Economia

Shell compra direitos da Kosmos nos blocos de petróleo de STP

A companhia petrolífera Royal Dutch Sheel, decidiu reforçar o investimento nos blocos de petróleo da Zona Económica Exclusiva de São Tomé e Príncipe.

A companhia anglo-holandesa, entrou no processo de prospecção de petróleo na zona económica exclusiva santomense no mês de Novembro do ano 2019. Altura em que assinou com a Agência Nacional de Petróleo uma adenda ao acordo de partilha de produção, primeiro do bloco 6 e mais tarde do bloco 11.

Dois blocos que já tinham sido adjudicados às companhias americana Kosmos, e a portuguesa Galp. Fruto do entendimento, a Shell entrou como parceira da Agência Nacional de Petróleo e das outras duas companhias, tendo adquirido 30% de participação sobre o bloco 11, e 20% sobre o bloco 6.

No entanto na segunda quinzena do mês de Setembro de 2020, a petrolífera SHELL, reforçou o seu interesse nos blocos de petróleo de São Tomé e Príncipe.  Marc Gerrits, vice-presidente executivo da SHELL para exploração petrolífera, manifestou para a imprensa, enorme satisfação, por ter assinado um acordo com a petrolífera americana Kosmos, que permite a SHELL adquirir toda a  participação da Kosmos nos blocos 6,10,11 e 13 da zona económica exclusiva de São Tomé e Príncipe.

«Estamos muito satisfeitos por ter assinado este acordo com a Kosmos… O negócio permite a Shell entrar numa nova bacia muito promissora no Suriname, e consolidar a sua posição em São Tomé e Príncipe», declarou Marc Gerrits.

Desta forma a SHELL passará a ser accionista maioritário dos respectivos blocos de petróleo localizados nas águas territoriais de São Tomé e Príncipe.

O acordo entre a Kosmos e a SHELL, é amplo. Para além dos 4 blocos de petróleo da zona económica exclusiva de São Tomé e Príncipe, a Kosmos vendeu para a Shell os seus direitos sobre um bloco de petróleo no Suriname, outro bloco na Namíbia, e por fim um bloco de petróleo localizado na África do Sul.

O negócio de concessão pela Kosmos a favor da SHELL, desses blocos de petróleo localizados no continente africano, e  no Suriname, está avaliado em cerca de 100 milhões de dólares.

Abel Veiga

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