection inteligente…coerente, bem escrita. Gostei! Pouco tenho a acrescentar, sobre o que expôs no seu artigo, para além de interpelar as consciências e guiar aos menos esclarecidos, para “votar útil”. Lamento pelos imbecis que respondem ridiculamente, ao seu trabalho de reflexão. É pena, porque não têm argumentos solidos, são MEDIOCRES, simplesmente!

  11. Ilha do Princepe

    31 de Julho de 2014 as 2:28

    Meu Carro.

    Esta frase do seu texto me deixa mais atento “Um País onde se sente a ausência de uma liderança esclarecida”. Isso é verdade é aqui que reside todo o problema, Portanto, só tenho uma coisa de acrescentar para não tornar cada vez mais confuso o meu contributo.
    Em São Tomé e Príncepe o que precisamos fazer para sanar estas querelas, ter um bom diálogo entre os políticos e toda a nação Santomense, trabalhar mente dos políticos, dos jovem e das pessoas idóneas deste País, não devemos continuar a ver uns aos outros com os olhos de inveja e perseguição, não devemos continuar a aproveitar do estado como meios de duplicar as fortunas pessoais, não devemos persistir em assuntos judiciais que de momento desconhecemos as causas, vamos lutar pelo trabalho, pela ambição de ver um São Tomé cada vez melhor e com fortes meios de aproveitar as oportunidades que temos. Deixemos as Instituições fazer o seu trabalho, deixemos o Povo fazer as suas escolhas livre e que governa quem for escolhido pelo povo. Não precisamos de mais partidos políticos, precisamos sim de Homens sérios, Honestos, Responsáveis, Batalhador e Compreensível capaz de resgatar este Pais que aprofunda cada vez mais.

  12. rui medeiros

    31 de Julho de 2014 as 8:12

    Caro amigo Olivio,depois de tantas maldades cometidas por esses politicos saotomenses ;agora sim acredito que so com o desaparecimento fisico deles poderemos prósperar ,o povo ja nao tem esperanca ,vive na miseria e eles estao a enriquecerem cada vez mas.Temos o dever e a obrigacao de travar esses larapios ,e no meu entender vale tudo mas tudo mesmo para ver a felicidade no rosto deste meu povo.Um Abrc.

  13. manuel soares

    31 de Julho de 2014 as 8:28

    Bom dia meu caro Olívio Diogo, bom texto , boa reflexão e boa leitura sobre a situação política, económica, social de STP, é claro que temos a justiça como temos por causa dos homens que a faz, mas só pecaste no que toca a Patrice Trovoada, porque o que se está a fazer é a projectar o homem ao patamar da fama e da glória, este homem será o próximo primeiro ministro de STP com maioria absoluta por causa dos seus opositores e por causa de falta de tacto e da injustiça em lidar com a justiça.

  14. pascoal de carvalho

    31 de Julho de 2014 as 11:26

    Caro Olívio Diogo!

    o problema do nosso STP, passa-se por gente intervenientes com demasiada ideologia, que começa por si, terminando numa sociedade civil cada vez mais desorganizada como referiu nos motoqueiros e circundantes dos mercados, claro e não só.

  15. Alfredo Gentil

    31 de Julho de 2014 as 11:33

    Gostei bastante do artigo, fundamentalmente pelas questões que coloca e aguarda respostas. 1. No caso do cidadão Patrice Emery Trovoada voltar ao país, o quê, de facto, ira lhe acontecer? Num estado de direito democrático ninguém está acima da lei. Por isso e porque os deputados do ADI no Parlamento furtaram-se de ouvir o Deputado Arzemiro dos Prazeres (BANO) alegando que só falariam com ele depois de prestar contas com à justiça. Por isso, é de bom-tom, que o tal cidadão que ausentou-se com as suas próprias pernas volte e preste contas à justiça.
    2. Quais foram as razões, reais, para fuga apressada do cidadão Patrice Trovoada para o estrangeiro? O PT, pode ser tudo, mais não é burro. Sonegar documentos de Estado da prematura e orientar os seus ministros para não o fazerem, dizendo que existem nos ministérios pontos focais, é um crime de lesa presidente e que deixou o país num caos. Associando ao branqueamento de capitais ( 600 000 mil euros em dinheiro vivo, remetidos em papel timbrado da prematura para serem depositados no Gabão); Dinheiro dos barcos que traficavam em nossas águas; Montante recebido do KOSOVO para seu reconhecimento, usurpando poderes, com a Interpol à perna); perseguição a jornalistas, extinção de programas, enfim um rol de coisas que somando segundo o nosso código penal o arguido mamará uma centena de anos em regime fechado)
    3. Porquê de tanta violência de expressão quando ele, Patrice Trovoada, se refere ao Presidente Pinto da Costa?
    Problemas familiares antigos. O mais que lhe dói é que quando o Pinto da Costa disse-lhe: Afaste-se um pouco da política, porque não gostas de prestar contas à Assembleia, quando fazes conferências de imprensa são farsas combinadas com o jornalista. Agora o homem é mais novo 25 anos que o Pinto, como mandar-lhe para casa? Aí a sensatez tem que prevalecer. Se o PT quer ser PM deste país e passa a vida a achincalhar o PC, que tem mandato até 2016 a coabitação entrará para o cano.
    4.Será que não encontramos uma fórmula de ultrapassar todas essa clivagens?
    Não há como. Enquanto o sangue de uns e de outros fervilharem nas veias mesmo que feneçam, os vindouros de uns e de outros vingarão até várias gerações, e Povo ficará ainda a espera do D. Sebastião.
    5. Nós, os cidadãos mais distantes da vida política ativa, como devemos contribuir para sanear estas querelas?
    Devemos apelar ao Patrice Trovoada que venha ao seu país que diz amar, e por em prática tudo aquilo que disse ao Abílio Neto na sua última entrevista para o desenvolvimento do País, sem descurar, claro está, de dar antes uma passadinha no sambódromo da Procuradoria Geral.

    • mandja

      31 de Julho de 2014 as 21:34

      Sr. Gentil, li e aprecio o seu argumento, que estimo ser justo…é de facto verdade q o P.T. partiu de STP da sua própria iniciativa, nunca foi victima de perseguicao. Mas como ele tinha culpa no cartório, pelas más acções q ele cometeu preferiu “bazar”, porque supos que iam-lhe infliger o mesmo tratamento q ele e o pai usam contra os outros quando estão no poder. É um aspecto interessante a nao negligenciar. Por Outro lado , você evocou um Outro aspecto importante, trata-se de ódio entre certos politicos e a familia Trovoada, em particular , com o actual présidente Pinto da Costa….os Trovoada regressaram para STP com 2 objectivos exacts : vingança e enriquecer. Mais nada conta para eles (senão eles mesmos, que têm ambição de fama, de celebridade…), não São e nunca foram patriotas . A prova é à queixa do P.T. junto de certas instituicoes TPI (falsa), tribunal da CPLP…difamando a situação e os políticos saotomenses. Ainda foi mais longe, quando faz vir a situação política dos anos da independencia com o Pinto da Costa ( conflito entre o Trovoada pai e o Pinto…). Havera sempre esta polemica, de rancor, ódio, vingança. Nenhum membro destas duas familias Trovoada e Pinto da Costa devem ter um posto de responsabilidade no país, jamais. Isto nao é por questao de inteligência, mas sim de mau ambiente colectivo em STP e por razoes de grande CORRUPÇÃO…não é segredo para ninguem que todos os citados São corruptos sem vergonha, os Trovoada têm um Outro” há mais”, não Sao patriotas.

  16. Miguel Carvalho

    31 de Julho de 2014 as 11:53

    A culpa é do Povo que é macambúzio, sonâmbulo, besta de nora, aceitam passivamente esses corruptos, são gente com corrupção no ADN (como dizia a deputada Brasileira) na medula do corpo ferve ganância, sem vergonha, pervertidos.

    • De Longe

      31 de Julho de 2014 as 15:21

      Miguel Carvalho,
      Este povo é como todos os outros em situação semelhante. Qualquer povo pode voltar a ser ou passar a ser “macambúzio, sonâmbulo, besta de nora”… tudo isso e mais. Existem relatos da 2ª guerra mundial que indicam a mudança do nível de reação das pessoas consoante as provoções a que estejam sujeitas. Talvez com ou mesmo sem estudo dessas situações o nosso Pedro Diogo, como bom observador cantou assim: “Mixidádji pégà pôvô bilá mó de mina ânzu. A cá n`ganá cu dóxi só nón cá mátà gátu pódà látu.” Desculpe se as palvras não forem exactas. Mas a verdade é dolorosa. É a tua, a minha e a nossa dor. É também a dor de muitos que na oportunidade se esquecem e alinham no mesmo sem se lembrarem que poderá estar a ser doloroso para os outros. Conseguiremos corrigir isso? Espero tanto!
      Sentido abraço, meu compatriota, Miguel Carvalho

  17. Honesto

    31 de Julho de 2014 as 13:20

    De facto caro colega Olivio Diogo, e’ urgente que a classe intelectual, a sociedade civil e sobretudo a classe dirigente, deixe de lado essa razão instrumental, individualista e assuma a razão comunicativa argumentativa,no sentido de por o Pais em primeiro lugar para que de uma vez por todas atinjamos o nível de desenvolvimento económico e social desejado. Um politico estadista e’ aquele que serve ao Pai’s e não o contrario.

  18. Triste Episódio

    31 de Julho de 2014 as 14:55

    Aperceba de uma vez por todas que a sua hipocrisia e o seu disfarce, sr. Alfredo Gentil, não enganam a ninguém, salvo àqueles que, como o procurador associado a si estejam ao serviço dos vossos partidos da tróica. O sr se é Santomense sabe perfeitamente do episódio que se seguiu a queda do governo, com o tal daquele emissário vil chamado de Óscar de Sousa, que tinha a missão de exterminar o Patrice, que lhe perseguiu até as escadas do avisão. Tanto é que a perseguição não morreu naquele acto triste e vergonhoso, mas sim continuou e continua até a presente data! Não seja falacioso!

  19. anilza da graça

    31 de Julho de 2014 as 17:35

    Um bom pastor nunca deixa seu rebanho a distância. Olivio, muitos não falam devido o medo dos que dizem…salvador da terrrrra.

  20. REFLEXÂO

    1 de Agosto de 2014 as 9:56

    Não estaria, no meu comentário a defender quem quer que seja. Mas, se refletirmos bem, para quem de facto está preocupado e interessado por S. Tomé e Príncipe, para que o mesmo saia desse péssimo estado que se encontra, deverá ter uma postura mais justa. É verdade que os políticos deste país, não tem demonstrado o amor verdadeiro pela sua própria terra. Mas há mesmo podre político, que já deveria estar expurgado, na senda política desta terra. Por isso, que sou daqueles, que independentemente de aquilo que muitos comentadores, dizem que se está-se a perseguir o Sr. PATRICE TROVOADA. Acho que não é bem assim. Justiça terá que começar a funcionar algum dia. Pois, quando a justiça começar a fazer o seu papel, garanto-vos que muita coisa vai mudar. Aqueles que são mesmo mau, é que estarão do lado do Sr. PATRICE TROVOADA. Se repararem bem, quem está do lado desse Senhor, PATRICE TROVOADA, está do lado da desgraça. As SUAS SOBERBAS ATITUDES, e DOS SEUS SGUIDORES, É DE TERMOS TODOS MEDO. AS SUAS FÚRIAS PELO PODER, É DEMONSTRADA; DE FORMA MUITO AGRESSIVA. SE REPARAREM BEM, e A COMEÇAR PELO PRÓPRIO, PATRICE TROVOADA, QUE NÂO TEM UM CURRICULO, PORQUE NUNCA TRABALHOU NA VIDA, a NÂO SER COMO SEGURANÇA, NUMA EMPRESA EM PARIS. DAS CAMBALHOTAS QUE O MESMO TEM FEITO NA VIDA, PAR VIVER COMO VIVE, É TUDO SOB, a SOMBRA do seu PAI, Sr. MIGUEL TROVOADA.
    Caros SEGUIDORES, CEGOS do Sr. PATRICE TROVOADA, deixem por AMOR à S.TOMÉ e PRÍNCIPE, parem um pouco e reflitam, e perguntem corajosamente ao Sr. PATRICE TROVOADA, ondem vem conseguindo tanto dinheiro, para fazer o que tem feito, e nada de BENEFICIO, para S. Tomé e Príncipe e para o seu povo? Não será que os nossos vindouros terão que pagar uma fatura muito alta? Ninguém dá nada de GRAÇA! Continuo a pedir a todos, reflexão! Se o PATRICE TROVOADA TEM ASSIM TANTO DINHEIRO, PARA ESTAR A DESTRIBUIR, para aqueles que não querem também trabalhar, apenas querendo vida fácil, não seria que os que tenham recebido esse dinheiro de origem bastante duvidosa, PEDISSEM ao Sr. PATRICE TROVOADA, Que tivesse a coragem de CRIAR POSTOS DE EMPREGO, dando emprego, que seria bastante mais garantido, do que estar a distribuí-lo, só para chegar ao poder? S. TOMENSE, TENHAM A CORAGEM, e NÂO VENDAM A VOSSA RICA DIGNIDADE, PARA ESSES POLÍTICOS BANDIDOS que só querem o PODER. Andam a distribuir dinheiro mais bebidas, apenas durante o período das CAMPANHAS, depois de estarem no poder, muitos nem fazem um adeus. Reparam só o Sr. MIGUEL TROVOADA. Enquanto precisou deste pacato povo para chegar ao PODER, quase que comia no chão com os seus APONHANTES. Hoje, a mesma passa do seu bruto CARRO, de vidro todo fechado, NEM CONFIANÇA. S.TOMENSES, ABRAM OS OLHOS. NÂO DEIXEM QUE ESSES DANINHOS VOS ENGANEM A QUALQUER PREÇO. PORQUÊ QUE ANTERIORMENTE, OS S.TOMENSES, RESISTIAM AOS COLONOS, E ATUALMENTE, ABRIRAM AS SUAS PERNAS, PARA O PROPRIO S.TOMENSES, VOS ENFIAR?! Um Apelo, aos S. TOMENSES. Pensem no amanhã e no futuro dos nossos filhos.
    BOA SORTE À TODOS.

  21. ADI

    1 de Agosto de 2014 as 10:19

    Meu caro…

    Antes de mais as minhas felicitações pelo seu artigo.

    Olha o meu ponto de vista é o seguinte:

    O povo santomense se realmente quer penalizar e educar a geração do ADI e sobretudo o cidadão Patricio Trovoada pela forma danosa e inresponsável como governou este país ao longo da sua governação, e por outro lado vendo o modo como os patetas e malcriados deputados no ADI vêm se comportando na Assembleia Nacional e na sociedade em geral, deve saber utilizar da melhor forma essas ELEIÇÕES que se avisinham!

    Se não vejamos os senários.

    Patricio Trovoada nunca respeitou o Presidente da República. Por essas e outras razões houve a queda do seu Governo.

    Patricio Trovoada hoje fala com tanto odio do Presidente da República, que até parece uma pessoa doente de odio.

    Resumo,se o povo quer ver o país a crescer rumo ao desenvolvimento claro esta, que não pode escolher Patrico Trovoada como Prímeiro Ministro, sob pena de voltarmos a ver o nosso país mais uma vez parado no tempo!
    Por uma razão muito simples! Patricio Trovoada tem que, volto a repetir, tem que, aprender a respeitar qualquer um Presidente da República Democrática de São Tomé e Príncipe eleito pelo povo! E se não o faz o povo santomense tem que o exigir a fazer…. Digo mais… Do modo contrário nem merece entrar se quer no território santomense, quanto mais ser eleito pelo povo?! Sou ADI! Mas não concordo! Muito obrigado!!!

  22. cardoso miguel

    5 de Agosto de 2014 as 11:42

    Preocupado sim devias ficar também com ilha do principe que aparentemente e para ausentes, o governo regional do principe tem cometido vários erros, como abuso de poderes, oportunismo,pude comprovar a ditadura silenciosa bem como uma descriminação e racismo dentro da HBD relativa a população vinda da própria direcção da mesma e o povo continua aceitando isso tudo calado. no seu próprio pais voltar passar por essas coisas…

  23. Olivio Diogo

    8 de Agosto de 2014 as 17:52

    Caro Miguel Cardoso, gostaria de ter elementos para fazer uma apreciacao critica de Regiao autonoma do principe, quem sabe se me contactares, obrigado pela informacao

  24. Joao Pinto

    11 de Agosto de 2014 as 19:38

    Este senhor Olívio é um lambe botas
    Quando o Governo do Patricio esteve no poder, este senhor dizia ser do ADI e defendia com unhas e dente as ações do governo.
    Recordo numa reunião do ADI no Hotel Praia, onde este senhor tomou parte, só lhe faltava por o Patricio nas costas, pois defendeu o governo e apoiou o bom trabalho segundo ele, que o governo estava a fazer.
    Agora que lhe convidaram para um novo partido que surgiu, ele anda com insinuações e perguntas descabidas.
    Porque é que não pergunta quando é que será julgado o caso de arroz podre. Quando é que será julgado o caso da carta enviada a um outro estado estrangeiro, pedindo ajuda para o povo faminto de STP. Quando é que haverá o julgamento do caso STP Trading. Quando é que haverá o julgamento de casos de várias calunias públicas levantadas pelo Presidente do MLSTP, que dizia que os militantes de ADI tinham drogas em casa e nunca provou.
    Õ senhor Olívio está a dormir, ou está num outro país que apenas existe Patricio.
    Que tenha vergonha na cara homem
    Basta de ignorância senhor Olivio

  25. Zé Faneca

    10 de Outubro de 2014 as 10:49

    INTROSPECÇÃO
    Vejam bem se não é assim: a democracia consiste na escolha de mandantes ou ditadores que nos dizem o que nós próprios pensamos ser correcto e depois atraiçoam-nos.

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