Num dos projetos estratégicos mais ambiciosos da sua história recente, São Tomé e Príncipe está a implementar uma nova rota de desenvolvimento baseada no oceano. A transição para a economia azul ganha força com apoio internacional, legislação aprovada, e a criação de uma nova unidade académica na universidade pública.
Com um plano de investimentos que ultrapassa os 196 milhões de euros e metas bem definidas, São Tomé e Príncipe está a dar passos concretos para deixar de ser apenas uma nação insular dependente de importações e tornar-se um exemplo africano de como usar o mar de forma inteligente e sustentável.
A chamada Economia Azul, conceito que articula crescimento económico com preservação marinha e inclusão social, é hoje uma prioridade nacional. O país adotou em 2019 a sua Estratégia Nacional de Transição para a Economia Azul, elevando-a à categoria de lei, um passo raro no continente africano.
Mas os sinais de compromisso não param por aí. O governo criou a Unidade de Inteligência Estratégica da Economia Azul, responsável por coordenar as políticas e projetos do setor, e contou com o apoio técnico da FAO para elaborar o Plano Nacional de Investimento em Economia Azul, que identificou 60 projetos estratégicos em áreas como:
Modernização da pesca artesanal;
Cabotagem inter-ilhas e transporte marítimo sustentável;
Requalificação da orla costeira;
Desenvolvimento do ecoturismo;
Formação técnica especializada.
Durante o simpósio da RIAL, o Executivo revelou um novo trunfo: a criação da Unidade Orgânica de Economia Azul na Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP). A estrutura irá funcionar como centro de excelência para formação, investigação científica e incubação de startups voltadas para soluções marinhas. “Vamos formar uma nova geração de profissionais com competências técnicas para liderar esta transição”, afirmou a Reitora Eurídice Aguiar.
A aposta na educação como alicerce da mudança é clara. A nova unidade irá oferecer programas curriculares sobre governação oceânica, tecnologias marinhas, energias renováveis e gestão de ecossistemas costeiros.
O Primeiro-Ministro Américo Ramos reforçou que este projeto não é apenas ambiental ou académico: “Estamos a falar de um novo modelo económico que poderá criar empregos dignos, garantir segurança alimentar, atrair investimentos e colocar o país num patamar internacional mais competitivo.”
Apesar do otimismo, o governo reconhece os desafios: financiamento externo, capacitação institucional e monitorização rigorosa. “Não basta ter planos. É preciso vontade política, responsabilidade técnica e mobilização social”, alertou o chefe do governo.
São Tomé e Príncipe prepara-se assim para virar a página. Com o mar como ativo estratégico, o país quer deixar de ser vulnerável para se tornar protagonista. E está a criar as ferramentas para isso — na legislação, na universidade e nas águas que o rodeiam.
Waley Quaresma
Voador salgado
3 de Julho de 2025 at 6:11
Apesar de este documento ter
Este é um passo primordial, a regulamentação das actividades das pescas no país, não obstante no contexto e conjuntura actual, quando se projecta a economia de mar, devemos ter uma visão mais ampla de multidisciplinaridade do que se pretende vir a ser as actividades economicas rentaveis do mar em São Tomé e no Príncipe.
A palavra conceito defesa segurança proteção conservação deve ser a chave há ter em conta em qualquer normalização, legislação e projecto que se pretende desenvolver, implementar
Ter em conta o sector dos transportes, do turismo marítimo, a passeio subaquático, observação de espécies marinhas, as baleias, os golfinhos, lazer, volta a ilha, etc…que proporcionam fontes de rendimentos, recovertem pescadores em homens de turismos mediante regras definidas,…
Infreaestruturas, capacitação dos portos, reparação de embarcações,rota dos cruzeiros, transportes de mercadorias e pessoas, serviços marítimos, plataforma logística de suporte a costa Africana, serviços aduaneiros, exploração de minerais do fundo marinho, a cosmética, a gastronomia, na farmácia, na medicina, aquacultura, produção de energia, produção de alime tos…etc
Educação/Formação/Investigação
Desenvolvimento em articulação com universidades de centros de investigação marítima, formação maritima, conhecimento marítimo, fauna flora, ecossistemas marítimos, sua protecção, aquecimento global, mudanças climáticas, cursos ligados a biologia marinha, segurança protecção preservação marinha…etc.
Existem muitas especies de alto valor comercial, algas crustáceos, etc tanto na gastronomia local, regional e mundial, outras para produção de medicamentos e cremes, cosmética…
Desporto
Desenvolvimento do desporto marítimo.
Voleibol,Futebol de praia
Canoagem
Desportos, prova de motas e água, barcos e botes, logo atração turística,
Pescas submarina…etc
A questão defesa e segurança marítima é crucial para desenvolvimento do cluster do mar, a economia azul.
Há que desenvolver toda uma política, estratégia visão, a respeito da higiene, certificação e comercialização do pescado nacional quer, a nível interno e externo.
Por exemplo o registo do peixe capturado, quanto a sua espécie, dimensão, peso, mediante preenchimento um formulário especifico para efeito a ser criado.
Criação de lotas no país, onde todo o pescado capturado devem ser pesados e registados para posterior venda.
Políticas, legislar-sobre modos e formas de transportes do pescado capturado, conservação de pescado capturado quanto a sua(frescura/congelação-venda), sua categoria consoante a dimensão de crescimento e peso( há ser normalizado para se poder vender, mais rapidamente possível no País, sendo que espécie abaixo de um determinado tamanho jamais devem ser capturadas ou vendidas), locais de venda de peixe-sua qualificação para o efeito, sobretudo nos mercados, feiras…transformação dos pescado para venda, congelação para venda, desmembramento para venda, por exemplo- filetes de peixes, lombo de peixe, salgar peixe, etc…
Ordenamento marítimo, reservas
Ordenamento do território, da orla costeira, conservação dos mangais, construção de barreiras de marítimas, pontões, cais de guarnição das embarcações, conservação das algas marinhas, dos corais marinhos, zonas de proteção conservação marítima, legislação sobre extração de minérios
Formação contínua aos pescadores
Tudo isto poderá contribuir para geração de postos de trabalho, certificação e qualidade do nosso pescado e da nossa economia e finanças
Jorge Semeado
3 de Julho de 2025 at 6:45
Fla von von só. 196 milhões de Euros? De onde sairão? Nem colomba xca ngana non cu zôpô só. 196 milion? Cóbó du cuuu!
Kua Doxiii
17 de Julho de 2025 at 22:00
Canoa non! Ange bo sa neh?
Numa abordagem simplista, por mais ou menos 196.000.000 EUR € – Euro/4.850.956.292 STN – São Tomé & Príncipe Dobra, os Santomenses não vai deixar de exercer preferencia pelo seu “Kitxiba c/molho de peixe seco”. ( Isso e cultura).
No aspecto positivo de investimento para desenvolver de uma Geografia Econômica, influenciada pelo clima, e, pela dependência chave do Mar no desenvolvimento de S. Tome e Principe. Conclui-se em https://littlefishstp.com/en/home/
So sera inteligente se eventualmente S.tome e Principe puder transacionar na mesma moeda do empréstimo os dividendos do seu projecto “Economia Azul” com possibilidade de venda de títulos de divida pública ( Não exige qualquer ciência)!
Não obstante boas intenções de qualquer projecto de desenvolvimento fazer crescer o produto interno bruto – PIB. A idea so e ma ou pior se se considerar o déficit piscatório de S.Tome e Principe gerado pelo limite de capacidade humana e de recursos para gerir a pesca artesanal e industrial , e, do que pode ser processada no vasto ecossistema marítimo de S.Tome e Principe, das aguas marítimas costeiras as aguas internacionais que dominam o mercado do pescado.
Objectivamente, o negocio de pescado so podia ser melhor para os saotomenses se não fosse a politica-de-rabo-de-paixe que so serve para agradar a “circanos e beltranos” antes de intervir localmente.
Por outro lado, S.Tome e Principe deve moderar os seus ingressos de “taludas milionárias”. Apoios ao investimento e desenvolvimento não estão a oferecer a “Sorte Grande” aos santomenses. Antes pelo contrario. Trata-se de mais uma divida para as próximas gerações. Particularmente se so servir interesses de grupos econômicos da que não exercem actividades ou não teem sede administrativa e não pagam impostos em S.Tome e Principe.
(e.g) Por cada Euro investido pela Comunidade Europeia / Portugal VS Dobra S.Tome e Principe perde desproporcionalmente em “Poder de Compra”. Os santomenses teem de se valorizar “palmo-por-palmo” se querem entrar na competição de países desenvolvidos nomeadamente países com a mesma dimensão e demografia que após a segunda guerra mundial atingiram níveis superiores de desenvolvimento humano (HDI). Os santomenses não precisam de afirmação de Portugal para obterem reconhecimento.
S.Tome e Principe, tem outras prioridades que deve considerar com igualmente meritórias no seu programa de desenvolvimento ajustado a uma economia que serve não mais de duzentos mil habitantes. Senão menos! E apostar onde o crescimento e sustentável sem entrar em euforias.
Podendo-se fazer muito mais para os Santomenses quer se encontrem no Pais ou na Diaspora, algo que tem sido neglegenciado em regra pelos Governos de S.Tome nomeadamente da sua participação referendaria no processo democrático de onde grande parte da comunidade esta alienada.
S.Tome E Principe tem maior visibilidade internacional se cada membro contribuir na sua embaixada. Não de forma displicente mas de corpo e alma. Actualmente viajar para S.Tome custa mais que um salário mínimo (pouco menos mas significante para quem diz viver melhor em Portugal), com menos vai-vem o ciclo de enriquecimento da nossa cultura e mais curto e consequentemente mais pobre.
O contraste entre a Europa Comunitária e Portugal não deve ser excluída do contexto de investimento e desenvolvimento de S.Tome e Principe. A fixação por Portugal ja so interessa a quem “aterrou de para-quedas”. A idea de “Portugal” na Politica e Economia de S.Tome e Principe não se aplica a generalidade dos santomenses, nomeadamente na dispora. Isso requer uma atitute consciente de quais valores a sociedade cívica e politica de S.Tome e Principe deve incorporar a medio-longo-prazo.