Opinião

A Lagaia e as Galinhas

S.Tomé e Príncipe, nos momentos pré-eleitorais, é fértil na produção de alguns fenómenos políticos que têm tanto de atroz como, também, tipificam um modus faciendi que denuncia que o fim política, na nossa terra, resume-se ao “poder pelo poder”.

Deveríamos estar, neste momento pré-eleitoral, há sensivelmente dois meses das eleições, a discutir as propostas dos diversos partidos políticos, tendo em conta a situação caótica em que o país se encontra, suportado pelos nossos principais constrangimentos.

Todavia, o que temos, neste momento, em S.Tomé e Príncipe, é a tentativa forçada de revisitação da vitimização, como fenómeno político, no contexto eleitoral que se avizinha.

É verdade que isto não é um fenómeno novo. Todos nos lembramos de alguns factos que aconteceram ainda na primeira república, designadamente das peripécias forjadas pelo poder político vigente na altura, relacionadas com o aparecimento e desaparecimento de navios em quase todos os pontos da nossa costa insular, que contribuíram para a mobilização de centenas, senão milhares, de nacionais, para a tarefa daquilo a que chamávamos, na altura, de “milícias”. Esta gente era treinada, psicológica e fisicamente, supostamente, para aquilo a que chamavam de defesa da pátria, contra uma hipotética invasão de mercenários que, hipoteticamente, desembarcariam naqueles navios, e algumas destas milícias levavam este fenómeno ao extremo e transformavam-se em autênticos radicais deste propósito revolucionário de defesa da pátria, ingenuamente convencidos da bondade e veracidade da iniciativa em causa.

Hoje em dia, parece-me consensual, que tudo aquilo não passou de um expediente político utilizado pelo regime vigente na altura, para a mobilização de cidadãos na defesa das causas em que acreditava e na orientação da sociedade, num contexto em que as pessoas já começavam a desconfiar das condições e garantia da sua viabilidade, material e social, bem como das potencialidades do caminho escolhido.

Há quatro anos, todos vimos o atual primeiro-ministro, Patrice Trovoada, utilizar uma estratégia de vitimização, que culminou com a sua chegada apoteótica ao país, depois de uma ausência prolongada, acompanhado de quatro deputados portugueses, alguns dos quais, arrependidos, hoje em dia, pelo desempenho de tal tarefa. Posteriormente, toda a campanha eleitoral do ADI e do seu líder foi feita em função de tal propósito de vitimização. É bom lembrar que, naquela altura, o ADI, estava na oposição e a estratégia em causa, de vitimização, serviu, de forma incontestável, os seus interesses de regresso ao poder com uma maioria absoluta.

Portanto, a vitimização, como fenómeno político usado em contextos eleitorais, é tão antiga como a república.

Nos dois casos anteriormente mencionados, as condições políticas e socioculturais do contexto, e até internacionais, eram eventualmente favoráveis ao uso da vitimização como instrumento de mobilização popular e/ou de tática político-eleitoral.

No primeiro caso mencionado, as consequências da guerra fria, que se faziam sentir um pouco por toda a parte, funcionaram como um caldo motivador para utilização da vitimização como instrumento de mobilização popular contra um suposto inimigo externo; no segundo caso, por outro lado, a estratégia de vitimização serviu como efeito catalisador para congregar todos os tipos de descontentamentos, resultantes de uma situação socioeconómica difícil que o país atravessou durante um certo tempo e que o ADI, então removido do governo, como vítima, decorrente da aprovação de uma moção de censura na Assembleia Nacional, soube explorar até aos limites.

A este ato estratégico ou tático de vitimização, o ADI juntou-lhe muitas promessas, designadamente a construção de um porto de águas profundas, a requalificação total do nosso aeroporto, a produção de toneladas de carne de porco para a população, a construção de autoestradas, Internet grátis para os jovens, a construção de uma cidade nova em folha com casas para funcionários do Estado, a construção de um Hospital novo em folha, etc., aqui e acolá decorado com um slogan agressivo, como sejam “Povo Põe e Povo Tira” ou “Agora é a Nossa Vez” e a receita habitual e infalível do “banho”.

Isto foi suficiente para que o ADI: obtivesse uma maioria absoluta na Assembleia Nacional e formasse um governo; elegesse um presidente da república e conquistasse a quase totalidade das autarquias do país. O resto da novela todos conhecemos e eu tenho escrito abundantemente sobre ela.

Agora, há sensivelmente dois meses para as eleições, depois de uma experiência governativa autoritária de quatro anos em que o ADI tentou, por todos os meios, forçar as instituições judiciais e a própria Assembleia Nacional à obediência e subordinação para cumprimento da sua agenda privada não se coibindo de utilizar, de forma musculada, tropas estrangeiras neste projeto; impôs-nos a censura como regra; perseguiu, de forma seletiva, alguns cidadãos que ousaram exprimir a sua discordância com o caminho que o país estava a seguir e impediu, por todos os meios, a ação dos partidos políticos da oposição, acendendo, com tal, inúmeras centelhas de descontentamentos, interna e externamente, é que, somos confrontados, pela segunda vez, em pouco tempo, com a patética informação governamental, acompanhada de um espetáculo mediático inusitado em que as nossas tropas especiais participam como bonecos autómatos, de que o senhor presidente da república e o senhor primeiro-ministro foram vítimas de uma tentativa de assassinato com o objetivo de subversão da ordem constitucional vigente? Isto é extraordinário!!

Tudo isto é tão estranho e medonho que muitas dúvidas me assaltam nestes dois processos, designadamente:

  • conhecemos, detalhadamente e em tempo record, através do próprio primeiro-ministro (utilizando a sua televisão pública), a intenção definitiva dos perpetradores das referidas intentonas que, invariavelmente, está associada com o propósito de eliminação física do chefe do governo, estando, contudo, o referido processo ainda em fase de inquérito;

 

  • a acusação é feita pelo próprio primeiro-ministro, na sua televisão pública, com contornos e detalhes surpreendentes para alguns factos e, todavia, com omissão propositada para outros que mereceriam informação pública;

 

 

  • estando as duas intentonas interligadas, em termos organizativos e operacionais, num curto espaço de tempo, como é que mercenários internacionais, altamente profissionais, (segundo as informações governamentais) sob vigilância apertada da Interpol e num contexto insular como o nosso, arriscam continuar com um plano de intervenção para a sua conclusão, sabendo, de antemão, que os propósitos iniciais foram abortados, na primeira intentona, e os hipotéticos perpetradores detidos;

 

  • como é que mercenários internacionais, altamente profissionais, levam detalhes do referido plano ou intentona, escritos e posteriormente recolhidos pelos investigadores policiais, nos quais constam, com detalhe organizativo, de acordo com o comunicado do Conselho de ministro extraordinário, o sequestro do presidente da república e do presidente da Assembleia Nacional e a eliminação física de primeiro-ministro e, no entanto, todos eles são, aparentemente, apanhados a infiltrarem-se na residência oficial do presidente da república, desprezando, contudo, o cumprimento global do referido plano, tendo em conta os objetivos iniciais;

 

  • se o governo acionou os mecanismos internacionais de entreajuda, recorrendo aos países amigos e Interpol, como faz entender no seu comunicado, para a consecução dos seus objetivos, neste caso específico, e tendo estas instituições prestado ajuda na assistência à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Judiciária, seria razoável que o governo nos explicasse, até como forma de credibilização da sua ação, que tipo de ajuda foi prestada por estas instituições, que países foram estes, a identificação dos referidos mercenários e qual é o enquadramento organizativo e operacional desta rede internacional de terroristas (expressão utilizada no comunicado do Conselho de ministros) até como forma de não comprometermos as relações amistosas que temos com o reino da Espanha que, por sinal, segundo as informações divulgadas, é o país da proveniência dos referidos mercenários;

 

  • é a primeira vez, no nosso país que, ao contrário das intentonas anteriores, um grupo inorgânico, aparentemente sem qualquer relação partidária, militar, política ou de outra natureza entre os elementos que fazem parte do mesmo, tentam levar a cabo uma intentona contra o poder político vigente na nossa terra e incluem mercenários internacionais e terroristas, altamente profissionais, no referido processo;

 

  • como é que cinco pessoas, três das quais estrangeiras e sem conhecimento razoável da realidade nacional, poderiam levar a cabo um projeto de intentona tão exigente que implicaria, simultaneamente, o sequestro do presidente da república e do presidente da Assembleia Nacional e a eliminação física do primeiro-ministro, num contexto atual tão apertado em termos de controlo e condicionamento das liberdades individuais, como aquele que vivemos momentaneamente, em que até os deputados nacionais são coagidos, pela guarda pretoriana do regime, a abandonarem a Assembleia Nacional em contextos específicos de alguma altercação política?

 

  • como é que, estando o governo a acompanhar, desde 2017, segundo as suas próprias palavras amplamente divulgadas na rádio nacional, o processo da referida intentona que envolveu os referidos mercenários espanhóis e, depois daquilo que aconteceu recentemente na primeira tentativa, é o próprio governo da república que, de forma teimosa e incoerente com aquilo que propaga relativamente ao combate do fenómeno do terrorismo, quer fazer aprovar, neste exato momento, uma lei de isenção de visto para uma categoria de cidadãos estrangeiros que permite a permanência dos mesmos no espaço nacional por um período que pode atingir os 6 meses? Neste âmbito, parece-me que é a oposição quem está mais interessada no combate ao terrorismo, opondo-se ao referido diploma, do que o próprio governo que se queixa do referido problema como eventual vítima.

Perante todas estas dúvidas manifestadas anteriormente, tenho muitas dificuldades em acreditar nestas supostas intentonas ou subversões, aliás, como a maioria dos Santomenses e, creio, até, que existem motivações políticas e eleitorais, inerentes aos interesses do ADI, que consubstanciam a necessidade de propagação reiterada destes propósitos. Não me admiraria nada que este espetáculo degradante continue, mesmo durante as eleições, com uma carga de espetacularidade e agressividade ainda maior, com rebentamentos de bombas e eventualmente perdas de vidas humanas, com intenção que tudo isto ajude a credibilizar a ideia, junto do povo, de que se trata, realmente, de uma intentona.

Depois de um exercício governativo, durante quatro anos, em que o ADI não conseguiu cumprir nenhumas das suas principais promessas eleitorais; não se predispôs, voluntariamente e em nenhum momento, ao escrutínio político  na Assembleia Nacional como garantia da transparência das  decisões que tomou em múltiplos aspetos da nossa vida coletiva e até transformou a nossa casa da democracia numa caixa de ressonância do Governo e colocou em causa a separação e interdependência de poderes, de acordo com o nosso ordenamento constitucional, exonerando os juízes do S.T.J, criando, com tal, alarme nacional e internacional, existe a preocupação ou necessidade, por parte do ADI, neste momento, tendo em conta a pressão dos nossos parceiros internacionais e o contexto eleitoral que se avizinha, de justificação ou de legitimação do exercício de um mandato que foi terrivelmente mau e colocou em causa valores como a liberdade de expressão e de opinião, o respeito pelos direitos humanos, a independência da Justiça, a separação de poderes e a transparência e responsabilidade na administração pública.

Sejamos francos, num contexto global como aquele em que vivemos momentaneamente, o ADI ou qualquer outro governo despótico, tendo em conta a nossa vulnerabilidade financeira, económica, social e dependência externa, não pode tomar qualquer decisão que lhe aprouver, levando em consideração somente os benefícios que tal facto lhe trará, no curto ou médio prazos. O ADI tem, neste momento, a necessidade de se justificar, perante a comunidade internacional, por um lado, sobre as escolhas e caminho que percorreu até então e, por outro lado, perante os eleitores nacionais, de se sentir legitimado, perante acusações de abuso e usurpação de poder.

Ou seja, o ADI precisa, no plano internacional, do benefício da dúvida sobre as consequências de algumas decisões políticas que tomou e, no plano interno, de um discurso eleitoral onde possa aparecer mais como vítima do que como carrasco, tendo em conta, até, a influência da vitimização como estratégia ou tática política nos nossos contextos eleitorais, como afirmei anteriormente.

Só que isto encerra um problema de difícil resolução para o ADI compaginável com a quadratura do círculo. Como é que o ADI, tendo sido poder nos últimos quatro anos, com manifestação de tanta brutalidade e predação sobre os pilares da nossa democracia, pode augurar passar de carrasco a vítima?

É preciso muita imaginação para tal e, em caso extremo como aquele que estamos a assistir, momentaneamente, a montagem fictícia de uma operação golpista que culpabilizasse a oposição política no país seria ideal.

O ADI comporta-se, neste momento, como uma lagaia que, sem saber muito bem como, caiu para o interior de uma capoeira com muitas galinhas lá dentro e passou quatro anos a saciar-se desalmadamente sem se preocupar com uma oportunidade para se escapar viva do interior da referida capoeira quando estivesse suficientemente saciada. Agora, rodeada de galinhas aflitas com o terror que sofreram nestes quatro anos e perante a presença iminente do dono da capoeira que fora avisado de tal facto, é a lagaia que, aos gritos, num exercício de vitimização inusitado, reclama do ódio que as galinhas nutrem por ela e pede, encarecidamente, ao dono da capoeira que abra a porta da mesma, rapidamente, para que ela possa sair dali.

O dono da capoeira só tem duas alternativas: ou acredita na lagaia e abre a porta da capoeira para que esta possa ir-se embora, culpabilizando as suas galinhas pelo facto destas quererem matar a lagaia acreditando, todavia, que daqui por algum tempo, a lagaia não volte com mais força, ambição e treino suficiente para exterminar todas as galinhas existentes na referida capoeira e possa sair do interior da mesma sem qualquer ajuda ou; em alternativa, mata a lagaia, agora, para que ela não repita a façanha e faça tantos estragos da próxima vez.

Esta metáfora traduz, de forma simbólica, o dilema que o ADI, momentaneamente, está a viver, neste contexto pré-eleitoral. O ADI não tem muitas condições para voltar a prometer muito e, no entanto, fazer pouco como aconteceu há quatro anos e, tendo exercido o poder de forma autoritária, não tem condições de se apresentar, neste momento, ao eleitorado, com um discurso vitimizador que lhe garantiu muitos votos anteriormente. Só lhe resta o “banho”. Parece-me pouco!! Daí a necessidade do ADI querer se transformar numa lagaia.

Adelino Cardoso Cassandra

O terrorista (epíteto ou alcunha que o ADI me atribuiu)

    28 comentários

28 comentários

  1. Renato Cardoso

    9 de Agosto de 2018 as 12:40

    O fazedor de opinião caracteriza a situação de forma clara.
    Efetivamente o atual Governo pretende com este expediente justificar o desempenho inglório de quatro anos de governação desastrosa e autista que produziu.
    Para tanto fabrica os expedientes desta natureza para impressionar as populações e obter resultados que lhes possa reconduzir as atividades governamentais.
    É no mínimo estranho estes episódios no período pré eleitoral quando realmente devia haver preocupação de focar sobre linhas programáticas serias e capazes de romper com as opções e medidas de políticas falidas.
    Aproveitando—se do eleitorado manipulável devido os baixos níveis de literacia e permeável ao embuste vai revender de novo mais banha de cobra.
    Os partidos de oposição quando verdadeiramente focados nas reais necessidades da sociedade santomense poderiam desmontar este espetáculo cujas consequências apenas irá agravar as condições de miséria que encontram—se vivendo os filhos da terra.
    Neste ambiente de tensão política despropositada poderá servir os interesses do governo da situação.
    Depois de 43 anos de erros e poucos resultados pretende—se continuar adiando o bem estar social das pessoas.
    Há toda urgência de refundar S.Tomé e Príncipe.
    Que S.Tomé e Sto António Poderosos possa iluminar o povo.

  2. helmer dias

    9 de Agosto de 2018 as 14:03

    Meu admirávelamigo pensador

    Estou completamente de acordo com tudo que escreveu. Mas é complicado para o nosso povo ver com uma mente limpa esta sua reflexão. Mas meus parabéns e continua mesmo onde estiver a querer que todos nós são-tomenses possamos ser espertos e sentirmos orgulhosamente são-tomenses que já fomos.

  3. Sofredor

    9 de Agosto de 2018 as 14:32

    Este primeiro-ministro anda tão distraído que ele não percebeu que S.Tomé de hoje não é o mesmo S.Tomé de ontem. O país mudou e muito. Atualmente nem toda a gente acredita na sua mentira. Ele está convencido que pode enganar toda a gente ao mesmo tempo. Coitado dele!!! Qual intentona qual carapuça. Tudo isto é uma invenção deste homem para enganar o povo pequeno com a mesma lábia de sempre.

  4. Qlincatá

    9 de Agosto de 2018 as 14:45

    Misericórdia, meu Senhor!!!! Deus dá este povo coragem e força suficiente para carregar toda esta maldade. Parece coisa que alguém veio para fazer mal ao país e depois ir embora e deixar-nos cá com sofrimento. O que é que o este povo deveu para estar a sofrer desta forma? Existem outros povos no continente africano e outras parte que também sofrem de outros males. Mas eu nunca esperei ver o meu S.Tomé nestas condições só por causa da ambição de um só homem que atua como coisa que que ele fosse Deus.

  5. Bem de S.Tome e Principe

    9 de Agosto de 2018 as 16:32

    Todos aqueles que votarem no ADI, com excepção dos que já sabemos, têm que votar na ADI(Ação dos Diabos no Inferno) e os inocentes, vão ser os piores santomenses.

  6. Riboqueano

    9 de Agosto de 2018 as 19:11

    Por tudo aquilo que eu estou a ver este homem não irá aceitar de maneira nenhuma sair deste lugar de primeiro-ministro. Nem com grua. Ele está a praticar a mesma política de alguns países do continente onde existe lideres como Mugabi, Bongo e outros que acham que o país é deles. A maneira que este homem está a agir é porque ele pensa que o país é dele e ninguém tira ele de lá. Ele vai fazer tudo nem que seja aldrabar as eleições para ficar neste lugar. Ouçam aquilo que eu estou a dizer. Quem viver verá.

  7. Bela

    9 de Agosto de 2018 as 19:22

    Este homem ficou doido. Ele perdeu totalmente a lucidez e só está focado em permanecer no governo custe o que custar. Não lhe interessa nada as consequências destas coisas para pobre do país. Se fosse num país sério que ele estivesse a fazer estas coisas ele iria responder criminalmente por este abuso. Criou um alarme falso sem necessidade que vai afetar o turismo nos próximos tempos e afastar as pessoas deste país. Um primeiro ministro irresponsável que não tem ideia nenhuma daquilo que está a fazer. Agora é que as pessoas compreendem porque ele tentou sempre mexer na justiça. Ele sabe muito mas é.

  8. Senhor Jorge

    9 de Agosto de 2018 as 22:18

    Boa comparação. Este primeiro-ministro é uma autentica lagaia que não poupa nada. estamos lixados neste país.

  9. Branco

    9 de Agosto de 2018 as 22:30

    Pobre país governado por tantos ignorantes e imbecis. Depois queixam-se do colonialismo.

  10. Seabra

    9 de Agosto de 2018 as 22:51

    Ô Senhor Adelino Cardoso Cassandra, até hoje estou à espera da sua resposta, para ousar confirmar e explicar porque razão, hoje em dia, escreve assuntos políticos contra o partido – ADI – a que pertenceu outrora.
    Não temos confiança nas pessoas que mudam de um partido para o outro ( até acertar naquele que lhe dê melhores e mais benefícios ). Ser traiçoeiro é algo de bastante negativo na política e na vida social de um país….não se é credível…reflita

  11. Madredeus.igreja

    10 de Agosto de 2018 as 0:53

    O mais grave ainda está para vir. É que o governo Espanhol, vai querer saber tudo sobre seus cidadãos.

    Será que este governo, vai explicar?
    Estou mesmo a ver quem vai sair às favas. Quem, quem, ao povo pequeno

  12. CoisaMinina

    10 de Agosto de 2018 as 6:02

    Esse senhor só faz-me lembrar o Bruno de Carvalho do sporting!! Eu quero ouvir na campanha “ Bruno de Carvalho Rua! “

  13. mezedo

    10 de Agosto de 2018 as 10:47

    Essa manobra politica é pura e simplesmente uma forma clara de dizer ao povo que ele não quer sair do poder. esta a manipular a população com falças noticias pra conseguir perpetuar no poder.

    Mas eu tenho fé que São Tomé poderoso, vai castigar esse ladrão mentiroso e malfeitor que só quero destruir esse país e esse povo.

    No dia 7 de Outubro povo Santomense não vota no ADI, porque Patrice vai transformar esse pais como Iraque onde só reina guera fome e mizeria,

    O ADI deve desaparecer de STP.

    7 de Outrubro vamos todos dizer não ao ADI e ao Patrice Trovuada, mais os seus tempurais.

  14. Rodrigo Cardoso Cassandra

    10 de Agosto de 2018 as 13:19

    Boa tarde meu caro irmão.
    Primeiramente te agradecer mas uma vez por este grande e minuciosos favor que fazes ao nosso país independentemente da interpretação que cada um pode tirar do que escreves.
    Tanto quanto sei tu escreves sozinho e apenas com a tua cabeça sem qualquer pressão ou coagido por pessoa alguma, ou defendendo sei lá o que for ,o que eu sinto é que a tua isenção e independência é total completamente desmascarada com identidade e figura propia, e esse teu exemplo deveria servir de exemplo a seguir por muitos que ou fazem para servir quem os serve ou não passam de autenticas caixas de ressonância. Mas uma vez reitero a tua coragem e a utilização de um tempo que é tão prestigioso para prestar este trabalho ao país independentemente do que pode estar a pensar cada um daqueles que fazem o esforço de mas.

  15. Rapaz de reboque

    10 de Agosto de 2018 as 13:32

    Uma vergonha

  16. Francisco Ramos (PARDAL) B I 26649

    10 de Agosto de 2018 as 13:34

    ADELINO CARDOSO AS MINHAS FELICITAÇÕES PELO ARTIGO.
    NA MINHA OPINIÃO A ÚNICA PESSOA INTERESSADA EM MATAR O PRESIDENTE DA REPÚBLICA ACTUAL, SENHOR EVARISTO DE CARVALHO, É O PRÓPRIO 1º MINISTRO PATRICE TROVOADA. TENDO-O COLOCADO NUMA SITUAÇÃO DE ASSINA SÓ,PELA FORMA COMO A COISA FOI MONTADA COM O JUIZ JOSÉ BANDEIRA QUE ANUNCIOU A VICTÓRIA DO SENHOR PRESIDENTE SEM ATENDER AS RECLAMAÇÕES DOS OUTROS CANDIDATOS DE ENTÃO, FEZ COM QUE O EVARISTO ESTÁ “MORTO” NA CAPACIDADE DE TOMAR AS DECISÕES QUE DEVE TOMAR NO PALÁCIO COR DE ROSA. SE O SENHOR EVARISTO DISSESSE AO 1º MINISTRO ISSO: SR 1º MINISTRO EU TENHO AMBIÇÃO DE SER PRESIDENTE DA REPÚBLICA, MAS DE UMA FORMA LIMPA, NÃO COM TRUQUES E MANOBRAS NA COMISSÃO ELEITORAL NEM NO TRIBUNAL. OLHA HOJE ELE ESTARIA VIVO PARA TOMAR AS DECISÕES. UM DIA VAMOS CONHECER A VERDADE. TENHO A CERTEZA QUE NOS DIAS QUE O SR PRESIDENTE ASSINA COISAS QUE ELE SABE QUE ESTÁ CONTRA O SEU PRINCIPIO, CERTAMENTE QUE ELE NÃO DORME NESSA NOITE.
    BEM TENDO TIRADO OS PODERES PRESIDENCIAIS, COMO QUEM ASSINA É EVARISTO, LOGO O OBJECTIVO SERIA CAIR EM CIMA DO EVARISTO E ASSIM O EVARISTO, OBRIGARIA-O PEDIR A SUA DEMISSÃO. MAS ISSO NÃO ACONTECEU LOGO O 1º MINISTRO QUER ELIMINAR FISICAMENTE O SR. EVARISTO DE UMA FORMA INDIRECTA COLOCANDO-O SEM PODER FAZER O QUE ELE MAIS GOSTA , QUE É JOGAR BISCA COM SEUS AMIGOS, AMEDRONTANDO-O INVENTANDO QUE QUEREM MATÁ-LO. SE O SR EVARISTO ENTRASSE EM DEPRESSÃO E MORRESSE, O PATRICE TROVOADA COMO É DONO DE TUDO ISTO FICARIA COM OS 2 PALÁCIOS. O SR. EVARISTO SE CONSEGUISSE TER “CULHÕES” COMO PRESIDENTE, SERIA MESMO UM PRESIDENTE DO POVO, PORQUE ESSE MUITAS VEZES OU ESTÁ SOZINHO OU ESTÁ COM UM GUARDA COSTA A JOGAR SUA BISCA NOS FINS DE SEMANA. QUEM ESTARIA A MATAR ALGUÉM QUE PATRICE TROVOADA MATOU? SÓ PATRICE TROVOADA

    • Téla Nón

      10 de Agosto de 2018 as 13:59

      Caro senhor Pardal…os comentários devem ser escritos com letras minúsculas, como aliás define a regra dos comentários. É seu hábito escrever com letras minúsculas. Noutras situações teve o Téla Nón que reescrever tudo em minúsculo. A próxima vez,o seu comentário será simplesmente eliminado. Saudações.

    • Francisco Ramos (PARDAL) B I 26649

      10 de Agosto de 2018 as 15:47

      Muito obrigado “Téla Nóm pela observação. É verdade que gosto muito de escrever com letras maiúscula. Tomarei em consideração e para que os meus próximos comentários não sejam eliminados, fá-los-ei em letras minúsculas.
      Mais uma vez muito obrigado.

  17. Luis Carlos do Brasil

    10 de Agosto de 2018 as 15:24

    Torço para que exista um dia que as Nações não sofram nas mãos de pessoas que enxergam somente seus umbigos, visando auferir lucros e vantagens pessoais.
    Aqui no meu País, um presidiário quer se eleger a qualquer custo, e o pior de tudo é que com suas manobras políticas ele tem chance de se eleger e até vencer, infelizmente a população não esclarecida não vê suas teias e articulações malfeitosas, onde seu filho que até então era funcionário de um zoológico hoje é um dos empresários mais ricos do País.
    Me sensibilizo com a situação de STP, meu sonho sempre foi poder conhecer esta Ilha Maravilhosa!
    O povo não merece sofrer, ficar nas mãos de falsos representantes, este vitimismo é moda, fazer o errado e maquiar para parecer que foi perseguido, chamar de Golpe o cumprimento da Constituição, quem sofre são nossos filhos, que herdam problemas que não deveriam mais existir, pagamos por serviços que não são feitos, e enquanto isto, estes lacaios, brindam champanhe comemorando suas propinas, desvios e toda corrupção que fazem!
    Nojo de crápulas assim, pois acho errado chamar de pessoas quem não tem sentimentos pelo próximo, principalmente em função pública.

  18. Geronima pitra

    10 de Agosto de 2018 as 16:44

    Srº SEABRA, o Adelino não escreve sobre ou contra o ADI, ele escreve sobre a Governação do país. Bom entendedor poucas palavras bastam.
    Você está sempre inquieto, quando se fala de Governação. Ele não está a falar de como o LevY, Patrice e outros dirigem o ADI, isto não interessa ao povo. Mas quando se trata da Governação do país, isto sim, interessa a todos inclusive o senhor, que devia sair desta caba covarde de SEABRA e assumir a sua identidade.
    CAMALIÃO COVARDE

    • Seabra

      11 de Agosto de 2018 as 1:44

      Geronima Pitra, isto é nome de alguém?
      Não será uma cobertura de um ou uma pessoa que faz parte de Camaleão, como aquele traiçoeiro que você pretende defende…tão mal e porcamente.
      Sei que o PT deu um cargo importante ao seu familiar Cassandra na îlha do Príncipe, que é também um CORRUPTO notation. Outrora, o dito cujo pretendido” escritor” do artigo, pertencia a ALA ADI.Estimo que algumas pessoas, cujo eu,queremos compreender a razão que lhe levou a escrever hoje em dia,artigos contra o regime que ele chegou a apoiar. Aliás,basta ler os comentàrios, para que você ,Pilintra, compreenda que o artigo dele (todos),faz sempre referência ao governo atual. Só tendo má fé (como é o seu caso ),é que pode pretender o contrário.
      Você falhou a sua vocação de advogada de defesa…vá pedir a um outro Cassandra, que tem desempenhado o papel de advogado de defesa do ex PM.
      Seja como for, somos muitos a pensar que o Cardoso Cassandra não é credível e até mesmo,pensamos que faz parte de cerco dos OPORTUNISTAS.
      Any way…as más acções fica para quem as pratica. Está tudo dito e nada mais à acrescentar.
      Boa continuação !
      PS o meu verdadeiro apelido é mesmo SEABRA.

  19. Fatima Quaresma

    11 de Agosto de 2018 as 12:14

    Ó senhor Seabra deixa o homem escrever sobre aquilo que se passa no país. Eu não consigo perceber o seu problema. O Adelino não ofendeu ninguém, não foi mal-educado com ninguém, não percebo a sua preocupação com ele. O senhor está preocupado se ele é político ou civil. O Adelino foi meu colega e se não me engano deve ter mais ou menos a minha idade. Talvez sejamos diferente em 1 ou 2 anos de idade. Ele veio comigo para Portugal em 1984, portanto no regime único do MLSTP onde não havia partidos políticos, para além do MLSTP nem democracia como agora existe. Eu fiquei em Lisboa a estudar e acho que ele foi para Porto ou Coimbra. Que eu saiba ele nunca foi do MLSTP quando estivemos lá em S.Tomé. Ele formou-se cá em Portugal e creio que, desde 1984 nunca mais foi trabalhar nem viver em S.Tomé. Portanto acho que ele nunca foi de nenhum partido político que eu saiba. O senhor acha que ele não pode dar a sua opinião sobre o país por causa disto por causa de nunca ter feito parte de nenhum partido político? Deixa o homem escrever em paz senhor Seabra. Muito obrigado.

  20. Geronima Pita

    11 de Agosto de 2018 as 22:37

    Não Perco Tempo com CAMALEÕES, Senhor “SEABRA” Sou descendente de Moçambicanos, mas santomense com muito orgulho. Não preciso de esconder a minha verdadeira identidade como tu e ponto FINAL.

    DOI LÁ PÁ.

  21. Seabra

    12 de Agosto de 2018 as 12:14

    ….sou descendente de português e com muito orgulho. Meu verdadeiro apelido é mesmo SEABRA. Qual é o problema?
    Incomoda -lhe?
    É de facto uma perda de tempo.Ponho um termo definitivo a esta comunicação!

  22. Nanana

    12 de Agosto de 2018 as 18:21

    Muito obrigada Adelino por mais este eslarecimento e ponto de situação.
    Ouvi que havia qualquer convulsão em STP, tentei me informar e não houve artigo, jornal, notícia alguma que me elucidasse. Infelizmente, é o retrato do País que temos: Uma cegueira total, a todos os níveis!
    E para nós que estamos fora, é muito importante o teu contributo.

    Quanto ao SEABRA: só não muda de opinião e partido, quem não tem caracter, nem a opinião. Se o Adelino pertenceu ao ADI e decidiu sair (coisa que não sei se é verdade ou mentira), só demonstra que ele é um Homem inteligente e íntegro, coisa que muitos que lá estão como o SEABRA, não têm a hombridade nem a inteligência para o fazer. Passar Bem!

    Tenho Fé que é desta que nos livramos desta peste que tem assolado o meu querido País e o Meu Povo.
    Que Todos os Santos, incluindo Santo António e S. Tomé, Poderosos te protejam a ti, a minha Terra e o Meu Povo de Todo o Mal, Ámen

    • Seabra

      13 de Agosto de 2018 as 0:20

      Uma só pessoa com múltiplas identidades. Você ( em vàrias pessoas)vem deitar o seu escárnio, de maneira pontual no téla non e nunca lêm os comentàrios Nanana, Zani,Pitra e que intenções de nomes tão rídiculos, com o seu ego venenoso de frustrada que você e gorja são.
      Porque tanto incomodado de responder simplesmente fui deste partido ADI mas já não sou…mas o colaborador CASSANDRA do Príncipe, tem uma política tão sacana e vigarista que o PT. Creio que o dito pretendido escritor ainda está com o rabão de palha…ele está desmascarado por muito sãotomenses que lhe tratam de “falsos”. Você não tem lido os meus comentàrios, porque você não frequenta o site téla nón, só vem pontualmente como pau mandado para vomitar o seu veneno de ôdio…dê a cara ESCRITOR.
      A minha posição e opinião sobre o regime em questão foi sempre transparente. Nunca pertenci a seja qual for a ALA, sou non alinhado , porque sinto-me livre para denunciar o que estimo ser errado.
      O jornalista que faz a publicação, alguns comentaristas como por exemplo Maria Silva, conhecem bem a minha posição contra o sistema actual do governo PT-ADI. Dizer o contrário é confirmar a má fé ambiente de certos oportunistas natos que viram a casaca segundo os interesses do momento. Have mos de ver com o tempo.
      Podem me atacar, não me incomoda…é uma prova evidente que incomodo e perturbo à magulha de alguns. É tão simples quanto isso.

  23. Padrasto dos Anjos

    13 de Agosto de 2018 as 11:33

    Vocês continuam a perder tempo com este dito SEABRA? Não façam isto, o tempo é dinheiro.

    Este é um drogado.

  24. Nanana

    18 de Agosto de 2018 as 23:02

    SEABRA,
    Pelos vistos quem está muito mal do estômago e de muito mais órgãos, é você.
    Não preciso de muito mais para perceber o seu nível… Infelizmente é do tipo de pessoas como você é que o País está empestado.
    Não lhe vou repsonder a letra, porque, Graças à Deus, não andei consigo a escola!

    Tem muita dificuldade em aceitar críticas e responder a elas com Elegância, Educação e Civismo.
    Conclusão: Não está preparado para a DEMOCRACIA!
    Sabe porque venho cá de quando em vez? Porque tenho ocupação, e não pouca, Graças à Deus. Coisa que já não sei se será o seu caso…
    Veja lá se cresce, para depois aparecer!

    São Tomé sempre foi um País pequeno, mas de gente Muito Bem educada… Portanto, de facto, não estou habituada a gente da sua laia…
    Tenha um Bom Fim de Semana!

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