Os partidos políticos consideram urgente o esclarecimento definitivo do caso de 25 de novembro, cuja gravidade continua a marcar a memória coletiva de São Tomé e Príncipe.
As reações surgem na sequência da decisão do Presidente da República de exonerar o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, após o desaparecimento, nas instalações do Estado-Maior, do processo relativo à tortura e morte de quatro civis em 2022, no contexto de uma alegada tentativa de golpe de Estado.
O Presidente do Movimento Basta, Levy Nazaré, considera acertada a decisão presidencial, tomada com base no parecer do Conselho Superior de Defesa Nacional. Para o dirigente, é essencial que toda esta situação seja cabalmente esclarecida, não apenas para restabelecer a confiança da sociedade, mas também para preservar a credibilidade institucional das Forças Armadas.
“Hoje, ver uma farda, para toda a população, já não é motivo de orgulho como sempre foi”, lamentou.
Enquanto jurista, Levy Nazaré sublinha que a remessa do processo ao tribunal militar constituiu um grave equívoco processual, comprometendo o rigor e a justiça num caso de tamanha gravidade.
“Este crime, perpetrado no dia 25 de novembro, não é um crime estritamente militar. Na minha opinião, o processo deve regressar ao tribunal comum e ser julgado como crime civil, independentemente de os autores serem militares.”

A coligação MCI/PS-PUN também defende uma resolução célere e transparente no foro jurídico competente.
“É importante que este processo permaneça no foro jurídico e não no foro mediático, pois o seu excessivo mediatismo está a comprometer a devida conclusão”, afirmou Adalberto Catambi, porta-voz da coligação.
O ADI optou por não se pronunciar, para já, enquanto o MLSTP anunciou que irá reagir nas próximas horas.
José Bouças
Sabino Gusmão
28 de Outubro de 2025 at 23:19
É prender todos militares que estão envolvidos no masacre do dia 25 de Novembro. Já sem piedade.
Pato de Agua
31 de Outubro de 2025 at 12:57
Sim temos que resolver esta palhaçada , mais esse levy também é um ladrao da primeira linha