Opinião

A pandemia da Covid-19 em STP – As preocupações de um cidadão

A pandemia da Covid-19 em São Tomé e Príncipe – As preocupações de um cidadão

Por : Arlindo Bragança Gomes

Preocupado com a situação da COVID – 19 no meu País, e tendo em conta a magnitude do problema, decidi dedicar algum tempo de reflexão ao mesmo, na perspetiva de busca de possíveis saídas.

Não me debruçarei sobre o diagnóstico da situação, tendo em conta que ela é sobejamente conhecida. Muitos casos de contaminação no seio da população, elevadíssima taxa de infeção entre o pessoal da linha da frente, nomeadamente os profissionais de saúde, os elementos da Polícia Nacional, das Forças Armadas e dos Bombeiros, e elevada taxa de mortalidade comparativamente aos restantes Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Tentarei somente analisar as causas prováveis da crítica situação em que nos encontramos, e esboçar recomendações à classe política, visando a melhorias no tratamento do problema.

A meu ver, as causas imediatas da catástrofe estão consubstanciadas em 10 grandes erros cometidos na gestão da Pandemia. No passado dia 10 de maio, ouvi um dirigente afirmar, no final de uma intervenção televisiva sobre a Pandemia da COVID – 19, que “poderá haver pequenos erros aqui e ali…”. Pequenos erros?! Não! Grandes erros! Os erros qualificados de pequenos têm dimensões bem maiores e estarão, provavelmente na base da situação caótica que o País conhece atualmente.

O primeiro grande erro: O não envolvimento dos Drs. Fernando Silveira e Carlos Tiny e médicos especialistas nacionais na diáspora (França) não obstante eles se terem oferecido para ajudar – Quando li a carta que os dois cidadãos santomenses endereçaram ao Senhor Primeiro Ministro, comentei com colegas, familiares e amigos nos seguintes termos: “é uma bênção termos no País neste momento o Dr. Fernando Silveira, epidemiologista com longa experiência ao serviço da Organização Mundial de Saúde, e o Dr. Carlos Tiny que, enquanto Representante da referida organização em países africanos, acumulou vasta experiência na gestão de epidemias.

Não tenho dúvidas de que o envolvimento desses dois cidadãos nacionais desde o início da crise teria permitido às autoridades gerir a situação epidemiológica com profissionalismo e tecnicismo, e não com boa vontade e amadorismo.

O segundo grande erro: as autoridades competentes não agiram a tempo de dispormos de condições para a realização de testes no País, como fizeram as autoridades dos outros países africanos – Os primeiros testes rápidos só chegaram às Ilhas em abril. Assim, enquanto os restantes países africanos estavam em condições de fazer localmente a despistagem do novo Coronavírus, por testes PCR ou por testes rápidos, o que lhes permitia ficar com uma ideia da situação interna, nós cá, não dispondo dessa capacidade, ficamos durante semanas ancorados à ideia de que o vírus não tinha chegado ao País.

É inadmissível que na segunda quinzena de maio ainda se esteja a enviar amostras para a realização de testes PCR no exterior. Isso demonstra fraca preparação desde a segunda quinzena de fevereiro.

O terceiro grande erro: Os dirigentes, nas suas intervenções, alimentavam a ideia de que o vírus não tinha chegado – Os dirigentes estiveram muito tempo a dizer na comunicação que não havia registo de casos no País. É evidente que, não havendo capacidade de testagem, não podia haver registo de qualquer caso.

Julgo que esses governantes deviam ter o cuidado de acrescentar que não havia registo de caso confirmado porque as pessoas ainda não estavam a ser testadas. E deviam apelar as pessoas a tomarem precauções, porque podia haver casos de contaminação no País. Não o tendo feito, foi ficando a ideia de que S. Tomé Poderoso e Santo António puseram uma barreira ao vírus.

O quarto grande erro: Politização dos resultados dos testes realizados no Centro Internacional de Pesquisas Médicas de Franceville, Gabão – As afirmações e atitudes de certos governantes deixaram no ar a ideia de que os resultados tinham sido manipulados, que se tinha que fazer novos testes aos 4 casos positivos noutro laboratório, não mais no de Franceville!! Por considerações de natureza política, virou-se as costas a um prestigioso laboratório que tinha sido recomendado pela OMS, porque “mão obscura tinha carimbado 4 casos positivos”. Mais uma vez, levou-se a população a pensar que o novo Coronavírus estava longe das nossas fronteiras.

O quinto grande erro: As cerca de 80 amostras que tinham sido enviadas ao laboratório de Malabo, Guiné-Equatorial, “sofreram” muito antes da viagem – Por desorganização e descoordenação, as amostras foram introduzidas no avião antes de se ter recebido a devida autorização das autoridades competentes da Guiné-Equatorial para a realização do voo! Vejam lá! Assim, tiveram que ser retiradas do avião, levadas a algum lugar e só introduzidas de novo no aparelho no dia seguinte. Com toda essa “dança”, as amostras podem ter ficado deterioradas, segundo alguns especialistas. Daí talvez o facto de todas terem dado resultado negativo.

Assim, o tempo foi passando, o vírus foi prosperando silenciosamente, continuando a pairar no ar a ideia de que ele ainda não tinha chegado, ou simplesmente, não tinha chegado.

O sexto grande erro: Naturais da Região Autónoma do Príncipe que se encontravam em S. Tomé foram autorizados a embarcar para a cidade de Santo António antes da chegada dos resultados dos testes às amostras que lhe haviam sido colhidas – Como é possível?!! Erro de palmatória! Dispensa outros comentários.

O sétimo grande erro: Confinamento da população das 19 horas às 5 da manhã para impedir a propagação do vírus – Porquê nesse período? O que se passa nesse período em termos de contaminação? Ninguém entendeu. Não foram dadas explicações. Em jeito de piada, alguns cidadãos foram dizendo: é porque o vírus só circula à noite.

Essa decisão foi tomada na sequência da chegada dos resultados dos testes às amostras que tinham sido enviadas ao Gana. “Quidalêôô! Está muita gente contaminadaém! Fiquem em casa à noiteém! Se não o vírus atacaém! Mas circulem à vontade de dia”. Foram mobilizados polícias, militares, viaturas, muito combustível, muita movimentação, muito aparato, muitas despesas, por causa do perigo de transmissão do vírus entre algumas centenas de pessoas que poderão estar nas estradas à noite. As duzentas e tal mil que circulam entre às 5h e às 19h não provocam a propagação do vírus.

Só as poucas que circulam à noite. Tendo sido feito exatamente o contrário do que era devido, claro que o vírus continuou a propagar-se livremente.

O oitavo grande erro: Cerca de 1 semana depois, confinamento geral da população, sem medidas de acompanhamento. Nada, ABSOLUTAMENTE NADA, mudou! O fiasco do cordão sanitário- Como as pessoas tinham ficado com a ideia de que é a partir das 19 horas que não deviam circular, continuam a movimentar-se à vontade durante o dia, como sempre o fizeram, algumas com máscara, mas muitas sem proteção, e às 19 horas recolhem-se. A cerca sanitária de dois dias anunciada no penúltimo fim de semana foi um autêntico fiasco. O novo Coronavírus agradece.

O nono grande erro: Medidas titubeantes sobre os mercados e as suas aglomerações, que só contribuíram para piorar a situação – Começou-se por determinar o encerramento dos mercados às 18h30, com as mesmas aglomerações de sempre. De novo a velha questão: o vírus só circula a partir das 18h00?

Depois, o encerramento dos mercados às 16h00. Mais uma vez, sem que a decisão tenha sido acompanhada de medidas para reduzir, de facto, a concentração de pessoas. Por último, a transferência para o Bôbô Forro. Pior a emenda que o soneto. Bôbô Forro ficou, de longe, pior que os mercados da Capital!! Mudou-se para pior!! Para dar as boas-vindas ao vírus. Que descalabro! Valha-nos Deus!

O décimo grande erro: Comunicação precária, ausência de debates nos órgãos de comunicação social, propaganda excessiva, diabolização dos críticos – A comunicação não tem sido a mais adequada. Por outro lado, não se compreende que a Rádio Nacional e a Televisão não promovam debates sobre a Pandemia, permitindo a pessoas de vários quadrantes da Sociedade, especialistas, quadros, professores, líderes religiosos, líderes associativos, pais, exprimirem as suas ideias e sugestões sobre a matéria.

Fica tudo hermeticamente fechado, e isso não permite o levantamento de questões, para se corrigir o que está mal, e assim avançar. Julgo que debates desse tipo seriam muito benéficos para a gestão da crise e para o melhor esclarecimento da população, como aliás se faz no estrangeiro.

Em vez disso, a Rádio Nacional e a Televisão trazem-nos, quase diariamente, a exaltação dos feitos “heróicos” do Governo, a difusão frequente de entrevistas de terreno a três ou quatro cidadãos, em jeito de propaganda política, como se de campanha eleitoral se tratasse: “o que pensam da medida que o Governo tomou?” A resposta: “por acaso eu gostei muito, eu apoio, o Governo está a fazer muito bem, que isso não fique por aqui”.

Em abril, aplausos no Parlamento, pelo “elevado” estado de preparação no combate à COVID – 19, quando as estatísticas da OMS de fevereiro, março e abril colocavam S. Tomé e Príncipe entre os países com mais baixo nível de preparação para resposta à COVID – 19. Numa escala de 1 a 5, em que 1 é o nível mais baixo e 5 o mais elevado, a República Centro-africana, país em guerra, é o único país no grupo. S. Tomé e Príncipe está posicionado no grupo 2. E os nossos ilustres deputados aplaudiram de pé!!

Os aplausos são muito bem-vindos, mas as críticas são um sacrilégio. Se alguém critica, está a fazer aproveitamento político. Em quase todas as declarações dos dirigentes sobre a Pandemia é pronunciada a seguinte frase: “Não façam aproveitamento com a Pandemia”. Então o cidadão não tem o direito de criticar, se achar que alguma coisa está errada? Criticar é um dever. É um contributo. Se algo está errado, caucionar ou ficar calado é cumplicidade. É mau contributo. Quem critica não pode ser considerado inimigo. Está a usufruir de um direito constitucional. Criticar é um direito e um dever do cidadão. E, francamente, não me tenho apercebido de interferências políticas que têm impedido o Governo de agir corretamente no âmbito do combate à COVID – 19.

Como resultado destes grandes erros, a situação está descontrolada. Bem sei que as coisas não se resolvem facilmente. Tenho a consciência plena de que se trata de um fenómeno novo, de um processo de aprendizagem. Mas tenho igualmente a consciência de que os erros cometidos podiam ter sido evitados com um mínimo de organização, trabalho produtivo e controle. Não basta trabalhar. É preciso trabalhar bem. As autoridades competentes têm demonstrado que não têm sabido lidar com a situação.

Um exemplo paradigmático é o facto de um alto governante ter afirmado na comunicação social o seguinte: “vamos tudo fazer para parar a cadeia de transmissão”. Isso é um autêntico chavão. Tudo leva a crer que o tal governante fez essa afirmação sem saber do que estava a falar. Parar a cadeia de transmissão?!! A que cadeia de transmissão se referia ele? A atual situação epidemiológica no País permite-nos falar em cadeia de transmissão? Quando muito, cadeias de transmissão. E julgo que nem sequer se pode falar em cadeias de transmissão. Uma cadeia de transmissão mostra que a pessoa A contaminou as pessoas B, C e D; por sua vez, B contaminou E, F, e G; C contaminou H, I e J; D contaminou L, M e N, e assim sucessivamente. Isso sim é uma cadeia. Foi a pessoa A que deu início a contaminações nessa cadeia.

Pode ter havido duas, três, quatro ou mais cadeias de transmissão no País nos primeiros tempos. No estado em que nos encontramos agora, ninguém está em condições de saber quem, quem e quem foram os contaminadores iniciais, a quem transmitiram, a quem esses recetores transmitiram, etc. As contaminações estão de tal maneira cruzadas que a situação atual é de transmissão comunitária, embora uma médica tivesse dito há dias na televisão, de forma repetitiva, que não existe transmissão comunitária em S. Tomé. Mas ela não disse o que existe exatamente.

Tem-se prometido a massificação de testes à população. O que se tem recebido é a massificação de contaminações. O Hospital Dr. Ayres de Menezes está altamente desorganizado e desarticulado, tendo-se transformado num foco de contaminações. As classes médicas e de enfermagem estão revoltadas com o atual estado de coisas.

Referi-me às causas imediatas da atual situação. Passarei a fazer considerações sobre as causas remotas e profundas. O que está na origem de tudo é a situação que o País vem vivendo nas últimas décadas. Destacarei os principais aspetos:
– Ausência total da autoridade do estado, consequência de cerca de duas décadas de má governação, impunidade, corrupção, falta de uma visão nacionalista na gestão da coisa pública.

– Níveis elevados de indisciplina por parte de uma grande percentagem da população. Cada um faz o que quer e ninguém é chamado a responder pelos seus atos.

– Ausência de uma cultura democrática onde a oposição seja respeitada e tenha um papel importante nas grandes decisões nacionais.

– Sociedade civil pequena, pobre, desorganizada e pouco interventiva. Consequentemente, sem expressão.

– Ausência de uma justiça que funcione e exerça o seu papel fundamental.

– Turismo com base numa série de guest houses, que deram um carácter informal à atividade. O vírus entrou, muito provavelmente, nos bairros e luchans desde fevereiro.

Soluções para a atual situação têm que passar pela erradicação dos grandes males. Soluções políticas de fundo, difíceis no atual contexto onde impera grande clivagem na classe política. Uns tornaram-se inimigos de outros, sem possibilidade de se criar pontes que possam levar a entendimentos para a busca de soluções aos problemas do País.
Pode ser que, com a agudização da pandemia e seus efeitos nefastos, se crie um clima para um entendimento nacional.

Assim, a criação de um governo de salvação nacional, para a reposição da ordem e disciplina num prazo de três anos. Esse governo, formado com base num pacto de regime, teria como missão principal refundar o Estado, em todas as suas vertentes.

Tendo consciência de que dificilmente haverá soluções de fundo no atual contexto, acho que deverão ser tomadas algumas medidas no imediato:

– Revigorar e modernizar o processo de combate à Pandemia;

– Acabar com o confinamento fantoche, que, aos olhos da população desacredita cada vez mais os responsáveis, orientando o confinamento para os grupos de risco;

– Tomar medidas de facto para o distanciamento social, sobretudo nos mercados, uso correto e obrigatório de máscara nos espaços públicos, e outras medidas de proteção pessoal como a lavagem de mãos.

– Retomar progressiva e cautelosamente o funcionamento da economia, convivendo-se da melhor forma possível com o vírus.

    22 comentários

22 comentários

  1. Alma

    26 de Maio de 2020 as 10:03

    Nota 10. Muito bom artigo. Este governo é uma comédia.

  2. Ceita

    26 de Maio de 2020 as 10:16

    Muitos parabéns pela profunda e pertinente análise, sem laivos de paixões execerbada nem tendência politiqueira do assunto. Na verdade, todos têm a sua quota parte no estado calamitoso em que a sociedade se transformou. Os políticos, com a sua ambição desmedida e a promoção da anarquia para melhor roubarem, mas também o povo, que cedo se habituou à pequena corrupção, de tudo vender a troco de qualquer nigalha e se conformou com este estado de coisas. Xi deçu ná lentlá nomêfá, adewacongo…

    • Generosa

      27 de Maio de 2020 as 21:14

      Voces estao inocentes. A intervensao do Arlindo Gomes é uma encomenda. Governo de savaçao nacional? O que é isto? Nao é nada nais nada menos a estrategia para permitir a entrada do seu patrao Patrice Trovoada sem responder na justiça. Pergunta Arlindo Gomes aonde estava essa sua brilhante ideia quando ele era o Ministro da Agricultura? Este senhor levou a agricultura a caos. Temos a agricultura que temos hoje devido a má gestao do Arlindo Gomes. Foi considerado pior Ministro de Agricultura que tivemos no País. Onde esta essa brilhante ideia que esta a vender? Falar com boca nao custa. Um grande incompetente quer vir dar conselhos? Que vergonha.

      • Madiba

        2 de Junho de 2020 as 9:09

        E quem é o pai do artigo de Dr. Manuel Pinto da Costa?

    • Como será

      29 de Maio de 2020 as 18:44

      Deus so muda as coisas, se houver uma decisao para mudar o rumo das coisas, para dizer que este artigo do NOSSO irma compatriota falou tudo que muitos santomenses desta geração lucida tem vindo analizar a bastante tempo a situação do pais,as pessoas estao fartas de ver o pais a cair aos poucos como se fosse uma casa abandona, é chegada hora de se por um basta nisto,resgatar o pais em quanto cedo,voltar santome ao que era, em que todos nos sentiamos paz, orgulho da nossa cidade capital limpa e organizada,todos tinhamos respeito um pelos outros, e nao desta forma, desordem, rebeldia,por conta dum estado fraco sem dicernimento,cruéis, sem sentido patriótico,quero mesmo parabenizar este artigo do Dr Carlos Gomes, ate parece que ele leu o meu ponto de visto sobre o que se tem vivido.Quero aqui falar sobre o dito fenomeno BANHO ELEITORAL, que se prática no pais nestas ultimas decadas,meus senhores isto é algo nunca visto em lado nenhum do MUNDO, tudo deve se ao alto nivel de analfabetismo que temos no pais,temos um pais jovem com pouco população, com uma taxa de aproximadamente 95% nao chega pelo menos 4÷classe, ai onde os dirigentes se aproveitam a falta de lucidez do pacato cidadão, na fase da campanha chegam em viaturas de top de gama esfregando na cara das pessoas, pagao monte de bebida, oference uns tostões, ate entram rm rodas para dançar o dito chao,chao, tudo uma fachada para conseguirem os votos, e quando chegam a poder manda lixar tudo, o povo ja vendeu o seu voto,vendeu a sua dignidade, honra ate o respeito, conclusao é está desgraça que o pais esta viver, e o Covid 19 so veio para expor a nudez de santomem,lembrando aqui que o pais tem muitos quadros formados dentro do pais como na diáspora com visoes e sentimento patriotico de erguer este país.

  3. Berlindo Abnildo

    26 de Maio de 2020 as 11:39

    Esse senhor Arlindo não convence a ninguem. Nunca convenceu a ninguem. Ele nem sequer sabe escrever, portanto o texto que ele asinou é do outro.
    Mas o mais grave é que ele assim, sendo chjefe da casa civil da presidencia da república , ele expõe o proprio Presidente da República e deixa entender que o Presidente pode tambvém ter algo a ver com aquela borralehira em forma de escrita.
    Por outro lado se o senhor Arlindo carvalho tem alvops, ou o seu mandamnte tem alvos, então produza cartas dirigoidas e nada de cartas abertas, p+orque assim é dizer nada +para ninguem.
    É de facyo muito estranhop como logo a seguir a publicação desta manufactura mediocre o Abilio Neto, na RDP-Africa, usando e abusando da contribuição dos Portugueses, comissário político do ADI pega na mesma e dá o seu show em off.
    Esse Arlindo Gomes, desde os tempos de miudo la no Riboque que nunca se revelou como gente a altura. Fopiu graças ao MLSTP que ele consegiui alguns tachos do estrangeiro, mas nunca se reveliu como um quadro competente. Era só para fazer numero.
    Senhor Arlindo Gomes, não procure distruir a sua carreia agora no fim da sua carreira. Ja és adulto. Ganho juizo.

    • Generosa

      27 de Maio de 2020 as 21:44

      Venho outra vez dizer que nao entendo como é que um chefe da casa civil do Presidente da Republica traz ai publiico uma intervensao desta natureza qd tudo que vem sendo feito é do conhecimento do Presidente da Republica. Ele deve ser afastado porque contraria publicamente o Presidente da Republica. Todas as medidas que têm sido timadas ha algumas semanas atras tem saido da reuniao presidida pelo presidente da Republica. Carlos Tiny e Fernando Silveira tambem participam nessa reuniao. Que contribuiçao têm dado? Estao la como figura de estilo? Ja foram enquadrados no grupo ha ja 2 meses o que fizeram como conselho? Nada. Senhor deixou a agricultura de rasto quando foi ministro da agricultura a vossa vida era só saias e bataclan. Resultado estamos agora a pagar a sua ma gestao

  4. antonio de castro

    26 de Maio de 2020 as 13:33

    Mais um do ADI que quer ser candidato a sucessão do seu chefe EVARISTO CARVALHO

  5. Nita

    26 de Maio de 2020 as 13:49

    Disse tudo!!! Exatamente. Espero que os ministros leiam esses textos que são publicam aqui. A crítica é muito importante,principalmente as construtivas.

  6. Hilario B

    26 de Maio de 2020 as 15:13

    Excelente texto, cobriu os temas todos, não ficou nada por assinalar ou dizer.
    Já se sabia que isto iria ser uma tragédia anunciada, um governo incompetente, sem ideias e preguiçoso e uma população afável mas bastante insubordinada, incapaz de cumprir as regras mais simples, nunca poderia ter outro resultado, 1 + 1 será sempre 2.

  7. Povos das Ilhas

    26 de Maio de 2020 as 18:02

    Caro Berlingo Abnildo.

    Se o Dr. Arlindo Gomes não sabe escrever VC é pior porque não compreendo uma pessoa que critica outra coloca palavra assinar com a apenas.

  8. João Santiago Álvaro

    26 de Maio de 2020 as 20:59

    Uma análise exaustiva mas que peca por não trazer algo de novo. Apenas o que todos de uma forma ou outra ja murmuravamos nos nossos grupos de pertença ou de amigos mas que por falta de dados credíveis, tudo se resumia em ” por conversa em dia”. Mas seja qual for a motivação do actor da análise não posso deixar de parabeniza-lo porque revela mais um olhar atento e preocupado com o que os problemas actuais que nos afectam a todos. Na verdade essa pandemia veio pôr a nu a fragilidade do nosso sub-sistema de saúde. Mas o mais grave não é isso. O problema é mais profundo. Estamos perante sistema de governançao tutubiante que ainda não encontrou o seu norte por ausência de uma liderança forte e multiplicidade de centros de interesse. Perante essa situação, não há autoridade do Estado, não há voz do mando e a propagação da epidemia tomou conta do País. Todos os esforços feitos até ao momento,para travar a propagação da doença revelaram-se ineficazes porque traduziram- se em medidas soltas e isoladas. A falta de uma voz de mando, as medidas não tiveram qualquer impacto porque reduziram-se em folhas mortas.ão Os decretos foram-se multiplicando sem qualquer acompanhanento efectivo. E no terreno das ações pouco ou nada se registava. Os resultados falam por si. Hoje especula-se a volta de números.Mais de 400 positivos e 12 óbitos. Será? Ha alguém a acreditar nisso? Enfim. O descrédito é tão grande,que o cidadão comum nem sequer acredita na doença. Mas o que importa hoje não é apontar erros nem pensarmos que há varinhas mágicas para travar a pandemia nem vivermos na ilusão que a chegada de materiais, equipamentos e especialistas estrangeiros irão travar a transmissão. Cabe a nós todos assumir a nossa responsabilidade.
    Precisamos sim de organizar-mos mais e melhor, comunicar-nos com eficiência, direcionar as nossas ações a população alvo, identificar e mapear o foco de propagação e transmissão da doença. Evitar o folclore e utilizar mais eficientemente os recursos disponíveis, tanto materiais como humanos para lidarmos eficazmente com a pandemia e pós-pabdemia.

  9. POVOS DAS ILHAS

    27 de Maio de 2020 as 8:16

    Assim, a criação de um governo de salvação nacional, para a reposição da ordem e disciplina num prazo de três anos. Esse governo, formado com base num pacto de regime, teria como missão principal refundar o Estado, em todas as suas vertentes.

    Tendo consciência de que dificilmente haverá soluções de fundo no atual contexto, acho que deverão ser tomadas algumas medidas no imediato:

  10. Fernando

    27 de Maio de 2020 as 8:44

    Boa análise da nossa realidade!! Meus parabéns.

  11. Vicente Lima

    27 de Maio de 2020 as 9:17

    Só me atrevo a perguntar.
    Será que este senhor esteve fora de STP.
    Porquê não aconselhou o Sr. Presidente a ajudar o país com os seus conselhos durante as reuniões de crise.
    La dizia o meu avô : Bô léga ùssua lentla Bô cabeça, zawó fla… Na toca vangana fa.

  12. deidato carlos

    27 de Maio de 2020 as 17:08

    Este homem bebe ou pucha-fumo ou quê ? :
    Assim, a criação de um governo de salvação nacional, para a reposição da ordem e disciplina num prazo de três anos. Esse governo, formado com base num pacto de regime, teria como missão principal refundar o Estado, em todas as suas vertentes.

    • Como será

      29 de Maio de 2020 as 18:57

      Politica em santome virou ceitas religiosas, quando brigam com os seus superiores, se rebeldiam para criar uma outra ceita ou um partido político. CUIDADO.

  13. Manuel Lucena

    29 de Maio de 2020 as 8:58

    Caro Eng. Arlindo Gomes
    Obrigado pela sua reflexão extremamente importante para o país.
    No entanto como disse no seu texto, este governo e a sua equipa não admitem criticas nem conselhos. O Governo e a sua equipa querem que o senhor vá a rádio nacional dizer que tudo está bom e que o governo está a trabalhar muito bem. O senhor já viu, quando os correspondentes distritais da rádio nacional entrevista alguém e esta pessoa critica qualquer coisa que não está a correr bem, o senhor Silvério Amorim, Diretor da Rádio pede ao correspondente para terminar a entrevista porque está a levar muito tempo.
    Ma se a pessoa disser que o governo está a fazer tudo muito bem, esta pessoa pode falar durante 20 minutos e ninguém lhe interrompe.
    O senhor faz uma grande reflexão, não só contra a COVID 19, mas sim da governação de forma geral. Logo que comecei a ler a sua entrevista, eu já estava a imaginar que os panfleteiros do governo iriam lhe cair em cima de forma terrível. Isto porque existe no país um grupo de indivíduos que estão a ser muito bem pagos com verbas das empresas públicas, nomeadamente, EMAE, ENAPOR, ENASA, Banco Central, com o objetivo de atacar e maltratar qualquer pessoa que faça alguma critica ao governo.
    Por isso é que lhe encorajo a seguir a fazer as suas reflexões, não se preocupando com os insultos dos que vivem a grande e a francesa neste país a custo do povo, apenas com o objectivo de atacar quem critique a má gestão deste governo.
    Força meu caro
    ML

  14. Assim não

    29 de Maio de 2020 as 11:58

    Evaristo deve demitir este Chefe da Casa Civil mas também demitir o Governo. Assim vamos para o fundo do poço. Até quando? Assim vai ser muito difícil.

  15. Arlécio Costa

    30 de Maio de 2020 as 5:26

    Força, Dr Arlindo. Não dê ouvidos. Eles não são democratas.

  16. Gentino Plama

    31 de Maio de 2020 as 10:50

    Disponibilizei alguns minutos do meu a fazer para inteirar-me no assunto referente ao coronavírus: o que pensam as pessoas no tocante a situação do País. Li com atenção no sentido de saber o que os nossos compatriotas pensam a cerca do País a nível de resposta a situação tais como: o confinamento, a assistência aos doentes, e o hospital, bem como, as capacidade de resposta por parte dos profissionais de saúde. De tantos comentários lido, o que me moveu o sentimento tem como o assinante (Salmarçal 2 ) que não esconde a dura realidade que possa estar à acontecer no País, sem que deem por ela.
    Como em tudo o mundo, foi imposto a Quarentena “ confinamento obrigatório” que consiste na permanência de pessoas em casa para não fazer espalhar o Vírus. Um pouco por todos os Países, essa medida foi acompanhada de medida de apoio as famílias, acautelando que não houvesse a situação de fome ou a falta de alimento. Para além das ondas de solidariedade levada a cabo por organizações devidamente credenciada para o efeito, muito foi feito no sentido de se acautelar que pessoas ficassem sem o alimento. No nosso País, a imposição de quarentena poderá estar a proporcionar isso « A morte pela fome » Quero dizer que os São-tomenses tiveram uma experiência vivida há alguns anos atras, não muito longe. A crise económica do ano de 1982-83, período em que a Gravana prolongou-se para além do seu período normal, entendido hoje, como a mudança climática. Na altura, mesmo com o dinheiro nas mãos, não se via nada para comprar, e cada um desenrascava-se como podia. Porém, as roças, ainda estavam intactas e de lá ainda conseguia-se alguns produtos para acomodar o estomago.
    Nos dias de hoje, com aquela coisa de não se cultivar o que quer que seja, a ocupação de terra pela orgulho ou ganância, a desflorestação e consequentemente o derrubo de árvore de fruta um pouco por todo País, com a justificação de que se está a abrir o espaço para escoamento de produtos, deve ser melhor acautelado para que não haja a necessidade deste amanhã. O tempo que corre, o produto natural deveria servir-se de suporte alimentar enquanto, as portas para a importação de produtos como cereais estão fechadas.
    É suposto que a fome seja o outro inimigo que esteja a fazer da sua parte, o trabalho de casa, mantando lentamente algumas pessoas que mada têm, e nem se quer, tem a onde tirar. O cabaz alimentar dado pelo governo é somente um ato simbólico; isto é, nada melhor que desfrutar da sua pequena lavra.
    Por outro lado, O Srº Pinto da Costa antes foi marginalizado pelo Governo anterior, o que levou-lhe a dizer repetidamente de que os tais elementos da cúpula governativa que eram indisciplinados, facto que foi condenável a todos os níveis.
    Hoje, o dito senhor é aceite pelo atual Governo, e lhe tem dado o devido respeito, acontece que, o mesmo faz provar, que é o motor de instabilidade, colocando como sendo um profeta na observância de que, o País é seu e tudo deverá ser feito a seu belo prazer.

  17. Maria das Mercês

    1 de Junho de 2020 as 10:58

    Este Governo não está interessado na vida do povo
    Cada um está interessado em encher a sua barriguinha
    Desde grandas grojetas que o Governo tem vindo a dar aos seus camaradas, como é o caso de cem mil dólares pago ao camarada para fazer obras fantoches de passeios na marginal, quendo a marginal já tem um projecto bem estruturado e financiado pelo governo holandês, graças aos trabalhos do Governo anterior e que em vez de gastar este dinheiro nesta porcaria de obras deveria ter sido privilegiado laboratório no hospital para análise da COVID 19.
    Desde as decisões desorientadas do governo em atirar para o recinto de Bobô Forro de todas as vendedeiras da cidade, sem terem completado as obras que já tinham sido bem iniciadas pelo governo anterior, pondo a vida de todas estas feirantes em perigo de transmissão de COVID 19 e pondo ao mesmo tempo em perigo a vida das suas famílias.
    Desde o envio para atrás da escola preparatória de mais de 500 vendedeiras de fardos, sem condições nenhumas, sem nenhuma casa de banho e passados três ou quatro dias, voltar a retirar as pessoas e deixá-las atiradas as suas sortes, pondo em miséria toda esta gente e sua família, quando as mesmas eram pais, mães e chefes de família etc. isto tudo mostra o quanto esta equipa não governa, mas sim desgoverna de forma desorganizada este país.
    O povo está entregue a bicharadas.
    Negócios escuros, como o da ponte sobre o Rio Água Grande, onde o senhor Gabdulo da INAE decidiu dar as obras a uma senhora e empresa inexistente no país, apenas por ser a namorada dele e a verba de um milhão de euros é compartilhado entre os camaradas.
    A exploração irracional de areias na zona de Micoló pelo camarada deputado de MLSTP que tme a loja papagaio, pondo em perigo o qeuilibrio futuro desta comunidade. Agora uma outra camarada de Lobata, vereadora da Camara de Lobata também comprou uma máquina para explorar areia na mesma comunidade de Micolo. Tudo isto mostra-nos até que ponto este desgoverno está a levar o país para o caos.
    Espero que os santomenses abram os olhos sobre pena de virem a ter um futuro totalmente escuro e negro para todos.
    MM

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