Política

Angola diz que o novo mandato de Carlos Vila Nova abre uma nova etapa nas relações bilaterais

São Tomé e Príncipe faz parte do meio ambiente africano, e Angola considera que é neste meio ambiente que o arquipélago vai conquistar o desenvolvimento.

«Eu repito as palavras do Presidente João Lourenço quando ele tomou posse no primeiro mandato. Ele dizia que África é o nosso meio ambiente. É mesmo aqui onde vamos desenvolver, e claro que São Tomé e Príncipe não faz excepção. Claro que África é o meio ambiente de São Tomé e Príncipe, ainda por cima, com as relações históricas entre os nossos países», declarou Teté António, Ministro das relações exteriores de Angola.

Segundo o Chefe da diplomacia angolana o novo mandato de 5 anos de Carlos Vila Nova abre uma nova etapa nas relações bilaterais.

«Somos povos irmãos e claro que nós não poderíamos estar ausentes desta cerimónia, pelo que o Presidente da República João Lourenço nos mandatou para representá-lo na investidura do Presidente Carlos Vila Nova que abre uma nova página na continuidade das relações entre os dois povos e países», acrescentou.

 Os países de África com destaque para os da África Central estiveram em peso, na investidura do Presidente Carlos Vila Nova. O general Brice Clotaire Oligui Nguema Presidente do Gabão e o Presidente Félix Antoine Tshisekedi Tshilombo da República Democrática do Congo testemunharam a cerimónia, assim como o primeiro-ministro de Moçambique e membros de governos de vários países africanos.

 A Justiça dominou boa parte do discurso do Chefe de Estado. Edite Ten Jua, ex-ministra da justiça, dos negócios estrangeiros e antiga juíza conselheira do Tribunal Constitucional, reagiu ao discurso de Carlos Vila Nova.

«Um discurso em que todos os são-tomenses, em todos os escalões têm de dar a sua contribuição, como dizia o Presidente da República, em primeiro lugar São Tomé e Príncipe. Com esta mensagem no coração, e também na prática penso que estaremos munidos de capacidades para fazermos melhor para o nosso país», apelou.

Conhecedora do sistema de justiça são-tomense, a ex-ministra e juíza, reconheceu que o sector é o calcanhar de Aquiles do Estado.

«Temos de criar um sistema em que o cidadão possa voltar a confiar no sistema de justiça. Quando o cidadão tiver essa confiança e toda a arquitectura do sistema de justiça estiver a funcionar seremos mais capazes de atrair o investimento estrangeiro e assim fazermos também a senda do desenvolvimento», pontuou Edite Ten Jua.

Após 51 anos de independência, São Tomé e Príncipe procura definir um novo rumo para conquistar o futuro.

Abel Veiga  

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