Opinião

Jesus, a Pobreza e o Milagre

Gerir um país pequeno e sem recursos como o nosso, como tenho sistematicamente vindo a referenciar nos artigos anteriores, esperando alcançar resultados positivos num contexto de médio e/ou longo prazos, pressupõe a implementação de políticas públicas, transversalmente pensadas e adotadas, que ultrapassam o domínio do avulso ou da manifestação da caridade para com os menos favorecidos tendo como principal objetivo interesses de natureza político-eleitoral.

Num país com múltiplos problemas, nunca fomos capazes de pensar e debater entre nós, respeitando a singularidade, individual e/ou partidária, sobre conteúdos de propostas que possam contribuir para arrepiar caminho e mudar a realidade prevalecente no país.

Com raras exceções pontuais, nenhum partido político, no nosso sistema partidário, confronta-se consigo próprio e com as suas capacidades, tendo como propósito a resolução dos nossos principais problemas, pois, na maior parte das vezes, limitam-se a definir as suas posições, de forma avulsa e pouco criteriosa, como reação ao que os outros fazem ou fizeram anteriormente.

Um exemplo evidente desta constatação está patente no modus faciendi do atual governo da república e na declaração recente do senhor primeiro-ministro, durante a apresentação do propalado programa de combate à pobreza no país, suportado, estrategicamente, pela doação de um subsídio social, de caráter bimensal, às famílias carenciadas do país, no valor de 1250 dobras (50 Euros).

Na sua intervenção, na cerimónia simbólica de arranque da referida iniciativa, o senhor primeiro-ministro disse o seguinte “a nossa pobreza não é natural é uma pobreza fabricada pelo Homem ao longo destes 44 anos. Quem fabricou a pobreza vai ter de erradicar a pobreza”. Concluiu, posteriormente, afirmando, que é com este seu programa que se vai acabar com a pobreza no país, reduzindo-a a zero, segundo as suas próprias palavras.

Ou seja, de acordo com as palavras do senhor primeiro-ministro, os seus antecessores, no governo da república e no contexto partidário, genericamente falando, foram os principais responsáveis pelo “fabrico” da pobreza no país e, ele, qual Jesus, fará milagres nos próximos tempos para acabar com esta “fábrica” de pobreza.

Todavia, se o diagnóstico do senhor primeiro-ministro pode, até, ser parcialmente correto, a predição milagreira associada ao mesmo parece-me exagerada e sem qualquer sentido, para não dizer outra coisa. Em primeiro lugar, quem ouve o senhor primeiro-ministro falar, da forma como o fez, se não tiver mais informações nenhumas sobre a nossa realidade, anterior e atual, pode ficar com a sensação de que a forma de idealizar, refletir, implementar e acompanhar programas ou projetos de combate à pobreza no país, como de outras políticas públicas quaisquer, sofreu grandes alterações, de ponto de vista metódico e organizacional, ao ponto de podermos esperar, neste momento, uma autêntica revolução, neste âmbito, que permitirá acabar com a referida pobreza no nosso país.

Se tudo permanece tal qual como estava antes, ou, até, pior, de ponto de vista estrutural, por que razão o senhor primeiro-ministro, só pelo facto de atribuir um subsídio social, financiado pelo Banco Mundial, de caráter bimensal, às famílias carenciadas do país, no valor de 1250 dobras (50 Euros) pode ter a expetativa de querer acabar com a pobreza no país? É este o Plano Estratégico que acabará com a pobreza no país? Quais são os princípios e prioridades deste plano estratégico?

Qual é o âmbito e dimensão de intervenção territorial, compaginável com o diagnóstico realizado, a montante, que permitirá a sua plena materialização? Quais são os meios, humanos, materiais e financeiros, mobilizados? Como será feita a sua monitorização? Qual é o contexto temporal pré-determinado para acabar com a referida pobreza, qual milagre? Do ponto de vista estrutural, a economia do país irá desenvolver, com tanta pujança, nos próximos tempos, ao ponto de acomodar, em todas as vertentes, esta ambição do senhor primeiro-ministro?

Se nenhuma destas condições existem ou são expetáveis que venham a existir, no curto ou médio prazos, o que pode levar o senhor primeiro-ministro a afirmar, com tanta certeza e convicção, que ele vai reduzir a pobreza a zero no país? Só posso concluir, mais uma vez, que tal facto só pode estar associado a um milagre.

Em segundo lugar, não gostei nada de ver o aproveitamento da miséria e pobreza das pessoas, para a realização de um espetáculo degradante, em nome do combate à pobreza no país, onde as mesmas foram sensibilizadas a aparecer todas vestidas com a mesma cor de indumentária, algumas com os filhos bem novinhos nos braços, alinhadas nos bancos ou assentos, como animais numa feira de gado que estavam prontos a ter um dono, perante meia dúzia de ministros e o próprio senhor primeiro-ministro no púlpito, e alguns transeuntes ou assistentes comovidos ou contentes com o espetáculo em causa. Tudo isso para receberem, a partir de agora, um subsídio social, de caráter bimensal, no valor de 1250 dobras (50 Euros). É este o milagre que irá acabar com a pobreza no país!

Além disso, parece-me incompreensível que, num mesmo contexto temporal em que o governo e o primeiro-ministro nos garantem querer combater à pobreza, tendo como alvo as populações mais vulneráveis da nossa terra, dando-lhes um subsídio social no valor de 1250 dobras (50 Euros), bimensalmente, simultaneamente, por exemplo, baixam de forma voluntária o imposto sobre bebidas alcoólicas, como que convidando estas pessoas a gastarem este subsídio social no consumo das referidas bebidas. São estas contradições que me fazem pensar que, só por milagre, o senhor primeiro-ministro conseguirá reduzir a pobreza a zero no país.

A imagem daquelas mães, que eu vi na RTP-África, com a mesma cor de indumentária, alinhadas com bebés nos colos (algumas delas), com um olhar de submissão indisfarçável, como coisa que tinham a obrigação de estar naquele lugar para terem o direito ao subsídio social em causa, fez-me logo lembrar um passado, mais ou menos longínquo, em que, como aluno do Liceu Nacional, nos últimos anos do ensino secundário, tínhamos todos a obrigação de, logo pela manhã, algumas vezes, com fome, apresentarmo-nos, defronte à entrada principal do edifício em causa, perfeitamente alinhados em grupos-turma, sob a orientação de um suposto delegado da respetiva turma, para uma lavagem cerebral de 5 ou 10 minutos, denominada “Matutino”, tendo como protagonista um guru da JMLSTP.

Parece que estes tempos estão a voltar, em força!

Não se combate a pobreza, em país nenhum do mundo, desta forma tão avulsa e com tiques ou propósitos messiânicos, exatamente, porque, a manifestação da mesma comporta, a montante, uma origem multidimensional. Não é, portanto, dando às famílias carenciadas, bimensalmente, um valor de 1250 dobras (cerca de 50 euros) durante dois anos, que se vai reduzir a pobreza a zero.

Temos um problema demográfico grave (a população do país, desde 1975 até ao momento, quase que triplicou) que o desenvolvimento da economia, de forma tão frágil, não consegue dar resposta, tendo em conta o número, cada vez maior, de pessoas, sobretudo jovens, que o mercado de trabalho não consegue absorver. Portanto, qualquer plano estratégico de combate à pobreza no país não pode desvalorizar ou ignorar, no médio e longo prazos, estas duas componentes essenciais que são a demografia e o desenvolvimento de economia.

Resta somar a estas duas componentes, ainda neste âmbito, tendo em conta a nossa realidade, o problema da parentalidade irresponsável.
Portanto, temos de implementar políticas públicas que atuam nestas três dimensões e contribuam para a atração de investimentos, promoção do desenvolvimento económico forte, criação de emprego, controlo da natalidade e promoção da parentalidade responsável. Não ouvi a evocação de nenhuma destas dimensões, no propósito de combate à pobreza denunciado pelo senhor primeiro-ministro, muito pelo contrário, a opção, voluntária, de baixar o imposto de bebidas alcoólicas é um sinal, tendo em conta a nossa realidade, que não contribuí para o aprofundamento da parentalidade responsável.

Temos um segundo problema que é o problema da Educação. Os problemas graves do nosso sistema educativo, com impacto no desenvolvimento cognitivo pleno das nossas crianças e jovens, que se manifestavam há mais de 40 anos, continuam a manifestar-se, neste momento, provavelmente, com mais intensidade, tendo em conta que o número de crianças que, entretanto, frequentam o referido sistema educativo aumentou de forma exponencial e a rede de oferta pública cresceu por pressão desta procura e não foi feita sob condicionalismos de previsão, planeamento e organização desejáveis.

Lá está o nosso lado de desenrascanço a funcionar. É óbvio que este problema também está associado ao problema demográfico.
Qual foi, no entanto, a resposta dos sucessivos governos para contornar, de forma atabalhoada e desorganizada, o problema do aumento descontrolado da população escolar? Foram fazendo umas escolinhas, aqui e acolá, para acomodar uma grande quantidade de alunos, de vários ciclos de escolaridade, sem qualquer critério de organização, coerência e gestão funcional entre elas e, sobretudo, sem equipamentos e condições de funcionalidade dignas que minimizassem os riscos de abandono e insucesso escolar e, consequentemente, de alimentação de bolsas de pobreza.

Este problema existe e está lá, presente diariamente nas vidas das nossas crianças e jovens! Se nada mudou como é que o senhor primeiro-ministro nos vem garantir que vai acabar com a pobreza no país nos próximos tempos?

Num país pobre e com poucos recursos, como o nosso, deveríamos valorizar mais a previsão e o planeamento em detrimento do desenrascanço e improviso. E julgo, até, que gastamos muitos mais recursos e energia, agindo desta forma, desorganizada e improvisada, para a resolução dos nossos problemas, criando, com tal, mais bolsas de pobreza, em detrimento de uma verdadeira aposta no estudo, reflexão, previsão, planeamento e realização.

Ou seja, continuamos a falhar nos mecanismos de prevenção da pobreza e, no entanto, queremos reduzi-la a zero nos próximos tempos.
Nunca percebi a razão pela qual, por exemplo, não existe um consenso mínimo, entre os partidos políticos, que deveria contemplar, entre outras coisas, a necessidade de um requisito indispensável na construção de estabelecimentos escolares públicos no país, qualquer que fosse o governo da república, sendo que estes deveriam comportar, sempre, tendo em conta a nossa realidade, para além de salas de aulas, uma pequena biblioteca, secretaria, casas de banho funcionais, sala de professores, um pequeno auditório e um ginásio.

Ou seja, em vez de andarmos a construir, um pouco por toda a parte, 20 ou 30 escolinhas, sobretudo para ciclos de escolaridade mais avançados, sem qualquer dignidade e funcionalidade, o dinheiro que se gastaria nesta empreitada seria canalizado para a construção de 5 ou 6 bons liceus, dispersos em zonas estrategicamente mais populosas, com todas aquelas valências, anteriormente mencionadas, com oferta curricular diversificada, compaginável com aquilo que se prevê que seja do interesse estratégico do país e a realidade global prevalecente, designadamente, a criação de condições para a transformação do país, paulatinamente, numa plataforma de prestação de serviços aos países da África Central e Ocidental (como, aliás, este governo tem reiteradamente assumido) e assunção plena de uma aposta nos cursos profissionais com componentes de formação valorizadoras de áreas, técnicas e/ou científicas, como o Turismo, Hotelaria, Tecnologias de Informação e Comunicação, Agricultura, Sustentabilidade ambiental, etc.

Não se pode andar, sistematicamente, a afirmar que se quer transformar o país numa plataforma de prestação de serviços aos países da África Central e Ocidental, associando tal ambição, erradamente, somente ao propósito de construção de um porto de águas profundas. Isto parece-me um disparate!

Para além disso, como forma de melhorar as aprendizagens dos alunos e, consequentemente, o sucesso educativo, deveríamos pensar num mecanismo de reordenamento e agregação da rede escolar, numa perspetiva vertical, dotando-a de órgãos de Direção e Gestão Intermédia mais abrangente, coerente e funcional, pois, não faz sentido, num país pequeno e sem recursos como o nosso, a multiplicação de competências e funções, por Escolas e/ou por Distritos, distribuídas sem qualquer critério pedagógico, administrativo ou funcional compreensível, comportando figuras como Diretor de Escolas, delegado de Educação, Inspetores de Educação e outras coisas.

Um delegado de educação em Lobata, Cantagalo ou Mezóchi, por exemplo, tendo em conta a nossa dimensão territorial, serve para quê? Para representar, de ponto de vista da autoridade governamental, o ministério da educação? Que valor, pedagógico, administrativo, de gestão ou de outra natureza, esta suposta entidade acrescenta ao nosso sistema educativo, tendo em conta as regalias que usufrui, decorrente do desempenho deste cargo?

Esta reconfiguração da rede escolar contribuiria, tendo em conta a nossa dimensão territorial, para: dar escala à gestão dos parcos recursos existentes no país que poderiam ser partilhados entre várias escolas do mesmo agrupamento vertical; melhorar a colaboração entre docentes com mais e/ou menos experiência e qualificações, tendo em conta a nossa situação atual, tirando-se dai múltiplas vantagens pedagógicas e, por último, incentivar a partilha de materiais e outros instrumentos pedagógicos bem como o Trabalho Colaborativo entre docentes.

Aliás, duas das críticas, entre muitas outras, expressas no relatório final do Estudo de Avaliação Externa à Reforma do Ensino Secundário de S.Tomé e Príncipe, feito sob a coordenação da professora da Universidade de Aveiro, Nilza Costa, cujo conteúdo podem encontrar aqui, apontava, exatamente, para o facto de, por um lado, “subsistirem, por parte dos professores, representações e práticas obsoletas relativamente aos processos de ensino, de aprendizagem e de avaliação, esta muito centrada numa dimensão sumativa dos conhecimentos em detrimento de capacidades e atitudes” e, por outro lado, o facto de “a rede escolar do ES ser insuficiente e muitas das escolas, mesmo as construídas de raiz, após o início da reforma, continuarem a não ter oficinas, bibliotecas, secretarias, salas TIC e espaços para as práticas desportivas”.

Será que o conteúdo deste relatório, muito bem feito na minha modéstia opinião, foi discutido no interior dos partidos políticos ou mesmo na Assembleia Nacional, de forma crítica e aprofundada, como forma de se minimizar a repetição dos erros cometidos anteriormente?
Temos, por outro lado, um terceiro problema, cuja dimensão está relacionada com a territorialização de intervenção deste problema da pobreza, cujas causas não se fazem sentir, por exemplo, de forma uniforme em toda a extensão do país e, por isso mesmo, deveria, também, ter uma resposta diferente em prol da sua eventual minimização ou resolução. As causas endógenas, associadas ao problema da pobreza, por exemplo, em certas zonas piscatórias do país, não é a mesma que na cidade capital ou em algumas anteriores empresas agrícolas ou, até, em certas zonas da Região Autónoma do Príncipe.

Por isso mesmo, também, a intenção avulsa e pouco criteriosa de andar a distribuir dinheiro às populações mais carenciadas do país, durante dois anos, para acabar com a suposta pobreza, parece-me mais um expediente com intenção de criar mais pobres no país para que, mais tarde, certos políticos tenham um pretexto, no futuro, de ir arranjando financiamentos, sistematicamente, para andarem a dizer que querem acabar com a pobreza no país.

Por exemplo, por que razão, este projeto de “Construção de Casas Sociais” no país, de forma anárquica e sem critério de territorialização justificável e tendencialmente dirigido para mudar a realidade relacionada com a pobreza no país, não foi primordialmente associado ao referido programa de combate à pobreza, em toda a sua extensão, com a intenção de fixação de jovens em certas zonas rurais, depois de devidamente preparados, técnica e profissionalmente, com o objetivo de formação de pequenas cooperativas ou sociedades de agricultores, sendo o referido subsídio social pago, integralmente, de uma única vez, para acomodar as despesas relacionadas com o nascimento e desenvolvimento das referidas cooperativas ou sociedades agrícolas, sob coordenação e monitorização de uma entidade de acompanhamento dotada de meios financeiros, técnicos, humanos e materiais adequados?

São, pois, muitas, as interrogações e dúvidas que me assaltam, neste momento, relativamente ao projeto em causa que me levam a pensar que só podemos estar em presença de um milagre e não de um verdadeiro projeto de combate à pobreza no país.

E se o governo e a atual maioria têm o seu milagre, o que é que podemos esperar de todos os outros partidos políticos nacionais, grandes e pequenos, relativamente ao assunto em causa? Concordam com este milagre? Por que razão, não apresentam alternativas, neste contexto específico, mobilizando os seus contributos, em discussão pública, para a mudança da realidade do país neste âmbito? Se um partido político não se pronuncia numa matéria tão sensível como esta para a nossa terra para quê que existe como partido político?

Nenhum partido, grande ou pequeno, pode deixar de ter uma posição sobre qualquer problema político, da mesma forma que não pode deixar de assumir as responsabilidades integrais do poder político se tal lhe for atribuído. A atitude de renúncia dessas funções, por qualquer partido político, como eu constato neste e outros momentos da nossa vida em comunidade, implica a sua saída do sistema político ou, no mínimo, a perda da sua relevância como entidade concorrente e atuante no nosso sistema político-partidário.

Espero, sinceramente, daqui por algum tempo, ir lendo os relatórios de avaliação da estratégia do governo decorrente da implementação deste projeto e, até, sugiro aos deputados nacionais que criem uma Comissão de Acompanhamento, de caráter interpartidário, que acompanhe este processo e produza relatórios para que todos possamos acompanhar com júbilo o milagre.

Adelino Cardoso Cassandra

    23 comentários

23 comentários

  1. Monteiro

    29 de Novembro de 2019 as 8:51

    Subscrevo palavra por palavra e linha por linha as suas palavras. Dá impressão que estes dirigentes estão interessados que toda a gente fica debaixo deles sempre para toda a vida. Se eles querem acabar com pobreza faz a coisa como deve ser. Um bom projeto tem que ter recursos e bom acompanhamento para no final apresentar contas e dizer quem conseguiu sair de pobreza, quem não conseguiu e porquê que não conseguiu para depois fazer outras coisas. Agora eu não percebo como é que dão dinheiro para as pessoas, cerca de 1250 dobras esperando que no final as pessoas que já estão pobres e não tem trabalho nenhum pode sair de pobreza. Isto parece uma anedota.

  2. JMLSTP

    29 de Novembro de 2019 as 9:00

    Também não gostei esta coisa das pessoas estarem com filhos nas mãos, com membra, uma ao lado da outra para ficarem a saber que vão receber dinheiro do estado isto parece uma humilhação sinceramente.

  3. Eu sou Pobre Também

    29 de Novembro de 2019 as 9:13

    Acha alguma vez que os nossos políticos de qualquer partido está verdadeiramente interessado a acabar com a pobreza no país? Isto é uma grande tanga. Querem mas é que a pobreza continua a crescer para eles terem oportunidade de andar a pedir dinheiro lá fora em nome destes pobres e ficarem com a maior parte destes donativos. Onde já se viu um programa de combater a pobreza que o governo anda simplesmente a distribuir dinheiro para pobres. E quando este dinheiro acabar vão pedir mais dinheiro?

  4. Antonio Danqua

    29 de Novembro de 2019 as 9:21

    O facto do primeiro ministro Jorge Bom Jesus colocar o dedo na ferida e dizer que claramente a nossa pobreza foi fabricada pelo homem, significa dizer que aos poucos essa mesma pobreza poderá vir a ser erradicada. Ele proprio já deu o pontapé de saída o que deve ser reconhecido por todos os santomenses independentemente da sua cor politica.
    Todavia completando este governo um ano de existência, vamos a uma simulação de resultado de avaliação de cada membro do governo, numa escala de 0 à 20.
    1º – Jorge Bom Jesus….18 pontos,
    2º – Elsa Pinto………15 pontos,
    3º – Óscar Sousa……..13 pontoa,
    4º – Osvaldo Vaz……..13 pontos,
    5º – Adelino Lucas……12 pontos,
    6º – Francisco Pardal…11 pontos
    7º – Edgar Neves……..11 pontos,
    8º – Julieta Izidro…..10 pontos,
    9º – Osvaldo Abre…….10 pontos,
    10º – Wando Castro……10 pontos
    11º – Adlander Matos….10 pontos,
    12º – Vinicios Pina…..10 pontos,
    13º – Eugénio Graça…..10 pontos,
    14º – Ivete Correia……8 pontos
    15º – Graça Lavres…….6 pontos

    Em resumo, grande parte dos membros do governo estão na linha d’agua. Essa avaliação tomou em consideração o facto do OGE/2019 ter sido aprovado muito tardiamente e também muito tardiamente se tera conseguido assinar o programa trienal de cooperação com o FMI. Isto significa dizer que para o periodo homologo que se avizinha, provavelmente não serao apenas dois membros do governo a terem nota inferior a dez valores.
    A manter-se essa tendência de fraca capacidade, o JBL deverá rever e bem o seu elenco. Mas por agora, deve-se continuar a este governo o beneficio da duvida para de facto provar a sua capacidade de inverter o que prometeu o primeiro ministro. Acabar com a pobreza fabricada pelos homens políticos.

    • Ministro Antigo

      29 de Novembro de 2019 as 14:41

      Esta nota está muito inflacionada. Existe alguns ministros com positiva que devia ter negativa. E existe ministros com negativas que devia ter negativa mais baixa ainda. Com este rumo que eu estou a ver este governo vai cair de maduro.

    • Dogmar Ayres

      2 de Dezembro de 2019 as 11:09

      Esse professor é corrupto, dá notas ao aluno em função da cara e o nome, é fraude…

  5. Juven

    29 de Novembro de 2019 as 9:28

    Brincadeira tem hora minha gente. Acabar com qual pobreza? Estes políticos são muito brincalhões.

  6. Forte e Feio

    29 de Novembro de 2019 as 9:45

    Esta forma de combater a POBREZA é uma forma hábil de humilhação do POVO. O BANHO é outra forma de humilhação do POVO. Tudo que estes políticos fazem é para gozar com este povo e humilhar enquanto o mesmo grupo vai enchendo os cofres em nome do combate contra a POBREZA. Malditos…

  7. Ex Búfalo

    29 de Novembro de 2019 as 12:07

    Isto não é nenhum plano de combater a pobreza no país é a campanha para as presidenciais que já começou e que o senhor Rafael Branco quer entrar com apoio do governo e especialmente do Osvaldo Abreu. A notícia que apareceu de repente sobre o prémio para a agência de promoção de comércio e investimento de s.tomé e príncipe é outro truque do senhor Rafael Branco que está a trabalhar intensamente para a campanha das presidenciais. Eu não sei qual é o trabalho e investimento que esta agência conseguiu atrair para o país para poder ganhar algum prémio. Não vejo investimento nenhum que o país recebeu neste ano para o senhor Rafael Branco receber qualquer prémio. Meus compatriotas tudo isto é campanha que já começou para as presidenciais e como sempre estão a usar o povo para os seus objetivos. Este povo martirizado, humilde e pobre está nas mãos destes gatunos e corruptos.

  8. Tristeza Muito

    29 de Novembro de 2019 as 12:10

    Triste!!!!!! Muito Triste!!!!!! Extremamente Triste!!!!!!!!!!!!! Com papas e bolos se enganam os tolos.

  9. XYZ

    29 de Novembro de 2019 as 12:12

    Isto não é combater a POBREZA é reproduzir a POBREZA. Cada país tem os dirigentes que merece.

  10. fercorreia_pinto@hotmail.com

    29 de Novembro de 2019 as 12:14

    Grande Adelino Cardoso Cassandra! Perfeito! Abraço.

  11. A.G.R

    29 de Novembro de 2019 as 14:52

    País está muito mal minha gente. Isto está a bater no fundo. Agora que o governo quer assinar acordo com portugal para entrada livre de cidadão nacionais na europa 7 jovens que foram jogar futebol em portugal fugiram e encontram-se foragidos e a ser procurados pela polícia. Estamos f….. com esta brincadeira toda.

  12. Conselho de Militante de Base

    29 de Novembro de 2019 as 14:56

    tudo isto é campanha que já começou cedo. o delfim neves está de um lado a fazer dele. o rafael branco está de outro lado a fazer dele. o pósser também está de outro lado a mexer. por isso existe esta atrapalhação toda no país. o governo está desorientado e em vez de trabalhar com seriedade está a acompanhar estes cabeçudos no palhaço deles. Quem vai sofrer é o governo e Jorge Bom Jesus.

  13. José Povinho

    29 de Novembro de 2019 as 17:19

    Isto é uma espécie de banho que estão a pagar a estas famílias durante 2 anos para as eleições presidenciais. É muito triste um país que não produz nada em vez de criar riqueza e tirar pessoas da pobreza anda a dar dinheiro aos ditos pobres sem qualquer critério. Eu quero ver quando o dinheiro acabar o que é que vão fazer. Quando as pessoas começam a entender o banho e denunciar os políticos deste país começam também a mudar estratégia do banho transformando numa espécie de subsídio social de dois em dois anos. São por estas e por outras que eu não acredito e nenhum político deste país e o Jorge Bom Jesus está a fazer a mesma coisa que os outros.

  14. SEMPRE AMIGO

    29 de Novembro de 2019 as 23:30

    Adelino Cardoso Cassandra! Li,sem reler, mais uma contribuição sua na reflexão sobre o país.No final da exposição e de forma desafiante dirigiu-se aos partidos politicos nesses termos: “o quê que podemos esperar de todos os outros partidospoliticos nacionais, grandes e pequenos, relativamente ao assunto em causa?”Espere desesperando, meu caro! Daí que não deixa de ter razão quando ,no seuartigo,sentenciou:”Se um partido politico não se pronuncia numa matéria tao sensível como esta
    para a nossa terra, para quê existe como partido politico?”Para quem teve a oportunidade de ler o artigo no TELA NON intitulado QUO VADIS STP ha uma resposta .para esta questão.Citando,”STP convive com um sistema político onde o desejável confronto democrático do contraditorio é inexistente.Os partidos politicos em STP não fazem oposição com propostas de projectos alternativos,mas sim,quase sempre, com ofensas pessoais nos comunicados de imprensa ou nas redes de comunicação social”.preocupaçoes por si levantadas no seu artigo, deveriam merecer, como aliás sugere, uma criteriosa apreciação dos partidos políticos.Mas infelizmente nada vai acontecer. Lamentávelmente até a data ninguém sabe nada sobre o que pensam os partidos politicos individualmente ou no poder coligado ,sobre a situação actual no país e.muito menos ainda, sobre as prespectivas que nos propõem a curto,medio e longo prazo.Nao podemos continuar” a assistir passivamente o rolar do comboio rumo a um abismo de incertezas”.Acho que se tem estado a dar pouca importância aos sinais que nos chegam do exterior e do interior. Depois de 44 anos de uma tempestuosa travessia ha que se criarem mais delongas um espaço onde todos juntos iremos ,sem complexos,repenssar Sao Tomé e Principe.

  15. Nita

    30 de Novembro de 2019 as 7:08

    Governo, o senhor tem razão em tudo o que diz. Ainda vão a tempo de tirar a venda dos olhos. Estão a ver fusco!

  16. Vanplega

    30 de Novembro de 2019 as 12:37

    Nos Santomenses, nao precisamos disto.

    O povo e carpenter e sim, maid precisamos de trabalho ou emprego

    Desta forma, trabalhando e andamos a nossas familia.

    Nao precisamos disto. Porque nao pegar neste dinheiro ajudar Lars, hospitais?

    O povo precisa de ter emprego, educacao e saude.
    Estao a criar mais prejuisosos mais do que aquilo que ja somos, inferno.

  17. MEZEDO

    30 de Novembro de 2019 as 12:44

    É necessario sabe que este dinheiro nao é de sao tome, Banco Mundial decidiu ajudar os mais carenciado, devemos agradecer porque muitos que só andam acruticar nenhuma ajuda da ao seu visinho de lado que dorme com fome.

    A expressao acabar com pobreza nao foi a mais feliz, talvez quizesse dizer reduzir a pobreza, e nao pode ser só motivos de criticas malfeitoras.

    Vamos é nos ajudar e ajudar ao que mais necessitam em vez passarmos mas tempo a criticar.

    Escreve ideias concretas que pode ser aproveitado pelo governo para mudar o rumo da historia. Isso seria boa contribuição

  18. Elton Santo

    1 de Dezembro de 2019 as 14:23

    É necessario sabe que este dinheiro nao é de sao tome, Banco Mundial decidiu ajudar os mais carenciado, devemos agradecer porque muitos que só andam a criticar nenhuma ajuda da ao seu vizinho de lado que dorme com fome.
    A expressao acabar com pobreza nao foi a mais feliz, talvez quizesse dizer reduzir a pobreza, e nao pode ser só motivos de criticas malfeitoras.

    Vamos é nos ajudar e ajudar ao que mais necessitam em vez passarmos mas tempo a criticar.

    Escreve ideias concretas que pode ser aproveitado pelo governo para mudar o rumo da historia. Isso seria boa contribuição..pelo menos essas familias vao passar um bom natal.. se todos nos ajudasemos um pouco uns aos outros, nao haveria tanta pobreza no nosso pais…

  19. Palhaçada

    1 de Dezembro de 2019 as 16:18

    Meu maior problema com Adelino CASSANDRA é facto não escrever nenhuma linha contra as atrocidades cometidas pelo seu Irmão Tó ZÉ CASSANDRA.

  20. Referendo pela Autonomia com Portugal

    2 de Dezembro de 2019 as 15:56

    E ainda me perguntam porque eu quero autonomia com Portugal.
    Convenhamos,nao é, gente!

  21. pedro santos

    4 de Dezembro de 2019 as 9:52

    O pior é que as coisas estão difíceis nesta terra e o governo corta ainda mais o salário dos funcionários públicos.
    É só buracos na estrada, falta de água, miséria…criminalidade alta e a policia ao invés de ir atrás de bandidos andam a parar os carros na estrada toda a hora a importunar a transito porque andam a procura de multa a todo o custo para festejaram o fim do ano. Uma vergonha desta policia. Que façam a operação STOP na madrugada de fins de semana para pegar os bebados que saem de festas e discotecas e provocam acidentes….

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