Turismo

Mulheres da “Brasa Quente” mais preparadas para servir os turistas em Micoló

As mulheres da Vila Turística de Micoló estão agora mais preparadas para servir os clientes, principalmente turistas que procuram peixe e moluscos grelhados.

Com o apoio da Associação das Mulheres Empreendedoras Europa – África, as mulheres da Associação “Brasa Quente” aprenderam a preparar a mesa e novos métodos de higienização do espaço onde preparam as refeições.  

Grelhadores e mesas à beira da estrada. É o cenário do dia-a-dia da Vila de Micoló. Uma vila piscatória localizada na porta de entrada da principal zona balnear do distrito de Lobata.

Álvaro Romero, turista espanhol acompanhado por duas raparigas também espanholas, descreveu o sabor genuíno que estimula o apetite de quem visita Micoló.

«Vim aqui a Micoló, porque senti que é o melhor lugar para se comer peixe. Sim. É o que vimos na Internet. Gosto de tudo, o peixe é muito bom, particularmente isto, o polvo é muito gostoso», afirmou Álvaro Romero.

As mulheres de Micoló são as arquitectas do crescimento do Turismo na Vila. O aumento da procura trouxe novas exigências para as cozinheiras. É preciso melhorar a higiene e a preparação da mesa para os turistas.

A Associação das Mulheres Empreendedoras Europa – África entrou levou ensinamentos para as mulheres da Brasa Quente. Isabel de Nascimento, Presidente da Associação que une mulheres europeias e africanas, veio da Bélgica, mas é cidadã angolana.

A Presidente da Associação das Mulheres Empreendedoras Europa – África, orientou a formação. Começou pela preparação da mesa. Disse às mulheres de Micoló que num restaurante os olhos do visitante são os primeiros a comer. Uma mesa bem posta é o primeiro ponto de atracção. «Temos de valorizar a nossa cultura, somos africanas e temos de valorizar a nossa cultura. Não podemos pôr na mesa um pano qualquer. Temos aqui o tecido africano e vamos fazer uma coisa bonita com ele…», explicou.

O tecido africano deu brilho à mesa. O garfo e a faca enrolados no guardanapo de papel, são colocados debaixo do prato, exactamente para evitar o contacto com as moscas. A Associação das Mulheres Empreendedoras EUROPA – África ensinou também as colegas da Brasa Quente de Micoló, a utilizar as folhas e flores da terra, muitas vezes ignoradas como o capim, para ornamentar a mesa.

Deolinda d´Assunção cozinheira que há mais de 20 anos ganha sustento para a família através das Brasas de Micoló, confessou que está mais preparada para servir os visitantes.

«Aprendi um bocadinho. A nossa colega que veio nos ensinou, deu-nos um bom exemplo. Como ela preparou a mesa está muito bem. Eu não fazia assim. Tomei uma aula de empreendedora. Pois não são só as crianças que têm de aprender, os adultos também», precisou Deolinda d´Assunção.

FOTO : Deolinda d´Assunção

Micoló é uma passagem obrigatória para quem visita São Tomé. «O sabor de Micoló está espalhado por todo o mundo. Vir para São Tomé e não passar por Micoló, é como se não tivesse vindo para São Tomé. O sabor daqui gera saudades», assegurou Deolinda D´Assunção.

A acção de formação resulta da parceria entre a Primeira Dama de São Tomé e Príncipe Fátima Vila Nova e a Associação das Mulheres Empreendedoras Europa – África.

«Esta associação tem sede na Europa mas integra as mulheres africanas e europeias. Nós vamos dar continuidade a formação. Mesmo on-line as mulheres que tiverem dúvidas poderão contactar com as professoras para estarem mais bem informadas», pontuou Fátima Vila Nova.

Mulheres da Associação Brasa Quente de Micoló, mais qualificadas para promoverem o turismo e de forma sustentável.

Abel Veiga

2 Comments

2 Comments

  1. POLVO

    2 de Maio de 2025 at 3:14

    Assim como se como peixes, moluscos, crustáceos, também se poderia comer carne bovina, borrego, cabrito, pato, churrasco de galinha, etc…

    Temo um clima favorável a criação de gados, estamos a espera de quê?

    Processar os seus derivados

    O país dado em conta a conjuntura interna/externa precisa de produzir, produção agrícola, agropecuária, aquacultura, pescas, transformação, comércio, comércio digital, turismo, etc…

    Necessidade de visão e trabalho, vontade dw fazer diferente

    Leva apoio e formação, organização, rigor e trabalho.

  2. LAGOSTA

    2 de Maio de 2025 at 12:37

    Daí a importância da reformulação, dos objectos, e fins para que foram criadas as instituições e entidades, a saber; as autarquias locais, a Região Autónoma do Príncipe.

    Necessidade de desconcentração, e descentralização do poder, para prossecução do desenvolvimento local e regional que se pretende sustentável.

    Muitos dirão mas o que é que isto tem haver?

    Necessidade de redefinição das competências das autarquias locais, bem como do Governo Regional do Príncipe, áreas de actuação( pois que na região deveria, deverá, vir a compor pelo menos duas autarquias locais).

    Desde logo melhor enquadramento daquilo que deveria, deverá ser as receitas, finanças próprias das autarquias locais, da região autónoma do Príncipe, para levar a cabo objetivos e fins.

    Reformulação de pelouros/gabinetes/setor de trabalho, do ambiente, pelouro social(da cultura, do desporto, dos eventos setc) das finanças, do ordenamento do território, dos recursos humanos, ou outros

    A gestão, captação e distribuição das aguas distritais, e regional, deve ser realidade no país, remetendo am emae para entidade reguladora nesta materia, emissão de parecer, fiscalização, de modo haver crescimento e desenvolvimento
    sustentável do sector

    No que diz repeito a transportes público e escolar a mesma coisa, a iluminação publica, a recolha de resíduos, a gestão escolar até a quarta classe, a gestão dos cemitérios, dos mercados, dos eventos culturais e desportivos distritais/ regional, planos de pormenor no ordenamento do território, cobrança de estacionamento, a urbanização, o urbanismo, parques naturais, rios, piscinais, praias fluviais, comercio local/distritais/regionais, etc…

    Pensando agora na realidade acima, as autarquias locais estão a espera de quê?
    Há que criar uma zona/parque gastronomica naquela região, com bares, equipamentos bem construidos e apetrechados, com parques de estacionamentos, parque infantis, zonas de eventos cuturais e desportivos, etc…aliada a alojamento de dormidas para albergar turistas

    Ou nos rios delimitação das margens, criação de espelho de água para práticas desportivas, natação, remos, caiaques, voleibol, passeios de barcos, ou criação de praias fluviais organizadas, sinalizado, com segurança, onde se pode reproduzir os mesmos equipamentos de gastronomia, de convívio, se cultura, de desporto, isto é que valoriza o turismo, que a distritais, bem como regional, gera empregos, cria riquezas, finanças, etc…mas uma coisa é certa muito se tem que fazer, a questão de higiene e segurança alimentar, a forma como se transporta e vende peixes/carnes, legumes no país, deixa a dejejar,..para um pais que se quer almejar atração turistica.

    Se nasceste aqui, cresceste aqui, estudaste aqui, ajuda a desenvolver o teu país, a tuas gentes, o teu território

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top