Opinião

DesMLSTPeisar o País – Um Título emprestado

O país carece, desde sempre, de meios suficientes para satisfação das necessidades básicas da comunidade. Isto não é uma novidade para ninguém. Como também não é novidade para ninguém que a política é a arte de se tentar fazer o melhor possível tendo em conta as condições existentes. Ou seja, quando os meios faltam para uma determinada ação, qualquer que ela seja, o que me parece óbvio, neste âmbito, num contexto democrático, é a entrada da política em ação com o objetivo de se “digladiar”, com civilidade, em prol da procura de meios alternativos que possam contribuir para encontrar algo que venha substituir aquela ação.

Daí a importância do pluralismo democrático, suportado organicamente por partidos políticos, caso contrário continuaríamos a viver numa ditadura. E é, por isso, aliás, que o debate político é necessário e insubstituível em democracia, não sendo, com tal, suficiente o debate técnico sobre os nossos assuntos coletivos.

É por isso, também, que eu sempre achei excessivo, para não dizer disparatado e sem nexo, a crítica que algumas pessoas, no interior do país, faziam às outras que ousavam emitir uma opinião pessoal sobre as nossas políticas públicas, quaisquer que fossem, catalogando-as de “Tudólogos”. Este disparate, parece-me monumental, sobretudo num país cujo problema maior que apresenta, deste a instauração da democracia, é exatamente o défice de debate sobre políticas públicas implementadas, com consequências desastrosas para a nossa vida em comunidade. Basta, para tal, ver a situação calamitosa das nossas empresas agrícolas, do nosso sistema educativo, da nossa Justiça, etc.

Creio mesmo que este propósito é feito, desde sempre, com a intenção subjacente de impedir a liberdade de pensamento e de expressão, para que meia dúzia de pessoas tratem das nossas vidas a seu belo prazer.

As consequências estão à vista: temos um país mais pobre, do ponto de vista do debate sobre as políticas públicas que tem adotado em vários sectores, e sem alternativas válidas para assegurar o seu desenvolvimento no presente e futuro; uma classe política, excluindo algumas exceções, essencialmente parasitária, sem ideias, desorientada, com um estilo dinástico, inculta e sem capacidade de afirmação sem recurso ao grotesco, à barbárie, à maledicência e ao ridículo ou, nalguns casos, prejudicando os próprios interesses do país ou da comunidade em prol da sua sobrevivência.

Todos os partidos políticos têm culpas no estado de degradação do país e este deveria ser o momento ideal para a mudança de paradigma. Mas não!! Meia dúzia de pessoas, os donos do país desde a independência nacional, fazem tudo para contrariar este propósito.
Ouvi, pela primeira vez, através de um registo fílmico que me enviaram, uma entrevista ou conferência de impressa de Miguel Trovoada, aparentemente, já com alguns anos, sobre os acontecimentos relacionados com aquilo que aconteceu na primeira república que, culminou, entre outras coisas, com a sua prisão, condenação e exílio, bem como de outros conterrâneos nossos.

Não sei se o conteúdo da referida entrevista, narrada com um pormenor descritivo de cortar a respiração, é totalmente verídica, sobretudo a parte denunciada pelo senhor Gomes (não sei se é este o nome do referido senhor) explicada com detalhes ínfimos, caracterizadores do espaço e do tempo, como se tratasse de uma obra dramática que estaríamos a ver em tempo real, que terminou com o assassinato de um dos referidos presos naquela altura.

Aquilo, narrado da forma como foi, constitui uma espécie de enredo, milimetricamente montado, para acabar com a vida daqueles homens que estavam presos naquela cadeia, tendo o “MLSTP antigo”, como protagonista desta trama. Volto a repetir que não sei se tudo aquilo é verídico nem tenho, também, razões objetivas, para não acreditar no referido senhor (Gomes) e no anterior presidente da república Miguel Trovoada, coautores da referida entrevista ou conferência de imprensa.

Mas, se tudo aquilo, de facto, aconteceu, como o Miguel Trovoada e o senhor Gomes retrataram naquela entrevista ou conferência de imprensa, só posso concluir, mesmo tendo em conta as características do regime político em que vivíamos naquela altura, que estávamos em presença de uma ditadura com requintes de malvadez, perseguição política e ódio levado ao extremo, como outras ditaduras de outras latitudes que provocaram dor e muito sofrimento. Deixo isto, no entanto, para os Historiadores.

O que Miguel Trovoada, todavia, nos vem dizer, como novidade, nesta entrevista, é que o MLSTP, de que ele foi cofundador, nunca foi um partido de confiança e que o mesmo traiu o sonho e esperança dos Santomenses, de uma forma geral, tendo tal facto despertado o seu afastamento do referido partido bem como de outros militantes antigos.

Esta é uma crítica muito forte ao “MLSTP antigo”, donde despontaram muitos protagonistas, nos pioneiros, na jota MLSTP, na OMSTEP e noutras estruturas do referido partido, que, posteriormente, ontem e hoje, ocuparam ou ocupam cargos de topo nas instituições do nosso Estado.

É óbvio, que, se tudo isto é verdade, tendo em conta a organização vertical do referido partido, que comportava um simbolismo mimético tipificador do slogan “liberdade completa na discussão, unidade completa na ação”, suportado por um modelo designado como centralismo democrático, compreende-se, hoje, as dificuldades que o país atravessa, pois, muitas das pessoas que passaram pelos pioneiros, pela jota MLSTP, etc., e que nos governaram ou governam, no passado e no presente, provavelmente nunca abdicaram ou libertaram de todos os sintomas do regime em causa, de perseguição organizada, suportado, naquela altura, pela bufaria, traições, perseguição política e ideológica, dissimulação, ódios, revanche, assassinato de caráter, calúnia, linchamento e julgamentos populares e outros males cujas manifestações, ainda hoje, se fazem sentir de forma encapotada.

Ou seja, o “MLSTP antigo” que o Miguel Trovoada criticou de forma brutal continua a trair os sonhos dos Santomenses, utilizando as mesmas armas, embora num contexto aparentemente democrático.

E reparem que não sou só eu que chego a esta conclusão. Recentemente, o próprio Pinto da Costa, também ele cofundador do referido partido disse, entre outras coisas, num artigo de opinião, que o nosso sistema partidário está doente porque: «…como pilares imprescindíveis do sistema, os partidos políticos devem ser sujeito a reformas periódicas, não devem continuar a ser utilizados como instrumentos descartáveis ao serviço de agendas pessoais, pondo em risco a estabilidade do sistema (…) assiste–se a uma devastadora luta de clãs, quer no interior de um mesmo partido, quer entre diferentes partidos (…) Os partidos políticos em São Tomé e Príncipe não fazem a oposição com propostas de projetos alternativos, mas quase exclusivamente com ofensas pessoais em comunicado de imprensa e nas redes de comunicação social (…) As relações conflituosas no interior dos partidos políticos e entre partidos políticos, são projetados através das suas militâncias, nas comunidades e nas famílias Santomenses, favorecendo assim o surgimento de um clima gerador de conflitos, destruidora do espírito de solidariedade comunitária, dificultando muitas vezes a mobilização dos moradores na busca de soluções aos problemas de interesse comum…». Fim de citação.

Eu não conseguiria pintar um quadro crítico tão devastador do nosso sistema partidário como este que o Pinto da Costa fez, de forma brilhante, incluindo, no mesmo, o “MLSTP Novo”, de que ele foi cofundador.

E o irónico disto tudo, é que o Pinto da Costa, pode dizer, hoje, tendo em conta os acontecimentos atuais, que ele não era o único responsável por tudo o que acontecia no partido, anteriormente, porque, volvidos tantos anos e não estando ele na presidência do referido partido, há muito tempo, o mesmo continua com práticas antidemocráticas, tipificadoras de um partido centralizador, excludente, com tiques de bufaria e perseguição política e que não se abre perante a sociedade civil.

E, para tal, vai mais longe, sugerindo no referido artigo, como já citei anteriormente, que, “como pilares imprescindíveis do sistema, os partidos políticos devem ser sujeito a reformas periódicas.” Ou seja, segundo as suas próprias palavras, de ponto de vista pessoal e político, ele evoluiu, como toda a gente deveria fazer, mas, em contrapartida, o seu partido continua amarrado a todos os sintomas, próprios do regime que serviu, com práticas antitéticas de um contexto democrático. Eu não faria uma análise tão assertiva e pertinente!

Quem tiver dúvidas sobre tal, basta espreitar as redes sociais, como criticou o próprio Pinto da Costa, onde existem avençados do “MLSTP Novo”, principescamente pagos com dinheiro de todos nós num país em estado de bancarrota e onde se cortam vencimentos aos trabalhadores, que atuam como polícias políticas, com missão específica de difamar opositores políticos. Lá está, todos os tiques da velha Escola estalinista, num exercício de purgas permanentes, bufaria, perseguições, linchamento e julgamentos populares.
Ou seja, são dois cofundadores do referido partido, designadamente, Miguel Trovoada e Pinto da Costa que, abertamente, criticam o “MLSTP Velho” e o “MLSTP Novo”, respetivamente, num registo descritivo demolidor.

A questão pertinente, que qualquer cidadão poderá levantar, decorrente deste diagnóstico impiedoso feito pelos fundadores do referido partido poderá ser: se eles que são pais legítimos da referida criatura, acham que o partido em causa, tanto o velho como o novo, não serve os interesses do país, traiu o sonho e esperança dos Santomenses, de uma forma geral, o que é que nós, como cidadãos, podemos esperar do referido partido?

De facto, eu espero muito pouco de um partido como este, cercado por interesses particulares ou privados, com uma agenda política sub-repticiamente preparada e implementada com o objetivo de restringir a liberdade de pensamento e expressão, com tiques de bufaria, ódio e perseguição política, com um desempenho sobre os bens da comunidade como se de uma entidade privada ou particular se tratasse, como, aliás, aconteceu anteriormente.

Se alguém tem dúvidas relacionadas com este diagnóstico, basta ver a falta de transparência e os nomes das empresas que têm ganho os concursos, hoje em dia, para execução de obras públicas no país, a forma como o arroz de Japão tem sido gerido comportando todos os vícios que determinaram, anteriormente, a ocorrência do chamado caso GGA, a pouca transparência relacionada com o dossiê petróleo, comportando todos os vícios anacrónicos e indesejáveis, a opacidade relacionada com os contratos e negócios do Estado e a forma bárbara, mesquinha e desrespeitosa, como muitos altos quadros do país têm sido tratados, cujo exemplo mais dramático foi o de Silvino Palmer, num clima de manifestação de ódio e perseguição inexplicáveis.

O próprio presidente do partido, Jorge Bom Jesus, perante este cerco de interesses privados ao quartel, qual parede intransponível, nem sequer tem liberdade, dentro das suas próprias competências, para fazer uma remodelação governamental e, neste âmbito, teve de ser a Comissão Política do Partido, como ouvi recentemente através da leitura de um comunicado, a sugerir ou permitir ao referido primeiro-ministro que faça a referida remodelação. Ou seja, estamos perante um primeiro-ministro que, para fazer uma remodelação governamental, tem de ter, necessariamente, a anuência da sua Comissão Política.

Mais uma vez, lá está, o tique estalinista, onde o partido confunde-se com o próprio Estado e o próprio primeiro-ministro, de acordo com as suas competências, não tem liberdade para governar, amarrado que está, sob condições de uma agenda de defesa de múltiplos interesses privados. E se ele não tem liberdade para cumprir este simples desiderato, de acordo com as suas competências constitucionais, como é que ele estará em condições de defender a nossa liberdade, individual e coletiva? Nunca o país tinha caído num absurdo tão paralisante, desde a instauração da democracia.

Acho mesmo que o Jorge Bom Jesus, como bom professor que é, deveria mandar, como “Trabalho de Casa”, para todos os militantes, dirigentes do partido, deputados, ministros e afins, a leitura obrigatória do artigo do Pinto da Costa seguida de discussão do conteúdo do mesmo, entre grupos específicos de militantes do partido, ao nível das localidades, como um dos instrumentos doutrinários que facilitasse a conversão palatina dos mesmos aos ideais da causa democrática.

Neste clima de desorientação e autêntico terror instalado no país, tenho dificuldades em compreender a passividade do PCD, um partido que desempenhou um papel importante na mudança do regime, que não aproveita esta oportunidade para se revitalizar, abrir perante a sociedade civil e se impor como uma verdadeira alternativa aos desmandos existentes.

Nos vários debates ou discussões que tive, no Yahoo Groups, com o conterrâneo Alcídio Montóia, sobre os assuntos do país, nunca aprovei a expressão que ele, recorrentemente, utilizava, quando aludia aos nossos problemas estruturais, associando-os aos males que o MLSTP fez ao país, sugerindo que precisávamos de Desmlstpeisar (não sei a expressão é mesmo esta) o país. De facto, naquela altura, já lá vão muitos anos, achava a expressão com um caráter excludente, redutor ou excessivamente culpabilizante, sobretudo num contexto democrático, embora entendesse o âmbito e valor atribuído à mesma.

Agora, passados tantos anos, se os próprios pais ou fundadores do partido vêm dizer exatamente isto, de forma demolidora, o que é que eu, como simples cidadão, poderei concluir? Provavelmente só posso concluir que o conterrâneo Alcídio Montóia tinha razão e é isto mesmo que o Pinto da Costa e Miguel Trovoada, nos dizem, agora.

Precisamos de reformas inadiáveis para que possamos ter meios, paulatinamente, que permitam a satisfação das necessidades básicas da comunidade e, para tal, temos de facto, de Desmlstpeisar o país, tendo em conta aquilo que tem acontecido ultimamente! Não há volta a dar! Por isso, peço licença ao conterrâneo Alcídio Montóia para usar a referida expressão como título desta crónica.

Adelino Cardoso Cassandra

    21 comentários

21 comentários

  1. Sempre a subir

    11 de Novembro de 2019 as 5:05

    Grande reflexão. Abraço

  2. Fortes

    11 de Novembro de 2019 as 8:33

    Os meus parabens para o senhor Adelino Cardoso. Tudo dito e tudo claro. Li e reli e voltei a reler com toda a atenção. Continua por favor…

  3. Bartolomeu Dias

    11 de Novembro de 2019 as 8:43

    Grande reflexão o tanas!
    De arrumado em “sabedouro” à bebedouro dos opiniões e ponto de vistas de outrem há uma grande diferença.
    O verdadeiro intelectual n~ao tem que estar permanentemente a parafrasear outros nem fazer o mimitismo de pontos de vista e de reflexões de outrem.
    Esse senhor Cassandra agora vê o espelho pela diagonal desde que a ministro do Comércio produziu algumas verdades sobre o seu irmão To-Zé Cassandra.
    Sejamos adultos e honestos com a nossa consciência.
    Por essas e por outras que esse país não avança.
    Deixa o MLSTP fazer a sua caminhada a sua maneira. O senhor Adelino Cassandra é fruto “regabofi” que o MLSTP proporcionou ao longo dos anos a um par de oportunistas e que hoje se manifestam contra o prato onde comeram.

  4. XY

    11 de Novembro de 2019 as 8:55

    Se todos os partidos que vieram depois beberam da água do MLSTP só podemos estar como estamos numa situação de decadência cada dia que passa. O MLSTP plantou e todos os outros vieram depois em vez de mudar o caminho plantaram da mesma forma que o MLSTP. É esta porcaria que nós estamos nele, passa ano e tudo continua na mesma. É triste sim senhor. Parabéns ao compatriota que escreveu esta bela crónica.

  5. XY

    11 de Novembro de 2019 as 8:56

    De facto o PCD devia estar mais dinâmico e com outra postura e também o próprio ADI. Eu não percebo nada de política mas eu acho que é quando o partido que está a governar está a fazer porcarias que os outros devem estar a preparar, na oposição, com reflexões, reuniões com militantes para depois vir governar. Estamos a viver uma autêntica desgovernação neste momento no país. Os salários são cortados, começa a aparecer a perseguição política, já não se pode falar nada nas repartições porque vão fazer queixa ao diretor. E não existe alternativa nenhuma. Que raio de país é este é que eu não sei.

  6. Barão de Água Izé

    11 de Novembro de 2019 as 10:27

    O senhor primeiro-ministro Jorge Jesus me parece uma desilusão neste momento. Tinha muita confiança nele mas sinceramente que eu não estou a ver nada. Os outros egoístas do partido estão a lhe tirar o tapete. Ele coitado não aguenta isso. Tenho pena de dizer isto mas parece que é verdade. Os camaradas dão cabo dele num instante. Ele não tem pulso para isto.

  7. Presidente do Partido

    11 de Novembro de 2019 as 10:29

    Palavra de honra que depois de tanta promessa que eu ouvi não esperava que o país neste momento estivesse como está. Parece o tempo de regime único depois da independência. Vamos ver onde isto vai parar.

  8. Dr. Oscar Taveira

    11 de Novembro de 2019 as 11:10

    Não podemos limitar sómente a descrever os problemas, os fracassos e as injúrias que se registam hoje em Sao Tome e Príncipe. Ja´é tempo para cada cidadão santomente começar a refletir sériamente sobre os Problemas das ilhas em busca de soluções. É inútil falar de partidos políticos ou dirigentes. Esses também não tem receitas. Quanto muito talvez receitas para curar as suas próprias enfermidades. Ora vejamos: Um Pais insular de 1001 Km2 sem recursos possui hoje uma densidade populacional, que ultrapassa as margens das ilhas. Em 40 anos o número da população triplicou.
    A dimensão e os recursos das ilhas não alteraram. Como cuidar dessa comunidade sem perspectivas. Criancas e jovens sem futuro, vivendo de esmolas provenientes do exterior.
    O nível do ensino é péssimo, formação acadêmica basea so´no diploma e o número de pessoas sem civismo é crescente.
    Será que Sao Tomé e Principe conseguirão atenuar esses males crónicos que afetam toda a sociedade? Cada cidadão
    santomente tem de refletir sobre a sua situação em particular e dar a sua contribuição. Nada cai do Céu e não há milagres.
    Cada um deve ser responsável pelas suas Accoes. Cada família santomente tem de começar a analisar a sua situação económica e agir de acordo com as suas possibilidades. Não faz sentido nenhum praticar a poligamia e “produzir”cinco, seis
    filhos sem condições materiais sustentáveis. O estado não consegue cuidar dessas crianças, o estado não consegue garantir empregos a esses jovens. O recursos de Sao Tomé e Principe como pais são limitados.

    • Vanplega

      12 de Novembro de 2019 as 8:08

      E ai que entra o ESTADO.

      Sobre tudo que escreveste, temps ausencia de ESTADO, falta de conciencia e sobre tudo, uma boa distribuicao do bem publico.

      A populacao nao tem condicoes e esta fazendo muitos filhos.
      E o ESTADO, nao faz nada? Qual e o seu papel como ESTADO?

      E nao fazer nada. Nao usa propaganda, para alterar este quadro.

      Temos uma ausencia de ESTADO, na vida publica. Basta ver as condicoes de estradas, hospitais, transported, educacao e, outras coisas mais. Uma falta de respeito que invadio a mentes dense povo.

      Enquanto os politicos nao deixarem de roubar coisa publico, mudarem de mentalidades, nao havera um Porto seguro para povo de SAO TOME E PRINCIPE

  9. Homem Grande

    11 de Novembro de 2019 as 11:27

    Eles correram com Pinto da Costa do partido para andarem a fazer tudo isto. O homem foi humilhado por estas pessoas. Não lhe querem mais no partido. Ele vai estragar negócio de muita gente.

  10. Militante Antigo

    11 de Novembro de 2019 as 11:35

    O MLSTP se não tomar cuidado vai desaparecer. Vocês podem acreditar nisto que eu estou a dizer. Aquilo é só interesses de cada um. Eles não quer saber nada do povo pequeno. Andam a dizer que querem ajudar, que querem fazer isto e aquilo mas depois fazem umas coisitas e o resto vai para os bolsos deles. Como os barncos dizem, dão um chouriço e ficam com o porco inteiro. E o povo como de costume cai nesta ratoeira.

  11. Militante Comprometido com a Causa do Partido

    11 de Novembro de 2019 as 12:23

    Eu não tenho pena do Jorge Bom Jesus porque um grupo de militantes, que ele sabe quem são, aconselhou ele a acabar com esta brincadeira que existe no partido onde toda a gente manda e ninguém quer obedecer. Isto não pode ser. Existem pessoas que até ameaçam ele que faz cair o governo se ele demitir fulano e silcrano. Ou já se viu uma coisa desta. Um partido tem que ter um líder. O Pinto da Costa sabe o que está a dizer. Porque eu sou do tempo dele ainda onde se discutia as coisas, com divergências sim senhor, mas não havia falta de respeito como existe hoje que ameaçam o líder com chantagens, cada um só pensa nos seus interesses, na sua família e ainda por cima ameaçam fazer cair o governo. Por outro lado toda gente quer bons tachos, ninguém quer fazer sacrifícios ainda que seja pequeno. Estamos a mandar o povo fazer sacrifícios com introdução do IVA e corte dos salários e no entanto nós no próprio partido não podemos fazer nenhum sacríficio pessoal porque senão o governo caí. Como é que o povo pode acreditar em nós? Eu e o meu grupo já avisamos o Jorge que esta brincadeira tem que acabar. Toda a gente quer ser candidato para as eleições presidenciais e existe pessoas que não tem qualidade para isto. Estas pessoas não podem ter bom senso um bocadinho. Olha o senhor Adelino Cardoso disse tudo que já se discutiu no partido. E depois começa a instalar no partido uma espécie de controlo ou bufos que andam a ir levar informações como se fazia antigamente para prejudicar outros elementos. Assim não vamos a lado nenhum.

  12. Marosca

    11 de Novembro de 2019 as 14:26

    Fabuloso, Adelino Cardoso Cassandra!

  13. Comissão Política do Partido

    11 de Novembro de 2019 as 18:47

    Não tem Trabalho de Casa (TPC) que chega para estes camaradas mudar de vida. São cabeças rixas, desde tempo de partido único. Estes camaradas foram educados nos pioneiros, na JMLSTP, na OMSTEP e nem com reciclagem este pessoal aprende. Por isso não vale a pena mandar TPC para eles fazerem em casa porque para além de terem cabeça rixa são preguiçosos e teimosos como porco de mandioca. Sentem cheiro de dinheiro vão logo fucinhar para apanhar. Quem não acredita basta ouvir o que a ministra dos negócios estrangeiros disse. Ela afirmou sem rodeios para toda a gente ouvir que Angola manda dinheiro e os camaradas comem tudo. Esta é gente que eu vou acreditar que quer bem deste povo. AwÔ. Fui……………..

  14. Jesus

    12 de Novembro de 2019 as 9:18

    Eu perdi completamente a esperança nestes políticos do nosso país. São todos iguais. Parece uma praga que o país tem que está a nos matar aos poucos.

  15. Martelo da Justiça

    12 de Novembro de 2019 as 10:18

    De repente, em menos de 9 meses já esquecemos os 4 anos da ditadura do Patrice Trovoada e a armadilha económicas, financeiras e sociais que ele deixou ao atual Governo. Perante esse contexto, é justo exigir milagres ao atual governação em tão pouco tempo?. Não é que os outros não tivessem dado a sua contribuição para a degradação do Pais. Mas pelas promessas feitas e as condições que esse Partido ADI tinha para Governar devia ter feito muito melhor. Realmente, nós os São-tomenses somos estranhos! E assim não vamos a lado nenhum, isto eu garanto-vos.
    Ora vejamos: todos os atuais Partidos Políticos são produtos do “MLSTP antigo”, porque direta ou indiretamente muitos dos seus dirigentes da cúpula pertenceram ao “MLSTP antigo” e exerceram um papel relevante. Daí que transportaram com eles muitos vícios do antigamente.
    O MLSTP novo também tem esse problema. Apesar de alguma renovação, digo “alguma renovação”, porque não se deve fazer uma transição brusca do velho para o novo, por isso é que ainda existe muitos problemas, justamente devidos as pessoas com vícios do passado. Portanto, é um erro crasso excluir qualquer Partido existente atualmente no contexto dos Partidos Políticos existentes no Pais.
    Constatamos nesses últimos 4 anos de governação de ADI, muitos tiques do “MLSTP antigo”, como bufarias, perseguições, trabalhos cívicos obrigatória em hora normal de trabalho, partidarização da função publica, enriquecimento fácil, introdução de tropas estrangeiras no Pais, controlo efetivo dos Tribunais etc. Por isso é que achei estranho o articulista não ter feito referencia ao ADI que ele criticou tanto no passado e ter excluído o PCD no contexto da necessidade de DesMLSTPeisar o Pais.No mínimo é falta de coerência.
    Todos os atuais Partidos duma forma ou outra governaram STP. Todos pregaram que iriam proceder a MUDANÇA. A verdade é que o Pais não mudou, e em alguns sectores houve uma clara degradação.
    De resto, as declarações de figuras relevantes do “MLSTP antigo” que contribuíram na realização de muitas atrocidades cometidas naquele tempo, tiveram problemas apenas devido a luta pelo poder entre eles que não tinha nada a ver com o desenvolvimento do Pais. De vez quando, para animar a politica em seu benefício, quando as condições lhes são favoráveis, aparecem com essas narrativas de vitimização. Porque razão ficaram mudos durante os 4 anos perante tantas atrocidades que se cometeu no Pais? Alguém sabe explicar??
    Então, por favor, para o bem do Pais, não destorçam a realidades e nem confundam os mais novos, porque com a nossa atitude, estamos a fazer o jogo desses MAIS VELHOS que não contam a verdadeira história de STP aos mais novos mantendo-os confusos. Ou contam a história do Pais correntemente ou fiquem calados nesses poucos anos de vida que lhe faltam para partir.
    TENHO DITO!

  16. Fifi

    12 de Novembro de 2019 as 13:00

    Este partido é o maior mal deste país. Acredita quem quiser.

  17. Smash

    12 de Novembro de 2019 as 23:40

    Subscrevo e revejo-me no seu pensamento. Os meus parabéns. OS SANTOMENSE TÊM VALOR!!! Obrigado

  18. Seria

    13 de Novembro de 2019 as 0:08

    Caro Cassandra.
    Sou um apreciador nato dos teus artigos e este, mais uma vez não foge à regra.
    Contudo, e pela primeira vez, acho que não estás a ser sincero em basear parte do teu artigo num documentário que viste, e como dizes, não podes conferir a sua veracidade ou não.
    Como é de esperar, o Sr. Miguel Trovoada nunca falará bem do MLSTP por várias razões e isto não é novidade nenhuma.
    Há muito para contar sobre a história do CLSTP e do MLSTP.
    Não é uma pessoa que, ao meu ver, deixa saudades em S.Tome. Aliás, a principal forma de total subjugação e ridicularização dos santomenses foi, infelizmente, introduzido por este Sr. Estou a falar do fenómeno “Banho”.
    De resto, acho justíssima as críticas ao atual estado de governação no país.
    Precisamos de recriar S.Tomé e Príncipe.

  19. Joni de cá

    13 de Novembro de 2019 as 15:30

    O homem quando aterrar não vai a pé, vai ao colo do povo!!!

  20. SEMPRE AMIGO

    14 de Novembro de 2019 as 21:36

    O SENHOR PROFESSOR CASSANDRA é de opinião que o país,S.TOMÉ e PRIINCEPE,deve ser desMLSTPeisado.PROFESSOR! Sempre que tenho a oportunidade de ler oque o senhor escreve, fico sempre com a impressão de que o PROFESSOR mata a CURIOSIDADE do leitor para no fim impingir-lhe uma MENTIRA. Toda a sociedade santomens deveria estar inserida num processo de libertação.Com a Independência libertamos o espaço territorial, mas nao libertamos oHOMEM santomense,É um processo educativo que tem que ser levado a cabo .Toda a sociedade deveria estar consciente dessa necessidade .O principal objectivo da desMLSTPerizaçao seria por conseguinte educar, fazer surgir na sociedade santamente um novo tipo de cidadão em condições de contribuir para edificar um STOME e PRINCEPE NOVO. Visto deste angulosa o processo de de desMLSTPeizaçao vai precisar dePROFESSORES libertos.Como sabe,SENHOR PROFESSOR
    . o objectivo da EDUCAÇAO é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e nao simplesmente repetir o que outras gerações fizeram.Todos nos, uns mais activamente outros mais passivamente somos responsáveis pelo pais que temos

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recentemente

Topo