Opinião

O Poder e o Vazio

Tenho escrito e alertado sobre isso, há muito tempo, e, espanta-me que, só agora, depois de algumas decisões políticas, aparentemente erráticas, tomadas pelo presidente da Assembleia Nacional, senhor Delfim Neves, uma parte do país, descobriu, entretanto, que o mesmo usurpou todos os poderes, de natureza legislativa e executiva, e, comporta-se, neste momento, como um monarca no país.

Temos, há muito tempo, um grande e grave problema no país, com origem na organização e dinâmica do nosso sistema político-partidário, que deveria exigir interpretação e correção. Todavia, ninguém quer saber disso para nada e, depois, quando os problemas aparecem, fruto da manifestação desta desorganização e desorientação política, toda a gente acha o fenómeno em causa estranho, inusual e indesejável. Somos, de facto, um povo estranho!

Quase sempre, acabámos por fazer o que deveríamos começar por não fazer e, posteriormente, justificámos o que continuámos a fazer com as consequências daquilo que fizemos antes. Neste processo, quase de autoflagelação coletiva, torna-se mais difícil a inflexão crítica do que a insistência no erro. Iremos pagar um preço muito elevado por esta perversão de princípios e preocupações políticas elementares, com prejuízos incalculáveis para as gerações presentes e futuras.

Faz-me impressão, por isso, quando, por exemplo, toda a gente fica assustada com o protagonismo político momentâneo do presidente da Assembleia Nacional, senhor Delfim Neves, e ninguém reflete sobre as razões que estão na base deste protagonismo, quer concordemos ou não com ele, sendo que o mesmo significa, como me parece óbvio há muito tempo, o enfraquecimento da noção do Estado junto da nossa classe política.

Toda a gente já se esqueceu, quando o senhor presidente da república, Evaristo de Carvalho, ainda durante a campanha eleitoral, disse abertamente ao país, para quem o quisesse ouvir, que ele seria um presidente cuja função e decisão política seria “assinar só”. O mesmo, a partir daquela altura, ficou conhecido no país como “assina só”. Ele não mentiu a ninguém, naquela altura, para o que vinha, e está a fazer exatamente o que prometeu. Portanto, se alguém não está a cumprir o que prometeu não é, de certeza, o senhor presidente da república.

Mais recentemente, o senhor primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, declarou publicamente, sem que tal provocasse nenhuma indignação no seio da nossa suposta elite, por mais do que uma vez, que se sente muito pressionado, no contexto da atual coligação governamental, facto que lhe tem impedido de tomar decisões simples como, por exemplo, remodelar o seu próprio governo.

Ele foi claro e explícito nas suas intervenções, sobre este assunto, reiteradamente, e existem provas suficientes desta evidência em múltiplos registos noticiosos. Ou seja, se esperavam um primeiro-ministro com coragem para enfrentar grupos de interesses que têm obstaculizado o desenvolvimento do país, temos, presentemente, um primeiro-ministro que se declara, perante a opinião pública, impotente diante de pressões de tais grupos.

O senhor primeiro-ministro, neste caso, também não mentiu nem enganou ninguém para o que vinha. Ele está a comportar-se, no âmbito das suas funções, quer gostemos ou não, exatamente como nos tem dito que iria fazer.

O sistema judicial, por seu lado, está transformado numa espécie de saco de gatos onde os protagonistas se digladiam em volta da defesa de interesses das suas clientelas políticas. Quem não se lembra das declarações públicas, mais ou menos recentes, de vários protagonistas do nosso sistema judicial, tendo como foco o processo Rosema, caracterizador da sua dependência funcional perante interesses privados e político-partidários?

O principal partido da oposição, o ADI, está dividido em duas fações e, como tal, num estado de rutura funcional e decisória. É muito difícil, por isso, que o partido em causa, possa fiscalizar e propor medidas políticas alternativas ao poder executivo vigente, estando nestas condições.

Ou seja, vivemos momentaneamente num país em que: o senhor presidente da república, limita a “assinar só”, segundo as suas próprias palavras e ação; o senhor primeiro-ministro não pode tomar decisões nenhumas, até aquelas que possam ter impacto positivo mínimo na organização do seu próprio governo, por sua própria vontade e autolimitação; o sistema judicial limita-se a agir como caixa de ressonância dos interesses político-partidários e, por fim, os partidos da oposição, por razões de organização interna, não cumprem o seu papel de fiscalização dos atos de governação.

Por outro lado, a própria configuração da nova maioria, voluntária ou involuntariamente, criou condições para a inoperância governativa e enclausurou o senhor primeiro-ministro, transformando-o numa espécie de relações públicas cujo objetivo principal é construir, administrar e preservar a boa imagem do referido governo, transferindo, por outro lado, involuntariamente, uma parte significativa do processo político decisório, para a Assembleia Nacional, onde está localizado todos os condimentos frágeis que suportam a referida maioria.

Por isso, vemos e ouvimos o senhor primeiro-ministro, sobretudo em ocasiões de propaganda política e, por outro lado, sentimos a sua ausência em contextos de tomada de decisão que poderiam criar condições para a mudança da realidade prevalecente no país.

Perante estas evidências todas, qualquer pessoa, minimamente informada sobre a nossa realidade, só pode constatar que o poder está na rua. Há uma espécie de vácuo que precisava de ser preenchido.

Não se pode deixar os espaços de exercício de poder e de oposição, política e social, vazios. Alguém tinha de os preencher. Aliás, há uma frase que tipifica estes momentos que ocorrem na vida dos países e das instituições que é: o poder tem horror ao vazio. Se o senhor presidente da república limita-se a “assinar só” e o senhor primeiro-ministro não aguenta a pressão que sobre ele exercem e, por isso, não pode governar, alguém, por eles, bem ou mal, tinha de preencher este espaço. É isto, que, infelizmente, com a argúcia política que se lhe reconhece, o senhor Delfim Neves acabou por fazer, transformando-se na principal figura do país, decorrente deste propósito. Quem manda no país é o senhor Delfim Neves. Ponto!

E para mandar no país o senhor Delfim Neves só precisaria de preservar os condimentos frágeis, existentes na Assembleia Nacional, que suportam a nova maioria, utilizando para o efeito três coisas básicas: dinheiro, contacto e alguns parceiros internacionais e uma grande capacidade de diálogo e tolerância.

Dinheiro, não necessariamente para comprar consciências mas, todavia, para suportar caprichos de alguns deputados mais rebeldes e potencialmente desalinhados com o seu propósito.

Contactos e parceiros internacionais para a emergência de um assistencialismo fuleiro, com génese na casa parlamentar, que denunciasse a ideia, por um lado, de inauguração de um pioneirismo empreendedor da referida instituição e, por outro, para alimentar vontades e prazeres de alguns deputados como mecanismo de consolidação dos frágeis condimentos da nova maioria na Assembleia Nacional. Por isso, desde a independência nacional, por exemplo, nunca vi, em tão curto espaço de tempo da legislatura em vigor, tantos deputados nacionais a gozaram de tantas viagens e visitas ao exterior, decorrentes deste propósito.

Capacidade de diálogo e tolerância seria necessário para salvaguardar interesses políticos que fossem para além da ambição estrita de preservar os interesses da nova maioria mas, também, construir uma ponte mobilizadora, para além desta, que fosse capaz de estancar qualquer tentativa de fazer implodi-la, por qualquer ato voluntarioso inesperado.

Dai a necessidade de aproximação, em termos de diálogo e tolerância, para com ativistas e deputados importantes do ADI, como Levi Nazaré e outros. Até neste âmbito, o ADI, em estado de desagregação interna, serviu, milimetricamente, os interesses da nova maioria e deu o seu contributo, voluntária ou involuntariamente, para o protagonismo do presidente da Assembleia Nacional, senhor Delfim Neves.

Por isso é que me causa alguma confusão ver o ADI criticar o protagonismo momentâneo do presidente da Assembleia Nacional, senhor Delfim Neves, mas, ao mesmo tempo, voluntária ou involuntariamente, fornecer combustível ao mesmo, para que ele possa ter este mesmo protagonismo, decorrente do processo de fragmentação interna do referido partido, que ele tem sabido explorar com sabedoria.

Por isso, para mim, mais do que o protagonismo momentâneo do presidente da Assembleia Nacional, senhor Delfim Neves, são as causas estruturais prevalecentes no nosso sistema político-partidário que permitem que tal aconteça e as consequências decorrentes de tal facto.

Não tenho qualquer dúvida, pois, que o desastre que foi a tentativa de trazer um banco russo para país, com todas as peripécias que tal facto comportou, dando uma imagem extremamente negativa do país, bem como o processo de abertura do Consulado Geral de S.Tomé e Príncipe em território de Saara Ocidental, sob ocupação Marroquina, refletem os contornos mais perversos das consequências do facto anteriormente mencionado, num país onde as decisões políticas não são escolhidas em termos da utilidade e inconvenientes que terão para a comunidade, de imediato e a longo prazo, mas, sim, por protagonismos e impulsos pessoais, sem qualquer escrutínio político minimamente criterioso.

Qualquer poder submetido a estes desmandos cíclicos vai-se desagregando, inevitável e lentamente, e a soberania vai perdendo um dos seus atributos mais influentes que é a eficácia.

Adelino Cardoso Cassandra

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29 comentários

  1. Fui do UMPP Sei o que falo

    20 de Fevereiro de 2020 as 23:15

    Adelino CASSANDRA devia escrever sobre o abuso de poder perpétuado por seu Irmão Tó ZÉ CASSANDRA na ilha do Príncipe. Mais deixa estar que ao seu tempo chegará. Tó ZÉ CASSANDRA goza e abusa do povo do Príncipe, tem estado a delapidar o povo do Príncipe. Achincalha os que não são da sua cor política. Fala um pouco da queima de bandeira nacional! Adelino CASSANDRA a tua família não é exemplo. Lembra do veneno de rato quem tem janela de vidro não atira pedradas.

  2. Faculdade de Direito- Unv. Coimbra

    20 de Fevereiro de 2020 as 23:24

    O teu irmão TÓ ZÉ CASSANDRA encontra se de caminho a Lisboa com mais cento mil dobras de subsídio. Um grande ladrão bandido corrupto, pedofolo. Com Sr Isaltino Morais estão a montar mecanismos para irem buscar mais 11 milhões euros de fundo de carbono a União europeia para proveito próprio. Adelino CASSANDRA tenha juízo o teu irmão é mil vezes pior que Delfim Neves.

    Queimou bandeira da República e hoje quer ser Presidente da República, ele vai arrepender amargamente. Quando souber o que vem aí até vai arrepiar. Diz a ele sua bruxaria tem dias contado.

  3. Ralph

    21 de Fevereiro de 2020 as 4:46

    Este artigo bate certo e reflete o que se está a passar na maioria dos países democráticos mundialmente. Está a ficar cada vez mais difícil governar devido à pressão exercida por grupos de interesses, particularmente quando está no poder uma coligação que necessita a satisfação de muitas exigências diferentes. Numa situação daquelas, não é de admirar que um primeiro-ministro acha difícil tomar decisões que sejam de acordo com todos os elementos da sua coligação. Uma solução poderia ser eleger um governo maioritário que possa seguir o próprio rumo sem ter de satisfazer outros elementos de uma coligação. Porém, depois surgem os problemas que provêm da falta de uma oposição forte, nomeadamente, um governo que pode fazer como quiser sem ter de responder a perguntas. Que é pior?

    Este fenómeno tem-se realizado em muitos outros países, incluindo o Reino Unido, os EUA e até a minha própria Austrália. Os governos têm uma tendência cada vez mais frequente de tomar decisões que sejam consistentes com os interesses dos grupos que doam aos partidos que compõem os governos. Agir a favor do bem-estar dos povos que os elegeram parece estar fora da moda. Os políticos não parecem ser capazes de fazer a coisa certa. É um problema em todo o lado e parece estar a piorar.

  4. Político antigo

    21 de Fevereiro de 2020 as 8:48

    Caro senhor estamos numa república de “fazer de conta” que somos um país. Eu tenho muita pena de dizer isto mas ninguém está interessado no desenvolvimento do país. Estão interessados nos seus pequenos e grandes desejos pessoais. Ninguém quer saber do país para nada. Só existe fingimento para angariar votos e chegar ao poder e fingir que estão a governar. Ninguém está disponível para sacrificar um bocadinho a sua vida pessoal para o país melhorar. Como foi possível termos chegado a este ponto? Eu gostava de ouvir a resposta dos nossos políticos. Começo a acreditar que foi um grande erro termos tomado a independência, com todo o respeito por aqueles que lutaram pela independência. Que raio de país independente nós somos?

  5. outro aspeto

    21 de Fevereiro de 2020 as 8:51

    Pois bem, em resume temos aqui:
    Um Presidente da República inconsequente, casmurro, e desnorteado que faz jus a sua promessa,´assina só´`
    Um Presidente da Assembleia, figura altamente suspeita, sinistra, ainda por cima analfabeto funcional, individuo que quer lucrar em tudo, nem que seja um vintém, nos lugares de letras e números os seus olhos só enxergam cifras monetárias, que adonou de todo poder, tornando-se um Monarca, atirando poeira aos olhos de todos;
    Um Primeiro ministro, que pela vontade de transformação, mas sem agenda propiá acredita que pode sentar na mesa com gatunos, todavia que pode tirar deles o pão na boca, mas pela astucia dos mesmos o transformarão num menino de recado, enfim!
    E o povo, só observa, esperando a sua vez de fazerem o mesmo se não o pior!
    Credo Calor.

  6. Vergonha

    21 de Fevereiro de 2020 as 8:58

    Tudo isso é uma vergonha para o país. É com muita tristeza e vergonha que eu vou ouvindo estas coisas. Como filho desta terra fico muito triste. Somos pobres. Sempre fomos pobres. Mas não somos tão burros ou tão incapazes para estar a dar um espectáculo tão degradante ao mundo. Uma coisa é falta de recursos para fazer o país desenvolver mais rapidamente outra coisa é ver tanta estupidez e ganancia junta. Estas pessoas não merecem o nosso respeito.

  7. S.T.P

    21 de Fevereiro de 2020 as 9:03

    Nem se fossemos um país muito rico aguentávamos tanto mal que estão a fazer a este país. É muita maldade para um país pequeno e pobre como o nosso.

  8. Tristeza Muito

    21 de Fevereiro de 2020 as 9:11

    Concordo com o articulista. De facto toda a gente sabia o que o Evaristo ia fazer e mesmo assim votaram nele. Ele disse na campanha que iria assinar só. Mesmo assim o povo votou em massa nele. O primeiro ministro também disse que está a sofrer muita pressão e que não aguentava. Chegou a marcar uma conferencia de imprensa para se demitir e convocou os jornalistas todos. De repente suspendeu a conferencia de imprensa e não informou os jornalistas porquê. Mesmo assim o povo acredita nele. Nós também somos culpados pela situação do país. As pessoas criticam, criticam, mandam bocas e ameaçam e depois vão votar nestas pessoas. O país assim não pode avançar. O povo também é culpado desta situação. Eu também sou culpado. Não posso negar isto.

  9. Vergonha

    21 de Fevereiro de 2020 as 9:30

    Já tinha saudades da sua escrita Adelino. O país está de mal a pior com este primeiro ministro fantoche. Os tribunais então estão tão mal q até os subsídios dos funcionários não conseguem pagar. Tudo devido má gestão.
    Quanto a Adi o levi Nazaré deu grande ajuda para sua queda com seu apoio a delfim Neves. Coitado do Gabriel Costa que foi tão maltratado por levi no passado. Este país mete nojo.

  10. Arménio Camblé

    21 de Fevereiro de 2020 as 9:46

    La vens tu outra vez arrumado em bom samaritano. Escreve muito, tentando dar a entender que vai substituir Camões, mas só palha…..nada com sustança|
    Deixa-te de tretas e procure contribuir para o país que te viu nascer com coisas concretas e palpáveis e não estejas ai com palavreados de padre viúvo.
    És daqueles “tchines” que passam a vida a latir por ver a sua frente gamela de voador deixado por engano por “Sam Pochi de Pantufo”.
    Entretanto, na hora de vergar a mola ou pegar no batente, nem estas ai, se esquecendo que cada filho desta terra que até para estudar, todos contribuem para a sua formação.
    Tenho dito.
    Azar de quem não gostar.
    Fui

  11. Peito de Frango

    21 de Fevereiro de 2020 as 9:49

    República das Bananas!

  12. Alma Penada

    21 de Fevereiro de 2020 as 10:00

    O MLSTP está refém de Delfim Neves. Vão comer nas mãos dele. Ai do Jorge se ele tentar alguma coisa contra Delfim. Ele cai logo. O Delfim sabe disso tudo. É gente estudada. Até a ministra dos negócios estrangeiros manda no Jorge Bom Jesus. É ela quem manda no conselho de ministros. O Jorge come e cala e não pode dizer ela nada. Que governo é este minha gente?

  13. Justiceiro

    21 de Fevereiro de 2020 as 10:14

    Sinceramente que eu acho que o presidente da Assembleia fez muito bem. Esta coisa que estamos nele de ninguém querer tomar as rédeas do país não serve os interesses do país. O senhor presidente está calado e não toma decisão nenhuma. O senhor primeiro-ministro já disse que está com medo e não pode tomar decisão nenhuma senão os camaradas mandam ele para casa. A ADI está em estado de coma. Não se sabe quem manda no partido. Alguém tem que por ordem em casa. e neste caso o presidente da Assembleia não brinca em serviço. Fez muito bem. O país não pode ficar parado. A única coisa que eu não concordo é com esta coisa dele ter assessor russo. Isto também não. De resto acho muito bem que ele tome conta do país já que nem o presidente da república nem o primeiro-ministro querem fazer.

  14. Malabarismo Político

    21 de Fevereiro de 2020 as 10:24

    Este governo é muito fraco. Deve ser dos governos mais fracos que o país já teve. Eu vejo para alguns ministros e ministras e fico com a sensação que não sabem o que estão lá a fazer. Para um país que está cheio de problemas precisaria de um governo de combate. Com gente altamente especializada e que sabe o que anda lá a fazer. Vi ontem a ministra de cultura a falar nas noticias e fiquei de boca aberta. A senhora com todo o respeito é muito fraca. Da educação é a mesma coisa. enfim…

  15. Diáspora

    21 de Fevereiro de 2020 as 10:38

    Adelino CASSANDRA dobra língua deves pensar que teu irmão Tozé é boa raça de gente. Antes de falar do Delfim Neves olhe para dentro da tua família. Lava boca antes de falar do Delfim Neves. Se Delfim Neves não santo como ninguém nessa vida o é pergunta ao teu irmão se tem algum carácter como político/ser humano. O teu irmão manda te escrever e fica de fininho a fazer se de bonzinho. Se vocês fossem boa casta de gente nunca matariam vosso pai por causa de bens materiais.
    Delfim Neves nunca fugiu de S.tomé e Príncipe sempre cá esteve.

  16. Homem Grande

    21 de Fevereiro de 2020 as 11:37

    Senhor Adelino Cardoso Cassandra, eu não costumo participar neste fóruns, mas venho manifestar ao senhor toda a minha consideração e apoio nestas palavras. O senhor é neste momento a única pessoa que pensa o país e fala coisas com nexo e sabedoria. Meus parabens por esta escrita tão acertiva. O senhor já começa a ter inimigos cá no país. Mas não desanima e continua a escrever e dar a sua opinião. Estes lacraios pensam que podem prender toda a gente que tem opinião contrária neste país. Muito obrigado pela sua escrita.

  17. Cérebro

    21 de Fevereiro de 2020 as 12:32

    Deixem o senhor Adelino Cardoso Cassandra escrever, por favor. Deixem o homem, por favor. Isto não é nenhuma ditadura. Deixem o senhor em paz. Ele é de S.Tomé como qualquer outra pessoa com os mesmos direitos. O que é que a família dele tem haver com o que ele escreve. O MLSTP sempre que está no governo tem estas coisas de perseguir pessoas. Que raio!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Deixa o senhor em paz por favor.

  18. Besta

    21 de Fevereiro de 2020 as 13:49

    Muito bem escrito. Eu não faria melhor. Os meus sinceros parabéns. Esta coisa de estar a chamar nomes as pessoas pelo facto das pessoas escreverem ou fazerem críticas construtivas tem de acabar. Este país não é de ninguém. Muita calma meus senhores. Vocês estão no governo hoje mas amanhã podem não estar. Fiquem socegado. Obrigado senhor Adelino Cardoso.

  19. Gente do Povo

    21 de Fevereiro de 2020 as 14:32

    Cérebro, muitas das pessoas que estão a atacar este senhor são deputados, ministros, diretores, etc.. E a forma como escrevem e insultam este senhor diz tudo do estado que país está nele. São pessoas que nunca deveriam ser deputados neste país muito menos ministros. Mas infelizmente é o país que temos. É por isso também que eu não acredito que nós vamos sair desta situação de subdesenvolvimento. Tem que acontecer uma revolução para mudar as coisas completamente. Ainda existe muita ignorância e incompetência neste país.

  20. C.R.T

    21 de Fevereiro de 2020 as 15:50

    Uma bela crónica.
    Cumprimentos.
    C.R.T

  21. Rolo

    21 de Fevereiro de 2020 as 15:57

    Sinceramente que este governo é uma desilusão para mim. Reconheço que enganei-me redondamente. Só palhaçadas.

  22. Felisberto

    21 de Fevereiro de 2020 as 17:07

    Rojo você esperava que este governo iria fazer alguma coisa? Só se vocês não conhece estas pessoas do MLSTP. Sempre que este partido vai para o governo o país regredi uns bons anos. É a nossa sina.

  23. Sousa

    21 de Fevereiro de 2020 as 18:22

    É mesmo só palhaçadas!!!!!!!!!!!!!!!!! Outros países devem ter muitas piadas sobre nós.

  24. Afliçon

    21 de Fevereiro de 2020 as 22:42

    Só vim ler os comentários. Está tudo muito bonito. Fui

  25. Gente Séria

    21 de Fevereiro de 2020 as 23:03

    Só venho parabenizar o autor da crónica fazendo juz que continue a nos brindar com os seus textos sobre a realidade do país. Não se intimide com alguns energúmenos, pagos por partidos políticos, que andam a vagabundar pela cidade e vivem deste processo de intimidar aqueles que tentam dar a sua opinião livre sobre a realidade que vivemos por cá. Estes vagabundos estão todos identificados cá na praça e ganham muito dinheiro com isto.
    Os meus cumprimentos.

  26. Dar César o que é de César

    21 de Fevereiro de 2020 as 23:09

    Adelino é irmão do queimador de bandeira.

  27. Vergonha

    22 de Fevereiro de 2020 as 9:54

    Este é o verdadeiro país de comédia com primeiro ministro enquanto Bobo de dança. Quando vejo notícias de São Tomé na RTP África fico só a rir.

  28. Dedo Grosso

    23 de Fevereiro de 2020 as 18:13

    Quem paga é que manda. O Delfim Neves é que paga todas as despesas no PCD e por isso é ele que manda no PCD. Quem paga para manter a nova maioria é Delfim Neves e por isso é ele que manda na nova maioria. É isto que é o problema essencial. O resto é conversa fiada.

  29. SEABRA

    28 de Fevereiro de 2020 as 14:34

    Falta de SERIEDADE nos comentàrios do Adelino CASSANDRA, sabendo que ele tem RABO DE PALHA. Ele foi um membro atiov ADI e tem um irmao , To Zé, cambalacheiro até dizer basta. Que moral tem este PAUVRE TYPE para criticar os outros ou seja uma situaçao? Chega de Gozaçao!!!

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