Sociedade

Empresários dispostos a investirem na requalificação do mercado municipal

Seguindo o programa de apresentação pública e debate do projecto de requalificação do edifício do mercado municipal e a sua zona adjacente, o Ministério das Obras Públicas e a Autarquia de Água Grande, reuniram-se com os empresários e homens de negócios que operam no mercado de São Tomé.

O projecto elaborado por um grupo de arquitectos e engenheiros nacionais, atraiu a atenção do sector privado, que viu na projecção feita, uma série de oportunidades para investimentos.

António Alves, empresário santomense nas áreas de turismo e de construção civil, louvou o trabalho feito pelos arquitectos.

«Como empresário é de saudar e dizer ao Governo que leve em diante este projecto. Que seja executado, com todo carinho. Nós também vamos participar dando a nossa colaboração para execução deste projecto», afirmou o empresário António Alves, mais conhecido em São Tomé e Príncipe, por António Navalhada ou António Dolores.

O edifício do mercado municipal que preenche uma área de cerca de 4 mil metros quadrados no coração da zona histórica da cidade de São Tomé, está projectado para se transformar num centro multi-usos. A promoção do turismo é uma das principais valências.

Ramy  Zayat empresário santomense, disse que « São Tomé como cidade precisa muito desse projecto. Um projecto que apoia a área do turismo, e que fará grande diferença no mercado».

O grupo privado Noor liderado por Ramy Zayat, manifestou disponibilidade em investir no projecto de requalificação que foi exibido ao sector privado. «O Governo quer que os privados participem no projecto, e estamos prontos para investir nesta área. Queremos que o projecto seja realizado, e o governo deve tudo fazer para trazer este projecto a realidade», frisou o investidor de origem libanesa.

O Ministro das Obras Públicas, Osvaldo Abreu, sentiu que há cada vez maior tendência do sector empresarial nacional se envolver de forma colectiva, com vista a realização do projecto de requalificação do mercado municipal. «Se for consensual, teríamos uma boa solução envolvendo as entidades financeiras, os empresários, e todos os que estiverem interessados para fazermos algo que seja apropriado por todos», referiu Osvaldo Abreu.

O Governo recusa qualquer possibilidade de apenas um grupo privado monopolizar as múltiplas oportunidades de negócio que o projecto de requalificação vai gerar em torno do edifício do mercado municipal.

«Estamos a colher a sensibilidade do empresariado nacional e estrangeiro. Queremos envolver todos os interessados. Há sectores empresariais que já nos transmitiram que se entregarmos o projecto o fariam de forma completa. Não queremos monopolizar esta infra-estrutura para 1 ou 2 grupos. É um património nosso, e é com esta faceta de participação colectiva que queremos desenvolver o projecto», explicou o ministro das obras públicas.

Para além de lojas, auditório, e pólos para prestação de serviço diversificado, o edifício requalificado vai albergar algumas unidades de serviços do Estado. O Ministro das Obras Públicas, deu exemplo dos serviços de registos e notariado, e o de emissão de passaportes.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. Jorge Trabulo Marques

    24 de Agosto de 2020 as 0:23

    Mais um projeto para favorecer dois ou três e chutar centenas para as preferias – O Roque Santeiro, por razões urbanísticas megalómanas, já fechou há muito, mandaram-se os comerciantes para muito longe da cidade, para o Panguilo, junto ao rio Bengo.
    Antes disso, eram estas as preocupações_ “Se o Roque morre, todo o nosso negócio morre”, afirma Olga da Conceição, que há mais de 20 anos ali vende roupas usadas. “O novo mercado é muito longe para nós irmos até lá todos os dias. Os nossos clientes vão desaparecer”.
    Efectivamente, em cada dia que passa, 200.000 pessoas montam banca no Roque Santeiro, para vender de tudo, desde palitos a automóveis. É também o principal mercado para a generalidade dos angolanos, dado que a capital do país se tornou uma das cidades mais caras de todo o mundo, devido ao “boom” petrolífero que se seguiu ao fim da guerra civil, de acordo com a empresa de consultadoria ECA international.
    Hoje em dia, Luanda abriga quase um terço dos 16,5 milhões de angolanos, na sua maioria a viver em condições precárias em redor do mercado que se tornou um dos emblemas ou ex-libris da cidade.
    As autoridades argumentam que os vendedores terão melhores condições de trabalho em Panguila (no município do Cacuaco), mas muitos críticos da transferência crêem que que o principal objectivo é vender a agentes imobiliários os terrenos do Roque Santeiro, sobranceiros ao porto de Luanda. – PÚBLICO

  2. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    24 de Agosto de 2020 as 7:58

    Sao Tome et Príncipe tem empresários???,Investiram com o seu dinheiro,,??Querem o mercado para a população ou para o bisness…..????????????

  3. Chicão da Mina

    26 de Agosto de 2020 as 16:02

    Porque haverá sempre gente a deitar abaixo? Não se pode fazer nada nesta terra? O Mercado Municipal e toda a área envolvente há muito que precisavam de obras, e agora que há ideias e vontades não querem? São as vozes da desgraça!!! Temos de desenvolver a nossa terra.

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