A poluição causada por sacos plásticos convencionais tornou-se uma séria ameaça ambiental em São Tomé e Príncipe, afetando ecossistemas terrestres e aquáticos em todo o território. Apesar de a lei que proíbe a sua importação e comercialização estar em vigor há cinco anos, só agora as autoridades intensificam os esforços para garantir a sua aplicação efetiva.
“Todos temos consciência dos impactos negativos reais que os sacos plásticos convencionais representam, não apenas para o meio ambiente, mas também para a saúde pública das nossas populações”, afirmou Suliza Quaresma, Diretora-Geral do Ambiente.
A partir da segunda quinzena deste mês, será proibida a comercialização de sacos plásticos convencionais, com penalizações previstas para os infratores.
“A coima aplicável situa-se entre 10.000 e 100.000 dobras, conforme a gravidade da infração.”
Mas antes da entrada em vigor das sanções, o Governo lançou uma campanha de sensibilização de quinze dias, centrada sobretudo nas casas comerciais, com o objetivo de informar e preparar os operadores económicos para a transição.
“Num esforço conjunto de fiscalização e sensibilização, queremos deixar claro que chegou o momento de mudar de paradigma e adotar alternativas sustentáveis aos sacos de plástico convencionais.”
Francisco Pereira, gerente de uma das mais antigas lojas do centro da capital, aplaude a medida.
“Considero extraordinário o facto de a medida ter finalmente sido implementada. Se há alguma crítica a fazer, é apenas por ter chegado um pouco tarde”, garantiu.
O que se pretende é a substituição dos sacos convencionais por alternativas biodegradáveis, mais amigas do ambiente.
José Bouças
santomé cu plixinpe
4 de Setembro de 2025 at 14:35
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