O Governo considera o inquérito como elemento importante no combate contra a insegurança alimentar e a pobreza.
Os dados sobre a actividade agrícola e pecuária estão desactualizados há mais de 34 anos. O primeiro recenseamento agrícola foi realizado na década de 60 em plena era colonial, e o segundo aconteceu em 1991 no começo da segunda república.
O III recenseamento geral agrícola está na estrada para de porta em porta produzir nova informação estatística sobre no sector primário da economia nacional, a agricultura.
Arlete Azevedo, quadro do ministério da agricultura e recenseadora agrícola explicou os objectivos do inquérito em curso. «Estamos a recolher os dados em todo o país, para sabermos quem cultiva a terra, e quem não cultiva. P por isso estamos aqui nos bairros da cidade a entrevistar as pessoas para saber quem tem lotes de terra e quem não tem», afirmou.
A primeira fase do recenseamento geral agrícola termina no dia 13 de dezembro. Período em que os recenseadores vão inquirir todas as famílias santomenses, na cidade e no campo.
A segunda fase marcada para fevereiro de 2026, serve para separar o trigo do joio. Os dados a serem recolhidos incidirão apenas sobre as famílias que se dedicam a agricultura e a criação de animais.
«Já não vamos envolver todas as famílias do país. Vamos incidir sobre quem cultiva. Vamos saber quantas pessoas trabalham a terra, onde fica a parcela de terra e onde reside o agricultor», precisou Arlete Azevedo.
Agricultura, pecuária e a pesca são as principais fontes de alimentos para a população do país. O recenseamento geral agrícola está a ser realizado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e pode definir novas pistas para o combate a insegurança alimentar.
Abel Veiga
Cócovado
14 de Novembro de 2025 at 10:37
Muito bem
Embora peca por tardia
A estatística deve ser a excelência de políticas publicas, bem como dados de fortalecimento das instituições
Ama a tua terra, o teu país, as tuas gentes, a tua cultura