Sociedade

Ministro diz que tapar buracos na capital, São Tomé, é jogar dinheiro fora

O governo diz que já elaborou um projecto de obras públicas, para reconstruir  todo o sistema de esgotos e de drenagem da cidade de São Tomé, assim como para a reabilitação das ruas e praças que estão totalmente esburacadas.

O projecto está orçado em 20 milhões de dólares. O Ministro das Infra-estruturas Osvaldo Abreu, que anunciou o projecto de intervenção na cidade de São Tomé,  pediu paciência a população. Pois segundo o Ministro não adianta mais tapar os buracos. « Não podemos tapar os buracos ou colocar um novo tapete a base de betão betuminoso sem atendermos a questão da drenagem e do saneamento», disse o ministro Osvaldo Abreu.

«Este trabalho terá que ser feito de forma conjunta. Drenagem, e deve ser uma drenagem adaptada à realidade como primeiro passo, e a seguir a colocação do novo tapete rodoviário», explicou o Ministro Osvaldo Abreu. .

O projecto define que a primeira intervenção tem que ser feita na reabilitação dos esgotos e do velho sistema de drenagem da cidade capital.

São Infraestruturas obsoletas, congestionadas de lixo, e que nos dias de chuva transformam a cidade de São Tomé, num grande lago. «Temos todos os pontos de drenagem e de esgotos interrompidos. Do  levantamento que foi feito  estamos a falar de 20 milhões de dólares para fazer a primeira intervenção. É necessário mobilizar fundos», acrescentou o ministro das infra-estruturas. 

Osvaldo Abreu garantiu a imprensa, que o governo não vai ficar de braços cruzados a espera da mobilização dos cerca de 20 milhões de dólares.  «Assim que o Orçamento do Estado for aprovado, vamos atender as zonas mais críticas, e com os recursos que forem mobilizados vamos atender aos poucos», explicou o ministro.

A cidade de São Tomé é uma das mais antigas do espaço lusófono em África, completa no próximo mês de Abril 484 anos sobre a sua fundação.

Com capacidade inicial para cerca de 5 mil habitantes, actualmente alberga  a metade da população do país. O Ministro pede paciência às populações. « Gostaríamos que entendessem que tapar buracos nesta situação é jogar dinheiro fora….e São Tomé e Príncipe não tem dinheiro para jogar fora. Pedimos um pouco mais de paciência porque vamos fazer a intervenção…aos poucos vamos fazer as coisas como elas devem ser feitas», reforçou o ministro.

A cidade de São Tomé envelheceu, e não cresceu em termos territoriais. É no mesmo espaço onde diariamente a metade da população do país, faz negócio e orienta a vida na busca do pão de cada dia.

Obras projectadas para preservar o estatuto de São Tomé, como cidade.

Abel Veiga

 

    18 comentários

18 comentários

  1. Pedro Costa

    13 de Março de 2019 as 6:29

    Bem analisado.
    Esta é maneira mais correta de atacar o problema e espero que possa concretizá-la e que também possam reactivar a ideia das barragens e da central fotovoltaico para o país.

  2. Lau

    13 de Março de 2019 as 7:26

    Muito bem pensado o problema tem que ser analisado de raiz, mas este pensamento precisa ser executado é que eu tenho serias duvidas que ira acontecer… esses comentário do governo não passa de fala barato.

    • ABC

      13 de Março de 2019 as 11:07

      O governo só tem 2 meses . Espere para ver a depois critique. Dê o benefício da dúvida .

  3. Alligator

    13 de Março de 2019 as 8:20

    Ate que enfim “alguem” deu conta que tapar buracos não resolve o problema,pois a questão e mais profunda e muito mais complicada.Urge resolver-se o caso da drenagem e dos esgotos e depois o proprio tapete rodoviario em sim.Agora os 20 milhões de dollares de onde sairão? Porque sinceramente não acredito muito nesta expressão “vamos mobilizar fundos”,mas a ver vamos, daremos o beneficio da duvida ao novo elenco governamental.Mas que a capital precisa desta intervenção, precisa sim e todos nos sabemos.

  4. Alligator

    13 de Março de 2019 as 8:23

    Quis dizer proprio tapete rodoviario em si.

  5. ANCA

    13 de Março de 2019 as 11:33

    Existem vários problemas de ordenamento organização na nossa cidade, acessos, transportes, comunicação, ramais de água, luz, esgostos, drenagens, caixas de correios, pavimentação, passeios, jardins,habitaçao, mercados, saúde pública, lixo, higienização, desratizaçao, desinfestaçao etc, etc…fruto de deleixos e deixa andar.

    É bom começar por refletir e agir sobre estas territorealidades,…Assim como falta de ordenamento nacional

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

  6. Perfeito

    13 de Março de 2019 as 11:34

    Até que enfim conseguiram falar das questões da fontes dos problemas os problemas em são tomé têm que ser resolvido nas fontes e não nas superficies outra questão que existe há uns individuos que andam a meter os lixos nos esgotos ou drenagem

  7. ANCA

    13 de Março de 2019 as 11:58

    Imóveis do tempo colonial, sem manutenção reparação, sem pintura, sem cuidados, aluimentos de terras, animais a circular na rua, bichôs, pulgas, caraças, ratazanas, falta de balneários públicos, etc, etc…com tudo isto a população convive, proliferando doenças e imundices, a custo de deixa andar.

    • Rapaz de reboque

      17 de Março de 2019 as 11:26

      Falta dizeres deus abençoa são Tomé sai Satanás

  8. Vanplega

    13 de Março de 2019 as 12:08

    Pois é, dizem que é boa análise.
    Orçado em 20 milhões de dólar e, o ministro diz que não temos.

    Como não temos esse dinheiro? Então, é melhor fechar a porta deste país.

    Senhor ministro da tutela, temos esse dinheiro sim. É só a Justiça deste país, trabalhar mais, que este dinheiro aparece num estalar de dedos

    E fico por ai

  9. Rapaz de reboque

    13 de Março de 2019 as 12:10

    Muito parece que ja temos um governo com sabedoria concordo plenamente com a decisão do governo, espero é que nao passe so de palavras, e que as obras se concretize, e que o povo depois saiba estimar, senao é mesma coisa que não ter feito as obras, sensibilizar os mais distraidos, a colocar o lixo nos seus devidos locais e nao usarem a cidade como se fosse uma lixeira de céu aberto, e por as vendedoras uma regra de higiene parabéns ao governo

  10. De Longe

    13 de Março de 2019 as 14:34

    E depois de Março?
    Os grandes e prementes casos de justiça já ficarão resolvidos neste mês?

  11. Ralph

    14 de Março de 2019 as 6:10

    Isto poderia ser um ótimo projeto para uma ONG ou um “parceiro” (como Portugal, a China ou Angola) ajudar a financiar.

  12. Adeliana Nascimento

    14 de Março de 2019 as 15:12

    Claro tem toda a razão. Mas o grande problema é o comercio informal que tomou conta da cidade.
    Não concordo totalmente com o Ministro, quando diz que muito chuva. Hoje não chove tanto quanto antigamente? A questão é que há hoje muita gente dia e noite a deambularem pelas ruas da cidade, praticamente vivem nas ruas e produzem muito lixo( latas de sumo, garrafas de cerveja, vinho sacos plasticos, restos de tudo quanto, incluindo sacos com restos fecais , que vai tudo para as SARGETAS. Qual é a SARGETA que aguenta isto?Nenhuma.

    É preciso manter os de roça nas roças, e os citadinos na cidade. Senão a BARAFUNDA vai continuar. Fechem por favor os Portões das Roças.

  13. TonyexMk

    14 de Março de 2019 as 16:15

    Só agora é que chegou a esta conclusão, já esteve antes no ministério, se calhar não havia este problema no seu mandato anterior.

    Como se dizia “muda o disco e toca o mesmo “, políticas de Stp, não vamos a lado nenhum com esta ordem política. Entram e saem e nada, seja que partido for.

    Daqui a 20 anos vamos falar do mesmo, não preservamos a herança, quanto mais fazer de novo!!!!!

    Fui

    • Leonel Dias Carvalho

      15 de Março de 2019 as 19:00

      Não gostaria de embarcar em grandes polêmicas. Mas a analogia feita pelo Sr ministro da Infra Estrutura é-me convincente. Aliás já o tinha levantado em anteriores governos .É preciso ir ai cerne da questão. O SANEAMENTO .Ora se tomarmos em conta que a requalificação dos serviços demais os chamados Vasos efluentes ou drenagem aí teremos meio caminho andado.Mas é preciso faze-lo É imperioso. Não percebi como é que a Assebleia distrital de Água Grande tenha deixado o Espaço situado ao lado do matador a Antigaa Oficina da Câmara Municipal que eu bem conheço morrer . Estavam ali toda a manutenção da cidade de S.Tome com poucos funcionários mas era um ex-libre da manutenção Nacional .Para onde fora a maquina dos azulejos ? Se o levaram porque não uma nova aquisição ? Cresci ali e passei grande parte do meu tempo na companinha dos velhos como o Sr Júlio mecânico o Me Sony e homem genial na recuperação dos equipamentos o Sr André chefe de Oficina da Mercenária ou ainda o Sr TOMÉ o grande obreiro da serralheria não me esquecendo do Sr Águas o chefe da Oficina da Aguase SANEAMENTO. A todos eles deve-se a tao higienização da nossa cidade não esquecendo ainda do responsável do Horto Munincipal de onde saía os brilhantes jardins Mumincipais .Penso que deveremos regressar ao passado pois o momento actual não nos deixa grandes recordações. Como nota não vao deixar cair o Edifício da Feira Municipal sem intervenções pois torna urgente a sua fiscalização. Por fim diria que é preciso juntar o útil ao agradável. Já que com a devida preocupação Sr ministro tem em mente a concretizar a sua meta na reconstrução sólida do espaço e tecido urbano tenha em conta que o jardim da nossa cidade é algo q nos deixa encantado Mas fico ou ficaria satisfeito se conseguisse pelo menos em etapas faseadas a drenagem.Como única nota não o faça sem um plano topográfico de forma a evitar o congestionamento afluentes drenais .

  14. Leonel Dias Carvalho

    15 de Março de 2019 as 18:42

    Não gostaria de embarcar em grandes polêmicas. Mas a analogia feita pelo Sr ministro da Infra Estrutura é-me convincente. Aliás já o tinha levantado em anteriores governos .É preciso ir ai cerne da questão. O SANEAMENTO .Ora se tomarmos em conta que a requalificação dos serviços demais os chamados Vasos efluentes ou drenagem aí teremos meio caminho andado.Mas é preciso faze-lo É imperioso. Não percebi como é que a Assebleia distrital de Água Grande tenha deixado o Espaço situado ao lado do matador a Antigaa Oficina da Câmara Municipal que eu bem conheço morrer . Estavam ali toda a manutenção da cidade de S.Tome com poucos funcionários mas era um ex-libre da manutenção Nacional .Para onde fora a maquina dos azulejos ? Se o levaram porque não uma nova aquisição ? Cresci ali e passei grande parte do meu tempo na companinha dos velhos como o Sr Júlio mecânico o Me Sony e homem genial na recuperação dos equipamentos o Sr André chefe de Oficina da Mercenária ou ainda o Sr TOMÉ o grande obreiro da serralheria não me esquecendo do Sr Águas o chefe da Oficina da Aguase SANEAMENTO. A todos eles deve-se a tao higienização da nossa cidade não esquecendo ainda do responsável do Horto Munincipal de onde saía os brilhantes jardins Mumincipais .Penso que deveremos regressar ao passado pois o momento actual não nos deixa grandes recordações. Como nota não vao deixar cair o Edifício da Feira Municipal sem intervenções pois torna urgente a sua fiscalização. Por fim diria que é preciso juntar o útil ao agradável. Já que com a devida preocupação Sr ministro tem em mente a concretizar a sua meta na reconstrução sólida do espaço e tecido urbano tenha em conta que o jardim da nossa cidade é algo q nos deixa encantado Mas fico ou ficaria satisfeito se conseguisse pelo menos em etapas faseadas a drenagem.Como única nota não o faça sem um plano topográfico de forma a evitar o congestionamento afluentes drenais .

  15. JES

    17 de Março de 2019 as 21:57

    Tanto dinheiro, tanta ajuda externa que tenho visto ultimamente nas notícias, não há previsão de uma data para se começar a trabalhar? Fala sério…
    Fiquem de olhos abertos nesse ministro, é outto jovem sem responsabilidade, nessa área não há pressão né JBJ?? As ruas estão piores, o lixo nem se fala, energia já só com cristo, meu carro avariado pelos buracos nas estradas, tudo isso o povo não fala…
    Há coisas basicas para se preocupar meu caro governo !

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