Sociedade

Governo tenta repor o stock de medicamentos para evitar greve geral na Saúde

Todos os sindicatos do sector da saúde, uniram-se num único bloco, e colocaram o Governo de Jorge Bom Jesus contra a parede.

O executivo foi confrontado com um ultimato dos enfermeiros, dos técnicos de análises clínicas, e dos médicos.

Ou são melhoradas as condições de trabalho nos postos de saúde e nos hospitais do país, com destaque para o fornecimento de medicamentos, reagentes e outros consumíveis, ou então, todos os serviços da saúde entrariam em greve a partir de 2 de Fevereiro, terça feira.

A resolução da crise de medicamentos e de reagentes nos centros de saúde e nos hospitais, foi a principal reivindicação dos sindicatos do sector da saúde.

Ramon dos Prazeres, porta voz da união dos sindicatos do sector da saúde, disse ao Téla Nón, que a reunião entre os sindicatos da saúde e o Governo, realizada na última sexta feira no palácio do Governo, foi determinante para evitar a paralisação geral do sector da saúde de São Tomé e Príncipe, a partir de 2 de Fevereiro.

«Na reunião da passada sexta feira, chegamos a um entendimento, que permitiu a assinatura de um memorandum de entendimento», afirmou o porta voz dos sindicatos da saúde.

A garantia dada pelo Governo aos sindicatos, de que já estava em curso a aquisição de medicamentos e reagentes para garantir assistência à população, satisfez a principal reivindicação, que era o motivo chave para o desencadeamento da greve geral e por tempo indeterminado.

«Suspendemos o projecto de greve geral, marcado para 2 de Fevereiro, porque o governo garantiu que já adquiriu uma parte de medicamentos e reagentes, e que já está no país para minimizar a crise. Prometeu que durante esta semana e a próxima chegarão mais medicamentos, regentes e consumíveis, para repor o stock», explicou Ramon dos Prazeres.

A rotura do stock de medicamentos e de reagentes no sistema nacional de saúde, é contínua, e numa altura em que o país se confronta com a Pandemia da Covid-19 acaba segundo os sindicatos da saúde, por ser «extremamente grave».

Tão grave, que segundo o porta voz dos sindicatos, a rotura do stock de medicamentos e reagentes, é a principal causa do aumento de agressões físicas contra os profissionais de saúde, tanto nos postos de saúde como nos hospitais.

«O paciente ou o seu acompanhante, é orientado para receber ou ser administrado, este ou aquele medicamento, que infelizmente não há nos hospitais….. Quando os profissionais dizem que tal medicamento não existe, o paciente ou seu acompanhante age de imediato com violência. ….Mas o quê que o profissional de saúde pode fazer, se o sistema não tem tal medicamento, ou também não tem reagente para realizar esta ou aquela análise clínica?», interrogou o porta voz dos sindicatos.

Ramon dos Prazeres, disse ao Téla Nón que os profissionais de saúde são agredidos injustamente pelos utentes. Mais grave segundo ele, é o facto de na mais recente sessão plenária da Assembleia Nacional, um deputado ter acusado os profissionais de saúde de desvio de medicamentos.

«Essa declaração foi muito grave para nós. Na reunião com o Governo debatemos isso, e ficou provado que o país não tem medicamentos, nem reagentes. Então, como é que os profissionais de saúde iriam desviar algo que não existe no mercado, que não foi importado pelo Governo?», mais uma interrogação do porta voz dos sindicatos da saúde.

Unidos para garantir a melhoria das condições de trabalho e de assistência aos pacientes, os sindicatos do sector da saúde, aproveitaram a reunião da passada sexta feira com o Governo, para exigir segurança para os profissionais de saúde nas horas de trabalho, tanto nos hospitais como nos postos de saúde.

«Exigimos também a formação dos quadros, a aprovação do estatuto de carreira profissional, e por fim o reajuste salarial», concluiu.

Sindicatos da saúde, pressionaram o Governo a agir rapidamente no sentido de comprar medicamentos e reagentes para melhorar a assistência aos utentes tanto nos postos de saúde como nos hospitais.

Abel Veiga

    14 comentários

14 comentários

  1. Cidadão atento

    1 de Fevereiro de 2021 as 10:05

    Compreeendo que o Sindicato defenda os seus, mas não venha tapar o sol com a peneira!! Uma das razões porque não há medicamentos, é precisamente por causa de alguns funcionários desviarem os mesmos para as suas farmácias privadas!!
    Portanto, tratem é de implementar mecanismos de controle de stocks, na entrada para o Hospital e Farmácias, e a saída registada de cada comprimido!!!

  2. Andorinha

    1 de Fevereiro de 2021 as 12:05

    Os sindicatos os profissionais de saúde tem toda razão o governo de Jorge bom Jesus esta a comer dinheiro e depois pedir os profissionais de saúde que façam omelete sem ovos e por conseguinte levarem pancadas de utentes.
    Não se compreende o hospital com falta de tudo e os camaradas da nova maioria a fazerem negociatas com dinheiro público
    Não ha medicamentos mas compraram sabão de 17milhões que ninguém viu sabão.
    Não ha medicamentos mas alugaram casa do Delfim Neves por 10 mil euros.

  3. Terra Boa

    1 de Fevereiro de 2021 as 12:19

    Não vamos desviar atenção e encontrar um culpado. Os médicos, enfermeiros e os técnicos da saúde não são culpados pela incompetência do Governo e dos Dirigentes da Saúde. Governo deve Garantir a compra regular dos medicamentos e outros consumíveis clínico, sob pena de garantir os cuidados de saúde a toda população, esta medida está plasmado na Constituição da Republica. O Controlo depende da competência dos Governantes, se interessa o Governo manter os medicamento no Sistema de Saúde, deve criar medidas e regras claras para um controlo dos fármacos.

  4. matabala

    1 de Fevereiro de 2021 as 12:36

    o meu caro “Cidadão atento” tem toda a razão, não obstante esses desvios-que todos sabemos que acontecem há vários anos e que ninguém quer por a mão nisso (é muito fácil controlar essas coisas quando se tem vontade de fazer bem, mas quando todos comem cadinho, cadinho…fica dificil travar, todos são cumplices no hospital)- é também verdade que se em vez dos “grandes” andarem a fazer fezada com dinheiro público do Covid com desvio de verbas para outros fins, se aplicássem no nosso hospital e na saude do seu povo, era bem melhor!Assim, que mensagem estão a passar? Cada um faz o que quer!!Ninguém é responsabilizado.
    Quanto aos doentes e seus familiares é só orar!!!Medicos não atendem bem pessoas, são arrogantes e até parece que quem vai para o hospital vai por gosto de os vir incomodar!!!É preciso mais formação civica e compaixão…só quem não passou por elas é que pode vir dizer que nesta os médicos tem razão!Sejam mais humanos que a violencia/agressividade dos utentes só é na mesma medida em que se sentem mal tratados!

  5. Vergonha nacional

    1 de Fevereiro de 2021 as 13:43

    Ha muito roubo de medicamentos, não ha governo que aguente esses senhores da saude toda gente tem farmácia em casa. Não têm moral, tudo de saúde é desviado para proveito próprio dos senhores e senhoras do hospital. Fundo de medicamentos é só roubo… bandidos.
    Ainda bem que não sou político, se fosse, punha ordem nisto!

  6. Gregorio Furtado Amado

    1 de Fevereiro de 2021 as 13:57

    O sindicato deve estar feito com governo. Se já existe medicamentos no país, porquê que deixam o povo a sofrer e a morrer? Um bando de incopetentes.

  7. Manuel Queirós dos Anjos

    1 de Fevereiro de 2021 as 15:42

    Meu senhor, estes tipos são vivos- Veio o Covid19, saírem a corre e abandonaram os pacientes. Mesmo antes disto, alguns dos profissionais de saúde têm comportamentos, que nem os veterinários têm com os animais irracionais neste caso. Disseram que precisam de formação dos quadros, depois tocaram na aprovação dos estatutos de carreira profissional, e por fim trouxeram o reajuste salarial. Aqui sim, é o que mais querem. Será que falta formação/capacitação para o pessoal?
    Todos os dias, antes de iniciarem o trabalho, no CHST, pelo menos, os médicos têm um encontro que pode ser entendido como”
    refreshing the mind” isto é muito bom. Com relação aos outros, como os enfermeiros aqui não sei.

  8. Vanplega

    1 de Fevereiro de 2021 as 20:39

    Agora, acabe o governo por a policia e a PJ, investigar o roubo dos medicamentos no hospital

    A PJ, deve ir ao mercado, ver observar is senhores que vendem medicamentos na ruas, nas clinicas dos senhores e tal, saber como conseguiram obter esses medicamentos.

    Agora, è trabalho da Policia e a PJ

  9. Zeca

    1 de Fevereiro de 2021 as 22:32

    Essas gentes do hospital até mete dó, roubam tudo do hospital, têm farmácia, clínica, nada que não se vê no hospital pode-se encontrar nas suas farmácias caseiras e nas suas clínicas. Alguém tem que ter coragem para colocar essas gentinhas na cadeia. Corjas

    Em tempos respondia para eles, hoje vejo que o estado de stp não aguenta esses ciganos do hospital.

  10. Fuba com bicho

    1 de Fevereiro de 2021 as 22:39

    Os técnicos hospitalar ganha muito bem para aquilo que fazem, sem vergonhas. Furtadores de medicamentos. Nosso país não avança por causa da politiquice. Temos sindicatos políticos, tudo é política neste país. Ainda bem que não preciso de política nem de partido nenhum para viver

  11. Hospital de Roubo

    1 de Fevereiro de 2021 as 22:43

    Meus parabéns têm ja medicamentos para encherem a vossa farmácia. Haja paciência para aturar esses chantagistas de Ayres de Menezes

  12. Guadalupe

    2 de Fevereiro de 2021 as 5:36

    Repor stok para quê, se eles rouba todo medicamento e consumíveis do hospital. Governo vai é chover no molhado, dentro de dias hospital estará vazio outra vez.

  13. José António

    2 de Fevereiro de 2021 as 7:51

    Não há dinheiro para a compra de medicamentos e reagentes, mas há dinheiro para pagar 10 000 euros ao Delfim Neves pela renda de um mês de casa. Nem se fosse o Palácio cor de rosa não seria admissível pagar dez mil euros a renda de um mês de uma casa nesta altura em que as coisas estão mal, sobretudo, ter que pagar a casa do Presidente da Assembleia, quando existem outros privados que fariam muito mais barato. O dono de um hotel disse-me que com 5000 dólares ele assumiria todos os médicos durante um mês no seu hotel.
    Os 17 milhões de Kuait continuam disponíveis, mas este governo não tem capacidade para utiliza-lo, pois os koweitianos não aceitam dar gorjetas, por isso tudo não avança.
    A ver vamos

  14. José António

    2 de Fevereiro de 2021 as 7:59

    primeiro foram funcionários das finanças, e resolveu-se
    segundo foram funcionários da saúde, resolveram
    Agora a educação ????
    Depois a função pública ???
    Quando se gaba demais dá-se nisto
    prometeram fundos e mundos na campanha
    Agora toma

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