130 famílias residentes em zonas de risco, estão a ser realojadas em habitações seguras, distribuídas por seis comunidades costeiras. Com financiamento do Banco Mundial, já foram construídas 58 casas sociais, e outras 72 deverão estar concluídas no prazo de um ano.
Em Santa Catarina, no norte da ilha de São Tomé, já foram entregues 25 habitações. A comunidade irá beneficiar de mais 15 casas, com tipologias diferenciadas.
“Vamos agora construir todas as casas em alvenaria, utilizando materiais alternativos que temos vindo a estudar em parceria com o Laboratório de Engenharia Civil”, afirmou Arlindo Carvalho, Coordenador do projeto WACA.
Cada habitação está avaliada em cerca de 22 mil e 500 euros. O lançamento oficial das obras, feito pelo Presidente da República, foi recebido como um momento de celebração pela comunidade.
Carlos Vila Nova sublinhou que o projeto WACA está a cumprir os objetivos definidos.
“Estamos perante um conjunto de casas já habitadas, dignas. Visitei uma delas e pude constatar a qualidade e o espaço de expansão para acolher a família. As novas habitações representam uma evolução, oferecendo alojamentos de melhor qualidade.”
O Presidente da República relembrou o passado recente e evocou as dificuldades enfrentadas pela população de Santa Catarina devido aos impactos das alterações climáticas.
“Santa Catarina é uma vila duramente afetada, onde os danos materiais foram significativos, representando um risco para a vida dos habitantes.”
Além de Santa Catarina, também as comunidades de Micoló, Yô Grande e Malanza, na ilha de São Tomé, e Praias Burra e Abade, na ilha do Príncipe, vão beneficiar das novas casas sociais, construídas em zonas de expansão segura.
José Bouças