Opinião

O Teatro pode acabar!

Torna-se bastante mais claro, neste momento, o processo lento, mas consistente, de deterioração da nossa democracia, amplificado, episódica e ciclicamente, por manifestações de crises de quase todas as instituições do Estado, com raízes no nosso sistema partidário.

O estado de penúria, económica e financeira, que o país viverá, durante os próximos tempos, tratará impiedosamente de fechar a cortina e acabar com o teatro se, entretanto, os nossos políticos continuarem a pensar e agir como se estivessem numa ilha totalmente alheia da realidade que se vive num mundo totalmente acelerado.

De facto, embora previsível, não esperava, tão cedo, que um partido, como a ADI, que tenha feito parte do governo da república, muito recentemente, num projeto hegemónico de poder, e tenha concluído, pela primeira vez na história da nossa democracia, uma legislatura completa, em total contradição com o quadro de instabilidade governativa crónica reinante desde 1991, volvido sensivelmente um ano, possa ter entrado num estado de total fracionamento interno, contemplando, neste momento, duas lideranças, aparentemente legitimadas em dois congressos partidários do referido partido.

Um partido, qualquer que ele seja, em princípio, deve representar interesses sociais, tendo em conta que, em qualquer sociedade democrática, existem grupos sociais dotados de interesses e objetivos próprios. É, por isso, aliás, que, entre outras coisas, os partidos políticos têm uma particular importância em democracia porque é através deles que se estabelece uma ligação organizada e responsável entre grupos sociais e o sistema político.

Neste caso, a ação do partido, qualquer que ele seja, não é independente do estatuto de representação, ou seja, da capacidade funcional e organizativa do partido para falar em nome desses grupos sociais, realizando, deste modo, a sua função, no âmbito político.

Deste modo, podemos questionar neste momento: as duas fações da ADI representam neste momento a defesa dos interesses dos mesmos grupos sociais ou de grupos sociais diferentes? Falam em nome de quem? Que ligação organizada e responsável estas duas fações, aparentemente legitimadas em dois congressos diferentes, estabelecem com estes grupos sociais que, supostamente, deveriam representar?

Se estamos em presença de duas lideranças, representativas da defesa de interesses de grupos sociais díspares, sem qualquer organização hierárquica vertical coerente, podemos falar, neste caso, de um verdadeiro partido político? Pode haver partido político sem uma organização funcional mínima?

Estas e outras questões deveriam preocupar a nossa classe política que nos tem oferecido um espetáculo calamitoso neste âmbito.

E o pior de tudo é que a ADI não é a ovelha negra do nosso sistema partidário. Até os partidos mais novos, recentemente formados, já nascem com todos estes tiques de desorganização e irresponsabilidade, contaminando, posteriormente, nalguns casos, toda a estrutura do Estado com todos estes problemas, vícios e inoperacionalidades.

O Partido Verde São Tomé e Príncipe, recentemente formado, cujo objetivo número um, explícito na sua página na Internet, é precisamente “Unir os Sãotomenses onde quer que estejam” também já tem duas lideranças, aparentemente legitimidades em dois congressos diferentes, em contradição com o referenciado objetivo.

Por outro lado, na ilha do Príncipe, um partido recentemente formado, denominado “Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe”, não quis deixar a sua irrelevância e irresponsabilidade somente no contexto da respetiva liderança.

Neste âmbito, tendo concorrido às eleições regionais recentes e dois dos seus elementos, tendo sido eleitos, como deputados, nas referidas eleições, para representação do partido em causa na Assembleia Regional do Príncipe, o referido partido tomou a insólita decisão de não se fazer representar na Assembleia Regional e, até, proibiu quaisquer dos seus potenciais deputados, da lista proposta para o ato eleitoral em causa, de ousarem dar qualquer passo neste propósito, apesar de várias tentativas do presidente da Assembleia Regional no sentido de criação de condições para impedir esta tremenda irresponsabilidade.

A consequência deste ato insólito e irresponsável, provavelmente nunca visto em qualquer outra paragem, é que a Assembleia Regional está, neste momento, desprovida de qualquer partido opositor que possa contribuir para amplificar a atividade de fiscalização política dos atos de governação regional.

Sejamos francos, um partido político com esta postura existe para quê? Para contrariar, em função dos resultados eleitorais, a suposta vontade popular dos grupos sociais, que, pretensamente, pretendem representar ou defender ou, em alternativa, pretende para dar cabo das instituições de organização política de âmbito regional? É este o comportamento que se pretende de um partido?

Ao contrário daquilo que muita gente pensa, estes três exemplos descritos, e outros, não constituem epifenómenos que podem ser desvalorizados ou desconsiderados, muito pelo contrário, constituem padrões de comportamentos e condutas, transversalmente adotados por quase todos os partidos políticos nacionais, com fortes consequências no enfraquecimento das instituições do Estado e no equilíbrio do nosso sistema político-partidário.

Uma pergunta que os cidadãos devem começar a fazer é esta: se os partidos políticos nacionais, de uma forma quase geral, denotam tanta incompetência que nem sequer conseguem organizar, internamente, de forma responsável, vão para o governo da república ou governo regional fazer o quê?

Se não conseguem criar condições para governar a sua própria casa vão governar o país ou uma região? Vão transportar esta desorganização e irresponsabilidade para as instituições do Estado, com todas as consequências negativas deste propósito?

Desvalorizar a vertente de organização e responsabilidade dos partidos políticos, minimizando, reiteradamente, estes comportamentos, é mesmo que pensar que o Estado é uma espécie de conjuntos de instituições que pode ser apropriável somente por imposição de resultados eleitorais, apesar destas insuficiências graves, sem que os “partidos” em causa tenham uma noção clara daquilo que pretendem fazer com este poderoso instrumento de poder.

Quem assim pensa, não tem legitimidade para, depois, andar a reclamar sobre os males do nosso sistema judicial, da Saúde, Educação, etc.

Para além disso, qualquer organização, incluindo partidos políticos, com insuficiências e falhas graves no seu modelo de organização, pode-se tornar num alvo frágil e suscetível de dependência em relação a outras organizações, até de caráter criminal, na medida que este espaço vazio de organização pode ser ocupado por outros decisores com motivações diversas daquelas que constituem a aparente posição pública da referida organização ou partido, com consequências nefastas para o país.

É óbvio, pois, que eu estou a falar de organizações criminais, dotadas eventualmente de meios financeiros e de outra natureza, que se podem apoderar destas insuficiências organizativas, tomar o partido de assalto, por perda de autonomia deste, e, posteriormente, assaltar discretamente o próprio país ou região, minando-o de condições ideais para a prática de ações ilícitas e criminais. Não vejo ninguém minimamente preocupado com isto no país.

A democracia é um trabalho duro que carece de vigilância permanente e participação de todos: cidadãos de uma forma geral, partidos políticos e a própria comunicação social.

Se os partidos políticos, que deveriam ser os guardiões da democracia, negligenciam, voluntária ou involuntariamente, esta função, estão criadas as condições para a sua deterioração paulatina, sobretudo num contexto de fragilidade em termos de manifestação de exercício de cidadania nas suas mais variadas vertentes.

E é bom que as pessoas entendam que este processo de deterioração democrática é lento, muitas vezes impercetível para muitos, e envolve a corrosão paulatina das instituições, das suas regras formais e informais e, quando despertarmos, o teatro pode, de facto, terminar com o fecho da cortina.

E tudo isto parece incompreensível, exatamente, num momento em que o país, segundo os seus mais destacados dirigentes políticos, quer integrar, por vontade própria, a lista dos países de desenvolvimento médio, de acordo com uma decisão da Assembleia-Gral da ONU que será tomada, provavelmente, em 2021.

Ora, isto encerra uma tremenda contradição! Se os instrumentos de ação política, na nossa terra, como são os partidos políticos, na sua grande maioria, estão na situação em que estão, com comportamentos pouco adequados, ao nível de organização, dinâmica funcional e responsabilidade, não cumprindo com zelo mínimo as suas funções na sociedade, como é que podem querer abraçar um empreendimento político, económico e social, tão exigente e complexo, como é a entrada do país para o grupo de países de desenvolvimento médio?

Tenho dificuldades em compreender, como é que as pessoas não param, um minuto que seja, para analisar com equidade, profundidade e responsabilidade esta questão e toda a gente está, aparentemente, convencida, que tal propósito associado à ambição duvidosa de exploração de alguns blocos de petróleo em associação com a Guiné Equatorial, pode contribuir para encobrir todas as nossas insuficiências organizacionais e défice de responsabilidade em todos os domínios do nosso sistema partidário e o país desenvolver, com tal.

Ninguém para e pensa, um bocadinho que seja, para chegar a conclusão que, quanto mais inadequados forem os instrumentos de ação política e mais complexas forem as exigências, de natureza económica, social e financeira que teremos de enfrentar pela frente, maiores serão os nossos problemas no futuro.

Aliás, deveríamos ter aprendido alguma coisa com os erros decorrentes do ato da exigência de independência nacional e imediata, na situação estrutural do país em que tal ocorreu e, posteriormente, na mudança do regime em 1991, em total contradição com a realidade política, social e económica prevalecente. Não se transformam regimes ou se fazem autênticas revoluções, económicas e sociais, num país, quando se quer mas, sim, quando se pode.

E, neste momento, o país não pode dar este salto para entrada no grupo de países de desenvolvimento médio, estando na situação em que está, designadamente, com os partidos políticos, na sua maioria, completamente esfrangalhados; comportando uma grande dependência de ajuda externa para cobrir as necessidades básicas do seu orçamento do Estado; com indicadores socioeconómicos tão frágeis; com uma inadequada infraestruturação; com uma administração pública com escassez de recursos humanos competentes e, nalguns casos, totalmente partidarizada e ineficiente; com um sistema judicial obsoleto, persecutório, parcial, injusto e, nalguns casos, muito incompetente e, até, onde as pessoas morrem, de forma reiterada, em naufrágios de barcos que liga as duas ilhas, por incúria e incompetência generalizada.

A impressão que dá é que estamos, com satisfação, algum zelo e sobretudo ignorância, a cavar o buraco onde seremos todos engolidos, após a cortina fechar e o teatro acabar.

Adelino Cardoso Cassandra

P.S: Alguns dos nossos juízes não têm emenda. Agem, por acinte, comportando-se, nalguns casos, como déspotas tresloucados. É incompreensível a perseguição que estão a mover a um jornalista pelo facto de este ter, apenas, publicitado, na televisão pública, um relatório de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas aos cofres dos Tribunais, aparentemente, comprometedor para os responsáveis em causa.

    20 comentários

20 comentários

  1. Justiceiro

    8 de Outubro de 2019 as 10:36

    Parabéns. Excelente artigo de opinião. Grande reflexão.

  2. Paródia Nacional

    8 de Outubro de 2019 as 15:06

    É esta infelizmente a nossa realidade que ninguém quer ver, ninguém quer falar e toda a gente finge que não existe. O barco está a afundar aos poucos e estamos no teatro como o senhor disse. Fui……………………………

  3. militar

    8 de Outubro de 2019 as 15:12

    faz confusão uma terra com 200 mil almas e com tantus partidos.

  4. Salmarçal 2

    8 de Outubro de 2019 as 15:16

    Não te conheço Sr. Adelino Cassadra, mas devo lhe dizer que os seus textos (ideias) são sempre de grande qualidade. E portanto, para mim, o sr. é exemplo daquilo que nós santomenses precisamos.

  5. XY

    8 de Outubro de 2019 as 15:32

    Desde quando estas coisas que existem aqui pode ser chamado partidos políticos. Isto mas é uma autêntica coisa de criança. Gente sem responsabilidade nenhuma. Enfim.

  6. Felisberto

    8 de Outubro de 2019 as 15:47

    Grande verdade senhor Adelino Cardoso Cassandra. Os partidos estão a transformar numa espécie de negócio em que algumas pessoas juntam para angariar dinheiro público e dividir entre eles ou dinheiro privado quando há eleições. Toda esta confusão de partidos com duas ou três lideranças tem a ver com este mal. Toda a gente quer ganhar o seu e quer tirar o outro do caminho e não importa aquilo que o país precisa. O nome do país é usado como artimanha e má-fé para obter dinheiro. De campanha em campanha aparece mais partidos com confusão entre vários lideres. Toda a gente se acha capaz de formar um partido e concorrer para eleições. Até pessoas que nunca demonstrou nenhuma capacidade para fazer nada quer criar partido. Eu concordo com o senhor que qualquer dia um desses partido pode ser financiado por grupos da droga ou coisa parecida e tomar o país. Vejo alguns partidos que eu não sei onde vão arranjar dinheiro tanta despesa. Outros tem ligação estranha com alguns grupos. Toda a responsabilidade deste caso é por culpa de nossos políticos antigos que permitiram esta pouca vergonha.

  7. J.A.B

    8 de Outubro de 2019 as 15:59

    O teatro pode acabar ou o teatro já acabou? Eu acho que este teatro já acabou muito tempo só que os intervenientes e espetadores ainda não se aperceberam desta facto. Vamos comer o pão que o diabo amassou.

  8. Palavra de Honra

    8 de Outubro de 2019 as 16:02

    Parece mentira mas é verdade. Só isto é que eu digo. Qualquer dia o país vai cair nas mãos de terroristas ou traficantes. Quem está cá nestas duas ilhas é que vê o que se está a passar.

  9. Político antigo

    8 de Outubro de 2019 as 16:23

    Interessante artigo, sim senhor. Mas quem quer saber destas coisas neste país? Toda a gente só dá importância ao dinheiro neste país. É dinheiro que está a matar este país. Tenho dito.

  10. São Marçal

    8 de Outubro de 2019 as 16:32

    Com todo o respeito por todos os Sãotomenses não se pode considerar isto como um país. Isto é uma casa de loucos e irresponsáveis, eu sou deste país, nasci aqui e cresci aqui uma parte importante da minha vida mas existe muita irresponsabilidade neste país. Cada um come e bebe levanta de manhã apetece ele criar um partido e ele cria. Um juíz levanta de manhã apetece ele mandar prender uma pessoas ele manda prender. Um ministro levanta de manhã apetece ele mandar despedir um funcionário ele despedi mesmo. Povo também está a aprender que a situação é assim. Apetece ele matar pessoa ele também mata emitando os políticos deste país. Quem viver verá o que vai acontecer.

    • Seabra

      8 de Outubro de 2019 as 20:41

      É verdade, São Marçal, mas que denuncia não é apreciado. Estou bem colocado para saber isto.
      STP não gosta de quem diz a verdade NUA e CRUA…Somos mais suspeitos, e considerados como personna non grata mais perigosos do que os mafiosos, larápios compulsivos, criminosos, corruptos etc.Tenho constatado tal facto…esta situação cujo somos víctimas, vivemos tal mesmo em relação daqueles /as que pensámos serem pessoas justas e de bem.
      Viva à CENSURA !

  11. Crisotemos Café

    8 de Outubro de 2019 as 16:32

    Estes juizes, são ou não são gatunos? Utilizaram ou não os fundos públicos de forma indevida? Quero que alguém me esclareça.

  12. LIBREVILLE

    8 de Outubro de 2019 as 17:11

    Infelizmente, ainda STP não consegui-o ter políticos preocupados com os propósitos da nação… temos sim homens de negócios, preocupados com a maximização de lucros pessoais, não emprenhados e íntegros nas causas nacionais. Hoje, por mais caricato que seja, temos todos a pronunciarem como políticos, esquecendo que na politica também existe humildade, carisma e compreensão.

    Somos, aproximadamente 200 mil. O notável hoje é o contrario que a maioria defende (Inclusão), vivemos com perseguição, com arrogância, com falta de humildade e muitos interesses pessoais. Infelizmente… As nossas intenções ficam apenas nos discursos políticos e populistas… Quase todos os anos morrem pessoas inocentes no mar, na travessia, Ilha de São Tomé a Ilha do Príncipe e vice -versa… ninguém faz nada., Temos Governo regional e central e eu pergunto, para que servem???

    Infelizmente- estamos apenas preparados para indicar dedos e não para propor solução nas causas da nação.
    Infelizmente, escrevemos bonito, falamos bonito na hora de propor solução nada, nada, nada…
    Assim estamos, mas acredito que um dia esse povo vai acordar.
    Temos políticos a mais de 12 anos no poder, de tantas mortes que já registamos últimos tempos, não consegui-o por uma canoa com condições para ligar Príncipe e São Tomé por via marítima hoje almeja a Presidência da Republica, quer dizer fiz muito agora a meta é a outra.
    Em fim…

  13. Credo partido

    9 de Outubro de 2019 as 0:49

    Aqui no Príncipe eu dei um voto de confiança no partido verde mas estou desiludido com irresponsabilidade e imaturidade do Nestor. No futuro nunca mais. Neste momento estou preocupado com futuro do Príncipe. Precisamos de novas caras pq aqui ninguém me convence.

    • Aleluia

      14 de Outubro de 2019 as 23:07

      Este Nestor foi a maior desilusão e vergonha de político bolas

  14. Viva STP

    9 de Outubro de 2019 as 0:51

    Precisamos de uma reforma do sistema partidário. Temos muitos partidos pelo número de habitantes. Muita ganância.

  15. Fogueteiro

    9 de Outubro de 2019 as 7:44

    Basta olhar para este governo de nova maioria para se ver que estas pessoas não estavão preparadas para ir para governo. Este ministro por exemplo Osvaldo Abreu só passa a vida a prometer isto e prometer aquilo. Um dia diz que vai instalar para geradores para produzir energia noutro dia diz que vai instalar centrais fotovoltaicas. Um dia diz que vai comprar barco para ligar s.tomé com príncipe. Notro dia diz outra coisa. Num dia diz que vai construir porto de águas profundas. Noutro dia diz que já não vai construir e que vai ser porto de recreio e pesca. Que raio de zig zag é este? Tudo isto porque não existe um plano de trabalho bem elaborado.

  16. G.R

    9 de Outubro de 2019 as 8:15

    Infelizmente não é só o ADI e partido verde que está nesta situação. MLSTP também está muito mal. Não tem plano de governação nenhum. Falam em corrupção mas são dos mais corruptos. Basta ver os negócios que estão a descer na infraestrutrura, nas pescas, na alfandega, por exemplo. Isto é um ninho de corrupção. Esta coisa de mudar de companhia de avião para CEIBA é uma grande combinação de corrupção de gente de topo que o MLSTP está a dirigir. Onde é que foi parar os 1o milhões de construção do novo edifício do banco central que a nova maioria comeu e está a acusar o anterior governo. Este país não tem salvação.

  17. jordão fernandes

    10 de Outubro de 2019 as 16:23

    Felizmente o ADI não tem duas alas
    O partido do senhor Agostinho Olho Furado, foi criado pelos senhores Delfim Neves e Jorge Bom Jesus. Este senhor não faz parte do ADI. O tal dito Tribunal constitucional presidido por senhor Daio militante de PCD e subordinado do Delfim Neves, o dito juiz Garrido cunhado de Delfim Neves, a Edite Tenjua do MLSTP e um tal Patrique que dizem ser juiz também do MLSTP é que criaram o partido do Agostinho olho furado. Por isso deve ser eles a darem o nome ao Partido e não dizerem que é ADI.
    O ADI foi aquele que esteve com cerca de mil pessoas no Palácio dos Congressos, com pessoas vindas do Norte, Sul Centro, Principe etc. Este é o ADI que sempre conheci.
    Força ADI
    JF

  18. Carla

    15 de Outubro de 2019 as 11:28

    O pais infelizmente esta a semelhar-se a uma selva. Ninguém confia em ninguém, a população já nao confia nos políticos nem nos juízes porque sabem de antemão que eles nao estao preocupados com o maior interesse do país mas sim estao preocupados com os seus próprios interesses. Um apelo ao Governo: Resolva o problema da desigualdade salarial que há na função pública; tomem medidas severas contra os prevaricadores mesmo sendo do vosso partido.

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