Economia

Falta de capacidade operacional compromete o bom funcionamento do porto e São Tomé

A dimensão do porto de S. Tomé e a falta de meios flutuantes constituem o calcanhar de aquiles da ENAPORT, a empresa de administração de portos de S. Tomé e Príncipe.

«Em termos de operacionalidade, ainda temos um cais com dois a três metros o que não permite que muitos navios atraquem no nosso porto. Com isso, todo o transbordo é feito no alto mar e o tempo da descarga é bastante grande. Um navio perde dois a três dias para fazer um desembarque de 100 a 200 contentores. Hoje no mundo moderno isso já não existe» -disse Hamilton Sousa, diretor-geral da ENAPORT.

Situação que também concorre para encarecer o custo das mercadorias que chegam às ilhas.

«Se o navio com 100 ou 200 contentores faz entre três a quatro dias, naturalmente que os clientes também têm que pagar por isso. Se tivermos um porto com um pouco mais de profundidade vai diminuir o custo com o transporte e, consequentemente, irá reverter à favor do consumidor final com melhores preços».

Enquanto não houver financiamento para a extensão do porto de S. Tomé são os consumidores que vão continuar a pagar a fatura dos custos operacionais, numa altura em que a própria infraestrutura portuária está a ruir.

«Esse problema vamos resolver de imediato, apesar das dificuldades financeiras. Já temos um orçamento, iremos fazer alguns blocos para completar as partes que estão em falha e nos próximos dias vamos fazer uma grande intervenção no porto».

Hamilton Sousa que assumiu a gestão da ENAPORT há cinco meses, considera prioritária a extensão do porto de Ana Chaves, até que se concretize o tão almejado projeto do porto em águas profundas.

José Bouças

2 Comments

2 Comments

  1. Felicidade

    11 de Maio de 2024 at 12:03

    Fiquei confuso. E a empresa que foi contratado pelo governo anda a onde?

    Compraram barcos velhos, são investimentos…. têm que funcionar sob pena de responsabilização dos seus subscritores.

    Uma brincadeira tremenda.

  2. luisó

    12 de Maio de 2024 at 16:53

    Desde que veio a china popular que se dizia à boca cheia que iria construir o novo porto de águas profundas e o novo/melhoramento do aeroporto para além de outras estruturas.
    Passaram 10 anos e 3 governos e nada feito.
    Para que serviu e quem ganhou com a troca de taiwan com a china?
    Agora vem a estória da marginal e já se fala de complicações para não dizer outra coisa.
    Há dias que se fala do acordo militar com a Rússia com armas, fardamento, instrução, etc. Era deste tipo de acordo que precisávamos ? Porque não de investimentos e de infraestruturas que dêem emprego aos jovens? A gazprom não é russa ?
    Quem ganha com este acordo militar?
    Onde estão as estradas em condições?
    Onde estão as várias milhares de habitações que o país precisa ?
    Onde estão as infraestrutras, como por exemplo o hospital e as escolas, que o país necessita para a sua gente?
    Depois vemos outros que constroem aeroportos e portos nas ilhas para receberem centenas de milhares de turistas por ano e nós fazemos uma festa porque batemos um recorde de 35 mil em 2023.
    Porque não fazemos parcerias com a UE a fundo perdido para infraestruturas como faz CV?
    Para onde foi todo o dinheiro recebido após a independência?
    Porquê tanta falta de organização e de competência ?
    Enfim…..

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top