O Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe, Américo Ramos, expressou confiança de que prevalecerá o consenso necessário para o restabelecimento da ordem constitucional na Guiné-Bissau. Foi a primeira reação pública do chefe do Governo santomense ao golpe de Estado militar ocorrido naquele país, que assumiu recentemente a presidência pro tempore da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
“O Governo lamenta qualquer tentativa de recurso à força para inverter a situação política da Guiné-Bissau. Esperamos que, o mais brevemente possível, se restabeleça a normalidade e que o Estado de Direito se imponha naquele país”, afirmou o Primeiro-Ministro.
Américo Ramos rejeitou comparações entre a crise guineense e a realidade política de São Tomé e Príncipe, sublinhando a especificidade de cada contexto.
“A democracia em São Tomé e Príncipe atingiu um patamar que não permitirá situações semelhantes. Pode haver ímpetos nesse sentido, mas tudo faremos para preservar este nível de democracia, que constitui uma referência no continente africano”, acrescentou.
A declaração foi proferida à margem da inauguração de novas infraestruturas sociais na comunidade agrícola de Queluz.
José Bouças