Opinião

Fórum de Diálogo 1998- 2021 : “Un Bé Un Bí…Un Saí Mé..”              

«Intervenção de Pinto da Costa em 1998 : Discurso actual em 2021»

Fórum  1998 – 2021 : “Un BÉ Un BÍ Un Saí  Mé”

Decidi pedir a presença dos senhores profissionais da comunicação social para me ajudarem no lançamento de um apelo. Os meus agradecimentos por terem vindo.

Não fui mandatado  por nenhum Partido político nem por qualquer Órgão de soberania do país. Faço este apelo movido por duas razões. A primeira reside no facto de qualquer cidadão ter o direito de manifestar livremente os seus sentimentos, no respeito da lei e da dignidade humana. A segunda   razão está ligada ao apelo que Sua Excelência o Presidente da República fez em relação à necessidade de se criar um clima de consenso nacional. Não estando indiferente nem ao apelo de sua  Excelência o Presidente da República nem, muito menos, à persistência da situação económica, social e moral que se vive neste país, acho que , como cidadão com responsabilidade acrescida, devo-me pronunciar sobre o assunto.

Não são precisos grandes debates nem profundas análises para nos apercebermos de que São Tomé e Príncipe tem vindo a transformar-se num país onde  a corrupção se alastra e goza de impunidade, o ódio passa por virtude, o poder político se exerce sem regras consensuais, e a prosperidade se procura mais através de actividades e acções ilícitas.

Torna-se cada vez mais evidente que em São Tomé e Príncipe o trabalho honesto é desdenhado, o património público pode ser delapidado e o património privado está permanentemente em risco de roubo ou pilhagem, a verdade tem que ser escondida para fugir ao ódio ou vingança, e a amizade, e a amizade é caluniada enquanto a inveja cresse como elemento de desunião e destruição.

Em São Tomé e Príncipe não há, em geral, critérios ou, melhor, são ignorados os critérios de bom senso e competência para o exercício  de cargos de responsabilidade. Salvo raras excepções, o comportamento dos dirigentes do Estado são caracterizados por incompetência e má fé, aliadas a mesquinhas ambições e ganância pessoal, violando a legalidade, destruindo a evidência da verdade, aproveitando-se da ingenuidade e civismo dos seus concidadãos, e destituindo-se de sentimentos de solidariedade e compaixão.

Em São Tomé e Príncipe, o egoísmo leva uns a utilizar a força ou a fraqueza dos outros, sem considerarem os danos que possam causar na felicidade ou dignidade destes últimos.

Em São Tomé e Príncipe, a admissão, a substituição, a exoneração, e a promoção ou mesmo a reforma dos agentes de administração do Estado são feitas de acordo com as relações político-partidárias, pessoais ou familiares, havendo, assim , exercício de cargos  a assumir carácter vitalício enquanto outros pecam por excessiva efemeridade. Certos cargos nos organismos de administração do Estado, nas nossas Embaixadas e Representações consulares são exemplos de letargia e reprodução incessantes de anacronismos.

Neste quadro de arbitrariedade e ausência de uniformidade de critérios só há naturalmente espaço para a instabilidade institucional, a confusão acrescida nos comportamentos e procedimentos, e, eventualmente, o consequente aproveitamento fraudulento do exercício de autoridade.

Em São Tomé e Príncipe, todos os dias  rendemos homenagem ou aceitamos com indiferença a mediocridade, desprovida de dinamismo e criatividade, proporcionado indisciplina e desleixo.

Em São Tomé e Príncipe, o trabalho., a moral e a ética parecem assuntos abstractos em vez de serem linhas orientadoras do comportamento individual e colectivo . Não há, em geral, real empenhamento no cumprimento dos compromissos assumidos em relação ao trabalho tanto em qualidade como no tempo, enquanto a produção diminui, a qualidade de vida se deteriora , a miséria aumenta e o desespero ou o conformismo se instala.

O santomense que resmungava quando no passado era considerado grosseiro, preguiçoso e muito pouco propenso ao trabalho, deixou essa fama propagar-se ainda mais e tomar a designação aparentemente inofensiva de “leve-leve”, mas com grande  carga de desprezo, mesmo  quarenta  anos depois do fim do regime de trabalho colonial.

Em São Tomé e Príncipe, o Estado não orienta para nada nem controla seja o que for, havendo sempre possibilidade de as decisões, mesmo fundamentais, ficarem nas mãos de interesses alheios ao próprio Estado, ao progresso ou à estabilidade social. O Estado procura atabalhoada e rapidamente desembaraçar-se de qualquer empreendimento ou empresa que possa pôr em evidência a deficiente administração das suas instituições ou tenha despertado os apetites de pessoas influentes, mas nunca actua como resultado de medidas sistematicamente enquadradas numa política de privatização coerente e de reconhecida sustentabilidade.

Em São Tomé e Príncipe, viver à custa dos outros incluindo o uso e abuso dos bens públicos passou a ser “normal”. Muitas pessoas vivem do parasitismo e da mendicidade. Uns mendigam porque nada têm, vivem de sacrifícios, sem que lhes seja proporcionado alguma oportunidade de vida mais condigna; outros mendigam porque não querem trabalhar, pura e simplesmente.

Mas é o Estado que dá maior exemplo de mendicidade. O  Estado santomense pede de tudo, do mais elementar ao mais sofisticado, quando, muito ou quase tudo que o Estado pede, ou já o tem ou tem meios e capacidades próprias para o ter ou fazer. Finalmente, o Estado ou , melhor, certos agentes do Estado acabam por consumir em proveito próprio ou retirar do Estado aquilo que o Estado mendigou assim como aquilo que o Estado recolheu dos impostos pagos pelos cidadãos.

Actualmente, tudo se espera da cooperação internacional e a cooperação internacional perante tanta amorfia e comodismo do Estado, passa geralmente a promover, dirigir e condicionar tudo segundo os ditames daqueles que a protagonizam. De resto, a forma de gestão de fundos principalmente os de contrapartida deixa toda a margem de razão dos doadores, contudo o que este facto acarreta quanto à eficácia dos respectivos projectos e ao desenvolvimento de iniciativas locais. Neste contexto, os quadros nacionais não têm alternativa à procura de um “projecto” de cooperação para sobreviverem… por algum tempo!

Poucos cidadãos se preocupam com beleza da natureza e a riqueza dos recursos naturais que Deus nos deu. Poucos cidadãos querem ter cidades, vilas e quintais organizados, limpos, sem lixo, sem mau cheiro. Poucos cidadãos se preocupam com mais carenciados, os desempregados e os famintos. Muitos jovens estão entregues  a si próprios, sem possibilidades de possuírem a formação desejada, nem emprego adequado sendo obrigados a procurar nas associações ou ONGs que eventualmente tentam organizar.

Formas de chamar atenção para os seus problemas e para as questões preocupantes da Sociedade. Muitos cidadãos parecem interessar-se por qualquer coisa, quando, e  só quando, aparece uma intervenção, uma iniciativa ou projecto de inspiração estrangeira. Talvez por isso a maioria das crianças  tenham de esperar por atenção especial apenas no dia 1 de Junho, Dia Internacional da Criança!

De  São Tomé e Príncipe ainda não emana de forma clara e inequívoca, o orgulho de uma nação de homens e mulheres imanados em torno de ideais comuns, independentemente da diversidade  histórica das suas culturas. De resto a chamada cultura santomense é enaltecida dentro da estrutura  de um conceito do tipo  colonial, estático e limitado por parâmetros sociais de contornos mal definidos ou controversos.

Os elementos de significativa simbologia para a unidade e identidade nacional, em vez de serem desenvolvidos, diversificados e encorajados, são relegados a mera formalidade, ou pura e simplesmente ignorados. O hino nacional é pouco conhecido, como que silenciosamente questionado, enquanto a bandeira nacional marca  a sua presença em determinados edifícios sem se saber por quê. Nestas circunstâncias, não admira que ainda haja grande margem para se perguntar que características devem ter os órgãos se soberania para merecerem o devido respeito!

São Tomé e Príncipe ainda não conseguiu desenraizar das mentes de muitos a reputação de lugar de febres e mortes súbitas, de lugar de degredo, de destino maldito, de caminho longe… para a saudade.

São Tomé e Príncipe, todos sabemos e sentimos que esta terra não pode ser propriedade exclusiva de alguns, mas se a terra de todos quantos nela nasceram ou trabalham e também daqueles que a escolheram como segunda pátria. São Tomé e Príncipe é o resultado inegável de cinco séculos de história de povos de cuja síntese podemos e devemos tirar grandes exemplos para a Humanidade.

No entanto, ser santomense ou ter nacionalidade santomense tornou-se tão confuso e inexpressivo que a procura de outras nacionalidades passou a ser maior preocupação de gerações inteiras de famílias, na perspectiva de mudar de vida criar novas oportunidades ou, simplesmente, sonhar com outros ideais.

Nenhum dirigente político pode dizer que desconhece toda essa alienação de espirito. Nós, os políticos, conduzimos esta Sociedade ao estado em que se encontra. Só podemos escapar à culpa ou redimir os nossos pecados, se  algo fizermos para mudar a situação.

De qualquer forma, quer queiramos quer não, fazemos todos parte desta Sociedade e, quer queiramos quer não, somos directa ou indirectamente responsáveis pela situação que se vive neste país. Basta cada um de nós perguntar  a si próprio, o que fez ou o que tem feito para melhorar São Tomé e Príncipe!

A voz do conformismo ou da confusão propaga que já não há remédio para São Tomé e Príncipe. Ora o REMÉDIO está em nós! A questão esta bem clara. Será que somos  capazes de destruir e incapazes  de construir? Será que somos capazes de conviver com a desonestidade, a corrupção, a preguiça, a falta de pontualidade, a injustiça e a irresponsabilidade… e incapazes de assumir uma postura de seriedade, dignidade, solidariedade e trabalho sério?

Se está farto daquilo que está mal e quer mudar as coisas, dê as mãos ao seu vizinho. Ao seu colega de trabalho ou ao seu parente e assuma a responsabilidade pessoal de contribuir para pôr as coisas na ordem! Se está farto e nada fazer, será apenas um cúmplice do mal ou está a corromper e destruir a nossa vida e o nosso país!

Um ditado popular diz que “quem cala…consente”.

Passeamos. Pois, de palavras e lamentações, ao trabalho! Vamos corrigir o que está mal em todos os sectores da vida nacional!

Façamos nascer ou renascer o espírito empreendedor, de trabalho sério, de solidariedade e ajuda mútua, de tolerância e de patriotismo de que nos possamos orgulhar, hoje, e que as gerações vindouras possam vir a admirar! Para a chamada classe política desta país, esta questão é um IMPERATIVO MORAL, a não ser que o que se vive neste país seja o reflexo de um sistema de valores morais inerentes a essa classe.

Não acreditando em tamanha perversidade, sugiro que se realize um debate público ou fórum, como, aliás, propôs Sua Excelência  o Presidente da República. O fórum teria a participação dos Partidos Políticos interessados, Organizações Religiosas, Profissionais, Sociais e outras, representantes de deferentes interesses das Comunidades tanto residentes como não residentes no país.

Na minha opinião, o fórum ou debate público teria como objectivo procurar consenso em relação ao seguinte:

Primeiro: uma CARTA DE PRÍNCIPIOS DE CONDUTA SOCIAL em que figurariam as  normas  conducentes a uma moralização tanto acentuada quanto possível da vida nacional.

A CARTA seria um conjunto de normas consensuais de conduta, susceptíveis de tornar mais eficaz a aplicação de qualquer disposição legal, tornar mais patente e acentuado o sentido  de responsabilidade, individual e colectiva, e proporcionar oportunidades de participação mais consciente do cidadão na vida nacional. Medidas concretas seriam apontadas para diferentes domínios da convivência social nomeadamente Educação, Prevenção da Corrupção, Boas Maneiras e Lealdade, Competência  e Profissionalismo, Administração Pública, Defesa e Segurança, Ordem e Segurança Pública, Cooperação Internacional, Meio Ambiente, Cultura, Nacionalidade e Identidade Nacional.

Segundo: um GOVERNO DE EXCEPÇÃO que durante um período razoável de governação e num clima menos influenciado possível pelas dissensões pessoais ou políticas, possa resolver os desafios do presente,  orientar, catalisar e dinamizar todas as formas de alcançar metas de desenvolvimento do país.

Terceiro: mecanismos julgados mais convenientes para a legalização da CARTA DE PRINCÍPIOS e para a formação , composição e mandato do COVERNO DE EXCEPÇÃO.

Quer aceitem quer não aceitem a minha proposta neste apelo ao consenso, o certo é que São Tomé e Príncipe tem de acabar imediatamente com os males seciais e políticos que dificultam o presente e comprometem o futuro!

Não será demasiado insistir, e insistir que sem mudanças de atitudes e de comportamentos dos cidadãos, em geral, e da classe política, em particular, não haverá progresso nem bem-estar neste país pois que os seus recursos humanos e naturais nunca serão devidamente aproveitados.

Muito obrigado.

Manuel Pinto da Costa –  Intervenção no ano 1998 respondendo ao apelo de diálogo nacional feito pelo então Presidente Miguel Trovoada

(Foto – Arquivo Téla Nón)

    20 comentários

20 comentários

  1. Adilson

    11 de Março de 2021 as 9:29

    Quero agradecer ao cidadão com responsabilidade acescida, Manuel Pinto da Costa, pelos ideais. os mesmos são meis necessários hoje do que nunca. Eu aceito o seu apelo, ou seja, vou fazer a minha parte. Com a reçalva de que o Remédio nao está em nós, mas sim, no que Deus pode fazer através de nós. Bem haja.

    • Adilson

      11 de Março de 2021 as 9:32

      # Os mesmos são mais …

  2. Helmer dias

    11 de Março de 2021 as 9:41

    Senhor presidente muito obrigado. Por isso que eu vejo-o como o modelo do cidadao e politico. Revejo em tudo que senhor explana neste artigo de opiniao. O pais e de todos, importante o reconhecimento tambem da sua responsabilidade neste processo de estado da nossa sociedade. Os lideres serios e preocupado tem que saber e aguentar a dor da ferida. Parabens pelo artigo conta comigo para um sao-tome e principe coeso e forte.

  3. JACA DOXI

    11 de Março de 2021 as 11:46

    Curioso… quando este cidadão sai do borraco, é sinal de que se aproximam as eleições presidenciais… isso é tão obvio do mesmo jeito que é previsível que chova quando está nublado.

    Pode-se até prever os passos que se seguem:

    1- Daqui a pouco, uma conferência na comunicação social sobre a necessidade de “Diálogo Nacional”.
    2- Publicação de um livro 📙 sem conteúdo instrutivo nenhum.
    3- Anuncio da solicitação da população para que o mesmo se candidate. “caricato, isso!”
    4- Divulgação da sua candidatura

    Alguém por favor, que diga a este cidadão que trabalhar a terra também dignifica um homem.

    Enfim, San Tome ku Plinxipe antê Kdjá?

  4. Macalacata

    11 de Março de 2021 as 12:23

    Ò Pinto …os políticos têm dado o seguimento daquilo que iniciastes. Se há culpados pela paupérrima situação que o país se encontra, o senhor é o Primeiro culpado por nada ter feito nos 15 anos da sua ditadura, e nos outros 5 anos da sua presidência.

    Fui

  5. Mepoçom

    11 de Março de 2021 as 15:18

    Costumo dizer que “tudo que nasce torto morre quebrado”. Como tudo está a dar p’ra torto, os culpados estão surgindo como Salvador da pátria, a pedir consenso que desde a primeira hora foi posto de parte. Fizemos uma independência de ódio, rancor, vingança, dividir para reinar, irmão contra irmão, comícios contra comícios, e agora? Gostei muito da assunção de culpa quando o subscritor da reflexão diz:”Nós os políticos, conduzimos esta Sociedade ao estado que se encontra”. Não tem a menor dúvida que a viagem do alto mar até chegar a terra, está muito difícil, e ouça lá que o remo não parta, senão é o naufrágio total. Não me esqueço a conversa de um camponês de São Marçal, “tudo ninguê cu tomá conta kua cé sá família poble, antê ê cá chá baga dê, chá baga família dê, pôvô cá padicê munto ê. E tudo está dito é falado. Meias dúzias que eram tu hoje são vocês.

  6. Sem assunto

    11 de Março de 2021 as 16:52

    Don casmurro, deixe nos em paz.
    Abram os olhos povo, este senhor não pode armar se em Madalena arrependida pois foi ele quem destruiu tudo isto durante 15 anos, e até hoje exerce extrema influência no desenrolar das coisas por aqui.
    Vamos boicotar intenção de candidatura destes maníacos viciados em poder.

  7. Andorinha

    11 de Março de 2021 as 20:49

    Quando foi diáspora a falar e apontar erros desta desgovernação o Primeiro Ministro Jorge bom Jesus foi dar o ar da sua graça na feira dizendo “não para la manda boca não vem aqui aqui aqui ” pois quem descreveu e apontou a maneira que esta S.tomé é seu camarada Manuel Pinto da Costa e não foi pago pelo Patrice Trovoada como é vossa narrativa sempre que alguém vos critica.
    S.Tomé esta uma balbúrdia terra de ninguém e quem agora é Primeiro Ministro é Delfim Neves o Jorge bom Jesus não tem voz em coisa nenhuma.

  8. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    12 de Março de 2021 as 7:18

    Porque não, alguns comentários aqui, demonstra como estamos, e que o Presidente Pinto da Costa tem razão, e vale a pena abraçarmos esse apelo..

    • Mepoçom

      16 de Março de 2021 as 0:30

      Tem razão de quê, da desgraça que ele semeou? Se não conhece o passado é melhor estar calado!!

  9. ze Maria Cardoso

    12 de Março de 2021 as 9:34

    “Em São Tomé e Príncipe, o egoísmo leva uns a utilizar a força ou a fraqueza dos outros, sem considerarem os danos que possam causar na felicidade ou dignidade destes últimos.” 1991 – 2021 (Trinta anos)

  10. Anjo do Céu

    12 de Março de 2021 as 11:42

    Haja coração Sr.Ex presidente.Falar é bonito e na pratica foi mas complicado.Esqueceu de falar e explicar porquê da Nacionalização precipitada das Empresas agricolas sem 1º. criar estrutura de aguentar a economia.
    Todos diretores nomeado por si só trataram das suas vidas, roubar a torta direita e ninguem foi chamado de prestar conta.
    Coitado dos cantineiros que pagaram a fatura.Foram condenados e preso.Originou que todos vieram pra ciadde vender calcinhas, plásticos, fardos e própia vida pra sobreviver.Tudo isso foi imagem negativa do seu mandato e muitas pisaram estes passos e seguiram a frente com robalheiras e corupção bem ativa.
    Deus é grande.também fugiste do País e veio ter com seu grande amigo Luis Cabral a vaguear pelo mundo fora e Angola era esconderijo.Doi mas passa

  11. Safuzedu

    12 de Março de 2021 as 14:40

    Partindo do seguinte texto do Manuel Pinto da Costa ” Só podemos escapar à culpa ou redimir os nossos pecados, se algo fizermos para mudar a situação.” O Senhor Presidente não teve tempo de fazer algo para mudar a situação? Quantas empresas criou no País para dar emprego aos nossos jovens?

  12. Gentino Plama

    12 de Março de 2021 as 16:06

    A resposta para o desmando que há muito se dignou implantar no País tem produzido efeito.
    Para muitos que hoje dão-se ao luxo que são Políticos, e que não embarcam nas maldades ou malícia contra o outro porque somos irmãos, não chegará ao lugar nenhum. Se não vejamos:
    Só se comia o frango ou tinha o direito ao aviário ( frango), se fosse do Partido;
    Só se bebia o vinho, que até era engarrafado no CETO, hoje cervejaria Rosema, se desvia-se uma garrafa, isto porque os senhores do partido não deixavam, pois serias de imediato acusado, e preso … coisa que antes, cada trabalhador tinha o direito aos fins-de- semana. Tinha-se que ser do Partido à todo o custo para gozar de alguns privilégio que este disponha aos militantes. O que é a pessoa com o dinheiro nas mãos, e não conseguia adquirir o que queria? Começa então a Cobiça e Olho -Cheio contra o próximo. Associado a isso, os irmãos começam a ser uns mais do que os outros. Rapidamente a divisão social aflora com as elites a posicionarem-se. Os bens da primeira necessidade, que outrora abundavam nos centros comerciais (lojas) passaram a ser dos da elite. Iam a bicha as que nada tinham a ver com o partido; enquanto isso, e de forma maldosa e sem o respeito para com o outro, os plásticos atirado pelos pseudo militantes sobrevoavam os que se encontravam ordeiramente atrás uns dos outros para adquirir o produto. – A indisciplina começa Aqui. O desrespeito para com os outros, a falta de modo, e consequentemente a perda de valor tem sido verificado a cada dia na nossa sociedade.

  13. Toni

    12 de Março de 2021 as 18:50

    Pois mais uma vez…..
    Sr Pinto da Costa, onde estava?
    – quando instauraram um regime comunista no país
    – quando naciolalizaram as empresas que davam trabalho e rendiam
    – quando expulsou os técnicos e empresários do país
    – quando se distribuiu as empresas e terras para comunistas, que somente abandonaram e destruíram
    – quando, se começou a destruir tudo, desde património, a moral cívica de um povo

    É que no fundo, todos os políticos desde a Independência, cometeram um crime contra a humanidade de um povo e é pena que não sejam julgados em Haia, porque você e os outros deviam ir responder.

    Agora emita uma opinião, de qual o estado com regime comunista é que teve êxito?!

    Emita opinião porque em vez de independência não negociou a autonomia. Será que seria tao mau!?!

    Desculpas não se pedem, evitam-se!!

  14. Tomas Mendonça

    13 de Março de 2021 as 22:16

    Grande reflexão!
    Sinceramente estou totalmente de acordo com as boas intenções na opinião do Camarada Presidente porque todo ser humano tem direito ao arrependimento. Lembremos que só não erra, quem não tenta fazer. E o camarada Pinto da Costa tentou fazer o seu melhor, que ficou bem a vista durante as duas vezes que passou na Presidência (15 anos com poder absoluto e 5 com poder partilhado).
    Infelizmente no seu historial, os santomenses precisam mais que uma opinião. Os Santomenses precisam de prestação de contas da sua parte. A começar por justificar os seus rendimentos e as respectivas origens. A partir desse gesto, será o caminho para a transparência em São Tomé e Príncipe. Porque não podemos esquecer de que mais de 90% da dita elite Santomense provém do MLSTP/PSD (a casa que senhor fundou). Tudo depende do seu sinal, da sua ação.

    • Toni

      14 de Março de 2021 as 20:06

      Todo o ser humano tem direito ao arrependimento!! Sim, mas no caso de desgraça de um povo não tem esse direito, trata se de crime humanitário.

      Camarada é expressão comunista, então é crime humanitário, você “camarada “ diga me qual o regime comunista que teve êxito no mundo!!!

      Em Stp não há camarada, há sim povo na miséria em consequência das políticas após independência e também políticas de todos os governantes, os quais nunca abandonaram o comunismo, até hoje!!!!!

      Trata se de crime humanitário!!!!!!

    • Mepoçom

      16 de Março de 2021 as 0:22

      Afinal, qual é a idiologia deste comentário? Se não sabe ou não viveu não comente… Só quem sofreu na pele sabe comentar. Cale-se…

  15. SEMPRE AMIGO

    17 de Março de 2021 as 10:17

    SENHOR(A) Toni! O meu amigo não é obrigado a comentar o que leu(?) sem poder entender.Diga-me lá, o que é que o meu amigo sabe do comunismo?Nada.absolutamente nada!Sabia que a República Popular da CHINA(sabe pelo menos onde é que essa coisa fica?)é um país governado, há décadas, por um partido comunista?….O senhor não sabia, não é verdade? STP nunca foi, não é, nem nunca será um país comunista.O comunismo de MARX e LENINE encolheu ,está na reserva,não tem espaço no mundo moderno de hoje.O seu comentário,senhor Toni,fez-me lembrar o que escreveu o escritor e dramaturgo OSCAR WILDE,eu cito:”Aqueles que não fazem nada estão sempre dispostos a criticar os que fazem algo”,fim da citação.

  16. SEMPRE AMIGO

    13 de Maio de 2021 as 12:57

    CREDO,CREDO!A crítica só tem valor quando é feita com o objectivo de corrigir ou melhorar o escrito ou dito por alguém.Ora, a maior parte das “críticas”e “comentários” feitos ao texto publicado por sr.Manuel Pinto da Costa não passam de desabafos carregados de revanchismo e de um camuflado saudosismo do passado colonial.Há contudo uma verdade que as pessoas esquecem:”CRITICAR FORA DA CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA E POLÍTICA CONDUZ FATALMENTE Á CONCLUSÕES ERRADAS”. SEMPRE AMIGO

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