Opinião

Energia limpa, Energias Renováveis,  Transição Energética e as incongruências de São Tomé e Príncipe.

As incongruências de STP residem no facto de nós  falarmos tanto desses assuntos com tantos ALARMES e ALARIDOS, enquanto que, afinal de contas, acho que nenhum vintém  do orçamento geral do estado é gasto ou pelo menos planificado para essas questões.

Julgo que tudo o que já se construiu ou realizou em matéria de energias limpa ou renováveis, são, na sua grande maioria ou na totalidade, fruto dos esforços financeiros dos parceiros internacionais do país.

Tudo bem!

Mas, afinal, o que nós queremos? Nem somos capazes de entender que esses parceiros podem possuir a sua economia, também , baseada na produção de geradores que não produzem essas energias limpa ou renováveis.

É lógico que esses nossos parceiros precisam de vender ou negociar os seus produtos.

Ora! Estando nós vangloriando sempre em falas com enormes alaridos sobre energias limpa ou renováveis, não estaríamos, consciente ou inconscientemente, a interferir negativamente nos interesses financeiros desses nossos parceiros?
O nosso Estado fala em energias limpa ou renováveis. 

Ótimo. Mas, neste caso, os órgãos de soberania deveriam ser exemplos da utilização dessas energias. Infelizmente, nem  um dos edifícios desses órgãos de soberania dão o exemplo.

E, se porventura, esses órgãos de soberania vierem a decidir em dar esse exemplo, certamente que recorrerão aos “nossos parceiros internacionais”.
É muito importante que saibamos dar passos no sentido de estabelecer energias limpa ou renováveis sem alarmes, sem alaridos e com muito respeito pelos nossos parceiros.

Julgo que nas nossas ações devemos sempre recordar que, nas inaugurações que fazemos, com  pompa e circunstância, pode estar presente ao nosso lado o parceiro que financiou e que, certamente, mesmo que ele não fale, por uma questão diplomática, ele não gostaria que os seus interesses  fossem feridos.

Assim, seria muito bom que certos comportamentos fossem adquiridos por nós, fundamentalmente aqueles que forem chamados a dirigir, entre os quais:
1 – Aprender a ser gentis,

2 – Aprender a ser gentis com os nossos parceiros,

3 – Aprender a não ferir os interesses dos nossos parceiros,

4 – Aprender a reconhecer que esses nossos parceiros podem ser  grandes produtores de geradores e que não devemos, consciente ou inconscientemente, criar ou participar na criação de certas dificuldades para eles,

5 – Aprender a agradecer de coração e não fingir que se está agradecendo, pois, ao mesmo tempo que se está agradecendo, está-se inconscientemente, a ferir os  interesses desses parceiros.

6 – Aprender a fazer coisas conducentes a energia limpa, energias renováveis e transição energética, mas sempre em silêncio e sem alarmes e alaridos para não ferir a sensibilidade desses parceiros.

Temos que ser prudentes

É verdade que é difícil essa prudência, pois esta, em primeiro lugar, deve ser implementada em relação aos cidadãos nacionais, facto que não se verifica tomando em conta a grande degradação do nível de vida dos cidadãos em todos aspectos sem exceção (salário, saúde, transporte, habitação, educação, alimentação, etc, etc) ao longo dos anos desde a independência.

Mas é necessário esforçar, pelo menos para com os parceiros, pois somos nós que os vamos buscar.

Julgo que aqui foram apontadas algumas dicas que podem contribuir para que possamos respeitar os nossos parceiros, pois deles dependem muitas das perspectivas do estado são-tomense.
JuvêncioAO 

1 Comment

1 Comment

  1. SEMPRE AMIGO

    1 de Novembro de 2025 at 16:43

    Por amor de Deus!!!…E ainda por cima publica a sua CARA.

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