Política

PCD elegeu Juventude para sua liderança

Danilson Cotú(na foto), 45 anos de idade, líder da bancada parlamentar do Partido da Convergência Democrática (PCD), foi eleito no último fim de semana, Presidente do partido.

Numa lista única concorrente à liderança, os militantes reunidos no 8º congresso ordinário do PCD, elegeram por aclamação o jovem Danilson Cotú como Presidente.

«A nossa candidatura reclama uma maior abertura do Partido para juventude, para mulher, para diáspora. A nossa candidatura reclama a necessidade de se ter um Partido mais dinâmico», declarou o novo Presidente do PCD.

Coadjuvado por dois vice-presidentes, nomeadamente  Elves Reis e Eula Carvalho, ambos jovens do PCD, o Presidente Danilson Cotú, formado em sociologia, substituiu o médico Arlindo Carvalho que nos últimos 4 anos, presidiu o partido. «Já ocupei cargos dentro do Partido. Para além de ser membro da comissão política do conselho nacional várias vezes, já fui secretário nacional da juventude do PCD, já fui líder parlamentar e hoje ascendo ao cargo de Presidente do Partido».

PCD, foi o maior partido político de São Tomé e Príncipe, no início da segunda República em 1990. Ganhou as primeiras eleições legislativas no regime de democracia pluralista, com maioria absoluta de 33 deputados num parlamento de 55 assentos.

O PCD esteve na génese da criação da família política designada de “Mudança”, adversária do partido da independência o MLSTP.

No entanto,  os conflitos de interesses no seio da família da “Mudança”, cedo começaram a destruir as bases de apoio do PCD. A família da mudança gerou novos rebentos políticos, nomeadamente o partido ADI, que nasceu e cresceu no início da década de 90 do século passado, com base no eleitorado da família da Mudança.

Mais tarde quando Miguel Trovoada, enquanto criador da ADI, concluiu os 10 anos de mandato como Presidente da República, a família da “Mudança” seguiu as pisadas do novo Presidente da República, Fradique de Menezes, que a partir do ano 2001, gerou um novo rebento político, o partido MDFM.  Dinâmicas políticas no seio da família da mudança, que enfraqueceram o PCD, ao ponto de hoje estar representado na Assembleia Nacional, como membro de uma coligação de 3 partidos, todos membros da família da Mudança. Trata-se da coligação PCD,MDFM, UDD, com apenas 5 deputados.

O novo Presidente Danilson Cotú, prometeu trabalho e dedicação, para reerguer o PCD.

Abel Veiga

    2 comentários

2 comentários

  1. Fuba cu bixo

    29 de Setembro de 2020 as 23:08

    Depois dos mais velhos terem saqueados e destruído o país a nossa esperança estava em jovens mais infelizmente tem sido grande desilusão estão a roubar pior.

  2. Ralph

    30 de Setembro de 2020 as 6:39

    Parece que o partido PCD teve uma história muito orgulhosa antes de se perder. Espero que o PCD consiga encontrar uma maneira para redoscobrir o que tínha no passado para que possa recuperar o terreno perdido. Todas as democracias precisam de muita concorrência pelas ideias para florescer.

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