Opinião

A Sabedoria de Pêssego

Soube, hoje, que a senhora ministra de Turismo, Cultura, Comércio e Indústria, Graça Lavres, deslocou-se recentemente ao Príncipe, aparentemente em atividade político-partidária (distribuição de cabazes) e, ainda em S.Tomé, em conversa telefónica com o presidente do Governo Regional do Príncipe, Filipe Nascimento, avisou-o que queria se encontrar com ele. Não vejo mal nenhum nisso.

Uma vez no Príncipe, a referida ministra, sem qualquer marcação prévia de audiência com o senhor presidente do Governo Regional, quis ser recebida pelo mesmo. O presidente do Governo Regional, provavelmente, com a sua agenda marcada e cheia, informou-a, através do seu chefe de gabinete, que não lhe poderia receber naquelas circunstâncias, porque, aparentemente, estava a trabalhar e tinha, naquele momento, muito mais que fazer do que receber uma ministra que não acrescentava valor nenhum àquilo que ele, naquele momento, estava concentrado a fazer, sugerindo-a, todavia, que marcasse uma audiência para outra altura. Também não vejo mal nenhum nisso, até pelo facto da referida ministra ter deslocado ao Príncipe, em atividade político-partidária (distribuição de cabazes)  sem qualquer articulação ou coordenação, política ou institucional, com o governo regional.

A referida ministra, com o seu perfil inconfundível de zaragateira crónica, com tendência para ser o centro de conflitualidade estéril, em todo o lugar por onde passa, transformou logo esse episódio banal e sem significado numa autêntica zaragata e mobilizou, nas redes sociais, como tem acontecido ultimamente no país, uma claque de supostos apoiantes que se comportam, nalguns casos, irracionalmente, como autênticas matilhas, numa relação biótica intraespecífica, prontas a provocar estragos.

Ninguém se lembrou, contudo, que o presidente do governo regional do Príncipe, anterior e o atual, se quisessem falar com o primeiro-ministro, no seu gabinete, independentemente da urgência e pertinência do problema em questão, tinham que, necessariamente, independentemente dos circunstancialismos inerentes aos contactos que estabelecessem telefonicamente, a montante, marcar uma audiência prévia com o stafe do  gabinete do primeiro-ministro para que a referida atividade se concretizasse.

O anterior presidente do Governo Regional, aliás, foi muitas vezes confrontado com este problema, perante o stafe do gabinete do primeiro-ministro, e teve de adiar ou reagendar estes encontros ou audiências com o mesmo, previamente marcadas, tendo em conta a agenda deste último. Qual é o problema? Nunca viram, no entanto, o presidente do Governo Regional do Príncipe reclamar qualquer estatuto de autoridade ou legitimidade, tendo em conta tais circunstâncias.

Agora pergunto, se o primeiro-ministro, pode, em função da sua agenda e disponibilidade, confirmar, adiar ou alterar uma audiência, previamente marcada, com o presidente do governo regional do Príncipe ou com qualquer outro secretário do governo regional do Príncipe, por que razão não pode o senhor presidente do governo regional do Príncipe confirmar, adiar ou alterar uma audiência, inicialmente marcada ou sugerida, com uma ministra do governo central, em função da sua disponibilidade ou agenda de trabalho?

Os imensos problemas que o Príncipe tem para resolver, nalguns casos que nem sequer contam com a colaboração do governo central, são menos importantes do que receber em audiência uma ministra do governo central que, nalguns casos, já demonstrou a sua pré-disposição para a zaragata institucional?

Como diria um filósofo político basco que muito admiro, “as instituições são como que o equivalente político da boa educação; são normas que de vez em quando é preciso rever, mas que entretanto impedem que a espontaneidade seja dominada pelos instintos mais rudimentares”.

Num país onde as instituições não funcionam e onde impera a espontaneidade, a vulgaridade e a mediocridade, torna-se necessário a emergência de hábitos, costumes e formas de pensar, que, aos poucos, comecem a ser cristalizadas em atos aceites e incorporadas pela comunidade. Se a senhora ministra não sabe isso, não deveria fazer parte do governo da república.

Se existe um traço característico da personalidade do Filipe Nascimento que toda a gente que relaciona com ele destaca, de forma unanime, é a humildade. É das pessoas mais humildes que conheço e o ataque que algumas pessoas o fazem, neste momento, está diretamente relacionado com o processo da sua nomeação e posse para a presidência do governo regional. Habituem-se!!!

O senhor primeiro-ministro, na posse do atual presidente do governo regional do Príncipe, Filipe Nascimento, fez referência discursiva ao valor da humildade. Todavia, a humildade não é sinónimo de subserviência. A subserviência acabou em 1990, com a instauração da democracia no país, após uma longa ditadura, a partir de 1975, em que as pessoas, por exemplo, em presença de um desfile da caravana presidencial, tinham de ficar na posição de sentido, como se estivessem na tropa, com o corpo numa posição rígida, com as mãos espalmadas e juntas à coxas e os braços ligeiramente curvos, até que a referida caravana passasse. Eu presenciei tal facto, durante toda a minha adolescência e juventude, e tive de obedecer com ódio e raiva, este propósito desnecessário de subserviência e abuso de poder. Muitos jovens do nosso país, infelizmente, não conhecem esta realidade.

Parece ser este o propósito que algumas matilhas das redes sociais, que, nalguns casos, reagem de forma irracional,  pretendem, de novo, para o nosso país. Não contem comigo!

As mesmas pessoas que afirmaram nas redes sociais, por exemplo, que o anterior presidente do governo regional deveria vestir um fato ou fraque, acusando-o de ser pouco diplomático ou arrogante, ao receber os ministros do governo central, são as mesmas que reproduzem este disparate de confirmação ou apoio às declarações e preocupações da referida ministra de Turismo, Cultura, Comércio e Indústria. Isto diz muito do comportamento incoerente destas matilhas nas redes sociais que não tem nada a ver com a política no sentido lato do termo.

Eu que ando a reler, com algum gozo, alguns episódios históricos da nossa história coletiva, mais ou menos recente, sobretudo nas obras de Augusto Nascimento e Gerhard Seibert, o comportamento destas matilhas nas redes sociais, não denunciam nenhuma novidade para mim.

Este último autor, por exemplo, na sua obra, “Camaradas, Clientes e Compadres”, diz o seguinte: «…as considerações de ordem política não são necessariamente determinantes para a filiação partidária, baseando-se as lealdades e afinidades muitas vezes em laços pessoais ou de raiz clientelista. Relações de amizade forjadas na Escola, melhores oportunidades ou razões aparentemente banais como ser-se preterido numa relação amorosa a favor de outrem, podem determinar a escolha política…».

É isto, infelizmente, que está a “matar a nossa terra”. Temos grupos de matilhas, algumas consideradas erradamente de partidos políticos, que se comportam com ódio e um forte sentido de cooperação, para aniquilar adversários ou opositores, em prol da defesa de interesses particulares ou privados, que não têm nada a ver com os nossos interesses comunitários.

Ninguém compreende, por exemplo, que esta pobre e parca matilha das redes sociais, que esteve pronta para manifestar solidariedade para com a ministra de Turismo, Cultura, Comércio e Indústria,em nenhum momento,contudo,tenha manifestado disponibilidade para investir um pouco do seu tempo, mesmo nas redes sociais, em prol dos interesses da nossa comunidade, condenando ou refletindo, por exemplo, sobre: a descoordenação e falta de autoridade que existe no atual governo central com todas consequências negativas para a nossa vida coletiva; o estatuto de arguida, com termo de identidade e residência, da atual diretora da polícia judiciária do país, relacionado com o desaparecimento de cápsulas de cocaína que estavam no cofre-forte da respetiva instituiçãobem como as consequências negativas que isto representa para a imagem externa e interna do país e as linhas de força da política externa do país, publicamente divulgadas pela ministra dos negócios estrangeiros, que é humilhante para todos nós.

Poucas pessoas estão dispostas a falar ou refletir sobre estas coisas, por um lado, por razões de lealdade grupal ou defesa de interesses específicos e, por outro lado, até, por razões de preguiça ou ausência de qualquer esforço em prol da melhoria da cidadania e da nossa democracia, comportamento, aliás, que criticam, de forma avulsa, nos nossos políticos.

E é frustrante constatar que, algumas pessoas que fazem parte desta matilha, nas redes sociais, são pessoas que tiveram o privilégio de estudar e frequentar o ensino superior, em universidades estrangeiras e nacionais e, como tal, deveriam ter um posicionamento reflexivo e político mais assertivoem prol da defesa dos interesses gerais da comunidade, contribuindo, paulatinamente, parairmos afastando do diagnóstico traçado pelo Gerhard Seibert, sobre o nosso sistema político-partidário, no século passado. Continuamos, exatamente, no mesmo ponto de partida, após a instauração da democracia, contemplando, contudo, no interior e exterior do país, uma  maior massa crítica, mas com os mesmos tiques e comportamentos anacrónicos.

A minha querida avó, Maria Preta, chamava a isto de “Sabedoria de Pêssego”. Pois, segundo ela, os nossos pessegueiros, uma espécie endémica, em vias de extinção, são as únicas árvores do nosso país cujos frutos, por sinal muito apetecidos, crescem a partir do caule da referida árvore em direção ao solo, em vez de disseminarem a partir de ramos mais altos e inacessíveis das mesmas, ficando, desta forma, excessivamente expostos, por capricho próprio. Qualquer criança de 4 ou 5 anos, pode colher um pêssego, com relativa facilidade, da respetiva árvore. A nossa pequenez e incapacidade demonstrada para mudar a realidade vigente no país é aterradora e mantemos, desde 1975, como os nossos pessegueiros, uma pré-disposição para o facilitismo que é intrínseca.

A nossa conduta, perante a “coisa pública”, excluindo raras exceções, infelizmente, denuncia aquilo que a minha avó, Maria Preta, pensava. Somos, de facto, um país de “Sabedoria de Pêssego”.

Recorremos, com facilidade, ao avulso e ao superficial, desprezando o esforço, como os pessegueiros fazem,  para voos mais altos. Preferimos comportamentos e atos, rastejantes e acessíveis, cuja exposição está ao alcance da vulgaridade pensante.

Que diria a minha avó, hoje, da república?

Adelino Cardoso Cassandra

    24 comentários

24 comentários

  1. Triste

    3 de Setembro de 2020 as 9:33

    Como é possível? Uma Ministra da República liga a pedir encontro com Presidente do Governo Regional na tarde de quinta-feira a tarde a dizer que vai aí amanhã para entregar cabazes e quer um encontro. O PGR tem um gabinete e uma agenda. Pede ao diretor do gabinete para solicitar a ministra a formalização do pedido de encontro por escrito e ela não fez e depois de 4 dias vai para rádio nacional fazer tantas considerações sobre o PGR e rádio nem faz o contraditório… ainda por cima querem diabolizar o PGR? Muito triste. Isto foi uma montagem da ministra que nao tem feito nada de especial no mandato e só tem estado a arranjar problemas… grande tristeza essa ministra…

  2. ABC

    3 de Setembro de 2020 as 9:41

    A ministra Graça Lavres veio ao Príncipe no dia de tomada de posse 18/8 com o PM e não compareceu na cerimónia. Veio tratar de esquentador na sua casa e apanhou avião e voltou. na semana seguinte volta a apanhar avião e liga na véspera a tarde a informar que vem ao Príncipe e quer encontro. Se presidente regional quer por escrito é o correto. Ainda por cima o presidente é que não presta? Essa ministra sempre a arranjar problema. Isso nunca aconteceu com outros ministros.

  3. Gregorio Furtado Amado

    3 de Setembro de 2020 as 9:45

    O que essa senhora quer? Que o presidente fica no gabinete sentado a espera dela para ela depois comentar que ele não tem o que fazer? Eu também marquei audiência com essa senhora e nunca mais me ligaram. Sabe como doi. Doi mas passa. Nem ela nem a ministra da educação atendem as pessoas. Primeiro ministro então nem o seu antigo chefe de gabinete ele recebeu. Quem mata com ferro espera…

  4. Chega

    3 de Setembro de 2020 as 10:06

    Porque será que é sempre a mesma ministra no centro de conflito? Dizem que no conselho de ministro quando PM avisou que ela vai sair ela disse que não sai e que quem deve sair é o próprio Jorge Bom Jesus. Agora está aqui a arranjar mais problemas. Até quando?

  5. Não acredito

    3 de Setembro de 2020 as 10:37

    Quem falhou aqui foi a ministra. ainda teve coragem de ir a radio nacional arranjar problemas. Será k queria mesmo encontro ou conflito???

  6. nada

    3 de Setembro de 2020 as 10:41

    Esse caso k veio na radio nacional k é manipulada pelo Governo é uma forma inventada para desviar atenção dos problemas k Governo Central enfrenta. PJ, MNE, entre outros…

  7. Manuel Alexandrino

    3 de Setembro de 2020 as 11:14

    Caro Senhor Adelino
    Obrigado pela sua exposição Na realidade como o senhor disse, o que foi criado atualmente neste país, é mesmo uma verdadeira matilha enfurecida. Mas esta matilha não é só. Elas são muito bem pagas para fazer este tipo de ataques.
    Enquanto existe pais de famílias a labutarem dias e noites a receberem uns trocos pelos seus suores, esta matilha vai todos os meses as empresas públicas, nomeadamente, EMAE, ENAPORT, ENASA, receberem balurdes de dobras pelos trabalhos de ataques que são obrigado a fazer para receberem esta recompensa. Eu e muita gente conhece vários elementos desta matilha que andam a deambular pelas ruas da nossa cidade, alguns que antes andavam a pé, agora já foram beneficiadas com viaturas e a missão é só mesmo de atacar em massa a tudo e todos que não concordam com o que fazem.
    Esta senhora foi à Príncipe para distribuir cabazes???
    Como é possivel uma ministra deslocar-se à uma Regfião Autónoma para distribuir cabazes. Pagar o avião com o dinheiro público, a estadia no Príncipe com o dinheiro público para ir distribuir cabazes????
    No Príncipe não existe organizações ou instituições que podem distribuir cabazes e uma Ministra ter que viajar para distribuir Cabazes???
    Isto só pode ser coisas de loucos num governo de loucos que está a tratar os outros dde loucos. O Senhor Filipe de Nascimento, Presidente do Governo Regional fez muito bem em não receber esta senhora. Ela queria arranjar algum protesto para justificar a sua passeata na Região, de modo a dizer que teve encontros com o Governo.
    Diga a ela para ir catar água.
    Força Filipe, Força Príncipe
    Deus vos proteja

  8. Pagué

    3 de Setembro de 2020 as 11:15

    Epa o palhaço Adelino Cassandra de volta a criticar o presidente da regiao autónoma do Principe, impressionante….nao recordo este palhaço a criticar o irmao que foi presidente muitos anos que fez muita merda que todo mundo sabe, e logo entra o jovem que por circunstancias so ele e a ministra sabem vem logo criticar o Presidente…é mesmo impressionante este palhaço, destabilizador de toso governo saotomense, quando aparece aqui so para destabilizar, e muitos palermas como ele vao atras, é mais um primeiro ministro na diaspora revoltado.
    Para quem nao sabe os primeiros ministros revoltados na diaspora sao:
    Noemy Medina, Adelino Cassandra,Augerio Amado Vaz e Humba Aguiar….

  9. JBJ faz alguma coisa

    3 de Setembro de 2020 as 11:25

    Eu no lugar do PM puxava orelha a um membro do Governo República que dispusesse a envergonhar o próprio Governo e ainda vir a rádio criar pânico e conflito social e institucional. Afinal um ministro decide viajar de um dia para outro? Ela é livre de viajar mas tem k respeitar o protocolo ou se não não pode reclamar. ainda vem dizer que ela é ministra da república e que rapaz não foi eleito. então ela foi? dá para ver complexo na cabeça de uma ministra tão baixa e conflituosa. PGR é equiparado a ministros, não existe hierarquia, e ele é membro do conselho do estado e conselho superior da defesa nacional. ela não. mas isso não importa.

    O k preocupa é k essa ministra é um problema nas relações institucionais com poder regional, com outros membros do Governo Central, PM, Secretario de comercio, com gabinete dela. Está sempre em guerra com membros do gabinete dela e com diretores… não é possível.

  10. Complicada

    3 de Setembro de 2020 as 11:28

    Eu vou ligar para essa ministra a dizer que vou amanha ao gabinete dela… Essa senhora é um mal na nossa sociedade. Como k liga a dizer que vai amanha dar cabazes e quer encontro? Quem não conhece historial dessa senhora é que a defende. Disse na rádio que manda mais de metade de arroz ao camarada António barros e mandou mesmo. Que moral tem ela?

  11. Clara

    3 de Setembro de 2020 as 12:08

    Vê-se que esta ministra não tem nada para fazer. Ir para o Príncipe distribuir cabazes??? Sinceramente que eu não acredito nisso. O Presidente do governo regional fez muito bem. Se a ministra não tem o que fazer senta no seu ministério e começa a jogar no computador. Agora ir atrapalhar trabalho de outras pessoas que querem trabalhar e resolver os problemas da região com audiencias para cima e audiencias para baixo.

  12. Provedor

    3 de Setembro de 2020 as 12:29

    Cada ministra que este país tem. Awôô. Eu não sei o que é que devemos que estamos a pagar assim. É muito triste. Sejamos conscientes, a ministra tem condições para fazer outras coisas nesta vida mas ser ministra é muita areia para camioneta dela. Com todo o respeito que eu tenho pelas pessoas. Em todo sítio que a ministra vai ela provoca confusão, intrigas e é um pouco incopetente. Peço desculpas esta a dizer isso mas é o que ouço e vejo. Quando os irmão do Príncipe criticavam isso eu desconfiava que era por motivos de política. Mas desde que ela está cá em S.Tomé que eu vejo muita gente a dizer isso. Eu próprio vi uma situação que esta senhora fez que eu não conto aqui porque seria uma grande vergonha. Mas qualquer dia eu vou contar isso.

  13. Só Vim ler os comentários

    3 de Setembro de 2020 as 13:25

    Concordo consigo caro Adelino Cardoso Cassandra. Peço desculpa tratar o senhor assim. O país está numa situação muito complicada. Cada um está a defender os seus amigos em detrimento do interesse de todos. Há pessoas que são pagas para falar nas redes sociais e ganham bom dinheiro por causa disso. O Borboleta é uma dessas pessoas que vivi deste espediente deste a independência nacional. Ninguém conhece a profissão dele. Há deputados cuja função é só ficar a escrever nas redes sociais e investigar a vida de certas pessoas que são consideradas como inimigas. Por tudo isso acho difícil este país deenvolver.

  14. Noticias

    3 de Setembro de 2020 as 14:44

    Enfim que país. Nota se muito amadorismo no governo Central. Enquanto isso a corrupção aumenta no país com obras d estado. O ministério público deve começar a prender os implicados na última auditoria de tribunal de contas.

  15. Zé de Neves

    3 de Setembro de 2020 as 15:29

    Tenho como princípio não comentar a rivalidade sonsinha dos egos galináceos entre as duas ilhas, reduzindo-as ao lugar que merecem. Desta vez não resisto.
    Autor do texto incluído, adoram meter porcaria no ventilador e espalhar, espalhar tudo tão bem até neles próprios.

    Duas ilhas pequenas, cada uma delas intrincheirada numa retórica democrática vazia, faz-nos ainda mais pequenos, divididos e fracos; características que interessam a quem há muito se instalou no casulo privilegiado das instituições. Quer lá, quer cá, é sempre explorada a ideia dos de lá e dos de cá, como se pertencessem a mundos diferentes.

    houvesse um mínimo de vergonha na cara!!

  16. Toni

    3 de Setembro de 2020 as 16:04

    Não tem como… não são capazes de gerir um País, e isto já tem 45 anos de aprendizagem.

    Peçam para Stp ser uma região autónoma de um estado que saiba governar.

    Assim como estamos é a chamada república das bananas!! Vergonha internacional

    • Como será

      3 de Setembro de 2020 as 21:26

      Uma pessoa com este tipo de comportamento, ocupa uma pasta que ingloba 4 direções de grande importância, e que nada faz para dar vida nestas areas, temos comércio pessimo,fechado, esta senhora ja deveria pensar em tetmos de se construir um porto de aguas profundas que tanto nos faz falta. Estudou a onde? Ou comprou certificado?

  17. Unidos Venceremos

    3 de Setembro de 2020 as 16:25

    Por qualquer pessoa no governo é que dá está coisa. Tem que se melhorar a escolha de pessoas para fazer parte do governo. Esta senhora nunca deveria estar no governo. Com todo o respeito ela é muito fraca como técnica e como política. O grave é que não é ela que paga as consequências é todo o governo e partido que sofre com esta brincadeira. Temos contudo de aguentar essa insanidade. Enfim.

  18. Tico Tico

    3 de Setembro de 2020 as 17:11

    Contando não se acredita. País está dele podre. Ministros e ministras já não são gente de qualidade que o país tem. Só escolhem escumalhas.

  19. Flor

    3 de Setembro de 2020 as 18:33

    Jorge Bom Jesus está metido numa grande confusão. Tenho pena dele com estes ministros e ministras tão incompetentes.

  20. Minuieeé

    3 de Setembro de 2020 as 20:34

    O texto, e uma boa parte dos comentários apontam para um nível de baixeza e petulância que cegam as mentes e levam os menos preparados consigo para o abismo. Desde quando um ministro da República deve marcar audiência ao seu inferior hierárquico? Ele é Presidente da República do Príncipe? Gostamos ou não da senhora, ela é ministra do país. É assim que queremos ser respeitados no estrangeiro? É assim que queremos um país de pessoas respeitadoras, onde as regras funcionam? Ela foi chama lo em sua casa? Quanta ignorância!!!!

    Credo

  21. Distribuidora de cabazes

    3 de Setembro de 2020 as 20:40

    Distribuir cabazes…kikikikikikikikikiki. É esta a função da ministra. Cada bobo que esta terra tem. enfim….

  22. Militante Antigo do MLSTP

    3 de Setembro de 2020 as 22:01

    O meu partido MLSTP está a gerir esta coisa do Príncipe muito mal. Príncipe já foi um grande bastião nosso. O MLSTP conseguia dar chicote aos outros partidos todos no Príncipe juntos. Ultimamente o partido não tem investido no Príncipe e só tem criado confusão com os nossos irmão do Príncipe. Todo dia há uma confusão entre MLSTP e Príncipe. A senhora ministra de Turismo e Cultura entrou para governo e começou a enxovalhar os irmão do Príncipe sem necessidade e o governo e senhor primeiro ministro não resolveu este problema logo ai e andou a tentar tapar fogo com pano. Depois disso o primeiro ministro demorou muito para dar posse ao atual presidente do governo regional como coisa que não queria fazer isso. Eu não compreendi esta decisão. Tudo isso está a alimentar ódios que nunca vai parar. Sejamos sérios ninguém gosta de ver a sua terra a ser maltratada por outros. Se alguém tentar fazer qualquer coisa contra S.Tomé ou Trindade que é minha terra eu também fico bravo. É esse sentimento que as pessoas do Príncipe tem neste momento do MLSTP errada ou não. E quanto mais o MLSTP fizer coisa deste tipo que esta ministra fez isto provoca mais união nas pessoas do Príncipe contra o MLSTP porque eles vão interpretar isso como um inimigo externo que está a atacar a terra deles mas não é verdade. Temos de acabar com estas divisões e também respeitar o sentimento das pessoas do Príncipe e as pessoas do Príncipe também tem de compreender que o país é um só. Por isso é que eu tenho dificuldades de compreender a forma como o MLTP está a comportar com o Príncipe. Isto deve ser tratado com atenção, compressão, diálogo e clareza de todas as partes. Além disso esta ministra de cultura e turismo é muito confusionista ela tem de ter mais calma e ponderação. Os ministros não podem estar sempre a provocar confusões entre pessoas e instituições.

  23. DUDNETO

    7 de Setembro de 2020 as 8:37

    Queira sim ou não,pelo que se vê nas redes sociais, existe um sentimento anti ministra da cultura, tratam-na mal, até de bruxaria já falaram e nunca vi Adelino Cassandra a defende-la como um patriota do Príncipe.
    O que aocnteceu é falha de regra de protocolo, todo deve ser agendado sim, até porque para evitar situação contragedora como esta, no entanto nesse país onde ninguém quer cumprir essa regra torna bandalha, mesmo com agendamento prévio as pessoas desrespeitam horários, veêm na hora que querem e querem ser atendidas, é assim esse país, se colocarem regras você não presta.
    Normalmente em São Tomé e Príncipe, quando as pessoas têm cargos de relevo, os funcionários ficam a mercês dessas gentes, é o caso da ministra da cultura mas, nesse caso a culpa pode não ser totalmente dela, pois aqui os chefes aceitam tudo quando se tratam de pessoas desses níveis, colocando todo uma organização desprotegidas, reparem que ela afirma ter uma conversa telefónica com o Presidente do Governo Regional, SERÁ QUE ELE NÃO ESQUECEU? Por se tratar de uma conversa informal, deixando o Director de Gabinete sem margem de manobra.
    O que eu questiono é, mas o Presidente do Governo Regional estava no local no momento em que a ministra esteve lá? Se assim for, não custava nada ele próprio falar com ela e marcar uma audiência um outro dia, ser cortêz nunca feriu ninguém, pois sabemos que o mesmo tem uma agenda cheia

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