Opinião

Uma Quiosqueira não faz Alta Cozinha

Tendo sido convidado por alguns amigos, apesar de muitos afazeres profissionais momentaneamente, para ouvir uma entrevista radiofónica, dada pela senhora ministra do Turismo, Cultura, Comercio e Indústria, do atual governo central, Maria Graça Oliveira Lavres, deixei algumas tarefas por concluir em troca deste propósito.

Exausto, depois de um dia intenso de trabalho, liguei o computador, puxei uma cadeira e acomodei-me nela, convencido que estava diante de uma oportunidade, aparentemente rara, para ouvir algo, estruturalmente pensado, que refletisse, em termos mais específicos, as ideias do atual governo da república para os sectores do Turismo, Cultura Comércio e Indústria.

Depois de ouvir o entrevistador, antes da entrevista em causa começar, ler um extenso currículo que, hierarquizava, entre outras, as funções e títulos da referida governante, desde professora primária, passando por inspetora da educação e terminando na professora universitária, o “apetite” para ouvir a referida entrevista aumentou.

Logo na entrada, a senhora ministra não estava para brincadeiras. Ofereceu-nos, como aperitivo, depois de questionada pelo entrevistador para explicar as “grandes saídas” (expressão do entrevistador) ou opções estratégicas para o turismo nacional, ela não hesitou e, aparentemente alegre, atirou de chofre: «… vou construir algumas casas de banho na cidade e praias do país” (…) vou desenvolver o programa REVIVE cuja paternidade e originalidade embora não seja deste governo ou mesmo nacional eu me empenharei na sua realização e, (…) ainda, vou, pessoalmente, implementar um projeto para melhorar a venda de água de coco (fruto de coqueiro) no país…»

Tive que me recompor na cadeira e respirar fundo perante esta resposta da senhora ministra convencido que fora um engano ou acidente técnico na montagem da referida entrevista que adulterou o conteúdo da mesma. Nada disso, era mesmo a convicção da ministra relativamente às opções estratégicas que o país deveria adotar para melhorar a indústria turística nacional.

Fiquei a saber que, do ponto de vista estratégico, aquilo que o nosso país precisa, neste momento, para relançar o turismo nacional é a construção de casas de banho na cidade e algumas praias do país, o desenvolvimento do programa REVIVE e um projeto para melhorar a venda de água de coco no país.

Quem, como eu, depois de ouvir o senhor primeiro-ministro, em várias ocasiões, prometer-nos mundos e fundos, em declarações oficiais, para alavancar a nossa débil economia, esperava ouvir, da titular de uma pasta tão importante neste processo, um diagnóstico prospetivo sobre os constrangimentos que o nosso turismo apresenta, neste momento, medidas estratégicas de intervenção, de curto, médio e longo prazos, de acordo com as tendências internacionais que se coadunam com as características do nosso modelo territorial de intervenção, bem como objetivos, metas, visão, prioridades de investimento, parcerias, projetos, modelos de gestão, financiamento e monitorização, etc., até como reforço metodológico de comunicação do governo, como um todo, que contribuísse para credibilizar o discurso genérico do senhor primeiro-ministro.

Ficamos somente com a patética ideia, típica de uma dona de quiosque que resolveu ser chefe de cozinha por um dia, de: construção de casas de banho nas cidades e algumas praias do país; o desenvolvimento do programa REVIVE e um projeto para melhorar a venda de água de coco no país. Estas são, segundo a ministra em causa, as linhas de força ou medidas estruturais para dinamizar o nosso turismo.

Isto foi só a entrada, porque os disparates e banalidades não ficaram por aqui. No prato seguinte, a referida ministra trouxe-nos, numa gamela, outra invenção culinária extraordinária.

Segundo a própria, na ilha do Príncipe, não se pode falar, neste momento, de progresso, porque embora se constate muitos investimentos estrangeiros nas roças Belo Monte, Sundy, no ilhéu Bombom e outras, e grande dinamização do sector turístico regional, bem como a requalificação do aeroporto regional e da antiga casa da administração do Concelho e outras iniciativas no domínio da sustentabilidade económica, social e ambiental, que permitiram que a ilha do Príncipe fosse admitida pela UNESCO como Reserva da Biosfera, a paternidade das referidas iniciativas, em termos políticos, segundo a referida ministra, não poderiam ser dirigidas ao governo regional e, como tal, não se poderia falar de progresso, porque não foi o Governo Regional que projetou, construiu ou explora as referidas infraestruturas.

Eu quase que caia da cadeira quando ouvi esta afirmação. Ficamos todos a saber, na voz da senhora ministra do comércio, turismo, indústria e cultura (volto a repetir, comércio, turismo, indústria e cultura) do meu pobre país que só se pode falar de “progresso” quando é o  Governo Central e/ou Governo Regional a projetar, desenvolver e dinamizar todo o sector da economia de uma região ou país, designadamente construir resorts, aeroportos, requalificar o património estatal, etc., e se estas iniciativas partirem, sobretudo, do sector empresarial, nacional ou estrangeiro, em parceria direta ou indireta com o Estado, não se pode falar de “progresso”. Não sei como é que ela vai conseguir fazer tudo isto no governo central que ela faz parte, em prol do seu referenciado “progresso”, dispensando os empresários, nacionais e estrangeiros, nesta tarefa. É obra!!!

Levantei da cadeira, esbocei um pequeno sorriso de incredulidade, deixei momentaneamente o conforto, em que estava, em busca dos fones, com receio que a vizinhança, inadvertidamente, também ouvisse os disparates e banalidades que a ministra vociferava, com aparente genuinidade, naquela entrevista.

Antes de eu voltar a sentar-me, de novo, na referida cadeira, a ministra disparou sem piedade: «…no Príncipe eles fazem falcatruas com computadores, (…) os computadores estão sempre avariados quando as inspeções de finanças vão ao Príncipe em momentos de inspeção às contas do Governo Regional (..) eu já mandei fazer uma auditoria ao fundo do turismo cá em S.Tomé e vou fazer o mesmo no Príncipe (…) eles enganam as autoridades de inspeção das finanças para não irem para cadeia…».

Esta foi uma espécie de sobremesa que a senhora ministra ofereceu aos ouvintes, num tom e forma denunciador de raiva, revanche, ódio e ajuste de contas.

Nunca vi nada assim, em toda a minha vida, e imagino o que os diplomatas e entidades estrangeiras, que vivem no nosso país e ouviram a referida entrevista, devem estar a pensar da referida ministra e do referido governo que a sustenta. Eu que fui muito crítico do governo do ADI, tenho que admitir que aquele governo, muito embora tenha feito coisas com as quais eu discordava radicalmente, não creio que o mesmo comportava um (a) ministro (a) tão banal, fraca, incompetente e com um desequilíbrio emocional tão evidente que não importa de se expor de forma tão penosa e triste, perante uma plateia tão ampla.

Para além disso, a senhora ministra parece não ter noção nenhuma daquilo que é o Estado, as suas instituições e essência da autonomia regional e, convencida que é dona disto tudo como é do seu quiosque, acha-se no direito de mandar fazer auditorias ao governo regional, desprezando o Tribunal de Contas e Inspeção Geral das Finanças e desqualifica as referidas instituições considerando-as ingénuas, pouco empenhadas e, até, cooperantes nas suposta aldrabices realizadas pelo Governo Regional.

Ninguém compreende que, tendo a referida senhora sido deputada regional, durante muito tempo, na Assembleia Regional, e sido assessora de uma secretaria regional, não se tenha lembrado de, como deputada, em nenhum momento, requerer, de acordo com poderes e deveres dos deputados, uma auditoria geral e independente, a realizar pelo Tribunal de Contas, às contas do Governo Regional, com base em fundamentos que, hoje, como ministra, declara na referida entrevista, manchando o nome de muitas pessoas, algumas das quais, com muito sacrifício, pessoal e familiar, largaram a sua vida profissional, no estrangeiro, para ocuparem lugares no governo regional e darem o seu máximo contributo para o desenvolvimento do Príncipe.

Convencido que os disparates da senhora ministra já tinham acabado, tentei esboçar uma retirada antecipada com a tentativa de tirar os fones do ouvido. Antes que a minha mão chegasse aos ouvidos, a senhora ministra resolveu oferecer-nos um aperitivo final, para complementar a ementa, e resolveu tirar do interior do seu quiosque esta pérola: «…enquanto eu continuar como ministra vou continuar a enviar o arroz para o camarada do partido, António Barros, sim senhor, quer eles queiram quer não, porque este arroz vai servir para ele distribuir para os nossos militantes que estão a ser perseguidos no Príncipe…».

Fiquei espantadíssimo com esta declaração da senhora ministra, por dois motivos.

Tendo a senhora ministra conhecimento de eventual perseguição política que é feita aos militantes do seu partido no Príncipe, sendo um deles deputado da nação e nomeado pela própria ministra, na referida entrevista, como sendo o recetor e distribuidor do arroz para os militantes no Príncipe, ambos deveriam denunciar esta perseguição política aos Tribunais e, até, na própria Assembleia Nacional porque tal facto configura uma violação constitucional.

Por outro lado, fiquei preocupado que, de acordo com a perspetiva do atual governo central expressa pela referida ministra na referida entrevista, a receita para combater uma eventual perseguição político-partidária, na Região Autónoma do Príncipe e provavelmente em todo o país, é o governo central, pela mão da ministra de Comércio, Indústria, Cultura e Turismo, distribuir arroz aos militantes do seu partido.

Só que ao falar de perseguição política aos seus militantes, tendo o Príncipe como instrumento referencial, a senhora ministra, que é natural da referida ilha, esqueceu-se da perseguição que foi movida aos naturais do Príncipe, pelo seu partido, em 26/27 de dezembro de 1981, em que dezenas de naturais do Príncipe foram perseguidos, humilhados, presos e enviados para S.Tomé onde foram vítimas de todas as sevícias só pelo facto de terem ousado denunciar as dificuldades de vida na referida ilha, naquele contexto temporal concreto, e dignidade no tratamento às pessoas e instituições locais.

Tendo falado de perseguição política, a senhora ministra esqueceu-se, também, de mencionar na referida entrevista, o facto de dezenas de naturais do Príncipe terem morrido ou desaparecidos, definitivamente, no alto mar, por tentativa de evasão da ilha, em direção aos países da costa africana, exatamente por perseguição política movida pelo poder político central e local do MLSTP, naquele contexto temporal concreto, que, como agora faz a senhora ministra, contou com colaboradores políticos locais naturais do Príncipe.

Eu não me esqueci disto, senhora ministra, nem muitos naturais do Príncipe esqueceram-se disto. E começo a interiorizar a ideia, como muitos naturais e residentes do Príncipe começam a fazer o mesmo, que, sempre que o MLSTP regressa ao poder, existe uma tentativa, consciente ou inconsciente, que conta a colaboração de alguns naturais do próprio Príncipe, como aconteceu em 26/27 de dezembro de 1981, para “meter o Príncipe na ordem”, domesticá-lo e humilhá-lo. Eu estarei, voluntariamente, como sempre estive, na primeira linha do combate contra este propósito.

Só pode haver três ou quatro explicações para este comportamento da senhora ministra. Ou trata-se de pura incompetência e ignorância política; ou a senhora ministra está cega de ódio, revanche e recalcamentos, tendo como motivação, a montante, assuntos políticos específicos do contexto regional que ela transportou para a esfera do governo central, querendo, com tal, desprezar o trabalho desenvolvido na ilha do Príncipe nos últimos anos; ou, ainda, pode-se tratar, de facto, de um novo modelo de intervenção política do governo central, que ela faz parte, verbalizado pela própria na referida entrevista, que desconsidera a ação do sector empresarial privado para o desenvolvimento do país em detrimento da coletivização, criando condições para tornar os meios de produção nacional propriedade coletiva do Estado, como já se tentou fazer logo após a independência nacional, num hipotético contexto de desenvolvimento de uma economia centralizada; ou, numa quarta alternativa, trata-se, de facto,  de uma intervenção concertada entre alguns dinossauros do “velho MLSTP”, açambarcador, inútil e perverso, e a referida ministra, à revelia da nova direção do partido em causa e do seu presidente, com intuito de “meter a ilha do Príncipe na ordem”, como sempre tentaram fazer, tendo em conta, sobretudo, a manifestação de discordância e revolta da referida população quando tentaram forçar o Príncipe a aceitar a perda do seu património florestal em prol do desenvolvimento do projeto Agripalma na referida ilha.

Eu ficarei preocupado com qualquer das quatro alternativas mencionadas anteriormente porque todas elas encerram um sério problema para o governo do Jorge Bom Jesus que a senhora ministra faz parte.

Confirmando-se quaisquer das duas primeiras alternativas, seria muito preocupante porque, todos ficaríamos a saber, a partir desta entrevista dada pela referida ministra, que temos no governo da república uma pessoa aparentemente desqualificada para as funções que exerce momentaneamente e/ou desequilibrada de ponto de vista emocional para a tarefa em causa.

A própria oposição teria, neste caso, a partir de agora, identificado o alvo mais frágil do governo e apontaria todas as baterias para o abater. Bastaria, a partir de agora, criar condições para que a senhora ministra interviesse mais vezes na Assembleia Nacional, através de expedientes parlamentares usuais, para que os disparates e banalidades começassem a brotar da boca da referida governante como cogumelos. Seria, como aconteceu na referida entrevista: cada cavadela sua minhoca!

Confirmando-se, pelo contrário, quaisquer das duas ultimas alternativas, seria, também, muito preocupante, porque, tal facto representaria a antítese de todo o conteúdo discursivo do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, até hoje, que não se cansa de mencionar nas suas intervenções a necessidade do país atrair investimentos estrangeiros e contribuir, com tal, para a dinamização da economia nacional bem como o apelo que o mesmo, reiteradamente, tem feito, sobre a necessidade de todos, sem exceção, envolverem-se na tarefa de desenvolvimento do país, de uma forma inclusiva e integradora.

O que a senhora ministra revelou na referida entrevista, objetiva ou subjetivamente, tendo a região autónoma do Príncipe como referência instrumental, é que ela dispensa ou não valoriza o papel dos investidores estrangeiros na dinamização da economia regional/nacional, relacionando tal facto com o progresso ou não progresso do país.

Eu, como cidadão nacional, devo acreditar no discurso da senhora ministra ou no discurso do senhor primeiro-ministro?

O que é que os investidores estrangeiros, que têm feito um esforço enorme, em termos de investimentos de recursos para dinamização da economia regional, no Príncipe, poderão pensar de um governo central que diminui, objetiva ou subjetivamente, a sua intervenção neste âmbito?

O que é que a população do Príncipe poderá pensar de um governo central que tenta diminuir o desempenho dos seus representantes, reforçadamente eleitos recentemente, pela voz de uma ministra do referido governo, depois do primeiro-ministro ter, reiteradamente, declarado disponibilidade e vontade para trabalhar com todos numa base inclusiva e integradora?

Por tudo isto acho urgente e necessário que o senhor primeiro-ministro venha dizer, claramente, se corrobora ou não com o conteúdo da entrevista da sua ministra, caso contrário eu terei toda a legitimidade para, a partir de agora, reforçar a ideia que começo a interiorizar de que, aparentemente, existe uma contradição entre o conteúdo discursivo do senhor primeiro-ministro e a real intenção de reformar o país de acordo com pressupostos e critérios anunciados pelo próprio.

Cabe somente ao senhor primeiro-ministro tomar a decisão de continuidade ou não da referida senhora no governo que ele dirige. Mas não me venham, contudo, com a conversa, usual, que ainda é cedo para tomar uma decisão neste âmbito, depois de tantos disparates e controvérsias provocadas por esta senhora ministra em tão pouco tempo de gestão política no seu ministério.

Isto não vai lá com o tempo! Tomar o tempo como referência, neste âmbito, seria o mesmo que esperar, indefinidamente, que um aluno com problemas crónicos de aprendizagem, decorrente de transtornos ou desordens, de um determinado tipo, que lhe afeta a capacidade do cérebro em receber as informações e processá-las, poder vir a ser, com a passagem do tempo, um ótimo aluno.

Em política isto é fatal, até pelo facto de eu estar absolutamente convencido que, cada vez que esta senhora abrir a boca sairá de lá disparates e tontices de toda a natureza para além de decisões políticas que ela tomará, no seu ministério, como se estivesse a gerir um quiosque, que trará consequências gravosas para o país.

Estamos a viver tempos difíceis, com problemas complexos que desaconselham voluntarismos inconsequentes, mediocridade militante e verborreia maledicente como critério de intervenção política, sobretudo num país com múltiplos e sérios problemas por resolver.

Não estamos num domínio político e socioeconómico de normalidade, organização, credibilidade, sonho e, sobretudo, esperança, e tenho dificuldades em compreender como é que alguns políticos do nosso país, decorrente deste diagnóstico, agem ou tomam decisões políticas nos antípodas desta tese caracterizadora da nossa complexa situação momentânea.

Um país com indicadores macroeconómicos e sociais muito frágeis; com o seu património paisagístico, cultural, arquitetónico e florestal a degradar-se de forma muita rápida; com uma forte pressão demográfica que amplificará as condições desta degradação nos próximos tempos e criará as condições para o surgimento de conflitos sociais graves;  com um programa de investimento público, recentemente aprovado na Assembleia Nacional, dependente em 97,2% da ajuda externa, como declarou recentemente o senhor primeiro-ministro; com forte pressão, segundo o relatório recente do FMI, para evitar o recurso ao financiamento não concessional, tendo em conta o montante da nossa dívida, ou, ainda, em que, 54% da sua população, segundo um estudo recente da Afrobarometer, declarou ter ideias em deixar o país, não pode andar a “brincar aos governos” comportando nele, por interesses que ninguém compreende, pessoas desqualificadas, em termos de competência técnica e emocional, para as respetivas funções só para agradar clientelas partidárias ou salvar o partido.

O partido, qualquer que ele seja, não pode continuar a estar em primeiro lugar relativamente ao país e suas comunidades. Este momento crítico e complexo da nossa história, como país, deveria servir, primordialmente, para mobilizar os nossos melhores quadros para a tarefa de desenvolvimento.

Continuar a invocar razões históricas, muitas vezes deturpadamente, para justificar a independência nacional e a própria soberania e, continuar a cometer erros sucessivos em termos orientação da sociedade e criação de condições para a garantia da sua viabilidade material e social, é o caminho ideal para o suicídio coletivo.  Daqui, por algum tempo, não se admirem, será a própria população a colocar em causa as vantagens desta suposta soberania nacional tão reclamada historicamente.

O atual governo central deve estar convencido, como o anterior provavelmente esteve, que mediante este diagnóstivo explosivo do país, encontrará, contudo, mecanismos e instrumentos de intervenção, de natureza política, que modificarão o comportamento das variáveis económicas prevalecentes, com impacto social, e ganhará as próximas eleições e, com tal, permanecerá no poder, daqui por quatro anos, mantendo todas as regalias dos seus atuais membros e de todos os seus militantes que foram colocados nas várias estruturas do poder administrativo e empresas estatais. Só que esquecem que o ciclo político, tendo em conta este e outros pressupostos do nosso contexto socioeconómico atual, é muito curto.

E é flagrante constatar que todo este mar de manifestação de disparates e tontice, na voz de uma suposta ministra de Cultura, foi feito num programa, aparentemente pedagógico e político, provavelmente ouvido por algumas centenas de adolescentes e jovens do nosso país, cujo nome é “Para Frente S.Tomé e Príncipe”.

E é, também, sintomático, constatar que a referida entrevista fora realizada num contexto temporal que o senhor primeiro-ministro estava fora do país, em visita de Estado. Ou seja, estando o “chefe cozinheiro” ausente do país a “dona do Quiosque” entendeu que seria ela que tinha que se comprometer com o cuidado da ementa da casa. Vai daí, não deixou os seus créditos por mãos alheias.

O problema é que quando uma quiosqueira tenta inventar, imbuída de espírito de revanche e ódio, tendo como motivação assuntos políticos específicos de um contexto regional, só pode sair disparate, banalidades, tontices e, sobretudo, ignorância. É muito difícil uma quiosqueira fazer alta cozinha, mas, todavia, nunca pensei que o resultado da ementa, fosse tão pobre, em conteúdo e forma.

Adelino Cardoso Cassandra

    52 comentários

52 comentários

  1. Windows 11

    31 de Março de 2019 as 15:30

    Até agora não vi este governo a governar o que tenho assistido é distribuição de tachos Ministros despreparados sem noção de aquilo que estão a fazer e o primeiro Ministro a viajar a pedir esmola assim não vamos ao lado nenhum.

    • Eu sou a mensagem

      31 de Março de 2019 as 18:34

      E o governo da ADI nos 4 anos andou a fazer do país a sua propriedade deixando-o de tanga.

  2. Nuno Menezes

    31 de Março de 2019 as 15:50

    Nao sei se os tempos mudaram,no meu Tempo em Portugal o tempo da minha infancia 6 anos de idade ate a data de hoje ia muito a Quiosqueira comprar o jornal livro lapis e outras coisas mais.Quiosque ou Quiosqueira eu ia muito comprava tambem chupa chupa,tambem ia muito a churrasqueira comprar frango assado.

    Nuno Menezes
    Lincoln,Reino Unido

  3. Com verdade não se brinca

    31 de Março de 2019 as 16:26

    SR Adelino a ministra foi infeliz, mais contudo não disse mentiras, o seu irmão tó zé cassandra não é flor que se cheire. O seu irmão tó zé cassandra faz de Príncipe como herança do seus pais. Goza e abusa de tudo que é riqueza desta ilha. É verdade que há corrupção sim no fundo de turismo, também é VERDADE que corrupção no fundo da floresta, fundo da biosfera. Tó ZÉ CASSANDRA seu irmão baixo joga muito baixo. Um dia tempo vai encarregar de o desmascarar! É só uma questão de tempo. QUANTO a ministra esteve mal, mais a culpa não é dela. O maior culpado é Jorge BOM Jesus que não soube escolher pessoas para forma governo. Aonde é que já se viu uma área desta vai ser entregue a uma senhora com curso de ciências se educação?! Príncipe julgo eu tem no MLSTP jovens com outras valências.

    • Martelo da Justiça

      31 de Março de 2019 as 22:36

      Realmente também me pareceu que o casting para a escolha do Responsável para um Ministério tão diverso e complexo, foi um grande erro, sobretudo porque a Ministra em causa foi colega do Sr. Primeiro Ministro, Jorge Bom Jesus.
      Conheço mal a realidade socio económica do Príncipe e as razões que levou a Senhora Ministra a pronunciar-se desta forma tão rude. Seja como for, acho que a Senhora Ministra foi muito infeliz na forma como abordou as questões. Um Responsável seja ele a que nível não deve usar essa linguagem publicamente sobretudo quando se refere ao outro dirigente da Nação.

      A meu ver esse triste episódio tem que ter consequências e o Senhor Primeiro Ministro saberá como lidar com ele, para o bem da estabilidade governativa do Pais. Talvez uma remodelação ministerial no momento próprio.

    • Pobreza de Espírito

      1 de Abril de 2019 as 8:33

      Mata cobra e mostra o pau. Blá blá blá eu estou farto. Eu ouvi que esta senhora foi deputada na Assembleia do Príncipe. Foi acessora do Governo. Porquê que ela não falou isto na Assembleia quando era deputada? É só denegrir a vida das pessoas com ódio e inveja. Ela já fez a mesma coisa no encontro com Pinto da Costa. Isto já parece perseguição. Se a senhora é deputada e tem provas de tudo que disse apresenta queixa- Agora como ministra vir dar entrevista e fazer aquela figura triste a demonstrar tanto ódio a uma pessoa foi muito triste.

  4. almeida silva

    31 de Março de 2019 as 18:14

    Estás partilhando a raiva manifestada por teu irmão Tozé Cassa nada presidente do governo regional?
    Mesmo não sendo do príncipe sabemos da ditadura, exclusão de pessoas inclusive professores formados e experientes feita por teu irmão Tozé Cassandra!
    Escreveu tanto mais não escreveste nada. Só palhas.Participa sim; mais deste jeito estás e a sair em defesa do teu irmão e nada mais.
    Isso não se faz.
    Desculpe a frontalidade Sr Adelino Cassandra irmão de Tozé Cassandra.

    • Pavor

      1 de Abril de 2019 as 9:35

      Senhor Almeida Silva deixa o homem escrever por favor. Grande artigo que os lideres deste país deviam ler com atenção. O país está numa situação complicada. Um governo de gente respeitada e que quer desenvolvimento do país metia no governo pessoas com capacidade acima da média. Eu já começo a ficar farto de ver pessoas sem capacidade nenhuma a governar este país. Não compreendo como é que o Drº Agapito Mendes por exemplo não foi convidado para este governo. O Drº Elba Bomfim por exemplo. E outros grandes quadros que este país tem. O senhor acha que esta entrevista desta ministra foi uma coisa boa para o país? Desde que ela começou a dizer tanta porcaria desde o príncipio eu deliguei logo o rádio. É inadmissível uma ministra falar daquela forma tão rasca. Aquilo parecia uma feira. Ela limitou a acusar o presidente Tozé Cassandra sem apresentar nenhuma prova. Agora imagina os estrangeiroa a ouvirem aquela entrevista o que é que eles vão pensar de S.Tomé?. Isto é ministra? Enfim. Sem querer ofender pessoas do Príncipe eu acho que deveriam colocar lá o Juvem que ela faria melhor que esta senhora. Com todo o respeito.Ei fiquei enxoado com esta entrevista.

      • Dar César o que é de César

        1 de Abril de 2019 as 16:17

        Agapito deve dar lugar a outro estou farto dos Velhos do restelo. Não é de hoje que oiço coisas sobre esse tó zé cassandra. Ele pensa que dono príncipe é um grande bandido. Por deve se fazer uma grande Auditoria a esse bandido. Esse homem é falso, junto se a Patrice Trovoada fez mal a muita gente. SENHORA MINISTRA TEVE CORAGEM bandidos não pode ser visto como salvado da pátria.

        • Bobo muito!

          2 de Abril de 2019 as 9:24

          Nossa tanto ódio em poucas palavras, vai Mazé ler bem o artigo…a auditoria deve se fazer, mas pelos órgãos competentes. O governo actual está revestido de ódio e de ajudantes de cozinha!

  5. Púmbú

    31 de Março de 2019 as 19:20

    Bandidos de me*da. Armado em lôbo vestido de ovelha. Intriguista e oportunista. Sínico.

  6. Fui do UMPP Sei o que falo

    31 de Março de 2019 as 22:26

    Tó ZÉ não é nenhum santo. Há corrupção sim no fundo de turismo no Príncipe. Não é novidade para ninguém. Os inspetores das finanças quando vão para Príncipe vivem em casa de Hélio Lavres Secretário das finanças regional. Come em casa de Tó ZÉ. Muita corrupção no Príncipe. Tomaram boi não pagaram, tomaram bote não pagaram. Hélio vive em casa de Estado não pagou e ainda recebe subsídio de renda de casa. Muita roubalheira. Tó ZÉ tomou uma grande roça na praia de lapa não paga imposto. Sabiam que Benita recebe salário em S.tomé e no Príncipe? É uma grande Auditoria. Muitas viagem fantasta. Negócios com passaportes de serviços e Diplomático. Irmão de Tó ZÉ vendeu motor de autocarro escolar comeu dinheiro.

    • Antônio

      4 de Abril de 2019 as 6:38

      Se tem provas faça queixa. Nunca faltou auditoria no Príncipe. Tó Zé e o seu governo estão de consciência tranquila. Compreendo o rancor da Sra Ministra que infelizmente ficou mal na foto porque não sabia que ela estava sendo entrevistada como um membro do Governo nacional. Em fim quem não tem não pode dar. Comprometeu boas relações entre os governos Regional e nacional.

  7. Vem ver coisa com vosso olho

    31 de Março de 2019 as 22:35

    Há muita gente em S.Tome que comé no Príncipe, por isso, que isso anda assim, A Sra ministra não disse nenhuma inverdade. O problema é que neste país os bandidos conseguem ser herói. Senhor Adelino pensa que seu irmão tó zé cassandra é santo. Esse indevido é um monstro bem vestido. SÓ quem vive no príncipe conhece a sujeira do seu irmão.

    • Antônio

      4 de Abril de 2019 as 6:41

      Tó Zé é grande governante. A ministra foi infeliz em comprometer boas relações governamentais.

  8. Inconformado

    31 de Março de 2019 as 23:25

    No outro dia estavam a falar da reforma da justiça e se esqueceram de dizer que para que haja alguma melhoria é preciso que os tribunais abandonem o conceito de empresa de família.

    Presidente do STJ – Silva Cravid
    Diretora de protocolo – Sobrinha do Silva
    Responsável da DAF – Mulher do Silva
    Assessora do STJ – Sobrinnha do Leite
    Secretária do Leite – Outra sobrinha
    Assessora do STJ – Filha do Fred. da Glória
    Secretária da Alice V. Cruz (TC) – filha dela
    Secretária do Cons. Sup. Mag. Judiciais – mulher do Leite

    Os rapazes venceram o concurso para juizes e o Silva não deu posse, só porque não gosta do Nelson. Agora vai colocar mais gente da sua confiança como novos juizes.

    Onde é que nós estamos. JBJ, onde é que nós estamos? É só desonestidade, é só corrupção. Que vergonha … e o povo tinha tanta esperança.

  9. Gita

    1 de Abril de 2019 as 3:51

    O Cinismo do Tó ZÉ deve ser uma doença, sempre a fazer de vítima. Tó ZÉ juntamente com PT são dois politiqueiros mais perigoso que país tem. Deve adotar planos para combater esses dois bandidos. A mim o seu irmão não engana mais. É um grande corrupto. Quero perguntar uma coisa a Sr Adelino desde que seu irmão tomou posse como Presidente regional quando é que ele comprou uma passagem de viagem com seu dinheiro? Sempre a inventar viagem, o seu irmão é parasita dos bolsos dos contribuintes…

  10. Diáspora

    1 de Abril de 2019 as 6:56

    O seu irmão é outro quiosqueiro bandido político, um falso, peça seu irmão para falar verdade. Pergunta a ele se no mês de Outubro de 2018, ele não mandou tirar mais 200 mil dobras na conta do fundo de floresta para comprar voto? Todo mundo cá save disso. Pergunta a teu irmão se ele não mandou desempregar as senhoras que fez campanha para Nestor Umbilina? Porquê que o Sr Não fez um artigo a condenar essa atitude? “Pimenta nos olhos do outro é refresco”. Fica saber que o fim do seu irmão vai ser pior do que fim do paizinho. A ministra teve a coragem que muitos hipócritas dessa terra não tem, pelo menos no capítulo da acusação que fez ão seu irmão

  11. Consciência

    1 de Abril de 2019 as 8:28

    Quando a cabeça não regula o corpo é que paga. Eu vi esta senhora na padaria Miguel Bernardo na sexta feira se não me engano com duas outras pessoas do Príncipe, a dizer em voz alta que agora é que ela rebentou de vez com o presidente do Príncipe. Que ele já não tem salvação. Que a carreira dele acabou, etc. Eu entrei no carro e disse a minha mulher que as pessoas são maldosas. Agora está aqui o resultado. Cá em S.Tomé se diz vunvú fê melê matú ubúe dê. A senhora trabalhou com má ferramenta agora está com dor de ombro. Prá quê estas coisas de ódio contra o seu compatriota só por causa de poder. Sinceramente…

  12. Renato Cardodo

    1 de Abril de 2019 as 8:36

    Julgo que a resposta extensa face as declarações menos sensatas da Ministra parece causar alguma mossa:
    —Infelizmente o narrador é suspeito por consanguinidade fazer argumento e desvalorizar as investidas da Ministra;
    —Durante o fórum que o ex Presidente da República teria promovido a declarante foi a pessoa que criticou a Autoridade Regional de práticas duvidosas;
    —O poder as vezes corrompe e estar todo estes anos no poder e sabendo das limitações e das realidades nacionais e regionais deve existir tentação e quem cuida do mel….,;
    —O défice de capacidade intelectual é transversal aos poderes públicos do País e por via disso não arranca e nem vai arrancar enquanto a elite preparada assumir o nosso destino coletivo;
    Enfim não há fumo sem fogo e as pessoas não são ingênuas.
    É preciso auditoria imparcial para clarificação….

  13. Alligator

    1 de Abril de 2019 as 10:29

    Concordo plenamente, em conteudo e forma, com tudo que esta escrito neste artigo de opinião.Porque o que realmente aconteceu não foi a formação de um governo com o intuito de governar, mas sim a distribuição de “tachos”, afim de acalmar os nervos dos militantes mais “acesos”, dos partidos que fazem parte da famigerada coligação, pondo a competência e os outros criterios necessarios para que se faça parte de um governo que realmente saiba para onde ir,em termos de desenvolvimento socio-economico e cultural destas ilhas, as quais, julgo eu, amarmos.Portanto senhores decisores politicos, deixem de promover a mediocridade atraves da distribuição de “tachos”.Primeiro STP, e so depois as lides partidarias, e não ao contrario.

  14. Alligator

    1 de Abril de 2019 as 10:35

    Quis dizer:pondo de parte a competê
    ncia e outros criterios necessarios para que se faça parte de um governo……

  15. Isaura

    1 de Abril de 2019 as 10:39

    Grande artigo sim senhor!!! Meus parabens senhor Adelino Cardoso Cassandra. Neste país só predomina incompetentes, porcos e maus. Não vamos arrancas nunca. Aquela entrevista da ministra foi triste demais. Parecia um programa de comédia ou para fazer pessoa rir. O MLSTP não vai lá assim. Muito fraca e sem codimento. A senhor me desculpa mas é muito fraca. Se é isto que o país tem para oferecer como ministro então estamos tramados. Pessoas do Príncipe não me levem a mal. Se ser ministro é falar assim então eu também posso ser presidente. Triste demais.Fui

  16. Antonio

    1 de Abril de 2019 as 11:31

    Podemos entender de que a Senhora Ministra não saiu bem da forma como intercetou a sua critica, por outro lado torna imperioso acautelar sobre o assunto…

  17. Falar Não Pode

    1 de Abril de 2019 as 11:34

    Quem brinca com cão apanha pulgas. Eu na reunião do partido avisei para quem queria me ouvir que esta senhora iria rebentar com o governo. Eu já ouvia coisas que ela fazia lá no Príncipe na educação e na Assembleia. Muita gente do partido disse que não, que tinha de haver alguém do Príncipe no governo. Agora toma. Esta senhora, com todo respeito, é ordinária. Fala mal, não respeita ninguém e gaba que sabe muito mas é fraca. Basta ouvir ela a falar. Agora o senhor primeiro-ministro é que está a pagar e o governo. Só quem não ouviu esta entrevista pode vir dizer que a ministra falou bem. Foi muito fraca em tudo. A senhora não conseguiu dizer duas frases com alguma ideia. Como é que vamos atrair investimentos desta forma é que eu não sei. Imagino esta senhora a falar com ministros de outros países. Eles vão rir de nós. Que país é este. É preciso muita paciência para aguentar tudo isto.

  18. Ex MLSTP

    1 de Abril de 2019 as 11:59

    Tendo em conta tudo aquilo que aconteceu no governo do ADI do Patrice Trovoada, em que toda a gente lutou para tirar este partido de lá, agora vão formar um governo com pessoas desta qualidade pior ainda que o governo do ADI. Esta senhora não tem qualidades para ser ministra. Ponto. Eu disse isto várias vezes. Os meus irmãos do Príncipe que me desculpem. Não tenho nada contra o Príncipe. A família da minha mulher é do Príncipe. Mas meter esta senhora no governo estava visto que iria dar barraca da boa. Ela é muito malcriada, não tem compustura, fala atoa, não tem preparação nenhuma, nem técnica nem política. O único ódio de estimação desta senhora é Tozé Cassandra. Como é que uma pessoa vai para governo com intuito de prejudicar outro governo que é regional dizendo só porcarias sem apresentar provas. Ela é doida?

  19. Rosa

    1 de Abril de 2019 as 12:30

    Eu só passei por cá para dizer que também ouvi a entrevista. De facto esta entrevista foi uma coisa abominável. A senhora parecia que estava tomada com santo de tanto ódio e raiva. Parecia um ataque ao senhor do Príncipe. Se a senhora foi lá da assembleia do principe deputada porque ela não falou isto lá e pediu ministério público para averiguar? De facto as pessoas pensam que é pura perseguição política. Uma ministra assim também é muita vergonha para nós. Mas pronto voces que sabem. Eu sou analfabeta. Cumprimentos. Rosa.

  20. Gente do Príncipe

    1 de Abril de 2019 as 12:41

    Meu compatriota e colega Adelino Cassandra. O meu tio também foi preso por esta gente do MLSTP. Mandaram-lhe preso para cadeia em S.Tomé. Gozaram com cara dele. Ele passou fome que nunca passou na vida dele. Só por causa de reclamar condições melhores para o Príncipe. Foram estes senhores do MLSTP que fizeram isto. Passado algum tempo ele morreu. Aconteceu o mesmo com muitos filhos do Príncipe. Esta gente do MLSTP vai pagar isto. Esta senhora Graça que é filha do Príncipe devia ter vergonha na cara para dizer que existe perseguição no Príncipe. Foram vocês do MLSTP que mataram e prenderam pessoas. Disto a senhora Graça não fala. Quantos filhos do Príncipe morreram no mar para fugir a perseguição do MLSTP cá no Príncipe e porquê as senhora Graça não fala disto. Vocês querem comer vosso arroz podem comer a vontade. Mas não vem dizer que existe perseguição nenhuma. Perseguição foi que o meu tio e outros passaram. Muito obrigado meu colega Exclú por este discurso tão verdadeiro.

  21. Leopoldo

    1 de Abril de 2019 as 12:58

    A professora Graça vem falar de perseguição agora. Que eu sei foram os filhos do Príncipe que foram perseguidos pelo MLSTP ao ponto de muitos deles irem para cadeia. Eu era criança naquela altura e vi minha avó a grita kidarêo os tropas balearam a minha irmã. O meu primo foi para S.Tomé preso. Passados uns tempos vieram buscar mais pessoas cá no Príncipe. Depois muita gente começou a fugir de canoa para Gabão. Ele era novo mas lembro desta conversa. Foi MLSTP que fez tudo isto. Não pagaram a minha família nenhuma indeminização. Agora a professora Graça vem falar de perseguição ao António Burro. Qual perseguição? O António Burro está cada vez mais gordo aqui no Príncipe. Com negócio de vento em popa. Está a faturar muito. Quem está a ser perseguido são os comerciantes do Príncipe como eu. O MLSTP sempre fez isto com o Príncipe. É por isso que vocês vão pagar caro este abuso. Malditos.

  22. Horta Cana

    1 de Abril de 2019 as 13:00

    Professora Graça me desculpa mas esta entrevista foi uma pouca vergonha para gente do Príncipe. Credo.

  23. Principiano Perseguido por MLSTP

    1 de Abril de 2019 as 14:49

    Perseguição? Eu conheço perseguição aqui no Príncipe no tempo do poder do senhor Damião de Almeida e Companhia limitada. Isto é que foi perseguição. Só faltava darem chicote. Já que estão a dar arroz ao António Burro por causa de perseguição eu também quero o meu arroz porque o meu primo desapareceu no mar quando fugia perseguido para Gabão e nunca mais apareceu. A minha tia Romana foi baleada na perna e foi para hospital. O meu cunhado Morais desapereceu no mar a fugir de perseguição do MLSTP aqui no Príncipe e nunca mais apareceu. Por isso eu não quero arroz nenhum de porcaria. Como a minha família foi perseguida e morta eu quero carro e casa. Vocês do MLSTP são carrascos e maus para estarem a apontar dedo aos outros.

  24. Barão de Água Izé

    1 de Abril de 2019 as 14:54

    Com “Ministra(o)(s)” deste calibre, STP tem o futuro assegurado com mais conflitos e maior pobreza material e moral.

  25. Irene Barbosa

    1 de Abril de 2019 as 14:56

    Disculpem-me dizer qualquer coisinha mas esta entrevista que eu ouvi foi a coisa mais porca que ouvi em toda a minha vida de uma ministra.Isto era tiro ao alvo para Tozé. Era uma obseção tremenda contra o Tozé. A senhora mesmo se tivesse razão perdeu toda a razão com tanto ódio e raiva. Ela parecia que estava possuida. Fazer política assim dá que pensar. É por isso que eu digo ao meu pai para não meter nisto. Aqui não se discute política e ideias. Aqui tenta-se aniquilar o outro com todo tipo de acusação. Qualquer dia começam a matar as pessoas por causa da política. Santo Deus.

  26. Gustavo

    1 de Abril de 2019 as 15:09

    Eu já li muitos comentários a dizer que a ministra é burra, fraca, etc. Eu não conheço a senhora. Mas com o currículo que dizem que ela tem acho muito confuso que ela tenha dado aquela entrevista tão má. Nunca vi uma entrevista de uma ministra como aquela. É verdade que o entrevistador puxou muito pela ministra e ele não foi culpado da desgraça da ministra. O que eu acho que correu mal é que a ministra já estava com pensamento negativo para dizer toda aquela coisa contra o presidente do Príncipe. Como ela já estava com pensamento negativo não aproveitou a entrevista para dizer coisa do ministério dela, apresentar ideias, etc, e ficou presa neste pensamento negativo que lhe atraiçou. Há técnicas que se faz no Brasil para relaxamento antes de entrevistas e trabalhos que ajudam a tirar cargas negativas e conseguir resultados positivos nas entrevistas e outras coisas.

  27. Francisco santos

    1 de Abril de 2019 as 15:30

    Até certo ponto a ministra pode ter razão todavia o governo central parece que anda atrás de coisas para distrair ao invés de trazer soluções concretas. É só bandalheira..desgoverno, lixo,des emprego,perseguição etc…Mesmo com Orçamento aprovado só há desordem nesta governação.

  28. Rui Cassandra

    1 de Abril de 2019 as 15:40

    Deixa de tretas. Queres defender o teu irmão corrupto.
    A ministra tudo que falou é verdade. O que Tózé está a fazer no Príncipe?
    É só ditaduras e desvios.
    Onde entrou o dinheiro proveniente da UNESCO, no quadro do Príncipe como
    reserva mundial da Biosfera. Responda por Favor Adelino? Sei onde entrou!

    • Seabra

      1 de Abril de 2019 as 23:56

      Este comentário é credível e é corajoso. Gostei imenso. Bravo !
      Graças as pessoas ousadas, que dizem a verdade e denunciam os vigaristas é que STP poderá e vai avançar.
      Vamos continuar a DENUNCIAR o que está mal e quem faz mal como o senhor Tozé Cassandra.

  29. jordão fernandes

    1 de Abril de 2019 as 15:53

    Que o Tó Zé não é um Santo todos sabemos
    Que faz as suas falcatruas também sabemos
    Mas que esta senhora não tem perfil nem para ser um chefe da secção de uma instituição qualquer também todos nós sabemos.
    Na realidade o nome que io senhor Adelino dá a mesma como uma quiosqueira é a que mais se adapta à mesma. Não podemos sequer chamar a mesma de uma paliê pois seria um insulto as palaiês que fazem muito bem os seus trabalhos.
    No entanto, não é só esta senhora apelidada de ministra que não tem perfil para ser ministra. Temos gente formada na área também neste Governo que não tem perfil nenhum. Quando me deparei com os comentários do Ministro de saúde em relação ao aumento de casos de paludismo no país, que em vez de propor soluções foi logo justificar que o aumento vem desde 2014, eu fiquei arrepiado. Num caso destes o Ministro não tem que justificar com casos passados. Tinha apenas que apresentar soluções. Sobretudo quando em 2014 ele era técnico e responsável no Ministério de Saúde. Por isso é para dizer que estamos a caminhar para o abismo.
    O Senhor Primeiro Ministro prometeu baixar impostos, tendo acusado ca campanha o Governo anterior de estar a matar o povo com impostos. E prometeu baixar todos os impostos logo que assumisse o poder. Ele já fez mais de 3 meses de governação e não vejo impostos a baixar. O FMI veio ao país e recentemente disse que devemos aumentar e ampliar os impostos. Não vi nenhum comentário dele. Então, onde é que está o primeiro Ministro em relação aos impostos. Ele disse que a classe dos empresários e jovens estavam muito mal porque não havia uma capitalização da classe empresarial. Tenho estado a falar com os empresários que consideram estar pior do que nunca, pois nem a esperança existe mais. Antes ainda existia uma certa esperança, mas hoje parece que tudo desapareceu.
    Onde está o Senhor Primeiro Ministro
    Estamos a aguardar.
    Que Deus proteja STP

  30. Teodorico Lima

    1 de Abril de 2019 as 16:52

    Há dias em que uma pessoa não deveria sair de casa. Nesse dia desta entrevista esta ministra estava completamente passada. Aquilo foi intragável. Só o ódio pode fazer uma pessoa fazer esta figura tão triste. Quando é assim eu acho que os jornalistas deveriam rever a entrevista e cortar algumas partes para proteger a própria ministra. Mas ainda por cima eles andaram a passar entrevista durante dias, quase todas as horas, na rádio, para dar cabo do Presidente do Príncipe. O tiro saiu pela culatra. É por isso que eu acho que foi intencional para dar cabo de outra pessoa. Aqui se faz aqui se paga.

  31. XYZ

    1 de Abril de 2019 as 17:20

    É verdade que a ministra tem algumas dificuldades e falta de conhecimento para uma área tão grande. Via-se durante a triste entrevista que vai ficar na história como a entrevista mais anedótica desde a independencia do país. Mas eu acho que o traiu ela é a raiva e ódio contra o seu conterraneo. Ela ficou cega e cada vez que o jornalista perguntava ela uma coisa ela só via o presidente do Governo Regional da cabeça dela. Só podia dar nisso.

  32. Chico

    1 de Abril de 2019 as 22:37

    De facto um membro de um governo central criticar de forma tão brutal e sem nexo as atividades de um governo regional do mesmo país parece um grade desnorte. Se a moda pega teremos daqui a nada o governo regional a criticar os ministros do governo central sem piedade. Os juizes a criticarem os membros do governo central. O presidente a criticar abertamente as ações do governo central. Os ministros do governo central a criticarem abertamente o presidente da república. Os presidentes de Camara a criticarem os membros do governo regional. O pResidente da Assembleia a criticar os membros do governo central. O país vai transformar numa anarquia autêntica. São Tomé Poderoso é que nos pode valer. Fui

  33. Seriedade Precisa-se

    1 de Abril de 2019 as 22:40

    Cada país tem os governantes que merece. Culpa não é desta senhora é do senhor primeiro-ministro. Num país sério esta senhora nem seria chefe de gabinete de um ministro. Mas enfim… Estamos cada dia que passa a baixar o nível enquanto outros países estão a aumentar. Quem viver verá.

  34. Solidario com Principe

    1 de Abril de 2019 as 22:48

    Esta senhora enche boca dela fala de perseguição. Ela sabe lá o que é perseguição. Diz ela para perguntar ao senhor Damião Vaz de Almeida o que ele fez no Príncipe no tempo de partido único. Ele mandava prender até quem pedia ele boleia. As pessoas tinham medo dele. Aquilo era um inferno. Conheço muita gente que fugiu do Príncipe desde aquela altura e nunca mais voltou. Estive como polícia naquela altura na cadeia central e vi a quantidade de presos que chegaram do Príncipe naquela revolução que houve lá. Eram dezenas de pessoas. Pessoas já de certa idade, outras mais novas. Todas estavam lá presas. Algumas dormiam no chão e comiam mal. Os rebeldes apanharam pau forte e feio. Todos os dias havia pequenas torturas para eles acusarem quem estava por detrás daquela revolução. Isto é que foi perseguição. Quem estava por detrás disto. Eram os maiorais do MLSTP. Alguns estão hoje a comer do bom e do melhor. Agora vêm falar de perseguição. Este mundo tem peso.

  35. Ze Povinho

    2 de Abril de 2019 as 0:42

    Tanta gente com informações concretas e detalhadas de fraudes e atos de corrupção mas que não os denunciam em sede própria. Caros juristas, porque eu não sou, expliquem a esta gente que o facto de ter conhecimento de um ato de corrupção e não o denunciar, no nosso ordenamento jurídico recente é tão grave e com consequências penais, como praticar tais atos. Exerçam a vossa obrigação prevista no código penal e denunciem esses atos de corrupção que tanto dizem conhecer todos os detalhes, e livrem-se assim de vir um dia a prestar contas na justiça. O Zé Povinho gostava de ver a mesma coragem com que anonimamente vem tecer acusações, fazê-lo no sistema judicial. Disse bem?

  36. Sartre

    2 de Abril de 2019 as 9:48

    O titulo de nosso amigo Cassandra é perspicaz, a quem considero como um bom analista politico; peca esta vez no inicio ou na origem de seu articulo: o título “Uma quiosqueira não faz Alta Cozinha” é descriminativo e até machista, pelo tanto insultante. A Senhora em questão não é quiosqueira e pelo tanto com essa expresão pretende denigrir a mesma logo antes de escreber nada. Muita gente fica com os titulos, O Sr Adelino sabe. A Senhora podera ser outras coisas. Para uma pessõa que se senta tranquilamente a escribir, como o Senhor Cassandra, neste caso há algo de maldade ou coisa peor, não pode ser um erro. Com a mesma (sua) refleão e melhor argumento, não faz Alta Cozinha alhguem que é apenas um mediocre gestor de residenciais. Estou com Adelino em que a Senhora Ministra tem um problema pessõal, muito bem apuntado por o Sr. Adelino cassandra, mas o proprio Adelino escrebe demasiado passionalmente sobre este tema por ser ele natural de Príncipe…

    As veces parece que temos uma tendencia doentia para envolver a ilha irmã numa espécie de mistério. Mas no essencial o nosso amigo “bate certo” e a Sra. Ministra confundeu as funcões de seu cargo e pelo tanto tem que por o mesmo a disposicão.

  37. Tareco

    2 de Abril de 2019 as 10:48

    Toda a gente pode ser ministro neste país. É isto que está a dar cabo do país. Não existe mínima responsabilidade na condução dos destinos do país. Não há seriedade e espírito de patriotismo. É muito triste. Quando é que se viu uma ministra dar uma entrevista daquele jeito insultando e acusando outro governo do mesmo país com um tom tão baixo. Isto é falta de chá. Desde que se tomou a independência que eu estou contra esta coisa de que toda a gente pode, toda a gente sabe e toda a gente merece tudo. Ser ministro ou ministra, ou presidente da república ou deputado, deveria ser algo de grande exigência. Só os bons deveriam lá chegar.

  38. óscar Pinto

    2 de Abril de 2019 as 16:45

    Foi uma grande entrevista.
    Querem atacar a ministra porque apontou o dedo às desastrosas corrupção de Tó Zé Cassandra.
    Deixe a ministra em paz. Eu sendo ela não tiraria nenhuma vírgula no que disse.
    Quem é Tozé. Só pode reinar no Príncipe.Em são-Tomé nunca!? Este é que é um bôbo! Um mecânico médio sem escrúpulos.
    Os votos que consegue através de coação para ter a maioria absoluta no Príncipe, em Água Grande nem daria 1 deputado.
    Adelino Cardoso Cassandra, queres confundir quem? A senhora é boa ministra sim!!!!!

  39. Guida Gostosa

    2 de Abril de 2019 as 20:08

    Isto é sina das ministras escolhidas no Príncipe! ADI também teve uma no seu governo de 2010/2012, que respondia pela pasta da saúde e que quando abria a boca só saia disparates e tontices. É no que dá quando se insiste na acomodação de pessoas e não na escolha de pessoas competentes, com capacidades e qualidades de alguma forma demonstradas para cargos governamentais!
    Até quando São Tomé e Príncipe?

  40. Mombazilis Cortlen

    2 de Abril de 2019 as 23:08

    Bo lega casso mode Bo, Agola eh cuma e!?
    VIVA A NOVA Maioria! Kwa kwe da eh da!

  41. mario mendes

    3 de Abril de 2019 as 15:43

    O tal de Oscar deve estar a mando da ministra ou ser ela mesma camuflada…enfim só com Cristo.

    • Mau Demais

      3 de Abril de 2019 as 20:46

      Só pode ser. Aquilo que eu ouvi na rádio, quem considera isto como uma boa entrevista então está a agir com má fé e contra o país. Aquilo foi a maior vergonha que eu alguma vez ouvi na rádio na voz de um ministro de um país. É que não foi só uma frase, duas frases, ou três frases com deslizes. Durante quase toda a entrevista a ministra só dizia coisas inacreditáveis. Com todo o respeito que eu tenho por ela e por familiares dela bem como pelo governo desta coligação eu acho que esta ministra ou não tem a formação que diz que tem ou estava num dia muito mau. Esta entrevista aliás devia ser gravada e deviam voltar a passar na totalidade para as pessoas que não ouviram poderem ouvir e tirar as suas conclusões. Mau demais. Perdoem-me qualquer coisa.

  42. Gente Boa

    18 de Abril de 2019 as 9:09

    Caros compatriotas vivemos em tempos de raiva, ódio e especulações. Na verdade, para um cidadão lúcido, inteligente e atento nota-se a fragilidade mental e politica da Srª Ministra que não só foi longe demais mas também, deixou nesta entrevista clara que não tem sentido de Estado,e é incompetente e rancorosa muito leviana.
    Mas não se preocupem que o Jorge Bom Jesus dará resposta em breve.
    Outro assunto importante tem a ver com o entrevistador tem sido muito engraxador, falava-se do Brassaná mas ele Silvério Amorim não consegue distanciar-se do MLSTP mete sempre água. Calma Rapaz voce já é director porquê tanta graxa nas entrevistaras.

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