Opinião

O lado oculto dos nossos Hospitais

Esta é uma reflexão que é feita a partir do acompanhamento que fiz junto de pessoas muito próximas que tiveram que recorrer ao Banco de Urgências do Hospital Dr. Ayres de Menezes, durante todo o mês de Março do corrente ano. Confesso que fiquei incomodado e triste por me ter apercebido que a POLÍTICA aparenta ter entrado, de uma forma sorrateira e discricionária no ADN do Hospital. O lugar de Director do referido estabelecimento parece ser de inteira «confiança política» de quem governa.

Geralmente, quando se fala de oculto, ocorre-nos pensar, de imediato em algo que funciona como, se de um iceberg se tratasse. Isto significa dizer que só vemos a parte emersa, desconhecendo-se, na sua totalidade, a parte substancial que é a parte submersa.

É justamente dessa parte submersa de que falo, pois ela representa o tal lado oculto dos nossos estabelecimentos hospitalares, o principal, que dá pelo nome de Dr. Ayres de Menezes, na ilha de São Tomé, e o regional, que tem o nome de Dr. Quaresma Costa, na ilha do Príncipe. As semelhanças entre ambos são mais que muitas, pois a dimensão de volumetria é que varia.

A minha narrativa acerca destas instituições – falo mais concretamente do Hospital de São Tomé – prende-se com a odisseia que vivi durante todo o mês de Março, período em que perdi (faleceram) dois familiares muito próximos. Um com a falta de oxigénio e o outro com complicações não especificadas. Tive, a possibilidade de assistir a algumas rotinas diárias nos corredores do referido hospital. Vou, por isso, fazer uma descrição pormenorizada do que me foi possível observar.

O que se pode observar           

Existe um batalhão de motoqueiros, no exterior do estabelecimento, que disputam, palmo-a-palmo, todos os indivíduos que constituem potenciais clientes. Estes «taxistas» de duas rodas aparentam desconhecer as regras de trânsito e as regras básicas que devem orientar um cidadão na comunidade da qual faz parte. Desprovidos das ditas regras, proferem, impávidos e serenos, impropérios pouco consentâneos com a postura que é suposto os cidadãos esgrimirem na sociedade.

Os taxistas cujas viaturas estão há tempos a pedir substituição constituem um outro contingente de profissionais que operam nesse espaço à procura de fregueses que parecem optar pela adrenalina proporcionada pelos veículos de duas rodas.

Ainda no exterior temos uma quantidade excessiva de barracas de venda de petiscos e de bebidas de todo o género. Contabilizei cerca de 10 (dez) que tem no seu interior clientes de todos os gostos. Comer e beber (comas e Bebas, na linguagem popular) a descrição, música altíssima, barulho próprio de quem está a divertir-se muito (“vivê”), pois o convívio é entre pessoas de ambos os sexos. Outro grupo indiscriminado de cidadãos fica pelos petiscos em esplanadas improvisadas, a som mergulhado de música igualmente em altos berros.

Cidadãos anónimos fazem da via pública em frente ao hospital uma pista de rally, acelerando as suas motos, com escape livre. Também existem automobilistas adeptos da Fórmula Um que desfilam com as suas máquinas com música altíssima, buzinam, insultam… Outros cidadãos, aparentemente da classe média alta exibem as suas viaturas de grande cilindrada (algumas exibindo a matrícula branca propriedade do Estado), buzinando irritados para automobilistas que pretendem entrar e/ou sair da instituição, e que supostamente estão a barrar o seu percurso. Desconhecem naturalmente que existem regras básicas de educação e regras de trânsito claras que ensinam os procedimentos a observar junto de hospitais e escolas.

O lado oculto 

O Banco de Urgências carece de quase tudo: as macas não dispõem de lençóis; as cadeiras de rodas para transporte de pacientes escasseiam e as que existem estão em mau estado de conservação.

Os profissionais encarregados de fazer a triagem dos doentes trabalham nesse ritmo adulterado do “leve-leve” são-tomense. Os maqueiros, por vezes, primam pela ausência quase prolongada.

Os seguranças, equipados todos de preto, com óculos escuros, botas militares engraxadas e luvas pretas, parecem guardas pretorianas, pois não têm modos e funcionam como se fossem porteiros de discoteca e de fundões, exibindo musculatura e uma cara de poucos amigos, para os doentes e seus acompanhantes.

A sala de estar é um espaço sorumbático, onde as pessoas se amontoam e ficam confinadas e entregues a sua sorte, mesmo que o seu “caso” clínico seja periclitante. A casa de banho não tem qualquer serventia. Suja, com falta de água, porta e fechadura estragadas, não permitem aos mais corajosos fazer a sua utilização. Naturalmente que os cidadãos perante tal cenário perdem a vontade de aliviar-se.

O pavilhão principal da Urgência onde os doentes são depositados/atendidos está com falta de manutenção, com problemas semelhantes aos da casa de banho.

Não há um espaço para crianças que têm tratamento semelhante ao dos adultos, as grávidas entram no contingente geral, as vítimas das acrobacias dos motoqueiros têm a vida altamente complicada.

Os profissionais (médicos, enfermeiros, analistas e auxiliares) de serviço aparentam estar longe da função pela qual respondem perante os cidadãos que procuram auxílio urgente. Esquecem-se que o Hospital não é propriamente um lugar de recreação e de lazer, pois ninguém vai fazer turismo visitando Hospitais e Cemitérios.

O soalho desse espaço nem sempre está devidamente limpo. Com o Covid-19, nota-se a ausência de álcool-gel para desinfecção conveniente das mãos.

As demais instalações 

As enfermarias gerais e outras pecam por falta de água, existência de ratazanas e baratas, limpeza deficiente, casas de banho com falta de água. É de extrema importância ter-se atenção com os doentes do foro psiquiátrico que parecem estar abandonados e entregues a sua sorte (as ruas da nossa capital estão pejadas de cidadãos com esse tipo de patologias, esquecidos por quem de direito).

As restantes instalações: oftalmologia, odontologia, laboratórios, entre outros, precisam de ser intervencionados pois precisam de equipamentos e «recauchutagem» dos espaços onde funcionam.

A cozinha é rondada por ratazanas e baratas, precisando de contentores de lixo funcionáveis e de pessoal que vai para o local de trabalho e não para o emprego.

Os carros, ambulâncias inclusivé, precisam de manutenção cuidada. Não basta receber essas preciosas doacções das mãos dos parceiros internacionais na presença da imprensa para 18 meses depois estarem disponíveis ou prontas para a sucata.

O material (remédios, álcool, luvas, seringas, soro e outros) parece primar pela ausência cíclica, mesmo com a exibição constante de ofertas internacionais que inundam a televisão pública (TVS).

A administração (?) [do hospital] aparenta ter lacunas graves na gestão do único hospital central de São Tomé. Não deve ser lugar para curiosos e «membros destacados» de Partidos Políticos. Apostar na MERITOCRACIA ajuda bastante nesse tipo de performance.

Sugestões

1.º – Os profissionais (médicos, enfermeiros, analistas e outros) e o pessoal auxiliar devem ter um comportamento mais HUMANIZADO, no atendimento dos doentes e seus familiares;

2.º – É necessário constituir-se um grupo alargado de trabalhadores qualificados (canalizadores, serralheiros, electricistas, carpinteiros, pintores, mecânicos, motoristas), engenheiros mecânicos e electrotécnicos, permanentes para fazerem a manutenção do hospital. Deve-se de igual modo recrutar um grupo de profissionais que integrem um gabinete constituído por Sociólogos, Psicólogos, Assistentes Sociais e profissionais afins;

3.º – É necessário construir-se “corredores” asfaltados entre o banco de urgências e as enfermarias, para a circulação de macas e cadeiras de rodas;

4.º – Limitar e disciplinar as barracas que estão em frente ao hospital, pois elas não permitem sossego e descanso aos doentes internados;

5.º – Condicionar devidamente a entrada de viaturas e motociclos para o interior do Hospital;

6.º – Proibir a entrada indiscriminada de pessoas que vão vender produtos alimentares e outros no interior das enfermarias;

7.º – Criar uma equipa de Gestores competentes para administrar os Hospitais. Os médicos são para intervir junto dos pacientes e não para gerir hospitais;

8.º – Apetrechar melhor a Escola de Formação de Enfermeiros. Os laboratórios e outro tipo de material didáctico não devem ser descurados. Ter em atenção a realização de testes psicotécnicos e outros pré-requisitos para quem queira tirar o Curso de Licenciatura em Enfermagem;

9.º – É necessário investir-se na formação de Especialidades médicas. Criar no seio dos médicos o espírito de SOLIDARIEDADE quando tiverem de agir perante um paciente: duas cabeças pensam melhor do que uma só. Os doentes não são «propriedade privada» de nenhum médico, em particular;

10.º – Preservar melhor todo o equipamento médico-cirúrgico que nos é oferecido pelos parceiros internacionais. Para tal é necessário incutir e exigir a quem de direito a observância do sentido de responsabilidade, quando manuseiam bens públicos.

Em termos de conclusão é de salientar que este meu exercício de reflexão, enquanto cidadão reside no contrabalançar de princípios básicos tais como a solidariedade, a moderação, o bom senso e a razão. O exercício da Cidadania deve estar sempre presente em todos os actos praticados pelos cidadãos desta República, no seu dia-a-dia.

Penso que precisamos restaurar a reputação da nossa Pátria (?) a todos os níveis. Essa restauração funciona como um sinal de esperança para os nossos bebés e as nossas crianças que precisam urgentemente de ter um Hospital Pediátrico, um Tribunal de Menores (Tribunal cujos membros não sofram de estigmatismo, nem de miopia nas suas sentenças), mais Protecção Social (creches e escolas mais humanizadas) e uma Maternidade digna desse nome.

Lúcio Neto Amado

    25 comentários

25 comentários

  1. Fernando

    15 de Abril de 2021 as 22:03

    Poder.

  2. Andorinha

    15 de Abril de 2021 as 23:58

    Obrigado um artigo bem elaborado que retrata a real situação de S.Tomé e Príncipe que os camaradas e governantes feichão os olhos perante esta realidade muito triste país esta uma balbúrdia.

  3. Fuba cu bixo

    16 de Abril de 2021 as 2:21

    Todos nós estamos recordado as promessas eleitorais que o Jorge bom Jesus fez sobre hospital e hoje temos o hospital e o país nas condições que este homem aqui relatou, e enquanto isso Jorge bom Jesus esta dele a fica com quechada grande só.
    E ca esta outra eleições eles estão preparados para mentir de novo e perpetuar no poder não se sabe onde entra todos materiais ofertados triste vida de nos povo Santomense.

  4. Matabala

    16 de Abril de 2021 as 7:36

    Caro cidadão os meus parabéns. Boa análise e a realidade nua e crua do nosso hospital em termos de recursos humanos e infraestrutura e ainda acrescenta algumas soluções. Imprima esse documento e envie a todos os órgãos decisores que andam cegos pois quando precisam sobem avião para ir tratar em Portugal . Envie esse manifesto ao PR, PAN, PM, MINISTRO SAÚDE, Nações Unidas e outros parceiros ) e continue a enviar até que se cansem e alguem faça alguma coisa. Estamos fartos

  5. Ândria Cessy

    16 de Abril de 2021 as 8:01

    Uma boa reflexão. Foi dito tudo até as coisas que possam parecer banais foram expostas. Uma pena que está análise não toca no coração dos fazedores da política aqui no nosso solo sagrado

  6. Você e Eu

    16 de Abril de 2021 as 8:28

    Éverdade tudo quanto foi dito neste texto e muito mais estão oculto…
    foi boa as Sugestões, mas equanto estiver os de MSLTP, os de ADI, os de PCD e MDFM…
    jamais… só querem saber dos seus dividendo, então você e eu vamos fazer
    a nossa parte na URNA…

  7. Nanana

    16 de Abril de 2021 as 8:35

    Meu querido e amado conterrâneo, Lúcio Amado, junto a minha, à sua voz, nesse grito de socorro, perante as aberrações de toda a nossa sociedade e em particular, no nosso SNS.

    O seu texto de reflexão está coberto de razão e é menos penoso porque não consegue avaliar os meandros técnicos de saúde.
    As suas conclusões só revelam a magnitude de sapiência que tem, e o Homem integro que é.

    Espero que haja pelo menos um dirigente honesto, que tenha lido o seu manifesto.
    Bem haja, à Todos os Homens de Boa Vontade.

  8. Mário stock Gomes da silva

    16 de Abril de 2021 as 10:47

    Uma análise, muito completa, de quem entende, de visualizações humana, e perfeita lucidez. Acrescentando mais, esse texto ou a narrativa,divia ser debatida na assembleia, para os sábios de saúde podessem, entender, o que foi esse hospital no passado,e que representa hoje. Caro professor Amado, até um dia. Se Deus quiser.

  9. Visionário

    16 de Abril de 2021 as 11:25

    Muito boa reflexão Sr.Lúcio Neto Amado Um Visionário Força
    deveria candidatar
    – Os profissionais (médicos, enfermeiros, analistas e auxiliares) de serviço aparentam estar longe da função pela qual respondem perante os cidadãos que procuram auxílio urgente. Esquecem-se que o Hospital não é propriamente um lugar de recreação e de lazer, pois ninguém vai fazer turismo visitando Hospitais e Cemitérios.

    1.º – Os profissionais (médicos, enfermeiros, analistas e outros) e o pessoal auxiliar devem ter um comportamento mais HUMANIZADO, no atendimento dos doentes e seus familiares;

  10. Toni

    16 de Abril de 2021 as 12:04

    Optima descrição do estado em que se encontram as instituições publicas de STP, e deve-se ter em conta a enorme quantidade de doações recebidas desde a independencia, e cujo resultado da gestão das instituições é o laxismo, a mediocridade e a destruição.

    De facto quando a gestão dessas instituições e empresas publicas é efectuada ao sabor dos interesses pessoais dos partidos politicos, este é o resultado. As direcções destas instituiçoes e empresas publicas devem sempre nomeadas pelas competencias profissionais dos gestores e não por filiação partidária. O estado/politicos nunca são bons gestores, este principio é adptado por todos os paises minimamente civilizados, a gestão é para profissionais.

    Infelizmente, é STP e vai continuar assim !!! Este Pais deveria ser gerido durante algum tempo por uma equipe de gestão internacional para colocar o Pais no caminho certo e acabar com estes vicios dos politicos que deram este resultado = MISERIA

  11. El Santo..

    16 de Abril de 2021 as 12:34

    Como queremos promover o turismo e atrair investidores internacional se o nosso hospital ainda encontra nestas condicoes? Espero que o governo atraves deste artigo possa acerrelar o processo de reabilitacao deste Estabelimento com o fundo de kuweit disponivel para tal..

  12. Ginésio da Mata

    16 de Abril de 2021 as 13:51

    Hospital localizado na Região Autónoma do Príncipe é identificado como : Manuel Quaresma Dias da Graça e não, Quaresma Costa.

  13. Chicão da Mina

    16 de Abril de 2021 as 14:01

    Pois é, dizem vocês, lá vem este outra vez. Vocês lembram quantos hospitais existiam antes da independência? E lembram como eram cuidados? O povo é quem mais ordem: referendo já para ser uma região autónoma de Portugal como a Madeira e os Açores. Teremos os governantes escolhidos por nós em eleições em STP, mas as leis serão mais duras para os bandidos como os que o cidadão Lúcio Neto Amado tão bem descreve.

  14. Afonso Silvano

    16 de Abril de 2021 as 14:20

    Distinto Professor!

    Agradecido pelo maravilhoso artigo. Muitos falam a respeito do objecto da sua reflexão, alguns de forma muito emotiva. Entretanto, a nossa governação prefere “anunciar desmentidos.

    Que Deus nos proteja a todos.

  15. Vanplega

    16 de Abril de 2021 as 15:04

    EU se fosse politicos desta terra teria vergonha de ler o que està escrito aqui.
    Voçês nāo tenhem amor a PÀTRIA.

    Mais todos eles antigos e atuais, deviam ser PRESOS.

    Entāo meus senhores, voçês ficam indiferentes com que està escrito.

    Politicos ALMA, ainda vao uns 1 ex-Ministros candidatarem a Presidència da Repubblica.

    Um dia nos pagarà

  16. Boquito

    16 de Abril de 2021 as 16:10

    Gostei do artigo. Bem dito apenas o Jorge bom Jesus é que não vê o que os outros vêem.
    Essas barracas a frente do hospital põe a música tão alta que incomodam muito os doentes e ninguém faz nada.
    Até parece que São tome está num século diferente dos outros países. Está tudo a contra-mão.
    Vergonha de políticos.
    Só neste fim de mundo é que conseguem ser governantes.

  17. ze Maria Cardoso

    16 de Abril de 2021 as 17:13

    Em tempos, meia dúzia de anos, manhã cedo, cai estupefacto por duas imagens perfeitas do estado do Estado:
    – um médico de bata branca, a dar um salto (cabeça-alta) do banco de urgências para deliciar numa dessas barracas com a caneca de “cacharramba”;
    – jovens mães nuas, atrás da pediatria, a tomar (cabeça-baixa) o duche do balde de água.
    Professor Amado, condolências pela morte dos seus familiares, mas que as respetivas almas continuem iluminando o lúcido pensamento a mercê de qualquer um dos anunciantes à candidatura presidencial.

  18. Cosme Santos

    16 de Abril de 2021 as 21:40

    Congratulo-me em saber que ainda existem pessoas que realmente analisam as coisas neste país. Infelizmente já se sabe que este manifesto será ignorado pelos políticos. Temos o futuro da nação totalmente comprometido por causa da ganância de alguns.

  19. Agostinho Viegas

    17 de Abril de 2021 as 9:36

    Caro amigo Lúcio Amado,

    … Se a sociedade em causa fosse pensante, ela consumiria estas doses medicinais que lhe poderia proporcionar rápidas melhoras e a sua saúde agradeceria.

    Mas, como sendo presa a um eterno marasmo, ela assume uma vida latente, desordenada e parasitária aos possíveis esforços sociais, acrescido de notável má-fé, desorientação e desrespeito absoluto perante o bem comum.

    … E porque a realidade é consequente da mentalidade, nunca haveria capital suficiente que ditasse a diferença pretendida, sem o devido reconhecimento da razão. Repara que mesmo nu, a maioria dos que aqui se pronunciaram, procurando contribuir escondem identidades!

    Foi benevolente acender esta luz, mas foi ainda esplêndido apontar o caminho.

    Parabéns, excelentíssimo amigo… Que Deus guie as suas convicções!

    Abraços
    At. Agostinho Viegas

  20. Olivio BORGES

    17 de Abril de 2021 as 17:34

    Professor Lúcio!

    Meu bom Amigo.
    Tive a honra de conhecê-lo em Timor Leste. A vida voltou a juntar-nos em STP.

    Quantas saudades das boas conversas e…sincera amizade.

    Um abraço fraterno meu Mano.

    Olivio BORGES

  21. Jorge D'Alva

    17 de Abril de 2021 as 21:07

    Caro Dr. Lucio
    Obrigado pela sua exposição
    O país está assim. O Hospital tinha um grande administrador no Governo anterior. Muita gente pediu a este governo que não substituísse aquele individuo, pois estava a dar conta do recado. No entanto, chegou este governo, e como forma de premiar os militantes e camaradas que participaram na campanha, aqui temos a gestão do hospital que temos. Médicos que deveriam estar a consultar e que não percebe nada de gestão hospitalar, é que tem estado a fazer a gestão e temos o hospital que temos hoje. Individuos que não sabem administrar a sua propria casa, é que estão a administrar o hospital. Vamos só rezar. Mais uma vez, obrigado Dr. Lucio

  22. ff

    18 de Abril de 2021 as 7:58

    Muito bem comentado, sr Lúcio Amado.
    Espero que o oiçam no sentido de tirarem as ilações necessárias, com vista a pensarem e depois começarem a fazer diferente, no sentido do bem.
    um bem haja.
    ff

  23. Mepoçom

    19 de Abril de 2021 as 15:00

    Meu caro conterrâneo Amado uma linda reflexão. Todo o facto narrado não é novidade para ninguém, e nem para os governantes. Só que andamos ao longo de anos numa política de interesse individual, de deixar andar, e todo interesse colectivo foi afundando, e hoje está no fundo do poço, e pelo visto nem degraus há para subir. Quem viu e quem vê!! Dito não se acredita. Hoje nem água para higienizacão não há, o que corria 24/24 horas no tempo de colomba. Como pode haver água no hospital, se a conduta que deveria abastecer hospital, como um sector emergente, está a abastecer campo de milho!!? Uma urbanização que surgiu para sustentar o negócio dos de cadastro, é como senão bastasse. Bem haja a todos, uma boa tarde

  24. Guanivaro Barbosa.

    19 de Abril de 2021 as 15:01

    Não vou me alongar muito no cometário.
    Penso que o artigo espelha na totalidade o cenário triste, miserável e repugnante do ÚNICO hospital do país.
    Só não concorda quem não vai lá, ou se vai fica-se pelo passar. Tive a infelicidade de estar lá durante uma semana visitando parente e o sentimento é de revolta que a falta educação, respeito e HUMANISMO de grande maioria dos profissionais de saúde para com os doentes.
    Falta tudo aí, tudo. Meu Deus. Até paracetamol!
    Pacientes em CUIDADOS INTENSIVOS, no meio de calor infernal porque decidem desligar o ar condiconado. EU ESTAVA LÁ!
    A circular nas ruas grandes pajeros a queimar combustuvel do estado. É revoltante.
    O povo burro, inculto e escravisado aquando das eleições vai implorar por migalhas e vai votar!
    Por essas e outras que até eu morrer jamais VOTAREI!

  25. Lurdes Amado

    22 de Abril de 2021 as 19:14

    Uma boa reflexão sobre o país,Não e um trabalho só do ministro nem do presidente, mas de todos os santomense, deixar o orgulhoso, a soberba,a arrogância.Que Deus tenha misericórdia do povo.

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