Economia

Casca de cacau produz energia – O vizinho Gana já começou a dar os primeiros passos

Gana país vizinho de São Tomé e Príncipe no Golfo da Guiné, é um dos maiores produtores de cacau do mundo, ocupando o quinto lugar. Consequência da produção do cacau, Gana conserva anualmente cerca de 800.000 toneladas de cascas de cacau.

Um resíduo, que para além de ajudar na fertilização do solo agrícola, dentro de 1 ano passará a produzir energia para as comunidades rurais no Gana.  Os estudos em curso, vão permitir a produção de energia através das cascas de cacau no ano 2020.

A imprensa do Gana deu conta nesta semana, que já está em marcha um projecto de pesquisa, para a produção de energia eléctrica a partir das cascas de cacau. O projecto é liderado por uma equipa de técnica de pesquisadores da Universidade de Nottingham, do Reino Unido da Grã-Bretanha.

Jo Darkwa, chefe da equipa da Universidade de Nottingham, disse à imprensa que o sector de energia do Gana «parece não ter capacidade suficiente para geração e distribuição de electricidade na maioria das comunidades rurais. A ideia de usar resíduos como as cascas de cacau para a geração de energia ajudaria a superar algumas dessas barreiras », afirmou o especialista britânico.

São Tomé e Príncipe, vizinho do Gana, tem o cacau como o seu único produto de exportação. Várias toneladas de cascas de cacau deterioram nos campos agrícolas, sem uso. Nem para a fertilização dos solos, e muito menos como fonte de energia limpa e barata.

São Tomé e Príncipe, vive  uma grave crise de energia eléctrica que se arrasta há mais de 40 anos. Algumas comunidades rurais beneficiam de energia eléctrica, fornecida pelas centrais térmicas obsoletas e poluentes, que funcionam a base de gasóleo.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. Souza

    8 de Junho de 2019 as 8:58

    E vocês do tela bom acham que essas minúsculas cascas de cacau irá tirar o país da escuridão?
    Nem tudo que é bonito casa do vizinho é bonito na sua,fazem comparação com coisas que tem pé pra andar

    • marlene

      10 de Junho de 2019 as 10:05

      Engraçado como as pessoas adoram um fatalismo, pq o que eu li no artigo é que a casca vai ser usada para fornecer energia nas zonas rurais e não no país todo. Se nas comunidades em que se produz cacau, fossem usadas as cascas (que em stp são mero lixo) teríamos uma produção complementar de energia, que permitiria acrescentar capacidade energética a rede nacional, garantindo pelo menos para as comunidades energia não totalmente dependente das centrais térmicas.

  2. Manuel do Rosario

    9 de Junho de 2019 as 12:51

    Muitíssimo obrigado pela vossa contribuição. De facto a quantidade de casca de cacau produzido quase todos os dias e em determinados momentos em grande porção e abandonadas, ajudaria muito a produzir energia elétrica regularmente para minimizar a sua escassez em algumas comunidades. Aliás somos um país pequeno e seria bom o governo accionar mecanismos junto à este país que dista do nosso apenas cerca de uma hora e meia do avião, para juntos analisarem este assunto. Todas as sugestões propensas a fazer submergir o nosso, país devem ser apreciadas e com todo apreço.

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