Opinião

A martiridade do povo de Sudão de Sul

Seguindo notícias internacionais, por nutrir uma forte paixão por questões internacionais, vi, no domingo passado de manhã no ÁFRICA GLOBAL – RTP África, que se estão a falar da dramática situação em que vivem os sudaneses do sul.

Sudão, o maior pais africano territorialmente, sofreu uma guerra, obviamente e como sempre, com pano de fundo a DITADURA, ou seja, guerras geradas porque uns parvos que se intitularam de líderes nos países africanos que ascenderam ao poder nessa “legitimidade” que eles forjaram no revolucionarismo de libertação africana, contra os colonizadores europeus, e que os levou a se perpetuar no poder por força do que eles chamavam a vanguarda dos respetivos povos, até que a perestroica e a queda do murro de Berlim fez soprar um vento da democracia que assolou o mundo, arrasando as próprias ditadoras europeias, espalhando estilhaços de fome de liberdade e democracia por todos os canto do mundo.

A luta de libertação africana, talvez se diga, no contexto da guerra fria em que ocorreu não podia ter outra forma senão inventar os chamados lideres que diziam “congregar” forças e esforços dos africanos para melhor levar de vencida essa luta de libertação.

Reconhecendo grandíssimo mérito a libertação dos povos colonizados, porque colonização era um atentado à natureza e à dignidade humana, cujas contas penso a Europa devia pagar como muitos já advogaram e com que concordo, penso que cientificamente é difícil advogar essa monopolização da legitimidade por uns grupos, e, pior, uma só pessoa que, nem sei compreender em que circunstância se arrogavam com o direito de se autointitular “LIDERES”.

Penso, quiçá, sem razão, que qualquer movimento revolucionário que se preze, deve fazer operar uma democraticidade dentro de si, de modo a que quem dirige, à semelhança do que se passa agora com os dirigentes dos governos, presidente (e não lideres, porque esse conceito só teve utilidade no contexto que até se compreende que não podia haver democracia, porque quem só viveu opressão colonial até década 60, não podia facilmente compreender ou se adaptar a forma democrática de formação do poder para dirigir um povo).

Refugiando nisso, os chamados lideres “fizeram festa”. Logo que conquistaram a independência nunca mais saíram dessa “liderança”, o que foi a causa de muitas guerras, umas não tanto por legitimidade do lado oposto, ou seja, dos que acham que os “lideres” originários não estavam a conduzir bem os destinos na nação, mas apenas porque também queriam “mamar”.

 

Em Portugal, desde a revolução de 1820 que desembocou na primeira Constituição de 1822, até a mais robustosa, humana e democrática de 1975, a chamada “REVOLUÇÃO DOS ESCRAVOS”, verdade seja dita, facilitou a libertação dos palop’s, sempre ou quase sempre buscaram alguma democraticidade para o grupo e que me lembre, não chegou a haver lideres como aconteceu noutras paragens. Terá havido ou houve protagonistas que chegaram a conseguir o estatuto de dirigentes e não tanto de lideres “a l’africaine“, pelo menos naquela altura, pois hoje não vejo quem ousa intitular-se líder, mesmo se tem grande autoridade moral, politica e intelectual de um OBAMA, KOFI ANAN.

Portanto penso que se não fosse a colonização e a opressão dos povos africanos que ofuscou (isso era o objetivo dos colonizadores), o que não lhes permitiu ter melhor e maior visão do mundo e da humanidade para que as revoluções tivessem uma genuína democraticidade, e com isso, legitimar os chamados lideres.

Falando de legitimidade nessa “história” toda, antes de terminar o que me levou a fazer essa reflexão que é a causa da desgraça dos povo africanos, como aconteceu e ainda acontece no Estado “SUDAÕ DO SUL”, quero frisar com todo vigor, que a LETIMIDADE só existe quando ela surge de um processo democrático genuíno que normalmente sai de uma eleição livre, universal, secreta e justa. De resto, todos os chamados lideres como os “Kim’s” etc. etc, pelo mundo fora, que existem numa ditadura são para mim só lixo que nem se devia ver, para não dizer coisas mais feias.

Move-me um fervor politico de ver os povos a viveram com mínimo de dignidade, com respeito pelos seus direitos fundamentais e poder ter voz na condução política dos seus países. Nenhum interesse politico interventivo alternativo que é a vocação ds partidos ou grupo de cidadão me move. Terei sido político quando fui da “jota”; digo terei porque tinha miopia que só foi curada quando comeci a estudar na FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA. (Saudade dos Professores Doutores JORGE MIRANDA, FREITAS DO AMARAL, FAUSTO QUADRO e REBELO DE SOUSA, só para citar os publicistas, ou seja, os que cultivam ciências do Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direitos Fundamentais e outros mais. Porque as disciplinas do direito civil são da conta dos privatistas que não são menores; são do mesmo grau e nível académico. Por exemplo o Professor Doutor OLIVERA DE ASCENÇÃO….saudades…enfim.

 

Portanto, nessa noticia do “AFRICA GLOBAL” da RTP-África, vi que até hoje, mesmo conseguindo dividir aquele país tão rico (SUDÃO) em dois, obviamente por causa da “divina legitimidade” de um tal “ALBACHIRE” (ou sei lá quê), que nem sei porque não falam dele como um dos ditadores no poder há muito tempo (nem sei quanto) e que infelizmente ainda existe ou pelo menos ainda está a “guiar” aquele povo que até parece nasceu para sofrer.

Vi nesse programa que, mesmo depois de dividido o país em dois, ficando o “deus” “Albachire” que tem mandado de captura internacional emitido por TPI às costas, mas que alguns países africanos vão contornando, deixando o criminoso a solto, como fazem por essas bandas africanas, lá p’ra cima com o que ficou com o nome de Sudão, onde provavelmente o povo estará numa “maravilha”, os do outro “pedaço” desse país que batizaram com o nome de “SUDÃO DO SUL”, com cumplicidade da comunidade internacional, porque a luta contra o “deus albachire” que foi desencadeado pelos do sul para o derrubar, também “liderado” por mesma casta de gente que um tal que “lidera” o sul, o tal que nem nome sei, que usa um chapéu de zorro;

Vi pessoas que por luta lá mesmo dentro desse “pedaço de Sudão” contra o tal zorro, levou a que os  do sul tivessem também que se refugiar em países vizinhos como Uganda, Quénia etc. onde não encontraram  a glória, senão o inferno, passando por todas as atrocidades que normalmente os africanos de países onde não funciona a democracia, por causa desses “lideres” “defensores do povo” passar por morte, tortura, violação, fome, desnutrição etc. etc.; Até que vi um a dizer que, em vez de morrer à fome, iria voltar ao Sudão do Sul, seu país inventado, sujeitando mesmo a morte.

Seria bom que toda gente visse essa desgraça que ocorre no mundo e que não só  isso, lembrando-se do massacre e escravatura dos negros no século XXI que ocorre na Líbia e por aí fora.

Enfim…uns dizem “Africa mãe” cujo significado nem sei…enfim,..em desprimor por nós próprios africanos que somos iguais a qualquer povo e temos direito às mesmas aspirações humanas e sermos felizes…mas….enfim!

Cheguei a me lembrar nessa notícia do primeiro homem – um congolês, penso ser lá dos “cabilás”, ex- Saire,, hoje Congo Democrático que de democrático só tem o nome; olha, lembro de STP também tem “Democrático” no nome do Estado, o que já critiquei abundantemente, até me lembro num debate dos 10 anos da nossa Constituição em que, nessa altura também os juízes eram convidados para refletir sobre a juridicidade do nosso Estado – outro dos “lideres do povo” condenado no TPI (Tribunal Penal Internacional) apenas a 14 anos de prisão.

OCORRE-ME FINALIZAR ESTE TEXTO PENSANDO NAS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS (ESTOU MAIS A PENSAR EM UA QUE PODIA FAZER ALGO PARA PELO MENOS EVITAR ATROCIDADES CONTRA NÓS PRÓPRIOS, SE NÃO FOSSE O DIABOLISMO DO SEU CÉREBRO – OS TAIS LIDERES, TAIS “BEM REPUTADOS”, COMO O FOI O MUGABI QUE CHEGOU A SER INDICACO COMO EMBAIXADOR DE BOA VONTADE NA OMS…SÓ COM CRISTO, COMO DIZEM OS OUTROS.

NÃO SEI SE ESTAREI AINDA EM VIDA (NADA!) PARA VER UMA UNIÃO AFRICANA (UA) COMO PELO MENOS FUNCIONA UM POUCO COCHAMENTE O UEA. OBVIAMENTE NADA DE COMPARAÇÕES COM UE QUE ATINGIU O ESTÁDIO EM QUE ESTÁ DE ALTO PRRESTÍGIO INTERNACIOAL, COM GENESIS EM DEMOCRATICIDADE, POIS FOI FUNDADO POR PAÍSES JÁ NA ALTURA ALTAMENTE DEMOCRÁTICOS, DE UNIÃO A VOLTA DO AÇO NA DECADA 50. MALÍGUINA INGLATERRA QUE SE FEZ DE TRAIDORA ABANDONANDO O GRUPO DESDE O EURO E AGORA COM O BREXIT.

UE TEM ESTRUTURA DE QUASE ESTADO. SÃO ASSOCIAÇÃO DE ESTADOS OU CONFEDERAÇÕES AINDA. UNS COMO EU ATÉ DEFENDI NO MEU EXAME ORAM NO “DIREITO COMUNITÁRIO”, DEFEDEM O FEDERALISMO, MAS “DOUCEMENT”, “LEVE-LEVE! CÁ DA TERRA. …SLOWLY SLOULY. DEVEM, POIS ULTRAPASSAR AS DIFICULDADES ACTUAIS DE DESILUSÃO E CEPTICISMO DE ALGUNS EUROPEUS DE QUE RESULTOU O BREXIT, POPULISMO E EXTREMISMO DE DIREITA E ESQUERDA.

 

 

 

    2 comentários

2 comentários

  1. Kanimambo

    18 de Dezembro de 2017 as 23:29

    A revolução foi em 1974, e ficou conhecida como a Revolução dos Cravos e não dos escravos.

    Saudações

  2. sotavento

    20 de Dezembro de 2017 as 8:47

    “Sudão, o maior pais africano territorialmente, sofreu uma guerra, obviamente e como sempre, com pano de fundo a DITADURA, ou seja, guerras geradas porque uns parvos que se intitularam de líderes nos países africanos que ascenderam ao poder nessa “legitimidade” que eles forjar”
    SR, Garrido
    Com todo respeito permita me que faca uma correccao. O Sudao já foi o maior pais de Africa mas hoje já nao.Hoje o maior pais africano é Argélia. A outra coisa que me surpreende é o facto do sr. como jurista credenciado homem de letras usar termos como ” uns parvos”num artigo para que a cidadania leia.
    Saudacoes

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