Opinião

Drenar o Pântano: Ver para Crer

Muito recentemente, tive a oportunidade de ouvir uma pequena reportagem ou conjunto de entrevistas avulsas, na RDP-África, tendo a região autónoma do Príncipe como epicentro, sobre o processo de distribuição e comercialização do arroz ofertado ao país pelo Japão naquela região do nosso arquipélago.

Sinceramente que fiquei estupefacto com a emergência ou manifestação de sintomas e atropelos, por parte do atual governo central, neste âmbito específico, que, julgava erradicados no nosso país, como prática procedimental, até pelo facto do atual primeiro-ministro, reiteradamente, nos ter prometido fazer diferente, neste e todos os outros domínios de governação.

Durante aquele conjunto de entrevistas, tive a oportunidade de ouvir vários comerciantes da região autónoma do Príncipe, num tom inusitadamente crítico e de grande irritação, condenar todo o processo de distribuição e posterior comercialização do referido arroz, naquela parcela do nosso território, que privilegiou, de forma discriminatória, os militantes do MLSTP naquela região, deixando-os, em contrapartida, com autênticas migalhas e outros, ainda, sem nada.

Um daqueles comerciantes chegou a afirmar, naquela entrevista, que, tendo em conta tal procedimento por parte do governo central, tal facto representaria, indubitavelmente, um desrespeito, não só aos pequenos empresários regionais como significaria uma afronta e desconsideração ao governo e toda a comunidade regional.

É preocupante, como, em menos de três meses, após a tomada de posse, estamos perante um governo novo, dirigido por um primeiro-ministro que nos prometeu um “mundo novo”, mas, todavia, com práticas anacrónicas que denunciam o estilo e modus operandi inconfundível do “velho MLSTP”.

De facto, nesta operação, quase clandestina, do “arroz do Japão”, tivemos, por parte do atual governo central, os mesmos tiques que caracterizam o “velho MLSTP”: nepotismo, clientelismo, falta de transparência, arrogância, desrespeito por outras instâncias de organização do nosso Estado e predação sobre bens públicos.

Num país sério e com um governo decente, o responsável por esta pasta ministerial seria automaticamente exonerado e faz-me alguma confusão que, o primeiro-ministro, depois de, reiteradamente, nos ter prometido mudança de práticas e procedimentos, mais transparência, maior cumprimento da legalidade, melhor organização e controlo dos bens públicos e mais equidade e aprofundamento democrático, em menos de três meses de vigência do seu próprio governo, o “arroz do Japão” o tenha colocado em prova, desmentindo, um por um, todos os seus propósitos reformadores anunciados atempadamente.

Esta afronta aos valores e princípios reformadores, reclamados pelo primeiro-ministro, para a legislatura em curso, não veio de uma qualquer direção administrativa ou empresarial do Estado, de uma estrutura partidária ou de uma autarquia dirigida pelo partido em causa; muito pelo contrário, veio do próprio núcleo governamental que, o primeiro-ministro, aparentemente, deveria controlar e manter em ordem.

E é bom que se lembre que o tal “arroz do Japão” não foi ofertado ao MLSTP mas, sim, ao povo de S.Tomé e Príncipe e qualquer tentativa, mais ou menos clandestina, de o transformar num instrumento de compensação, com fins político-partidários, privilegiando seletivamente alguns comerciantes nacionais em detrimento de outros é, em si mesmo, um ato de nepotismo, de falta de transparência e justiça e, até, em última instância, de corrupção. É óbvio que os referidos comerciantes já começaram a pensar: se eles fazem isto com o “arroz do Japão” o que não farão, por exemplo, com as linhas de crédito para os pequenos empresários recentemente referenciadas pelo próprio primeiro-ministro, após a sua visita a Angola?

Sai um governo e entra outro, o país continua, de forma obstinada, numa espécie de pântano e qualquer observador, menos informado sobre a nossa realidade socioeconómica e política, pode pensar que estamos perante um cíclico concurso insular para determinar qual será a estrutura partidária nacional que, uma vez no governo da república, mais rapidamente conseguirá transformar o próprio Estado na principal organização criminosa do país sem quaisquer referências éticas ou judiciais que garantam a sobrevivência da nossa comunidade.

É este o pântano que o primeiro-ministro Jorge Bom Jesus nos prometeu drenar durante os próximos quatro anos.

O problema é que, aparentemente, as pessoas começam a interiorizar a ideia, no interior e exterior do país, que existe uma contradição entre os seus propósitos reformadores, recorrentemente verbalizados, e a ação governativa, tendo passado, somente, três meses de vigência do seu governo.

Só pode haver duas interpretações para este comportamento: ou o senhor primeiro-ministro decidiu fazer um exercício político de dissimulação, muito comum nas nossas paragens; ou, em alternativa, ele foi capturado, no interior do seu próprio partido, por interesses privados tão fortes que o impedem de agir de acordo com os seus propósitos reformadores, estando estes interesses, representado pelo “velho MLSTP”, no próprio governo que ele dirige.

Em qualquer das alternativas anteriores, estaríamos, necessariamente, daqui por quatro anos, no nosso incontornável ponto de partida: o pântano.

Tal significaria, objetiva ou subjetivamente, o falhanço completo do reformismo, recorrentemente propalado pelo primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, e a morte, quase definitiva, do MLSTP, por ter andado quatro anos a fingir que estava a governar, consequência do uso da dissimulação como estratégia política permanente; ou, como das outras vezes, condenado por julgamento popular por somente valorizar grupos de amigos, quando está no governo da república, por práticas recorrentes de clientelismo e nepotismo.

E é difícil entender como é que este “velho MLSTP” tem dificuldades em compreender que foram exatamente estas práticas, recorrentemente utilizadas pelo referido partido quando foi chamado para funções governativas no país, que ofereceu munições ao ADI, e especialmente ao Patrice Trovoada, para condenar o partido em causa, durante muitos anos, a uma quase nulidade política, cujos efeitos, ainda hoje, perduram, em quase toda a extensão do país.

O primeiro-ministro Jorge Bom Jesus não estando a praticar um exercício de dissimulação, como creio, deve, contudo, sentir-se, neste momento, completamente capturado por interesses privados muito fortes vindos do interior do seu próprio partido.

Jorge Bom Jesus deve sentir-se, neste momento, o homem menos livre do país, apesar de ser primeiro-ministro.

Só assim se compreende esta contradição entre o seu discurso reformador e as decisões políticas que toma ou deixa de tomar para o cumprimento dos objetivos relacionados com esta suposta agenda reformadora. Pagaremos todos, mais uma vez, como comunidade, um preço altíssimo, por um capricho egoísta, açambarcador e inconsequente deste “velho MLSTP”.

Não podendo agir, em termos de decisões políticas consequentes, de acordo com a sua suposta agenda reformadora, apesar de ser primeiro-ministro, só resta ao Jorge Bom Jesus a utilização de instrumentos de natureza simbólica para a expressão deste desejo, deixando, todavia, o pântano como está, durante os próximos quatro anos.

É por isso, aliás, que a receita do primeiro-ministro, como instrumento de intervenção política, relativamente aos seus desejos reformadores, neste momento de reclusão, voluntária ou involuntária, restringe-se somente: aos soundbites produzidos em discursos ou intervenções políticas de ocasião; ao fomento de contactos permanentes e afetuosos com o povo; às manifestações de gestos, de nobreza de caráter, como, por exemplo, o de devolver às finanças o remanescente dos subsídios de viagens realizadas ao exterior, ou ainda, à decisão governamental de impedir os ministros de poderem viajar em classes executivas.

Não se percebe, por exemplo, se, o objetivo do primeiro-ministro e do seu governo, a montante, está relacionado com poupanças que tais decisões simbólicas venham a proporcionar às finanças públicas de um país pobre como o nosso, por que razão o governo que ele dirige não apresenta, em alternativa, um vasto plano de contenção de despesas, em todos os domínios da administração e empresas públicas, que inclua, também, a contenção na aquisição e distribuição anárquica, por parte do Estado, de automóveis aos seus dirigentes ou discipline as nomeações para cargos públicos ou empresas do Estado, muitas vezes desnecessariamente, obedecendo somente a critérios partidários?

Isto também é demonstrativo da situação de reclusão, voluntária ou involuntária, em que se encontra o senhor primeiro-ministro, por parte deste “velho MLSTP”, e não o permitirá drenar o pântano em que continuamos a viver.

Percebe-se, por tudo isto, o recurso às decisões e atos de natureza simbólica, como aqueles que referi anteriormente, por parte do senhor primeiro-ministro, em detrimento de uma boa e verdadeira política reformadora que o pais precisaria neste momento.

Só que estes gestos de natureza simbólica, para além de não terem efeito transformador efetivo, sobretudo numa sociedade com os problemas que a nossa apresenta, só têm impacto nas pessoas que estão dispostas a acreditar ou crer genuinamente neles.

As pessoas necessitam, em primeiro lugar, de reconhecer, no primeiro-ministro, a legitimidade de um genuíno reformador, decorrente das políticas que implementa para a modificação da realidade prevalecente para, posteriormente, darem algum valor ao poder simbólico que as suas ações, eventualmente, exercem nelas.

Neste âmbito, quando o senhor primeiro-ministro, deixa de tomar uma decisão política reformadora necessária, ou, em alternativa, toma uma iniciativa política nociva, com impacto no contexto social, político ou económico do país, decorrente da situação de clausura, voluntária ou involuntária, em que se encontra, não é o “poder simbólico” das suas ações que atenuarão as consequências daqueles atos.

Para que este “poder simbólico” tenha impacto é preciso que seja reconhecido por parte daqueles que estão submetidos ao mesmo.

É preciso que as pessoas acreditem, confiem e, em suma, dêem um voto de credibilidade ao primeiro-ministro para poderem acreditar neste “poder simbólico”.

Ora, isto parece-me extremamente difícil, reinando a contradição inultrapassável entre aquilo que é má política decorrente da clausura, voluntária ou involuntária, em que o primeiro-ministro se encontra, neste momento, e a manifestação de ações de natureza simbólica para compensar este estado de clausura.

Nenhum empresário estrangeiro vai investir no país pelo facto do primeiro-ministro devolver às finanças o remanescente dos subsídios de viagens realizadas ao exterior mas, todavia, deixarão de o fazer, de certeza absoluta, se souberem que estamos perante um país em que os governantes, por prática de nepotismo,  clientelismo e falta de transparência, privilegiam os amigos, clientes e apaniguados partidários, por exemplo, em processos de distribuição e comercialização de bens públicos ofertados ao país.

Trata-se de uma questão de boa ou má política e não de ações de natureza simbólica que, sendo necessárias, não têm impacto transformador que o país necessita.

Não tenho dúvidas nenhumas que o Jorge Bom Jesus é uma pessoa séria, honesta, íntegra e imbuída de propósitos reformadores para o país. Não deixo de reconhecer a importância, moralmente inquestionável, destes gestos simbólicos que ele tem realizado que o dignificam como um grande Santomense. Mas como político tenho muitas dúvidas que ele consiga fazer muito mais do que isto, tendo em conta o estado de clausura, voluntária ou involuntária, em que ele se encontra, nas mãos deste “velho MLSTP” que não tem emenda. É preciso muito mais do que estes gestos simbólicos para drenar o pântano em que vivemos. Como S.Tomé prefiro “Ver para Crer”.

Adelino Cardoso Cassandra

    36 comentários

36 comentários

  1. WXYZ

    6 de Março de 2019 as 20:06

    O que se tem constatado é que os camaradas ja estão se sentindo folgados financeiramente. Quem vê moradia do casal Alcino e Elsa Pinto agora comparando com antes de sete de Outubro nota ja grande diferença no visual. O Bano anda agora quase todos os dias na praça fazendo compras de materiais de construção certamente para tirar a sua Quinta na miséria. O Xavier Mendes ja não anda com a velha carrinha Nissan. Está agora com uma Hilux branca bem mais nova. A declaração dos bens dos deputados e dos membros do governo está até presente data só na gaveta. A very vamos…

  2. Pumbú

    6 de Março de 2019 as 21:01

    Tenho pena do senhor JBJ que é um intelectual, sério, honrado, pois acredito que “democraticamente” ele nunca conseguirá drenar a situaçāo socio politica do nosso País.

  3. Revoltado

    6 de Março de 2019 as 21:31

    É assim mesmo.
    A política não serve para nada mais, agora é a nossa vez de viver bem. Quem ganha as eleições deve aproveitar até o limite … e é que vamos fazer.

    • Vanplega

      7 de Março de 2019 as 7:44

      Coisa triste, pensamento retardado.

      O país é de todos, não de uma minoria.

      A constituição do país é clara

      Tudo isto acaba, quando colocamos uma bomba e expudir toda está miséria. Ladrões, corruptos, vão uns e voltam outros.

      Sempre com a mesma mentalidades. A culpa não é vossa é, do PINTA CABRA,
      que devia ser preso, se o estado fosse sérios

      Miseráveis

    • De Longe

      8 de Março de 2019 as 19:43

      Consegui entender a sua ironia. É preciso chegar a um estado de revolta muito grande para exprimir assim. Que geração mudará isso?

  4. Príncipe

    7 de Março de 2019 as 2:31

    Eu que pensei que Jorge BOM Jesus ia formar um governo jovem, com pessoas que não beberam os maus hábitos do MLSTP antigos. Vejamos actual Ministra de comércio foi diretora da escola secundária do Príncipe, não deu provas, foi assessor do secretário regional da educação não deu provas, tinha que ser logo demitida. Fiquei sem perceber como é que Jorge BOM Jesus foi logo colocar essa senhora no governo? Essa senhora tem comportamentos prepotente, pensa que sabe tudo, mais na prática é muito fraca. Sei muito bem o que digo. Fiquei contente saber que MLSTP afinalmente aí colocar gente do Príncipe no governo Central, mais fiquei muito triste quando ouvi na manhã seguinte que era senhora. A pesar de não ser militante do MLSTP, reconheço que MLSTP,tem jovens cá no Príncipe com outra capacidade, jovens mais dinâmico com margem para aprender. Jorge Bom Jesus ainda arrepender de ter colocado essa senhora no Governo. outra assunto como é possível que MLSTP ainda matem António Burrrro como dirigente do MLSTP cá no Príncipe? Esse é outro que envergonha a imagem do governo do partido MLSTP cá na região. Julgo que Bom Jesus tem que pôr ordem nesse MLSTP do Príncipe, para vosso bem, se não qualquer dia vão acabar na Região Autónoma do Príncipe.

    • Arroz de António Burro e Maria da Graça

      7 de Março de 2019 as 10:42

      De facto também fiquei sem perceber a colocação de MARIA DA GRAÇA no governo, MLSTP do Príncipe tem problemas de liderança ,ao em vez de promover jovens visando o futuro vai promover logo alguém sem margem de progressão, sem charme político e acima de tudo fraca. Está senhora vai ser pedra no sapato do JORGE BOM Jesus, espero estar enganado. A senhora graça é mentirosa, falsa , invejosa e muito criativa a inventar coisas. Quem está a falar é alguém da família. Outro bandido que MLSTP tem no Príncipe é o senhor António Burro irmão da Maria das Neves esse vai dar cabo do vosso partido. ADI é partido que ultimos anos deu mais oportunidades a jovens do Príncipe, por isso cresceu muito cá. ADI sempre até morrer…

    • Luisa Santos

      8 de Março de 2019 as 8:36

      Tens razão principe. infelizmente as mulheres desse governo são todas fracas e uyma grande bandida. Graça, Julieta e Ivete, todas fracas, não sei como foi que entraram para o governo. Elsa pinto grande …..,,anda por ai a pedir dinheiro e a preparar a sua candidtaura presidencial. JBJ abra os olhos. Nesse governo só a ala jovem presta para alguma coisa.

  5. franciscoassis

    7 de Março de 2019 as 7:26

    Um excelente artigo.De facto reflecte o que está a passar neste momento na nossa terra. Até os cegos percebem isso.Jorge Bom Jesus há muito que já “baixou as calças” para os seus camaradas. Vai deixar andar e não terá forças para dizer não aos seus camaradas até se fartaram. O pais vai continuar na mesma com falta de energia, clientelismo, nepotismo, corrupção e tudo mais….Algum investidor sério irá investir neste País? Jamais, irão para outras paragens.Fui

  6. Fernando

    7 de Março de 2019 as 8:43

    Agora não é momento para discução. Eu alertei na reunião no partido que esta ministra de comércio não tem condições para ocupar este lugar. As pessoas andavam a dizer que tem que meter alguém do príncipe no governo, etc, etc, etc. Ela fez curso de professora de escola primária. Nunca geriu nenhuma coisa na vida dela. Não percebe nada de governação. Ainda por cima tem estatuto que fez falcatruas lá no príncipe quando estava a aceçorar o secrectário do governo regional com bolsas de estudo. Agora está aqui o resultado. O partido vai sofrer muito com estas críticas todas sem necessidade. Na última reunião que participei o próprio presidente do partido pediu as pessoas para terem cuidado com coisas que elas fazem para não agredir a imagem do partido nesta fase. Esta senhora com todo o respeito é muito fraca e ainda por cima é rancorosa. Temos que urgentimente corrigir o erro e chamar ela atenção. Não vim discutir com ninguém. Mas o partido nesta fase não pode ser sacrificado por gente fraca e incompetente. Não é para isso que andamos a lutar.

    • Ex aluno de Professora Graça

      7 de Março de 2019 as 13:35

      Gente de Príncipe tinha que fazer parte do Governo sim senhor, mais nunca devia ser essa SENHORA, MLSTP do Príncipe tem jovens com formação superior eu conheço pelo uns dois que faria muito melhor que a professora graça como é conhecida aqui no Príncipe. Próxima eleição não vou votar mais para MLSTP. BOM Jesus não fez boa escolha

  7. MLSTP NOVO

    7 de Março de 2019 as 8:45

    Grande artigo. Meus parabens senhor adelino cardoso.

  8. salmaçar 2

    7 de Março de 2019 as 8:51

    Não pude me conter, me junto as outros pessoas para, somente, felicitar o
    Sr. Adelino Cardoso Cassandra pelo ótimo texto de reflexão.
    Continue a nos brindar com textos semelhantes.

  9. Militante do Partido

    7 de Março de 2019 as 9:37

    Com todo o respeito por esta senhora ministra de comércio eu acho que esta pasta é muita areia para camioneta dela. Coitada da senhora deveria estar numa direção de ministério de educação. Seria melhor para ela e para o partido. Mas neste país toda a gente pensa que pode ser ministro. Este é um grave problema que o país tem desde muito tempo.

  10. Vigilante

    7 de Março de 2019 as 9:54

    Este partido tem uma tendência para suicidio. É sempre a mesma coisa. Quando estão no governo existe fulumento para conseguirem todo que podem. Pensam que tudo o que é do estado é do partido. Esta prática já vem do regime único que tivemos na 1ª república. Vão se dar mal.

  11. Vamplega

    7 de Março de 2019 as 10:30

    Quem semeia vento colhe tempestade. Agora aguentem. Quando a cabeça não regula o corpo é que paga. Meteram esta senhora no governo quando sabiam de antemão que ela não tem preparação para esta função. O Jorge coitado é que vai pagar.

  12. Luxemburgue

    7 de Março de 2019 as 10:45

    Boa reflexao do Sr Adelino. Boa porque tem a humildade de reconhecer que o novo PM Jorge Bom J. : ” É uma pessoa seria…imbuida de propósitos reformistas para o país “. O Sr Adelino tambem é serio. E se o Sr Adelino tambem é serio, sabera que o problema sao os comportamentos intereseiros de ” velhos” e “novos” grupos o até individuos de um e outros partidos, este é o pantano. O PM e a Nova Maioría tem um grande desafío para gobernar melhor e fazer as reformas de comportamento necessarias e o novo Primer Ministro falou que vai travar esse combate. Grande combate porque os “velhos” e ” novos” de ADI e “velhos” e “novos” oportunistas comezaram a reivindicar o “ditador” de volta. Eu ouvi eles dizer, eu ouvi!!

  13. Américo

    7 de Março de 2019 as 11:33

    Não andaran a dizer que o Trovoada é ditador, é assado, cozido e não sei quê mais… Aguentem agora com o vosso querido MLSTP/PSD… Isto ainda é o documentário. O que está para vir é pior.

  14. Descamizado

    7 de Março de 2019 as 12:05

    As vezes fico sem entender o que as pessoas ou alguns críticos querem deste País.O gesto de entrega de remanescente ao Estado está prevista na Lei desde a Primeira República. O cidadão Pinto da Costa quando viajava regressasse ao País devolvia o valor não utilizado ao Estado. Era entregue ao senhor Juncha Tenjua que foi Director das Finanças Quem levava o valor era ajudante do Campo naquela altura , senhor Magalhães. Este Governo coloca uma senhora da ilha irmã do Príncipe no elenco governamental, nem sequer tem seis meses de Governação o tempo que o senhor Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus deu aos seus colaboradores para os avaliar. Depois virão as pessoas residentes do Príncipe reclamar que o Principe está sempre esquecido Não é pelo facto de não gostarmos das pessoas ou termos alguma desavença com elas temos que as meter no lixo .Por amor de Deus Assim não vamos ao lugar algum, inclusive em falar do investimento que poderá estar em causa. Porquê que o senhor não fala dos ordenados ou salários que estão sendo pagos, na melhoria de fornecimento de energia e de outras acções?

    • Ex MLSTP

      8 de Março de 2019 as 10:00

      Senhor Descamizado a energia só esteve naquela situação porque foram pessoas do MLSTP que fizeram boicote para fins eleitorais criando condições para danificar os motores e provocar o caos. Vocês do MLSTP são e sempre foram assim. É a escola do MLSTP desde a independência nacional. Agora viraram a cara para saquear tudo. Nem o arroz vocês perdoam. Malditos….

  15. Renato Cardodo

    7 de Março de 2019 as 12:49

    Infelizmente o Primeiro Ministro está refém dos velhos de restelo e mais refém ainda da coligação desta Nova Maioria.
    Difícil e complicado.Se o mesmo ajoelhou tem que rezar ou fazer contrato com o diabo.

  16. Aledunha

    7 de Março de 2019 as 13:36

    O senhor primeiro-ministro tem que dar um murro na mesa e acabar com estas poucas vergonhas que está a acontecer. A senhora ministra do comercio tem que conhecer as suas reais capacidades. Ministrar uma sala de aula de alunos da escola primária não é a mesma coisa que dirigir um ministério desta envergadura. Nem toda a gente pode ser ministra e nem toda a gente pode ser professora de escola primária. Cada galo no seu poleiro. Tem de ser as próprias pessoas a conhecerem as suas capacidades e insuficiências. Infelizmente hoje em dia isto não acontece. Eu vejo que quase toda a gente se acha capaz de ser ministro neste país.

  17. Marito Madre Deus

    7 de Março de 2019 as 16:06

    Oh senhor Aledunha. Essa ministra da Cultura Turismo e Comercio, nao é ministra coisa nenhuma. Ela nao tem competencia para nada. O Jorge Bom Jesus se quiser fazer com que os santomenses nao oiçam babuseiras, por favor impeça essa senhora de falar a imprensa. Como se diz, ela nao arrancou e nao vai arrancar…..

    • Vanplega

      8 de Março de 2019 as 19:02

      Está senhora, só entrou no governo só para pagar favores.

      O MLSTP, não tinha dinheiro para campanhas. Alguns senhores, colocaram lá alguma croa e, exigem isto e aquilo.

      Como não a almoços grátis, então, isto foi a forma de pagamento.

      O financiador exigiu que está senhora fosse ministra. Vamos a procura de deputado do partido e vejam de quem a senhora é familiar

  18. Jorge de Jesus

    8 de Março de 2019 as 15:30

    Caro compatriota
    Os meus agradecimentos pela sua visão ampla do país e pela sua constante analise critica das sucessivas governações. Infelizmente como se diz, cada povo tem os governos que merecem. Aqui está. O povo escolheu agora aguenta.
    É na realidade uma pouca vergonha o que tem estado a passar com a comercialização do arroz de Japão. Não é só no Príncipe. É no país todo. Apenas as lojas dos militantes do MLSTP e dos camaradas é que levantam milhares de sacos de arroz. Vejam no nossa capital e na capital dos Distritos. Queres ter direito a um saco de arroz na cidade de S.Tomé?. Tens que ser amigo do camarada que tem uma loja chamada, Loja de Papagaio, perto da Feira do Ponto. Ele vai ver bem a tua cara e saber se fazes parte dos camaradas assim compras um saco. No caso contrário vão te dizer “Oh já acabou”. Diga à tal senhora Ministra que oriente aos cidadãos deste país onde é que podem comprar este arroz. É que não vejo nenhuma loja a vendê-lo. O que está a passar é uma verdadeira vergonha. Seria muito bom se o Governo japonês suspendesse a entrega de arroz, pois este arroz constitui uma autoestrada de corrupção neste país.
    Meu Caro compatriota. Continue a nos brindar com este tipo de análise e reflexão.
    Deus te proteja

    • Vanplega

      10 de Março de 2019 as 20:20

      Se o escolhesse esse governo, não terias liberdade para escrever o que escreveste.

      Ou não recordas o que passo nos 4 anos do ADI. Pinta Cabra, não vós deixava falar.

      Hoje até pau mandado, já têm liberdade de falar

      Que injustiça da tua parte Jorge de Jesus

  19. Afonso

    8 de Março de 2019 as 20:32

    Senhor Adelino, brilhante seu artigo, apetecível de ler e reler. Digo-lhe, continui a nos brindar com essa sua forma de escrever. Gostaria de ler um artigo que fala exatamente da governação da UMPP liderado Por Jose Cardoso Cassandra. Sei que no Principe as coisas nao vao la muito bem, dizem que seu irmao e um grande ditador,mas nunca vi um artigo seu a falar do governo do seu irmao.

    • João Carlos

      9 de Março de 2019 as 16:11

      Oh senhor Afonso porquê que o senhor não escreve sobre o irmão do senhor Adelino Cardoso Cassandra e quer que seja ele que tem de fazer isto. O senhor tem medo de escrever? Deixa o senhor Adelino Cardoso Cassandra escrever e dizer tudo o que se passa por cá. Porquê que o senhor não escreve sobre o irmão do senhor Adelino Cardoso Cassandra? Eu gostava de ler um artigo seu como de todas as outras pessoas do país sobre a realidade nossa. O senhor é cidadão nacional e tem os mesmos direitos que o senhor Adelino Cardoso Cassandra. Peço desculpas mas penso que não o ofendi nem quis fazer isto. É que me faz confusão que as pessoas deixem de exercer o seu direito e em vez disto incomodam com outras que cumprem o seu direito e dever na nossa democracia. Tenho dito. Não me leve a mal, por favor.
      Cumprimentos.
      João Carlos

      • Pedro

        11 de Março de 2019 as 8:31

        Senhor João Carlos, o senhor Afonso não deve levar a mal e de facto tem rezão, apenas desabafaste o que sentiste e na democracia é mesmo isso. O Senhor deve entender que o Senhor Afonso fez a sua analise e eu concordo com senhor Afonso.

        Ele não disse nada que possa ser crime, só disse que gostava de ler um artigo que mencionasse a governação do seu irmão, sendo uma pessoa com escrita brilhante, talvez foi isso que eu entendi.

        Obrigado

        • Aguenta Só

          11 de Março de 2019 as 10:32

          Aguenta só! Deixa o homem escrever. Vocês não quiseram ir para o governo? Andaram a dizer que o Patrice Trovoada é ditador, é mau, é corrupto, etc. Agora estão a fazer pior. Aguenta só e deixa o senhor Adelino Cardoso Cassandra escrever. Aguentem por favor porque nós também aguentamos. Estão com medo das escrita do senhor? Povo põe e o povo tira. Aguentam por favor. Fui

    • Ze Povinho

      10 de Março de 2019 as 17:49

      As indiretas pertencem aos cobardes que alimentam especulações e intrigas. Se tem alguma coisa a dizer tem aqui um espaço de excelência para o fazer. Não fale atrás do muro. Não mande recados. O Cassandra tem feito milagres com o pouco que tem por lá. Os outros idiot… só tem feito besteiras para não dizer merd… com o muito que têm por cá.
      Quem trabalha não critica os outros que trabalham .. preguiçosos e parasitas sim. A estes chateia ver, incomoda ver quem trabalha.
      Chato, alguns, muito poucos fazem alguma coisa por este país. Merecem todo o nosso respeito.
      Não devia incomodar, causar inveja, o trabalho e o sucesso dos outros. Basta fazer o mesmo, trabalhar e conquistar o respeito dos demais.

  20. João Lourenço II

    8 de Março de 2019 as 22:01

    A saída deste país é o presidencialismo com um presidente de perfil idêntico a João Lourenço.

  21. António

    9 de Março de 2019 as 21:49

    Um texto de excelente recorte literário e enorme profundidade política, económica e social. Que quem manda, ou deve mandar, daqui tire os ensinamentos para que STP e seu Povo não caiam, não digo mais no pântano, mas no abismo.

  22. Aristides Barros

    11 de Março de 2019 as 15:00

    Eu ainda acredito em JBJ que julgo ser uma pessoa simples, honesta e com vontade de fazer melhor. Acredito também, que o mesmo tem muito pouca margem de manobras perante os dinossauros do MLSTP. Sinceramente, não sei porquê os partidos do poder ressuscitaram muitos dinossauros que já estão reformados e cansados, para ocupar lugares de direção. Acho que valiam mais como assessores e conselheiros. Se JBJ conseguisse evitar essas nomeações seria meio caminho andado. Para ter uma boa governação, JBJ deve fazer rutura com o MLSTP do passado tal como está fazendo JL em Angola. É preciso que os jovens do MLSTP ajudem o JBJ se quiserem que esta governação seja efetiva e promova o desenvolvimento de STP.

  23. F.L

    11 de Março de 2019 as 22:08

    Concordo contigo Aristides Barros. O JBJ tem que com mestria dar a volta a este processo. Senão estes senhores do MLSTP antigo irão preparar a cama para ele e ele vai deitar de forma confortável e queimar-se mal. Eu conheço estas pessoas. Alguns deles apesar de não estarem presente vivamente têm representantes mesmo no governo, nas autarquias, na Assembleias que lhes vai dando informações e lhes vai protegendo os seus negócios e interesses. JBJ deveria ter feito uma equipa de luta que também lhe pudesse defender destas pessoas. Algumas até são maldosas. Como não tiveram sucesso como políticos de grande referência não admitem que o JBJ venha a ter. Por isso vão lhe tramar. Eu conheço algumas destas pessoas porque trabalhei diretamente com muitas delas. A dona Alda Graça e o dr. Carlos Graça fartaram de lutar contra estas pessoas e não conseguiram. O JBJ deveria fazer como o JL e até estreitar relações privilegiadas com o JL que lhe poderia dar alguma segurança neste objetivo. Além disso o governo que ele formou é um bocado fraco. A ministra de negócios estrangeiros não é de muita confiança. A ministra de Comércio e Cultura é fraca e mal formada. A ministra da Educação é fraca. Enfim…

  24. Ralph

    12 de Março de 2019 as 3:51

    Muitos políticos vêm ao poder prometendo drenar o pântano, servir os eleitores e agir no interesse da nação que os elege. Essa é uma promessa que apela muito ao público porque são os habitantes do pântano que tendem a assegurar que decisões e dinheiro são destinados aos amigos de quem esteja no poder, ao invés dos eleitores. Porém, uma vez que cheguem ao trono, muitos políticos descrobrem que é mais difícil do que tenham imaginado para efetuar a drenagem, todo o sistema estando gerido pelos habitantes do pântano. Tem havido muitos que tentaram mas há poucos que têm sucesso. Por isso, drenar o pântano é uma promessa que vale a pena oferecer e é algo que vale a pena tentar atingir. Só quero dizer que é muito difícil ter sucesso.

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