Sociedade

Greve dos professores e educadores paralisou o sector da educação

O sindicato dos professores e educadores de São Tomé e Príncipe(SINPRESTEP), através do seu Presidente Gastão Ferreira, confirmou para a imprensa a paralisação a partir de terça-feira, 2 de Fevereiro, de todas as actividades lectivas.

Segundo o líder sindical, as negociações com o Governo permitiram a definição de uma grelha salarial para a classe docente, com o salário de base fixado em 6 mil dobras, cerca de 240 euros.

«Já tínhamos apresentado uma grelha salarial com o salário de base de 6 mil dobras incluindo todos os subsídios. Reconhecendo a situação que o mundo atravessa actualmente e que o país atravessa, nós subscrevemos a referida grelha», precisou Gastão Ferreira.

O chefe do SINPRESTEP, disse que de repente tudo mudou. «Para o nosso espanto apresentaram-nos uma outra grelha salarial, com valor mais baixo…», pontuou.

Por isso, segundo o líder sindical a greve foi desencadeada. Por sua vez, o ministério da educação diz que a greve é ilegal, tendo em conta que «as negociações não tinham sido esgotadas».

O SINPRESTEP,  diz que continua disponível para negociar, mas garante que a greve que começou esta terça feira, no sector da educação é por tempo indeterminado.

Abel Veiga

    4 comentários

4 comentários

  1. Não existem direitos adquiridos nos salários, todos somos santomenses e temos os mesmos direitos e deveres

    2 de Fevereiro de 2021 as 21:20

    Não existem direitos adquiridos nos salários. Se quem ganha bem é um direito adquirido, quem ganha mal também tem de passar a ter esse direito e só há uma forma de resolver isso que é com o reajuste salarial a nível Nacional.

    O nº 1 do artigo.º15 da Constituição Santomense manda o seguinte:

    Todos os cidadãos são iguais perante a lei, gozam dos mesmos direitos e estão sujeitos aos mesmos deveres, sem distinção de origem social, raça, sexo, tendência política, crença religiosa ou convicção filosófica.

    O estado deve exercer a autoridade de estado, reajustando os salários para que todos os santomense passem a ter uma vida com mais dignidade e não se deixar intimidar com as teorias da conspiração dos salários adquiridos.

  2. Sem assunto

    3 de Fevereiro de 2021 as 6:18

    Os que educam meio mundo, estão na rua da margura implorando por um mísero aumento aos que foram educados por eles, e que paradoxalmente nada entendem da construção de um nação, pois se entenderiam, saberiam de antemão quão nobre e útil é a função dos professores e educadores.
    O comerciante de Osvaldo Vaz, gestorzinho da quinta categoria, que nem sabe expressar corretamente, o homem que hipotecou a pasta das finanças, dado ao financiamento entregue ao partido para as eleições, e que afirmou não precisar de saber nada das finanças bastando lhe ter apenas “bons capachos” diz hoje não assinar e nunca vir a assinar o aumento para os professores. Terra de bandalha afinal quem manda nesta m.. da.
    Compare o impacto social-económico e cultural dos trabalhos dos professores com o trabalho de outras classes, e veja a diferença salarial entre estes sectores, tire 100 professores do sistema e tire 100 pessoas de um sector qualquer, com excepção a saúde, e veja quais destes provocará colapso social. Lógica e elementar, quem mas contribui para para o desenvolvimento da nação deve ganhar mais, acéfalo, energumo!
    São vocês que desaparecerão sem deixar saudades, estaremos cá para vos ver a acabar como o PCD acabou.

    • Zagaia

      3 de Fevereiro de 2021 as 11:43

      A situação que os professores estão passando, não é de hoje, já vem de trás.
      Tem que haver um culpado, que é o sindicato que não tem competência e nem vontande de negociar á tempo e horas com o governo. Todos os anos, temos o orçamento do estado, porquê que nessa altura, o sindicato não chega á frente para negociar???

  3. José António

    3 de Fevereiro de 2021 as 15:27

    Os capamgas do Governo que nada fazem recebem mais de dez mil dobras mensais nas empresas públicas só com o objectivo de estarem na internet a contestarem as criticas que são feitas ao governo.
    Vão a EMAE e ver quanto e que o senhor Bolboleta, o senhor Vaso Guiva recebem todos os meses sem prestar nenhum serviço ao estado. Veja quanto é que o Director da EMAE recebe pela sua propria viatura que ele tem alugado para EMAE.
    Vai a ENAPORT e vaja quanto é que o senhor Dendê e outros recebem mensalmente sem prestar nenhum serviço ao Estado. Veja quanto é que o Director da ENAPORT alugou o seu proprio carro para empresa. E sabem quem é o seu condutor que rebe um balurde todos os meses? É o seu próprio filho, que para além de ser funcionário que ele meteu na empresa é também o seu condutor privado.
    Falo apenas destas duas empresas pois todas as outras empresas de Estado estão na mesma bandalha. Estão a pagar os camaradas que andaram a fazer campanha. Agora com as próximas eleições presidenciais tudo vai ser pior.
    Por isso, aconselho aos professores a não baixarem as guardas. O Governo está a deitar lágrimas de corcodilo.
    Força Professores

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