Sociedade

São Tomé e Príncipe avalia transição das cantinas escolares para fogões a gás

Cerca de 50 mil crianças, desde a educação pré-escolar ao ensino básico, beneficiam diariamente de uma refeição quente nas escolas de São Tomé e Príncipe. Estas refeições, tradicionalmente preparadas em fogões a lenha, têm ao longo dos anos provocado consequências significativas: degradação ambiental, desmatamento e riscos para a saúde, sobretudo das cantineiras.

Problemas de visão, complicações pulmonares resultantes da inalação de fumos e poluentes, casos de hipertensão e a necessidade constante de se afastar do fogo”, enumerou Ludmila Vila Nova, técnica do PNASE.

Com o objetivo de inverter esta realidade, o projeto PRIASA II, financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento em parceria com o Programa Nacional de Saúde e Alimentação Escolar (PNASE), promoveu um estudo para avaliar a introdução de fogões a gás nas escolas básicas.

Uma vez que tanto São Tomé como Príncipe já são reserva mundial da biosfera, este projeto é bastante bom e inovador para a educação”, sublinhou Guilhermina Martins, gestora escolar.

A cantineira Filomena dos Santos, que testou a cozinha equipada com fogão a gás, garantiu: “a comida é confecionada de forma rápida e estou a gostar de trabalhar com fogão a gás.”

Os resultados, amplamente aplaudidos pelas cantineiras, levantaram, contudo, desafios relacionados com a sustentabilidade financeira da aquisição contínua do gás e com a adequação do tamanho dos fogões às panelas utilizadas nas cantinas.

Esta é uma responsabilidade de todos: governo, escolas, famílias e comunidade. A alimentação escolar não é apenas um serviço, mas sim um direito essencial das nossas crianças, que deve ser protegido e valorizado”, destacou Isabel de Abreu, Ministra da Educação, Cultura, Ciência e Ensino Superior.

A governante reafirmou, no entanto, o compromisso do Governo em investir na modernização das cantinas escolares e na implementação de soluções sustentáveis que conciliem eficiência, saúde e preservação ambiental.

José Bouças

5 Comments

5 Comments

  1. Sénguê

    19 de Novembro de 2025 at 22:17

    A nossa flora e fauna, que terrestres, quer marítima, dos rios, são ricas

    Nestes sentido precisamos de apreciar a nossa culinária, a nossa gastronomia, precisamos, de formação nestas áreas, mais programas sobre a nossa gastronomia nas televisões, canais de rádio, programas gastronomicos, ensinar a confeccionar, sobretudo refeições rapidas,…

    O fortalecimento da segurança alimentar é essencial no país,…

    Relativamente ao descrito acima, boa evolução, tendo em conta a salvaguarda da saúde das canteneiras, bem como a protecção e preservação da natureza,…

    Torna-se premente adequar os fogos a gás a dimensão de panelas escolar, bem como equacionar o problemas de fundo para compra de gás, de forma organizada e rigoroso.

    Por outro lado há necessidade de espaço, salas, anfiteatros, refeitórios equipados para as crianças comerem, que jamais a chuva, ou debaixo de arvores, ou á sol,…um verdadeiro serviço de cantina escolar

    Se estás fora do país quando houves a nossa musica, a tua pele arrepia, então és daqui, é a tua cultura

    Ama a tua terra, o teu povo, ajuda a desenvolver o teu país

  2. Pau ossâme

    20 de Novembro de 2025 at 1:29

    Antes de levarmos a cabo, projectos, modificação,modernização, há que ter em conta, conceitos/cultura de trabalho/trabalhar , organização, rigor, a responsabilidade, a responsabilização, a justiça, transparência, defesa, segurança, preservação, protecção, a emergência, para a sustentabilidade,…

    É imperioso modificar as estruturas e funcionamento, competências das instituições, pelo que no contexto actual de que elas existem e funcionam, já nada fazem sentido a maneira como funcionam e são adminitradas, ou geridas, assim como algumas legislação, que vêm do tempo colonial,…

    Por exemplo,…

    Temos os serviços de cadastro, ou departamento da habitação, que tem como uma das competências, atribuição de licenças de habitação, medicação de terrenos, etc…funcionam sem ter por base a cartografia, ou carta geológica, na ausência de um plano de ordenamento do território, que deveria existir a nivel nacional, distrital e regional para definição de competências e objectivos,…

    É preciso mudar de paradigma,…instituição como cadastro deveria servir como entidade de certificação/fiscalização, de atribuições ligadas a habitação, sendo que transferência de competências na áreas de habitação, construção de estradas rurais e secundários m, a iluminação publica, os transportes públicos, etc,(premência de planos diretores distritais e regional, planos de pormenor), para esfera das câmaras distritais, mediante reorganização das mesmas(descentralização/desconcentração de poder de administração), atribuição de competências, receitas, desenvolvimento local, distrital e regional, que tanta falta faz para a sustentabilidade.

    Outra realidade instituição desfasada no tempo, a empresa de água e electricidade nacional, a EMAE, soma prejuízos atrás de prejuízos, já a muito deveria se reformulada,….

    São Tomé e Príncipe,tem agua a escorrer em todis os cantos, porquê que tem que ser a empresa EMAE, a gerir, todas as escorrencias e nasceste distribuição, cursos de agua de agua,….quando estas competências poderiam, devem ser transferidas à empresas camarárias ou privadas locais, distritais e regional, ainda mais, quando jamais devem ter uma carta geologica, das bacias hidrográfica nacional,… ficando assim somente com a gestão distribuição de electricidade, e certificação energética, emissão de pareceres para captacao e distribuição de agua(pois que existem populações localidades distritais que têm falta de acesso a estes liquido, libertando a administração central para outras realidades e investimentos por exemplo na saúde.

  3. Célio Afonso

    20 de Novembro de 2025 at 9:06

    Excelente iniciativa. Nota 100, no universo de 100%.
    Cabe ao governo criar condições para implementação do projecto porque os benefícios superam de longe os custos.
    O problema é que as coisas boas acontecem muito esporadicamente e a operacionalização com muita lentidão.
    Os políticos devem pensar um pouco mais no povo.

    • Maria

      22 de Novembro de 2025 at 4:00

      Concordo inteiramente!

  4. Anibal Damiao

    20 de Novembro de 2025 at 10:21

    É preciso estudo? 😀

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top