O Partido de Convergência Democrática (PCD) apresentou esta sexta-feira, 15 de agosto, uma declaração política contundente, na qual acusa o governo de perpetuar práticas de “propaganda despropositada, desavergonhada e desonrosa” em vez de implementar políticas estruturantes que garantam desenvolvimento sustentável a São Tomé e Príncipe.
Segundo o PCD, a distribuição recente de cabazes de alimentos no distrito de Caué, medida que considera “insignificante” e de curta duração, ilustra a falta de visão estratégica. A formação política defende que cabe ao Estado criar mecanismos regulares de solidariedade, como um regime de rendimento permanente para idosos e pessoas com deficiência sem rendimentos.
A declaração denuncia também a existência de negociações “em completo segredo” para eventual adesão de São Tomé e Príncipe à comunidade de países de língua inglesa. O partido questiona a ausência de consulta pública e lembra que uma maioria parlamentar não equivale a um “direito de apropriação do Estado”.
O PCD criticou a inação do governo quanto às instalações da Voz da América, alegando que não houve qualquer diálogo com a oposição nem definição de uso estratégico do espaço. Sobre o novo hospital de referência, acusou a maioria governativa de atrasar as obras ao contestar o projeto previamente existente.
No setor comercial, o partido apoiou a decisão de demolir o mercado “Coco-Coco”, mas exigiu a apresentação urgente de um anteprojeto para construção de um novo mercado central moderno e funcional. Manifestou-se ainda contra a venda da nacionalidade são-tomense, citando “baixo nível de controlo institucional” e “corrupção” como riscos que inviabilizam a medida neste momento.
Por fim, o PCD criticou o que considera ser um “excesso de viagens inúteis” por parte dos membros do governo, interpretando tal prática como um “desprezo pelo país e pelas suas dificuldades”. O partido prometeu que, caso vença as eleições de 2026, irá restringir deslocações oficiais apenas às que tragam benefícios concretos à nação.
Waley Quaresma
Maria lucimar
17 de Agosto de 2025 at 20:06
É tudo mentira, aldrabices de partido(PCD)falou tudo que estava em polémica e desconfiança,mas não irá fazer nada,se eles quererem que votemos neles ,que eles comecem a se mover, aumentar a sua influência no parlamento,debater sobre investir nos jovens,e os que estão lá fora,fazer campanhas para ajudar as pessoas necessitadas, encorajar e realizar negócios para jovens,e com isso trazer argumentos para o parlamento,incluir jovens no partido ,ver a visão da juventude é crucial para o desenvolvimento do país,é assim que deve ser, não palavras vazias,mas ações.
Jorge Semeado
18 de Agosto de 2025 at 12:51
O PCD com a sua ex-Nova Maioria, nada fizeram e nem querem deixar outros fazerem. Tiveram 4 anos ao dispor, com o financiamento negociado disponível. Não moveram nenhuma palha.Tiveram a “esperteza” em prender o negociador sem justa causa. Hoje, estão a criticar o hospital (o novo). Tiveram tempo mais do que suficiente para executarem a obra. Onde está o edifício parlamentar de 7 andares, com parque de estacionamento nos primeiros andares, anunciado pelo ex-Presidente da Assembleia (do PCD) cujo financiamento dissera que estava garantido? Esqueceram-se. Eu não. Bandidos e factores do atraso do país.