As campanhas para as eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe tiveram início este fim de semana. O atual Chefe de Estado, Carlos Vila Nova, que se apresenta à corrida para um segundo mandato, afirmou que a sua visão é a de um país assente na paz, na estabilidade e na concórdia entre todos os são-tomenses.
Foi em Lembá, onde nasceu, que Carlos Vila Nova deu início à maratona eleitoral rumo ao escrutínio de 19 de julho. Sublinhou que pretende transformar a campanha numa festa democrática, conduzida e decidida pelo povo.
“Não há ninguém que diga que põe o Presidente e manda nele. É o povo que manda no Presidente. É este Presidente que vocês querem e que vocês vão ter, com coragem. Quando as coisas no país não estão bem, o Presidente tem que dizer: não está bem e eu não faço. Quando está bem, diz que está bem e pode avançar. Presidente não fica na curva: eu vou daqui, vou de lá e recebo recado. Não. Presidente é homem firme, de respeito e que quer pôr o país a funcionar”, declarou.

Vila Nova advertiu para os perigos de uma “campanha de divisão, de ódio e de rancor”, que, segundo afirmou, pode minar a coesão da sociedade.
“O santomense agora já tem cor, já tem raça, tudo para dividir. Nós não queremos divisão. Eu, que ainda sou vosso Presidente, quero união e é por isso que não sou candidato de nenhum partido. O candidato é independente e apoiado por todos os partidos de São Tomé e Príncipe”, acrescentou.
Reiterou que o país só poderá avançar com paz, estabilidade, união e harmonia entre todos os cidadãos.
Na corrida por um novo mandato, Carlos Vila Nova conta com o apoio dos partidos MLSTP, BASTA, PCD, MDFM, UDD, Nossa Terra e de uma ala do ADI.
José Bouças