Economia

Covid-19 : OIKOS e MARAPA agem para proteger o sector da pesca artesanal

As duas ong deram o ponta pé de saída na implementação do plano de emergência, para mitigar o impacto do novo coronavirus sobre o sector da pesca artesanal.

250 quilos de pescado foram entregues esta terça feira, às entidades caritativas nomeadamente a Cruz Vermelha, Santa Casa da Misericórdia, Caritas e ao projecto de desenvolvimento integrado de Lembá.

Desta forma as duas ONG, garantem rendimento aos pescadores e palaiês, através da compra do pescado, e ao mesmo tempo atende as necessidades de grupos sociais mais desfavoráveis.

Siga todos os detalhes através do Comunicado que a OIKOS e a MARAPA disponibilizam ao público através do Téla Nón :

 

COMUNICADO DE IMPRENSA

São Tomé, aos 19 de Maio de 2020.

No contexto da crise sanitária instalada no país com a chegada da COVID-19, teme-se que o sector da pesca artesanal pague um preço alto em decorrência da implementação das medidas de luta contra esta pandemia.

Neste contexto, o consórcio formado pelas ONGs OIKOS e MARAPA executa desde 2017 um programa de apoio ao sector da pesca artesanal, denominado “Kike da Mungu” (“peixe para amanha” em língua angolar), com o financiamento da União Europeia e do Instituto Camões, que promove o estabelecimento de mecanismos de cogestão sustentável das pescas no Sul da ilha de São Tomé (Caué), através da melhoria dos conhecimentos sobre os recursos pesqueiros e as práticas de pesca, a negociação de regras consensuais entre os utentes do mar no que toca a exploração dos recursos, e o apoio socioeconómico dos atores da fileira (pescadores e palaiés) e de melhoria das suas condições de trabalho.

Em virtude dessa crise, os pescadores e palaiês vêm se deparando com diversas dificuldades, que só aumentam com a evolução da pandemia, sendo que uma das principais dificuldades enfrentada consiste em encontrar um mercado seguro para vender as suas capturas no atual contexto que se vive no país, o que terá um impacto direto nos seus rendimentos, agravando assim o estado de pobreza de famílias que dependem deste sector para a sobrevivência.

De modo a evitar o colapso económico dos atores deste sector, é importante encontrar mecanismos que permitam a manutenção dos pescadores e palaiês em atividades, injetando recursos nesta cadeia de valores, fundamental para a segurança alimentar da população em geral.

Sendo assim, este consórcio OIKOS/MARAPA em concertação com a Delegação da União Europeia e os demais parceiros do programa “Kike da Mungu”, decidiu reafectar uma parte do orçamento disponível para um Plano de Emergência, com foco na melhoria da resiliência económica dos atores da pesca artesanal. O Plano articula-se a volta de três tipos de intervenção:

⦁ Compra de peixe nas comunidades mais afetadas pela queda brutal de mercado, particularmente na zona Sul da ilha de São Tomé. Este peixe será tratado e conservado, para ser distribuído a entidades caritativas como: a Cruz Vermelha, a Caritas, Santa Casa da Misericórdia, Projeto Dilembá em Neves, e outras com ações dirigidas às pessoas mais vulneráveis.

⦁ Compra e entrega de sal ionizado às associações e cooperativas de palaiés, no sentido de reduzir os seus custos de produção, numa altura em que os pescadores se preparam para a Gravana.

⦁ Subvenção à produção de gelo em escama nos mercados de peixe da capital e nos distritos, de modo a melhorar a capacidade e reduzir os custos de conservação do pescado pelas palaiés.

Estas ações serão desenvolvidas ao longo das próximas semanas, em articulação com as autoridades do Estado e as entidades beneficiárias.

Esperemos com isso contribuir a curto e médio prazo nos esforços de salvaguarda duma economia vital para muitas famílias Santomenses afetadas pela crise económica resultante da pandemia.

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