A pimenta produzida em São Tomé e Príncipe obteve, pela primeira vez, a certificação internacional HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points), reconhecida como a mais importante norma de segurança alimentar a nível mundial.
Este marco representa um avanço estratégico para a Cooperativa de Produção e Exportação de Pimenta e Baunilha (CEPIBA), reforçando a credibilidade e o potencial competitivo do produto santomense nos mercados internacionais.
“Estaremos numa posição privilegiada para negociar melhores preços com os compradores”, afirmou Carlos Tavares, Presidente da CEPIBA.


A certificação exige da cooperativa novos ajustes nos processos de produção, centrados na análise de perigos e no controlo de pontos críticos, garantindo maior qualidade e segurança da pimenta santomense.
“Temos de cumprir rigorosamente todos os parâmetros, desde a colocação de armadilhas contra insetos até outras normas técnicas”, sublinhou Maria José, responsável pela qualidade da CEPIBA.
Entre os desafios, destaca-se a escassez de água, fator que poderá limitar o aumento da produção.
“Apesar da parceria com a EMAE, enfrentamos dificuldades no abastecimento de água. Exportamos anualmente cerca de 25 toneladas de pimenta e a perspetiva é atingir 35 toneladas nos próximos anos”, acrescentou Carlos Tavares.
A certificação internacional abre caminho para a valorização da pimenta santomense, garante acesso a novos mercados e constitui um marco relevante para o setor agrícola de exportação do arquipélago, que continua a apostar na excelência dos seus produtos para conquistar nichos mais rentáveis.
José Bouças