Sociedade

“CST nunca estaria envolvida em negócio que lesasse o Estado.”

A segunda comissão especializada da Assembleia Nacional, vocacionada para os assuntos económicos, financeiros, transparência e administração pública, ouviu o conselho de administração da empresa CST.

Uma auscultação relacionada com a denúncia feita pelo jurista/advogado santomense Hamilton Vaz, segundo a qual o acordo firmado no passado pelo governo santomense e a CST, que permitiu a concessão à CST do direito de gestão do indicativo nacional, o 239, produziu negócios, que lesam o Estado santomense(cofres do Estado santomense) na ordem de 5 milhões de dólares por mês.

Denúncia pública, e clara do cidadão, jurista e advogado nacional, Hamilton Vaz, feita à segunda comissão especializada da Assembleia Nacional. Denúncia que foi difundida pela Televisão Santomense, e que a partir desta difusão, foi também notícia escrita e detalhada no jornal Téla Nón.

No entanto, Jorge Frazão, o administrador delegado da CST, após ter sido auscultado pela comissão especializada da Assembleia Nacional, desmentiu a denúncia feita pelo cidadão Hamilton Vaz. «A CST desconhece como é que o cidadão Hamilton Vaz calculou esse valor», referiu.

O administrador delegado da CST, discorda do valor de 5 milhões de dólares que segundo o denunciante Hamilton Vaz, o Estado são-tomense perde mensalmente no quadro do negócio que a CST vem fazendo com o indicativo nacional, o 239, conforme a denúncia feita junto a segunda comissão especializada da Assembleia Nacional. Perda de 5 milhões de dólares mensais, que segundo o denunciante lesa os cofres do Estado santomense.

«Ouvi um título de uma notícia que dizia que o Estado de São Tomé perde cinco milhões devido a negócios que assinou. Obviamente que a CST nunca estaria envolvida em nenhum negócio que lesasse o Estado de São Tomé», declarou Jorge Frazão.

O Administrador Delegado da CST não gostou da notícia escrita pelo Téla Nón, que realçou a denúncia do cidadão Hamilton Vaz, sobre a lesão que os cofres do Estado sofrem, com a perda de 5 milhões de dólares por mês, por causa do negócio denunciado pelo cidadão Hamilton Vaz, envolvendo a CST.

«Obviamente que os nossos advogados vão analisar este tipo de notícias e avaliar se há aqui matéria para discutir judicialmente. Quando se fazem notícias que são caluniosas e que não correspondem a verdade, porque jamais a CST – que é uma empresa tida também pelo Estado Santomense – envolveria num negócio que lesasse o Estado…» afirmou Jorge Frazão.

O Téla Nón promete acompanhar o caso, do “Negócio do Código – 239” e os trabalhos da segunda comissão especializada da Assembleia Nacional.

Aliás, antes de Jorge Frazão, administrador delegado da CST, admitir a possibilidade de levar a notícia do caso, e o jornal que escreveu a denúncia, para julgamento em tribunal, a segunda comissão especializada da Assembleia Nacional, ouviu a actual Presidente do Conselho de Administração da AGER.

Maria Mendes, começou por descrever a situação precária que a AGER enfrenta. Uma Autoridade Geral de Regulação, que tem «uma situação financeira comprometida». A Presidente do Conselho de Administração prosseguiu com o relato decadente da AGER. «Temos o crédito parado. Não estamos a pagar, porque não temos dinheiro para o pagar».

Uma autoridade de regulação falida, que no entanto foi surpreendida com a denúncia feita pelo jurista/advogado Hamilton Vaz, segundo a qual, o negócio do indicativo nacional, gera 5 milhões de dólares mensais, que no entanto, não caiem nos cofres do Estado.

«Nós realmente gostaríamos de saber. Eu penso que é um caso de Polícia de Investigação que o Estado devia agarrar. É grave; achamos muito grave aquilo que vem na petição do cidadão Hamilton. Queremos muito saber donde saiu este montante. Nós queremos saber porque nós estamos com problemas graves de tesouraria. Nós precisamos deste dinheiro, nós precisamos. O país precisa de ter algum para o bem do povo santomense».

A Presidente Maria Mendes, não acredita no valor denunciado pelo cidadão Hamilton Vaz. «Se mesmo na época quando o Estado tinha dado autorização à CST, só era cerca de 500 mil, 700 mil dólares anuais, como é que agora mensalmente vai se fazer cinco milhões. Isso é um caso de polícia mesmo…», concluiu a Presidente do Conselho de Administração da AGER.

Abel Veiga

    6 comentários

6 comentários

  1. Dr. Joaquim Costa

    21 de Setembro de 2020 as 7:45

    Eleestá a metir porque fui pessoalmente vítima deste vosso negocio e isso é facil a ser verificado. Em São Tomé temos muitos especialistas que podem fazer isso epor este grupo de ladrões e fraudistas no tribunal com uma confiscação geral de todos os bens e bloquear as suas contas bancarias dentro efora do pais.
    O psis numa situação defícil hoje outros vivem como reis na terra roubando o povo. Temos que por fim a esta brincadeira e fazer de tal forma que um ladrão deve estar na cadeia e sem direito de sair com pagamento de dinheiro. Confiscar todos os bens e por fora de trabalho e sem dieito de no futuro desempenhar funções em empresas e orgãos do estado. Se no pais se começar a por em ação as leis vai haver sspeito e trabalho para o cofre do estado enãopara os bolsos de meia dúzia de fraudistas.

  2. José Manuel

    21 de Setembro de 2020 as 8:12

    Todos os dias temos a justificação de que a empresa está falida, de que não podemos fazer nada porque não temos dinheiro etc. etc.
    Basta já de estar sempre a choramingar. Não têm dinheiro, mas os salários chorudos não param de cair todos os meses. Se não tiver condições de trabalho, peça demissão. Não se pode é ocupar cargos e não fazer o essencial, sempre com justificações de que não se tem condições.

  3. Manuel Esclarecedor

    21 de Setembro de 2020 as 8:26

    Isto é o que dizem. E a Portugal Telecom? Não sabe?

  4. We beto

    21 de Setembro de 2020 as 8:33

    O ministério público têm que agir para prender os ladrões de povo. Isso está demais. Está comissão devia ouvir também Rafael Branco porque era ministro na altura.

  5. Sem assunto

    21 de Setembro de 2020 as 9:52

    Não precisa se ser um especialista em análise documental, ou mesmo a semântica textual, para perceber de que não é de todo a verdade o que foi dito por este indivíduo, reparem o primeiro aspeto a ser analisado por ele foi económico. Estara preocupado com com a vinda a tona dos valores apontados? Reparem o mesmo inicia a sua intervenção dizendo: A CST desconhece como é que o cidadão Hamilton Vaz calculou este valor. Que precipitação, algo aqui não bate certo.
    Temos aqui um pista que aponta ser provável de que a CST na verdade conhece o caso, ou mesmo está dentro, e sabe de que existe avultadas verbas envolvidas.
    Pena não temos gentes e instituições com calibre para investigar nada neste país.

  6. Tomas Mendonça

    21 de Setembro de 2020 as 17:44

    A Presidente do Conselho de Administração da AGER ainda lança dúvidas porque infelizmente parece que CST é que regula AGER em São Tomé e Príncipe.
    Por favor minha senhora, não lança essas dúvidas porque se provar que é verdade, fica muito mal para si. Há situações em que é muito melhor ficarmos calados e submeter tudo ao inquérito.

    Esperemos que seja mesmo falso, porque roubar o meu país dessa forma é demasiado triste, sabendo que estamos na lista dos mais pobres do planeta.

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