Os familiares de Bruno Afonso, mais conhecido por Lucas, o único sobrevivente dos acontecimentos de 25 de Novembro de 2022, entregaram ao Presidente da República Carlos Vila Nova, uma petição exigindo o indulto da pena de 15 anos de prisão que foi aplicada contra o jovem.
Na petição que deu entrada no Palácio do Povo os familiares justificam que não houve qualquer tentativa de golpe de Estado no dia 25 de Novembro de 2022.
Bruno Afonso, vulgo Lucas, o único réu acusado pelo Ministério Público de tentativa de alteração violenta do Estado de Direito na forma qualificada, foi condenado em Dezembro de 2023, pelo juiz do Tribunal da Primeira Instância a 15 anos de prisão.
O recurso apresentado pela defesa ao Supremo Tribunal de Justiça, suspendeu a execução da pena de prisão. Lucas ficou em liberdade, e começou a trabalhar nas obras públicas. Mas há cerca de 1 mês, por decisão do supremo tribunal de justiça acabou por ser conduzido à cadeia central, para o cumprimento da pena de prisão.
«Fomos pedir ao presidente da República que faça um indulto presidencial a favor do Lucas. Todos nós santomenses sabemos que não houve golpe de Estado no dia 25 de Novembro de 2022», afirmou o engenheiro agrónomo Francisco Ramos, ladeado pela mãe e pelo tio do Lucas.
Os familiares e amigos que entregaram a petição no Palácio do Povo, dizem que só o Presidente da República, Carlos Vila Nova, pode devolver a justiça ao processo-crime da alegada tentativa de golpe de Estado de 25 de Novembro de 2022.
«Lucas não sequestrou, não torturou e nem matou ninguém. Então pergunta-se porquê que o Lucas está preso? Quando as pessoas que sequestraram, torturaram e mataram estão em plena liberdade e a criar vida difícil ao país», pontuou Francisco Ramos.
Os acontecimentos da madrugada de 25 de Novembro de 2022, continuam a abalar os pilares do sistema de justiça de São Tomé e Príncipe.
Abel Veiga